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12 julho 2008

bonnie 'prince' billy, zdb

a haver um título secundário deste post só poderia ser bigger than life. os leitores do a new order - são poucos mas existem - sabem que nem sou muito dado à glorificação barata. mas ontem, na zdb, cumpriu.se parte da história que vai ser contada de pais para filhos.
longe da poeira que o bob dylan teimava em fazer acalmar, bonnie e a banda que o acompanhou dispensaram mais de duas horas para a malta aprender alguma coisa sobre música. normalmente, quando um concerto não passa da cepa torta, há tendência para falar da competência dos intervenientes como justificação da inabilidade de fazer música com significado. imaginem o que é conjugar uma competência inatingível por todas essas bandazecas que enchem o coliseu à custa de um ou dois álbuns que ninguém vai recordar daqui a 50 anos, com uma postura humildemente cooperante com o público e a genialidade destinada a muito poucos transposta para mais de 30 temas. adicionem.lhe a capacidade de improviso e as falhas naturais de músicos bastante jovens que apenas nos ajudam a regressar à terra quando já os imaginávamos com uma áurea supranatural.
pensem naqueles concertos em que tudo corre, simplesmente, bem. em que as músicas não são o acompanhamento de uma conversa qualquer e onde a simbiose entre os músicos é muito mais do que latente.
foi assim que, ontem, se ganhou o oeste.

18 junho 2008

regresso de jedi

bonnie 'prince' billy na zdb a 11 de julho. melhor notícia do ano.

10 junho 2008

liars, santiago alquimista

pouco público para ver o regresso dos liars à cidade mais bonita da europa, como o vocalista fez questão de dizer para aí umas trinta vezes. de facto, se eu fosse americano e me pusessem a tocar por 2 vezes junto ao rio e à terceira me surpreendessem com a vista sobre alfama do santiago alquimista, também ficaria maravilhado.
para sintetizar foi uma prestação suada dos liars, centrada quase exclusivamente no alinhamento de drum's not dead e liars. desapontante, no entanto, as quebras de ritmo - sobretudo nos primeiros temas - que serviram para alguns bocejos e para perder muitas vezes o fio à meada de uma prestação que no geral foi bastante convincente.
os rapazes fartaram.se de bater nas tarolas onde descarregaram, com toda a certeza, o que acumularam na viagem para a europa.
em suma concerto de rock sem pedir licença, dos melhores que lisboa já viu este ano - ainda que me pareça que em álbum as coisas funcionam bem melhor.
nota pré-final para a audiência da linha da frente: pelas vestes e pela idade dos indivíduos parecia um concerto dos linkin park, o que é de estranhar, uma vez que tinha ideia de que o rock dos liars era um bocado mais maduro.
se calhar ando enganado.

05 junho 2008

lisboa a arder




é já na segunda feira que os liars descem à cave do santiago alquimista.
prevê.se o caos.






29 maio 2008

animal collective, lux

entre o tédio e a genialidade os animal collective viraram do avesso o rés do chão da discoteca lisboeta.
esperava.se muito do trio de baltimore. os dois últimos avanços em álbum (feels e strawberry jam), já algo distantes das primeiras investidas de puro experimentalismo, confirmaram.lhes o estatuto de banda da linha da frente do rock indie. e se em álbum as coisas são quase perfeitas - como a super bock - no formato ao vivo é um mundo ilimitado de opções.
ontem à noite os animal collective recusaram.se a debitar as músicas tal qual as conceberam e optaram por atribuir.lhes novas roupagens. o resultado foi, tal como a banda, bipolar. entre alguns largos minutos verdadeiramente aborrecidos - o início, então, foi escandaloso - o saldo final regista algumas das melhores abordagens rock já conseguidas ao vivo, pelo menos das muitas a que já assisti. a versão encadeada de peacebone e fireworks, o registo de comfy in nautica de panda bear, o primeiro final com a nova brother sport ou a grande catarse com grass, do anterior feels, foram momentos altos de uma prestação que, se tivesse seguido o patamar de exigência com que nos brindaram em grande parte do alinhamento, poderia ter sido a hora e meia mais avassaladora dos últimos anos na capital.
sendo assim, ficaram.se pelo quase.
o que não desmorece em nada a minha ideia de que os animal collective são, no sentido bíblico, os profetas dos tempos modernos.

