se todas as músicas do iv fossem mais como o isto é folclore - melhor música em português que o o william elliott whitmore nunca cantou - eu até era capaz de gostar muito do guillul.
21 dezembro 2008
02 dezembro 2008
os últimos reviews antes do review final
cardinology, ryan adams & the cardinals [2008] - sou, literalmente, a pessoa que melhor conhece a carreira de ryan adams em portugal. a isto não deverá ser alheio o facto de ser a única pessoa que acompanha a carreira do ryan adams em portugal. é claro que o rodrigo, de cada vez que os wilco editam um novo álbum, se deve lembrar do tempo em que gozava com o rapaz por ele ter partido o escafóide, ou lá o que foi. mas, de resto, não existe literalmente mais ninguém no país que ainda oiça o ryan adams. é por estas e por outras que nunca irão saber que cardinology é o melhor álbum de ryan adams desde jacksonville city nights, de 2005. e olhem que desde essa altura ele já lançou outros 2 álbuns e uma série de outros títulos. que ryan adams é profícuo na sala de ensaios já sabíamos. agora que era capaz de se reencontrar com a vertente estética que o consagrou como um caso raro no songwriting americano, disso todos duvidávamos. mas, surpresa das surpresas, cardinology encima uma trilogia de álbuns de fim de ano que, a verificar pelas palavras deste vosso amigo, é dos melhores que já tivémos ultimamente.
devotion, beach house [2008] - foi tarde e a más horas que o mais recente álbum dos norte-americanos beach house me chegou às mãos. motivado, em grande parte, pela onda de comentários positivos em relação à actuação de novembro no nosso país, devotion foi o tónico de um fim de ano cinzento e sem grandes motivos de interesse no que à edição de discos diz respeito. a lo-fi do duo de baltimore, onde a voz quase-nico da vocalista se sobrepõe à estética pop personalizada das instrumentações, é completamente revigorante e nada opaca, como, à partida, se poderia pensar de um projecto deste tipo. está claro que não será, propriamente, do mesmo cardápio luminoso de uns belle&sebastian ou de uns high places. mas a comparação não é, de todo, inocente. é que existe uma melancolia na revisão da pop que os beach house empreenderam que não deixa ninguém indiferente.
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joséreisnunes
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25 novembro 2008
alguns reviews que ficaram por fazer
saint dymphna, gang gang dance [2008] - não foi mau de todo o regresso dos nova-iorquinos gang gang dance aos álbuns. continuam estranhos, inventivos e claramente interessados num percurso experimental que se revê tanto no rock dos animal collective e yeasayer como no psicadelismo exagerado dos black dice. algures entre um rock-neo, a electrónica avant-garde e o hip-hop que o é apenas a espaços muito bem limitados, saint dymphna apresenta.se como um álbum agradável. mas pouco mais do que isso.
is it the sea?, bonnie 'prince' billy [2008] - é um álbum ao vivo de bonnie 'prince' billy. e acho que está tudo dito. mais contido nas palavras e nos improvisos do que lhe conhecemos pelas últimas passagens por lisboa, percebe.se claramente que tudo foi programado para poder ser vendido em álbum. as faixas são interpretadas com a dose certa de liberdade, o som é fantástico para quem está sujeito à pressão do público, a qualidade é inegável. mas é um álbum ao vivo, não um concerto.
workout holiday, white denim [2008] - na onda recente da epidermização do rock de uns no age ou de uns les savy fav, a estreia do colectivo texano é marcada pelo indie rock directo e sem complexos. influenciados claramente pela escola 'garage' norte.americana, mas com uma leitura actual e a espaços luminosa, os white denim assinam um álbum interessante, mas não brilhante.
aconselhável a prescrição. mas com devida moderação.
