31 janeiro 2006

27 janeiro 2006

amanhã é dia de compras

vamos ver se a fnac já tem este, ao que parece muito bom

25 janeiro 2006

há uma nova ordem em portugal

benvindos a um país de arroz de serrabulho

23 janeiro 2006

youth against fascism

a sieg heil-in' squirt
you're an impotent jerk
yeh a fascist twerp
it's the song I hate

(sonic youth)

18 janeiro 2006

sugestão para o dia que amanhã há.de aparecer

(porque hoje já não há luz)

sente.se confortavelmente a uma janela e oiça a my curse dos afgan whigs em repeat até à exaustão.
não corte os pulsos, porque ela não vale a pena.

17 janeiro 2006

recordar é viver



o primeiro recordar é viver deste ano recua até 1979, não até kingston, como alguns poderiam pensar, mas a plena coventry, onde os specials nasceram para serem justamente considerados os pais adoptivos da onda ska revival que percorreu grande parte dos anos 80.
com músicas que marcaram o imaginário de todas as bandas que hoje fazem covers baratas, os the specials encontram nos the clash ou nos madness algumas das linguagens mais próximas. no entanto, e ao invés do punk de joe strummer ou do proto-punk-new-wave do colectivo de camden, os the specials fizeram no álbum quase homónimo as mais fantásticas músicas de ska puro e duro de sempre.
com uma produção invejável de elvis costello, e uma pinta de fazer corar qualquer arraçado de sean paul que se passeie pelo lux nas noites de sexta feira, os the specials fizeram da música uma grande festa e uma celebração de fórmulas mais ou menos rígidas combinadas com o espírito que imergiu da visão caótica que os sex pistols perfilharam.
o primeiro álbum dos the specials é um dos primeiros passos da caminhada triunfal que foram os anos 80. caso raro na história da música britânica, specials aparece-nos como um oásis na desinteressante cena revivalista destes sons personificada pelos ub40 ou dexy's midnight runners (sim, os de c'mon eileen).
specials é ska, certo, mas também é punk.
os rapazes gostam de reggae mas, pasme-se, são bons músicos.
é rock?
sem dúvida.

9/10

15 janeiro 2006

juramento sem bandeira

um dos blogs mais interessantes que tive oportunidade de conhecer ganhou o nome com o célebre 'manifesto' que joão peste, dos pop dell'arte, escreveu em 1987. o juramento sem bandeira é uma das mais notáveis afirmações poéticas da nossa música, a anos luz de toda a merda que se tem feito desde então.

13 janeiro 2006

heart in a cage

i don't feel better when i'm fucking around and i don't write better when i'm stuck in the ground, so don't teach me a lesson 'cause i've already learned. yeah, the sun will be shining and my children will be burn

(casablancas)

please...

10 janeiro 2006

08 janeiro 2006

o blog do jacaré

mais um amigo que se lançou recentemente num novo blog, depois de uma primeira experiência falhada, onde expõe agora a versão derradeira da sua mais conhecida aventura literária: a fantástica odisseia de anastácio bonjardim.
para aprender a não levar tudo tão a sério é só carregar aqui.

07 janeiro 2006

as primeiras impressões

confesso que o que mais me agrada na música é uma certa estética retro, chamem.lhe garage ou revival, não me importo, que os nova iorquinos the strokes recuperaram com o álbum de estreia, is this it?
o som que revitalizaram em pouco mais de meia hora matou o nu metal e acabou de vez com o grunge. o fenómeno fez com que bandas como os velvet underground, os b-52's ou os the stooges encontrassem na crueza do rock dos the strokes um digno sucessor.
há quem diga que não passou de um hype, mas acredito, sinceramente, que is this it? foi o melhor que aconteceu à música norte americana em muitos anos. provavelmente o álbum vai ser visto, daqui a muitos anos, em termos comparativos, da mesma forma como hoje olhamos para o nevermind, dos nirvana - como o long play que traçou um novo rumo para o rock americano. mas até lá ainda vai correr muita tinta.
para já resta perceber como é que o terceiro álbum dos the strokes, first impressions of earth, se apresenta.

o formato é diferente. a linguagem é a deles.

first impressions of earth, à primeira impressão, é a obra que no futuro muitos vão considerar de transição. muitos vão dizer que é o pior que os rapazes fizeram. outros, provavelmente, que foi o grito da maturidade.
eu, pela parte que me toca, não sei.
ainda só vou na terceira faixa.

