heretic pride, the mountain goats [2008] - foi tarde e a más horas que o novo avanço dos the mountain goats me chegou às mãos. mas bendita a hora em que começou a rodar na aparelhagem cá de casa. há por aí pouca gente que escreva letras tão sarcásticas e bem intencionadas como john darnielle. se juntarmos a este diz-que-é-uma-espécie-de-daniel-johnston uma trupe extraordinária como aquela constituída pelos músicos que o rodeiam, temos em heretic pride uma bomba relógio do melhor lo-fi da actualidade. os the mountain goats já existem há mais de uma década mas, para além de uma consistência qualitativa pouco habitual, conseguem sempre arranjar espaço para surpreender quem os ouve, ano após ano.
22 agosto 2008
review para o fim de semana (e vemo.nos em setembro)
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joséreisnunes
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10:10 da tarde
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tag álbuns
20 agosto 2008
outro review
rook, shearwater [2008] - entre as elegias pop dos okkervil river e o fantasma omnipresente de will oldham, os shearwater assinam um dos álbuns do ano. não estranha por isso a ninguém quem em rook se oiçam por vezes os metais dos calexico ou as cordas dos arcade fire misturados com a pop personalizada que poderia ter resultado de uma one night stand de owen pallett e antony (um cenário que não é de todo impossível...).
e perguntam.se vocês: porquê tantos nomes?
e responde a casa: porque o mais recente long play dos shearwater é um catálogo extremamente sofisticado de música indie, longe dos complexados cânones que em agosto ganham peso nos festivais de verão.
não me foi nada fácil encontrar e comprar rook. mas valeu a espera.
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joséreisnunes
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10:33 da tarde
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19 agosto 2008
review
conor oberst [2008] - tendo perdido algum fulgor com a marca bright eyes - o mais recente cassadaga é um pobre exemplo para quem prometeu tanto, p.e., nos antecessores fevers and mirrors ou lifted or the story is in the soil, keep your ear to the ground - conor oberst lança o primeiro álbum "a solo". o que equivale a dizer que bright eyes lançam mais um álbum porque conor oberst=bright eyes. e conor oberst poderá muito bem ser o renascimento de quem já foi um rei midas da música alternativa de autor. inteligente e declaradamente dramático, conor parece hoje um stephen malkmus desembarcado numa ilha deserta, com tempo suficiente para se sentar com a guitarra nas mãos e com a calma urgente de dizer qualquer coisa a quem o queira ouvir. e se enquanto bright eyes era demasiado dylan sobre os seus ombros, a nova denominação permitiu ao rapaz criar uma saída interessante e, sobretudo, entusiasmante.
um bom álbum para marcar 2008.
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joséreisnunes
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12:05 da manhã
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tag álbuns
16 agosto 2008
parte 2
mais uma semana de férias que lá vai, e o regresso para mais uma temporada. digo.vos que em áfrica nem vampire weekend nem nada que se pareça. só kizomba e kuduro.
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joséreisnunes
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10:54 da tarde
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02 agosto 2008
flor caveira
muita atenção para a divulgação que o caríssimo almirante faz, através do amor fúria, do trabalho desenvolvido pela flor caveira - e que começa, aos poucos, a ter os seus lucros à medida que a carreira dos seus artistas ganha reconhecimento.
a par com o filho único, ainda que com objectivos diferentes, representam o melhor que se tem feito no país ao nível da promoção de artistas e espetáculos do círculo externo ao mainstream. e se o filho único tem apostado sobretudo em artistas estrangeiros - e que grandes concertos já proporcionaram em pouco tempo de vida - a flor caveira dedica.se à colheita made in portugal.
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joséreisnunes
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4:04 da tarde
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