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joséreisnunes
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21 novembro 2008
lóbis do fim de semana
workout holiday, white denim [2008]
devotion, beach house [2008]
i believe in you, your magic is real, YACHT [2008]
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joséreisnunes
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21 outubro 2008
long time ahead of us
you & me, the walkmen [2008] - um dos discos mais outonais de 2008 - e sem dúvida um dos melhores do ano - chega.nos pelas mãos dos the walkmen. é a pop mais do que adulta do quinteto de ny a marcar decisivamente este fim de época. personalizada e suficientemente inspirada para proporcionar duas mãos cheias de canções de bom recorte, a música dos the walkmen mostra.se, ao quinto álbum, mais visceral do que nunca. you&me vai ser capaz de arrebatar qualquer admirador da velha escola velvet underground. o single, então, é um mimo.
dear science, tv on the radio [2008] - terceiro álbum dos tv on the radio, terceira lição sobre arte de vanguarda. o futuro está ali e continuará a sorrir enquanto os tv on the radio mantiverem a salutar capacidade imaginativa que os tem caracterizado no sentido ascendente que tem sido a carreira que desenvolveram. um disco diferente, mais pujante e mais matemático, talvez menos iluminado que os antecessores, mas a deixar água na boca para um próximo capítulo.
the hawk is howling, mogwai [2008] - é o regresso aos épicos por parte dos mogwai. depois da leitura estruturada do post rock apresentada no álbum antecessor, os escoceses regressam aos carroséis emotivos que os celebrizaram nos primeiros avanços, para assinar um dos ovnis do ano. the hawk is howling é música que podia dar um filme, e compreende.se o saudosismo young team que atravessa este conjunto. no entanto continuo a gostar dos mogwai que exploram a introdução da voz em faixas de 4 minutos. e em the hawk is howling essa faceta eclipsou.se. é pena.
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joséreisnunes
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09 outubro 2008
buenos matrimonios ahí fuera
alegranza, el guincho [2008] - se a pop fosse sempre feita pelo el guincho, alegranza não servia rigorosamente para nada. e para quem diz que el guincho 'é' o panda bear - não me lembro se não terei também caído nesse engodo um dia - alegranza também não serve para nada. no entanto, e para os interessados mais incautos, o disco de estreia de el guincho é o eldorado de 2008. saído um pouco do nada - à semelhança dos álbuns do rapaz dos animal collective - e sem que ninguém estivesse à espera, aí está a principal razão pela qual eu nunca direi que de espanha não vem bom vento ou que os tokio hotel são a melhor banda de sempre. el guincho é um dos mais revigorantes autores da indústria nos dias de hoje e a prova está espelhada no exercício de corte e costura que é alegranza. é um long play que transpira esclarecimento por todos os poros e que, apesar das limitações de ter sido feito em casa em poucos dias, é digno, no mínimo, de fazer todos os casamentos e baptizados ibéricos até 2010.
está mais do que claro que este ano podem continuar a lançar os álbuns que quiserem. podem vir os franz ferdinand, os radiohead e o morrissey.
depois de ouvir alegranza, o a new order fechou para férias.
mas isto comigo já sabem que para a semana, provavelmente, há mais não é?
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joséreisnunes
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08 outubro 2008
hetero avaliação
autista, azevedo silva [2008] - em 2006 o luís azevedo silva contactou.me para escrever umas linhas sobre clarabóia, a demo que tinha acabado de lançar. desde então, não sei se por ter sido demasiado cáustico com o que era apenas uma primeira impressão, deixou de me procurar. em 2007 lançou tartaruga, o primeiro long play, e já este ano, em maio, aventurou.se com autista.
o luís, que eu neste momento considero o bon iver português - a frase é minha e não pressupõe que se copiem um ao outro, mas sim que ambos imprimem uma carga dramática brutal à música que produzem - é o tipo de músico que não precisa de se expôr para fazer música. os álbuns podem ser descarregados gratuitamente, as notícias são escassas, os concertos ocorrem em salas pequenas e se não fossem os blogs eu jamais teria continuado a acompanhar a sua carreira. no entanto, e apesar da contrariedade que possa resultar da falta de feedback massificado - não o conhecendo transparece.me no entanto uma grande e salutar indiferença em relação a isso - a música do luís é de uma honestidade inatacável. perguntam.se, provavelmente com desdém, o que é música honesta. sinceramente não vos consigo explicar. mas consigo.vos dizer que o ambiente que paira em autista é intemporal, e isto ainda a propósito do post anterior, não há tempo que consiga apagar a necessidade de se fazerem álbuns destes. o luís azevedo silva, apesar de ter uma voz educada e extremamente agradável, bem como um bom gosto acima da média nacional, não vai conseguir mudar o mundo com este novo álbum. ele deve.o saber melhor do que ninguém, e talvez por isso não faça de autista um cavalo de batalha demasiado orgulhoso. mas é da entrega de um músico que me conquistou com uma cover de uma música de daniel johnston que se consegue extrair o cimento de um álbum que está ao nível da boa lo-fi que se faz lá fora.