04 janeiro 2006

5:45

quem esteve no festival de paredes de coura deste ano sabe que wake up dos the arcade fire é uma daquelas elegias pop em estado puro que as bandas talhadas para pelo menos uma vez na vida atingirem a ribalta utilizam para se imortalizar aos ouvidos dos incautos. ser confrontado com esta música pela primeira vez é uma espécie de choque eléctrico contagiante e masoquista. porque é um vício.
depois da experiência intensa que foi ver os the arcade fire implodir pela encosta de paredes, eis que nos chega às mãos a memorável reportagem da colaboração entre os canadianos e david bowie. para ver aqui

03 janeiro 2006

guilt is a useless emotion

adenda a 2005 número 2 (the arcade fire [ep], the arcade fire)



o que podemos esperar dos arcade fire para o futuro? respondam.me honestamente...
os mesmos do genial álbum de estreia de 2004, funeral, ou os deste um pouco frouxo mas promissor ep de estreia, datado de 2002 e reeditado no ano transacto devido ao sucesso emergente da banda canadiana?
a pergunta sobressai porque nos intriga a todos saber se funeral foi apenas obra de um acaso mais ou menos previsto ou se a verdadeira natureza dos arcade fire é a da obra razoável mas banal que antecede a edição do long play.
em todo o caso deste ep destaca.se no cars go e my heart is an apple, músicas ao nível das que figuraram no alinhamento de funeral. do resto pouco há a dizer, a não ser que se descortina a vontade de fazer a música que nos chegou aos ouvidos com um dos melhroes álbuns de 2004. é pena que seja apenas uma vontade expressa, uma vez que os próprios arcade fire se encarregam, neste ep, de cortar as asas à música.
portanto, tendo conhecido o início da banda depois do brilhantismo que se lhe seguiu, continuamos em dúvida.
queremos, a todo o custo, algo tão bom como funeral. ouvimos a faixa da série 6 feet under - cold wind - e continuamos esperançados.
por isso, se os arcade fire me estiverem a ler, esqueçam este ep. queimem as cópias existentes. impeçam a sua produção.
não nos desiludam.

6.5/10

02 janeiro 2006

adenda a 2005 (the back room, editors)



lembram.se dos joy division?
desejam saudosamente o regresso dos bauhaus?
deliram de cada vez que ouvem a música dos eccho & the bunnymen quando o tipo do donnie darko desce a montanha de bicicleta logo no início do filme?
consideram, como eu, que os interpol são a melhor banda rock da actualidade?
então os editors vão.vos encher os olhos, para logo depois se aperceberem de que estes ingleses não terão muito futuro.
ou muito me engano ou a fórmula vai secar.
não me levem a mal. the back room é um álbum muito interessante. à 3a música, blood, ficamos com a ideia de que anda ali o espírito do pós-punk. e esse revivalismo, se dá um bom ar a todos quantos com ele se identificam, também é um pau de dois bicos. é que reviver todos conseguem, melhor ou pior. mas fazer dos ensinamentos neo-punk de ian curtis música diferente e adaptada àquilo que se quer o futuro do rock já é outra conversa.
e, para isso, existem os interpol.
porque o problema é que the back room estica a corda toda no início e perde.se em momentos menos interessantes a partir de metade do álbum. e acaba sem grande brilhantismo com uma insípida, no entanto brilhantemente apadrinhada, let your good heart lead you home.
eu espero, sinceramente, estar mais uma vez enganado.
como com os arcade fire, por exemplo.
porque as indicações deixadas pelos editors mostram uma simplicidade de processos e uma carga emotiva na música que fazem que deriva do mais tenso riff dos bauhaus aos mais hipnóticos momentos dos eccho & the bunnymen.
e é uma coisa terrivelmente bem conseguida. em parte.

7.5/10

01 janeiro 2006

do seis com 2 zeros



o melhor para o novo ano. são os desejos cá da casa.