18 maio 2008

report:semana académica de lisboa

generalizou.se a ideia de que as semanas académicas são feitas à base de sagres ou superbock, conforme o patrocínio for maior ou menor. e, de facto, o que tenho tido oportunidade de ver nos últimos anos (e não só em lisboa diga.se) é que as celebrações das semanas académicas são bem regadas, invariavelmente, com muito alcool e muita música.
e pergunto...aparte os lamentáveis problemas a longo prazo que daí possam resultar para o fígado dos estudantes, qual é o problema? há tempo para tudo e quem lá põe os pés, sabe ao que vai.
isto tudo para dizer que se forem à SAL à procura de ouvir música, esqueçam. o ambiente vai distrair.vos e vai direccionar.vos para outras batalhas.
o último dia das festividades de 2008 no parque tejo acabou, como não poderia deixar de ser, em clima de festa e de comunhão entre público e as bandas presentes. do que pude ver - e do que posso destacar - os buraka som sistema continuam a ser um must da juventude lisboeta. há muito que deixaram o discurso cauteloso que mantiveram no início de carreira, e são, hoje, uma banda das massas. e não o entendam num sentido depreciativo. os buraka meteram a malta de telheiras e de campolide a dançar como se toda a vida tivessem vivido na damaia e fossem do club kuduro desde pequeninos. e isso, mais do que uma moda, é um sinal do melting pot cultural que é lisboa. continuo a não me sentir minimamente tentado a ouvi.los enquanto trabalho, mas reconheço hoje que a dimensão da banda é sobretudo a de ser o espelho de uma cidade que não é branca nem preta, é tudo isso há muitos séculos e vai continuar a seguir essa escolha.
de resto, e para abreviar porque há gente que vai escrever sobre a SAL muito melhor do que eu o posso fazer, destacar o ambiente saudável, a boa organização - melhor até que a do SBSR se querem que vos diga - e o fortalecimento da minha ideia de que uma semana académica merece um espaço bem melhor do que aquele. vejam o caso de coimbra ou do porto e pensem: se levaram aquela malta toda a loures (com as dificuldades de transporte inerentes) quantas pessoas não metiam na cidade universitária, na alameda, ou mesmo em algés? com o cartaz em causa - sem dúvida do agrado de muitos estudantes - a SAL teria outro impacto e outra exposição.
fica a sugestão.

n.b. - um agradecimento à lift, na pessoa do filipe marques, pelo "convite" e pelas informações, e por terem percebido antes de muitas outras empresas da área das comunicações que a blogoesfera é um mercado em crescimento. e que a divulgação de eventos, hoje em dia, se pode fazer não apenas através dos meios de comunicação tidos como normais, mas também por intermédio de quem, com as inerências resultantes dos escassos meios disponíveis, acaba por ganhar uma franja consistente de público.

12 maio 2008

SAL

a não perder até sábado a semana académica de lisboa, com performances várias e outros acontecimentos de destaque. ponto alto, obviamente, na última noite, com a presença dos kalashnikov. mas vejam o site que está muito bem concebido.

the national, aula magna

até ao momento em que o vocalista dos the national resolveu saltar para a plateia tenho a dizer.vos que o concerto estava a ser bastante morno.
é claro que as canções são óptimas, disso não há dúvidas. os the national são músicos fantásticos e muito empenhados. simplesmente acho que o concerto estava a ser quebrado com as interrupções entre as músicas. acho que os rapazes deviam fazer como os interpol e tocar o que tinham a tocar tudo de seguida sem conversas nem perdas de tempo. o que é facto é que a partir daquele momento tive que me levantar porque já não conseguia ver nada e o concerto ganhou realmente outra dinâmica. logo a seguir chegou o momento de antologia, com a interpretação perfeita de fake empire, a faixa que abre boxer.
de resto, não tenho muito mais para vos contar, a não ser que quando aquilo acabou saí da aula magna a pensar sinceramente que tinha estado ou numa performance das adufeiras de monsanto ou numa convenção de power dance. a primeira imagem surgiu.me com as palminhas do público, irritantes e desconexas. os portugueses não são, regra geral, muito dotados musicalmente, o que faz com que cada ritmo marcado pela bateria dê para bater palmas. o que geralmente acontece é que se trocam todos e alguém da banda tem de os ajudar a encontrar o ritmo certo. já o vi repetidas vezes.
a segunda imagem surgiu.me quando vi um casal na fila da frente aos saltinhos e a dançar como se estivessem no ginásio, naquelas máquinas de step. não percebi aquela excitação toda mas sempre é mais divertido do que aqueles que se agarram aos cabelos como se estivessem em grande sofrimento com as músicas mais introspectivas das bandas. aqueles dois fizeram.me lembrar o célebre caso das dançarinas num dos concertos dos sigur rós a que assisti, que, do alto das laterais, simulavam um bailado no mínimo esotérico.
estórias aparte, os the national são fantásticos. o concerto foi de facto muito bom, quase exclusivamente centrado no último long play - boxer - mas com algumas recordações do passado muito bem escolhidas e com algumas derivações instrumentais que oscilaram entre o muito bom - o final - e o dispensável.
duas notas finais: uma para a pose do berninger, que não percebi se estava bêbedo ou se é mesmo assim esquisito (e acreditem que já vi muitos vocalistas esquisitos e ainda mais bêbedos), e outra para as palavras que a banda destinou ao maior génio português das últimas décadas, ao dedicarem a actuação ao maestro rui costa.

é claro que os the national não falaram do rui costa, mas eu tinha de arranjar maneira de introduzir o tema.