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joséreisnunes
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material inútil
há uma razão forte para os the strokes terem tido o sucesso que tiveram no ano em que o tiveram. e há uma razão para que, do outro lado do mundo, os the libertines tivessem tido o mesmo efeito, praticamente ao mesmo tempo. há também uma razão para que, no ano passado, os vampire weekend tivessem alcançado a exposição mediática que alcançaram. e há tantos e tantos outros casos antes deles, sempre com razões fortes: a qualidade no tempo e no espaço.
isto tudo acerca de uma recente onda de excitação, da qual me abstenho desde já em partilhar, levantada em torno do álbum de estreia d'os pontos negros. apesar de nutrir uma simpatia pela banda - como aliás por todos os músicos descomprometidos como eles - e de achar que sim senhora, estão ali umas belas canções para cantarolar com uma produção interessante - apesar dos tiques desnecessários do vocalista, que com a experiência acabará por perder - ouvir o álbum d'os pontos negros nesta altura é um pouco como ouvir o novo álbum dos oasis, dig out your soul, que soa exactamente a como soava um álbum dos oasis em 1994.
para me fazer entender: num caso, como no outro, não é a qualidade da banda que está aqui em causa. adoro os oasis, dig out your soul é o melhor álbum de rock n' roll do ano, os pontos negros são bons rapazes e o conto de fadas de sintra a lisboa é a melhor música portuguesa de 2008.
é uma questão de pertinência temporal das músicas que ouvimos.
nesse aspecto acho que ambos são tiros ao lado.
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joséreisnunes
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26 setembro 2008
o fim de semana do professor freitas
dear science, tv on the radio [2008]
high places, high places [2008]
the hawk is howling, mogwai [2008]
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17 setembro 2008
calling and not calling my ex
the stand ins, okkervil river [2008] - não sei se com esta avalanche recente de álbuns a sair, reedições a serem cuspidas para as prateleiras e concertos fenomenais a serem anunciados (vejam a programação da zdb para outubro e novembro) já pararam um bocadinho para ouvir o novo álbum dos okkervil river. são apenas 8 faixas e 3 interlúdios.
não custa nada.
é que the stand ins, a par com o álbum de estreia dos fleet foxes, tem a melhor pop de 2008. os okkervil river já tinham surpreendido o meio no ano passado com the stage names, um dos melhores de 2007. e se bem que a história da banda de austin remonte ao longínquo ano de 2000, a verdade é que só com o último long play os rapazes atingiram a excelência. the stand ins vem apenas confirmar o que venho dizendo desde black sheep boy: a chamada lo-fi que conor oberst ajudou a celebrizar num passado recente tem muito mais piada nas mãos dos okkervil river.
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joséreisnunes
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13 setembro 2008
colheita do weekend
at mount zoomer, wolf parade [2008] - chega.me finalmente às mãos o muito aguardado sucessor de apologies to queen mary, álbum de estreia dos wolf parade. dizem os entendidos que o segundo long play da banda é o melhor até à data. eu, sinceramente, não concordo. at mount zoomer é um álbum muito bom, claramente identificável com o estilo wolf parade, mas não serve para fazer derrocar o seu antecessor do pódio em que continuará a figurar. mas já ninguém duvida que os wolf parade são um caso sério de música entusiasmante. e ninguém no seu perfeito juízo vai ignorar que at mount zoomer está, do ponto de vista da curiosidade que desperta e da forma particular como se desenvolve, a anos luz de bandas rock que apostam em estruturas clássicas sobejamente conhecidas. a música dos wolf parade não é assim. nem a voz que dá corpo às 9 faixas de at mount zoomer.
os wolf parade são um ovni neste cenário chato de 2008. mas at mount zoomer ainda precisa de rodar mais uns dias.
