o novo álbum dos shearwater, que já foram, em tempos, um projecto paralelo de will sheff dos okkervil river (curiosamente ambos editaram, até ao momento, 5 long-play's...), parece que promete.
chama.se rook e já está disponível nos escaparates.
desenvolvimentos em breve.
30 julho 2008
rook
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joséreisnunes
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10:46 da tarde
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tag álbuns
29 julho 2008
boicotem.nos
vai ser mais um ano sem festivais de verão.
depois da viagem a paredes para ver o morrissey em 2006, jurei para nunca mais. e a promessa mantém.se.
é que, sinceramente, já não há estofo sequer para estar 2 dias em trânsito, a dormir e comer mal, para ver um concerto, quando lisboa acabará por receber o mesmo concerto, uma vez que, como diz o ny times, somos a capital cultural da europa.
(e este ano, diga.se, não há ninguém que me faça sair de casa)
o cartaz de paredes tem 3 nomes interessantes -dEUS, the mars volta e sex pistols - mas nenhuma truta, como em anos anteriores. o sudoeste, esse, outros 3 - björk, franz ferdinand e tindersticks.
e como com metade destas bandas já seria um repeat, este ano, mais uma vez, opto pelo sofá.
divirtam.se
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joséreisnunes
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4:41 da tarde
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tag concertos
25 julho 2008
jovens promessas
mais 2 nomes adicionados à lista de recomendáveis. os novos pornógrafos e a ana fazem parte, desde hoje, da conceituada lista cá do burgo. amor com amor se paga não é?
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joséreisnunes
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3:28 da tarde
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23 julho 2008
primeira impressão
partie traumatic, black kids [2008] - é daqueles discos alegres e descomprometidos, que agradam a gregos e troianos, ainda que não sejam todos os que reconhecerão no trabalho dos black kids a colagem a modelos que vêem desde os velhinhos smiths, com ponto de paragem na carreira dos the cure ou com expressão contemporânea nos arcade fire. o single explosivo - i'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you - é o momento pop de 2008. mas os melhores títulos de canções dos últimos tempos não servem, no entanto, para disfarçar alguma inconsequência deste partie traumatic: a voz do rapaz é demasiado parecida com a do brett anderson (e os anos 90 morreram há muito), o toque china girl de algumas músicas não se compara à versão bowie/iggy, e inovação não é uma palavra que seja muito conhecida destes jovens. partie traumatic é um long play desenvolto e os black kids são um hype interessante. mas ainda têem muita sopinha para comer.
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joséreisnunes
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10:15 da tarde
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tag álbuns
desculpem não ter dito nada mas entretanto meteram.se as férias
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joséreisnunes
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7:53 da tarde
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tag férias
12 julho 2008
bonnie 'prince' billy, zdb
a haver um título secundário deste post só poderia ser bigger than life. os leitores do a new order - são poucos mas existem - sabem que nem sou muito dado à glorificação barata. mas ontem, na zdb, cumpriu.se parte da história que vai ser contada de pais para filhos.
longe da poeira que o bob dylan teimava em fazer acalmar, bonnie e a banda que o acompanhou dispensaram mais de duas horas para a malta aprender alguma coisa sobre música. normalmente, quando um concerto não passa da cepa torta, há tendência para falar da competência dos intervenientes como justificação da inabilidade de fazer música com significado. imaginem o que é conjugar uma competência inatingível por todas essas bandazecas que enchem o coliseu à custa de um ou dois álbuns que ninguém vai recordar daqui a 50 anos, com uma postura humildemente cooperante com o público e a genialidade destinada a muito poucos transposta para mais de 30 temas. adicionem.lhe a capacidade de improviso e as falhas naturais de músicos bastante jovens que apenas nos ajudam a regressar à terra quando já os imaginávamos com uma áurea supranatural.
pensem naqueles concertos em que tudo corre, simplesmente, bem. em que as músicas não são o acompanhamento de uma conversa qualquer e onde a simbiose entre os músicos é muito mais do que latente.
foi assim que, ontem, se ganhou o oeste.
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joséreisnunes
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07 julho 2008
just rocky
consegui finalmente ver o último filme do rocky. mais velho mas igualmente estúpido, o italian stalian continua cheio de energia nos punhos e de boas lições para os mais novos. e depois de ver a forma como o homem, sendo derrotado aos pontos, consegue ter um pavilhão inteiro a gritar o seu nome, arrisco.me a dizer que para muitos miúdos da minha idade que nunca tiveram muita paciência para livros, o stallone enquanto balboa foi e continuará a ser o maior filósofo e a grande referência moral para a vida.
