entre as crises dos críticos de cinema, declarações do joão lopes e telenovelas das 10 da noite, existem dois tipos de actores em portugal: os que tratam todos os papéis como se fossem personagens de shakespeare - seja o merceeiro de campo de ourique ou o executivo do saldanha - e os que fazem de labregos com um sotaque tão estúpido e tão falso que aquilo que produzem nem para os malucos do riso serve.
09 fevereiro 2009
a minha opinião sobre os actores portugueses
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joséreisnunes
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10:19 da tarde
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15 outubro 2008
adelia, i want to love
através dos olhos de vincent moon já tínhamos tido a oportunidade de perceber o processo que levou à concepção do último álbum dos the national. agora chega.nos às mãos um filme sobre os mogwai. ou melhor, um filme onde a estória de uma avó italiana de 89 anos se cruza com o rock dos mogwai. sem imediatismos nem redundâncias, vincent moon assina mais um belíssimo momento de 2008.
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joséreisnunes
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3:49 da tarde
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07 julho 2008
just rocky
consegui finalmente ver o último filme do rocky. mais velho mas igualmente estúpido, o italian stalian continua cheio de energia nos punhos e de boas lições para os mais novos. e depois de ver a forma como o homem, sendo derrotado aos pontos, consegue ter um pavilhão inteiro a gritar o seu nome, arrisco.me a dizer que para muitos miúdos da minha idade que nunca tiveram muita paciência para livros, o stallone enquanto balboa foi e continuará a ser o maior filósofo e a grande referência moral para a vida.
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joséreisnunes
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4:20 da tarde
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05 dezembro 2007
porca miséria
outro dia fui ver o novo filme de gus van sant. chama.se paranoid park e conta uma estória que nem sequer é para aqui chamada. tenho alguma estima pelo trabalho do realizador e acho que o filme é muito razoável. mas aquilo que me perturba é o facto de antes de paranoid park ser exibida uma coisa inenarrável chamada porca miséria. é uma curta metragem de animação, parece que portuguesa, com os tiques todos do chamado cinema feito por parvos. porque, de facto, aquilo deve ter sido feito por um parvo. é que não tem a mínima qualidade. é uma coisa absolutamente pseudo, chata em todos os segundos dos longos quatro minutos, e com uma visão tão moralista das coisas que nem sequer nos dá a mínima hipótese de não nos enjoarmos.
e o pior disto tudo, para além de sermos obrigados a gramar com ela, é que esta coisa abjecta tem o apoio do icam.
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joséreisnunes
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19 novembro 2007
control
há certos momentos em control em que, se nos distrairmos, estamos perante ian curtis e os joy division.
o trabalho de aproximação feito por anton corbjin é de facto extraordinário, e até um certo ponto os locais e as pessoas são tal e qual as imaginávamos. é claro que existem coisas execráveis no filme. as interpretações personalizadas da música dos joy division não são grande coisa, algumas personagens são uma caricatura de alguma coisa na forma como se mexem e como falam, e sente.se a falta de profundidade que deve ter estado associada à personagem principal. e depois há sempre a questão de saber até que ponto é que a mitificação que se quer fazer de ian curtis não é um pouco artificial. o homem foi, na minha opinião, o mentor da melhor banda da história, mas isso não faz dele mais do que alguém num determinado momento e com uma determinada aura.
não compliquemos o que é simples.
no entanto, apesar de por vezes control tomar um rumo demasiado lento (afinal os joy division fizeram tudo o que lhe conhecemos em dois ou três anos), o balanço final é extremamente positivo. a imagética e todas as conotações que lhe estão agarradas são muito convincentes. a imagem, como tema explorado incessamente por um fotógrafo que faz um filme, é do melhor que já se viu este ano. as referências implícitas são muito bem misturadas com alguma narrativa mais descritiva e o final do filme, a parte em que ian curtis se suicida, está sinceramente bem feita.
o grande final, ao som de uma das melhores dos joy division - 'don't walk away, in silence...' - tem de facto o efeito oposto ao que prega. quando control acaba é tempo de nos afastarmos do bombardeamento catártico a que fomos sujeitos durante duas horas, mas sem palavras, sem teorias, sem conspirações.
control é um bom filme. mas não é um filme fantástico
fantástico foram os joy division.
fantástico era ian curtis.
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joséreisnunes
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1:04 da tarde
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10 novembro 2007
control
estreia sensivelmente daqui a uma semana o biopic sobre a vida de ian curtis. em paralelo os álbuns da banda foram reeditados, os blogs começam a falar dos joy division e a imprensa vai ter tema para escrever durante umas semanas. vão ser feitas homenagens. a viúva já se zangou porque não aparece no filme (ao contrário da namorada). peter hook já disse que pensa nele todos os dias. não esquecer que os new order acabaram há pouco tempo. e já contrariaram o que disseram, ninguém sabe muito bem.
estamos portanto perante o que se avizinha uma algarviada colectiva. pela parte que me toca tenho grande curiosidade em ver o filme. quanto mais não seja para perceber o impacto que um filme sobre uma banda de culto como os joy division pode, quando publicitado, ter na sociedade. a meu ver este impacto será quase nulo e serão muito poucos os interessados em gramar com control.
veremos.
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joséreisnunes
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3:55 da tarde
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