é uma questão de dúvida razoável.
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joséreisnunes
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09 setembro 2008
a vida para além do lóbi
carried to dust, calexico [2008] - o início de victor jara's hands, a primeira faixa do recente carried to dust transporta.nos imediatamente para um imaginário próximo de um álbum de kizomba. só com a entrada da voz meio josh rouse-meio tom barman do vocalista do conjunto de tucson é que percebemos que não comprámos o álbum errado. carried to dust mostra.nos uns calexico espaçadamente interessantes, um pouco menos comprometidos com a sonoridade que lhes deu fama, se bem que de vez em quando ainda saiam uns minutinhos mais experimentais, sobretudo os que percorrem essa língua estranha que é o espanhol, e o calipso fica muito mais perto de lisboa - neste caso de telheiras, o bairro onde existem garagens em que o joão lisboa diz que se ouve música alternativa da mesma forma que nos sótãos de reykjavik, isto acerca de uma crítica ao álbum dos sigur rós, onde também fala, por exemplo dos my bloodless valentine (sic), sejam lá esses quem forem.
em suma, carried to dust não aleija ninguém. mas também não é um álbum que me faça levantar mais cedo da caminha.
e eu com essas coisas sou mais do tipo marco fortes.
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joséreisnunes
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04 setembro 2008
review da semana
intimacy, bloc party [2008] - fraquinho o regresso dos bloc party aos álbuns. depois de dois avanços bastante bem conseguidos, a viragem dos britânicos para os horizontes, digamos, de uns tv on the radio, não foi bem sucedida. vê.se que ali já há muito pouco para explorar e que a banda procura novo caminho. mas intimacy, para mal dos pecados de um grupo que já meteu muita gente a ouvir boa música - apesar disso ter sucedido única e exclusivamente à conta de um anúncio para vender telemóveis - não é um bom resultado final. apesar de dois ou três bons momentos - halo será a melhor música do long play - o álbum parece morrer mesmo antes de ter realmente começado.
ficamos à espera de uma nova resposta.
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joséreisnunes
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22 agosto 2008
review para o fim de semana (e vemo.nos em setembro)
heretic pride, the mountain goats [2008] - foi tarde e a más horas que o novo avanço dos the mountain goats me chegou às mãos. mas bendita a hora em que começou a rodar na aparelhagem cá de casa. há por aí pouca gente que escreva letras tão sarcásticas e bem intencionadas como john darnielle. se juntarmos a este diz-que-é-uma-espécie-de-daniel-johnston uma trupe extraordinária como aquela constituída pelos músicos que o rodeiam, temos em heretic pride uma bomba relógio do melhor lo-fi da actualidade. os the mountain goats já existem há mais de uma década mas, para além de uma consistência qualitativa pouco habitual, conseguem sempre arranjar espaço para surpreender quem os ouve, ano após ano.
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joséreisnunes
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20 agosto 2008
outro review
rook, shearwater [2008] - entre as elegias pop dos okkervil river e o fantasma omnipresente de will oldham, os shearwater assinam um dos álbuns do ano. não estranha por isso a ninguém quem em rook se oiçam por vezes os metais dos calexico ou as cordas dos arcade fire misturados com a pop personalizada que poderia ter resultado de uma one night stand de owen pallett e antony (um cenário que não é de todo impossível...).
e perguntam.se vocês: porquê tantos nomes?
e responde a casa: porque o mais recente long play dos shearwater é um catálogo extremamente sofisticado de música indie, longe dos complexados cânones que em agosto ganham peso nos festivais de verão.
não me foi nada fácil encontrar e comprar rook. mas valeu a espera.