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joséreisnunes
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4:20 da tarde
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06 julho 2008
a sentença do professor marcelo
vantage point, dEUS [2008] - longe vão os tempos dos dEUS de in a bar, under the sea ou de the ideal crash. e longe vão também os tempos em que os dEUS, com uma formação mais ambiciosa (e tecnicamente melhor), marcaram ritmo na música independente europeia. e quando digo europeia excluo, obviamente, todas as bandas inglesas. vantage point, longe do brilho dos dEUS pré-1999, é um avanço consistente e esteticamente bem definido. a hibridez própria do conjunto belga é hoje uma mera miragem. perdem em surpresa e brilhantismo, mas conseguiram alcançar o que parece ser o padrão actual do conjunto: fazer um bom disco de rock. ponto alto na dupla tirada the vanishing of maria schneider/popular culture, essas sim, duas músicas à dEUS.
to survive, joan as police woman [2008] - dona de uma voz espantosa, melhor do que a de 2 amy winehouse, joan wasser regressa em 2008 com o seu terceiro long play enquanto joan as police woman. to survive desilude em relação ao anterior avanço - real life - mas não deixa de ser uma bela aposta para as noites de trabalho mais prolongadas. a colaboração de rufus wainwright no tema que encerra um álbum bastante personalizado - daqueles que realmente se pode chamar de autor - é um dos melhores momentos discográficos de 2008.
modern guilt, beck [2008] - mais um disco completamente inconsequente de beck. aliás, aquele que é um dos artistas mais sobrevalorizados da música norte-americana, não acerta uma desde sea change. e já lá vão 6 anos e 3 álbuns. diga.se desde já que metade dos long play que editou não servem, absolutamente, para nada. quando beck toma um rumo estético bem definido faz álbuns arrebatadores (ver mellow gold, odelay ou one foot in the grave, p.e.). quando insiste em tentar descobrir a pólvora, como é o caso do mais recente modern guilt, a coisa soa tão falsa quanto inoportuna.
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joséreisnunes
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03 julho 2008
sugestões para o fim de semana do professor marcelo
vantage point, dEUS [2008]
modern guilt, beck [2008]
to survive, joan as police woman [2008]
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joséreisnunes
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aposto que foi um português
roubaram a lápide de ian curtis.
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joséreisnunes
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tag joy division
triunfo da experiência
med sud i eyrum vid spilum endalust, sigur rós [2008] - são uns sigur rós bem diferentes, estes os de 2008. conforme começaram a fazer notar ao quarto álbum - takk - deixaram para trás o tipo de som que os caracterizou em 3 long plays de excelente recorte, e abraçam definitivamente a pop esteticamente menos elaborada e arrebatadora mas igualmente rica em conteúdo e dramatismo.
uma bela surpresa.
lie down in the light, bonnie 'prince' billy [2008] - não é o will oldham maior que o mundo de i see a darkness. nem tão pouco a voz que se impunha sobre a guitarra de matt sweeney em superwolf. é um oldham mais maduro, cheio de vontade de mostrar que aprendeu a limpar a voz. e se é verdade que não faz álbuns maus, o príncipe não atinge, em lie down in the light, a genialidade que já lhe conhecemos. mas de qualquer forma álbuns imortais só se faz um na vida. e ele já fez 3.
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joséreisnunes
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02 julho 2008
últimas impressões
fleet foxes [2008] - o álbum que se arrisca a ser a grande surpresa deste ano revela.nos a folk independente destes rapazes de seattle. para perceberem do que se fala, os fleet foxes são os iron and wine com um devendra banhart a cantar bem e em inglês correcto. caso para dizer que do nada se fez a revelação.
lookout mountain, lookout sea, silver jews [2008] - é dos meus preferidos para este ano. são os silver jews menos irónicos mas igualmente assertivos. numa pop mais escorreita e cheia de referências paradigmáticas do que foram os últimos 20 anos de produção indie - descaradamente roubadas, diga.se de passagem - os silver jews tomam a dianteira desta frente de batalha.
no age, nouns [2008] - por quanto mais não fosse, os quase 2 minutos da última música deste long play dos nouns justificam um ano de conversa. brain burner é a única música punk escrita desde que os ramones se extinguiram. e no age é o melhor álbum rock de 2008.
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joséreisnunes
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