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joséreisnunes
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19 agosto 2008
review
conor oberst [2008] - tendo perdido algum fulgor com a marca bright eyes - o mais recente cassadaga é um pobre exemplo para quem prometeu tanto, p.e., nos antecessores fevers and mirrors ou lifted or the story is in the soil, keep your ear to the ground - conor oberst lança o primeiro álbum "a solo". o que equivale a dizer que bright eyes lançam mais um álbum porque conor oberst=bright eyes. e conor oberst poderá muito bem ser o renascimento de quem já foi um rei midas da música alternativa de autor. inteligente e declaradamente dramático, conor parece hoje um stephen malkmus desembarcado numa ilha deserta, com tempo suficiente para se sentar com a guitarra nas mãos e com a calma urgente de dizer qualquer coisa a quem o queira ouvir. e se enquanto bright eyes era demasiado dylan sobre os seus ombros, a nova denominação permitiu ao rapaz criar uma saída interessante e, sobretudo, entusiasmante.
um bom álbum para marcar 2008.
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joséreisnunes
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30 julho 2008
rook
o novo álbum dos shearwater, que já foram, em tempos, um projecto paralelo de will sheff dos okkervil river (curiosamente ambos editaram, até ao momento, 5 long-play's...), parece que promete.
chama.se rook e já está disponível nos escaparates.
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joséreisnunes
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23 julho 2008
primeira impressão
partie traumatic, black kids [2008] - é daqueles discos alegres e descomprometidos, que agradam a gregos e troianos, ainda que não sejam todos os que reconhecerão no trabalho dos black kids a colagem a modelos que vêem desde os velhinhos smiths, com ponto de paragem na carreira dos the cure ou com expressão contemporânea nos arcade fire. o single explosivo - i'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you - é o momento pop de 2008. mas os melhores títulos de canções dos últimos tempos não servem, no entanto, para disfarçar alguma inconsequência deste partie traumatic: a voz do rapaz é demasiado parecida com a do brett anderson (e os anos 90 morreram há muito), o toque china girl de algumas músicas não se compara à versão bowie/iggy, e inovação não é uma palavra que seja muito conhecida destes jovens. partie traumatic é um long play desenvolto e os black kids são um hype interessante. mas ainda têem muita sopinha para comer.
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06 julho 2008
a sentença do professor marcelo
vantage point, dEUS [2008] - longe vão os tempos dos dEUS de in a bar, under the sea ou de the ideal crash. e longe vão também os tempos em que os dEUS, com uma formação mais ambiciosa (e tecnicamente melhor), marcaram ritmo na música independente europeia. e quando digo europeia excluo, obviamente, todas as bandas inglesas. vantage point, longe do brilho dos dEUS pré-1999, é um avanço consistente e esteticamente bem definido. a hibridez própria do conjunto belga é hoje uma mera miragem. perdem em surpresa e brilhantismo, mas conseguiram alcançar o que parece ser o padrão actual do conjunto: fazer um bom disco de rock. ponto alto na dupla tirada the vanishing of maria schneider/popular culture, essas sim, duas músicas à dEUS.
to survive, joan as police woman [2008] - dona de uma voz espantosa, melhor do que a de 2 amy winehouse, joan wasser regressa em 2008 com o seu terceiro long play enquanto joan as police woman. to survive desilude em relação ao anterior avanço - real life - mas não deixa de ser uma bela aposta para as noites de trabalho mais prolongadas. a colaboração de rufus wainwright no tema que encerra um álbum bastante personalizado - daqueles que realmente se pode chamar de autor - é um dos melhores momentos discográficos de 2008.
modern guilt, beck [2008] - mais um disco completamente inconsequente de beck. aliás, aquele que é um dos artistas mais sobrevalorizados da música norte-americana, não acerta uma desde sea change. e já lá vão 6 anos e 3 álbuns. diga.se desde já que metade dos long play que editou não servem, absolutamente, para nada. quando beck toma um rumo estético bem definido faz álbuns arrebatadores (ver mellow gold, odelay ou one foot in the grave, p.e.). quando insiste em tentar descobrir a pólvora, como é o caso do mais recente modern guilt, a coisa soa tão falsa quanto inoportuna.
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joséreisnunes
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03 julho 2008
sugestões para o fim de semana do professor marcelo
vantage point, dEUS [2008]
modern guilt, beck [2008]
to survive, joan as police woman [2008]
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joséreisnunes
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