22 abril 2008

nick cave & the bad seeds, coliseu de lisboa

foi um reencontro bastante feliz com nick cave.
não sou propriamente um especialista na carreira ao vivo dos the bad seeds, mas o concerto a que assisti há uns anos no ccb, em nome próprio da figura principal, foi um espanto. e este, num registo bastante diferente, não lhe ficou muito atrás. uma grande entrega, muitas surpresas no alinhamento e músicas prolongadas para além do óbvio. fica na memória a encenação commedia dell'arte de nick cave, quer se queira quer não a figura maior daquele supergrupo. o melhor momento da noite, na minha singela opinião foi ouvir stagger lee de cara lavada e tão bem encenada.

mas vamos agora a um ponto importante.
há muitos anos que leio o disco digital, e devo dizer que as críticas aos concertos são realmente confrangedoras. em especial esta sobre o concerto de ontem. para além das alarvidades do costume que ocupam grande parte da crítica e que nada têem a ver com música, o escriba faz questão de mandar 3 grandes calinadas. o joão gonçalves diz, por exemplo, isto: "Aliás, Cave foi o primeiro a reconhecer que nem tudo estava a correr bem chegando a apelidar a prestação como um fucking disaster...".

[isto é uma interpretação sui generis das palavras do homem, uma vez que ele se referia a uma música específica, neste caso get ready for love, na qual os músicos não acertaram uma]

a seguir continua, com esta tirada brilhante: "E mais à frente com mais uma falso arranque da banda ainda atirou aos companheiros um 'you fucking idiots'...".

[ora o que eu vi foi nick cave chamar idiotas às pessoas do público que não acertavam com o tempo certo para repetir a linha que o cantor tinha pedido - um simples oh mamma]

culmina esta grande crítica com: "...'Albert Goes West' que Cave estava na dúvida se teria sido escrita por Bobby Gillespie dos Primal Scream, ou Jarvis Cocker...".

[que eu saiba a albert goes west foi escrita por nick cave e warren ellis e o que o tipo disse foi que a música tinha sido escrita 'para' e não 'por']

por favor senhores jornalistas informem.se antes de escrever estas coisas.
é que assim até eu faço crónicas de concertos...

21 abril 2008

28 março 2008

a não perder

hoje há chillout session na faculdade de arquitectura (ajuda). o cartaz conta com os jazzanova, heartbreakerz, pink boy, alex gopher, j magik e riot feat. lil' john, entre outros, no que promete ser o lugar mais concorrido da noite lisboeta desta sexta feira. mais info aqui

23 março 2008

o enigma segundo os animal collective

tenho procurado com alguma insistência comprar um bilhete para o concerto dos animal collective no lux desde que vi anunciada tal efméride.
na fnac não existem (o que não é de estranhar, uma vez que o site dos concertos da optimus só refere a data do concerto no porto). de resto, a flur, que costuma vender para o lux e que me deve 16€ do concerto cancelado dos liars, também não sabe de nada. ticketline idem aspas.
de facto, a ideia de um concerto no lux é transmitida apenas no myspace da banda e pelos blogs nacionais. começa a tornar.se um verdadeiro enigma este concerto.

urgente mas não muito

preciso de um bilhete para o concerto dos the national na aula magna. a base de oferta é o preço do bilhete. a negociação pode ser feita com mais dinheiro ou com bilhetes para a central do próximo jogo do benfica. contactos via blog ou por mail.

15 março 2008

incontinência

saem diariamente anúncios na imprensa acerca de novos concertos para este ano. o cartaz está a começar a ficar saturado e já se sobrepõe o lou reed com o leonard cohen. parece que, neste momento, artista que o é verdadeiramente tem de passar por lisboa. hoje foi anunciado novo espectáculo dos liars, lá para maio. juntam.se às grandes promessas que são os concertos dos the national, animal collective ou portishead.
sem correr o risco de exagerar, para o ano resultar em pleno só falta mesmo o tom waits.

26 fevereiro 2008

michael gira


fui ao concerto do michael gira no nimas ontem à noite. aviso desde já que entrei na sala sem qualquer referência. não conhecia uma única música nem um único álbum do senhor. a única vez que o tinha ouvido cantar foi há uma semana no álbum dos xiu xiu, a fazer vez de david bowie em under pressure.
o tipo ajeita.se bem com a guitarra, tem um vozeirão de todo o tamanho e parece um mórmon nas vestes e no trato. a solo as coisas funcionam.lhe bem. segundo sei interpretou uma série de canções que têem uma roupagem em álbum completamente diferente (na qual se incluem músicas dos swans). mas já não as consigo imaginar de outra forma que não aquela que ouvi no concerto. nada mais a apontar.
mas o que eu gostava mesmo era de me centrar na primeira parte do concerto. apareceu.me ali um tipo italiano que parecia saído de um barco viking, com a guitarra em altos berros a fazer distorções e a vibrar por todos os lados, a cantar num inglês incompreensível. teve momentos, quando estava calado e não entrava pelo lado da explosão sonora, em que a actuação foi muito conseguida. de resto, a única particularidade foi a de conseguir fazer com que 75% da sala fechasse os ouvidos, já que o som - horrivelmente misturado - fazia impressão. porque uma coisa é tocar como os mogwai. a outra é fazer aquilo. como tive oportunidade de dizer ao miguel, espero que o tipo não tenha de sobreviver da música.
é que se não for esse o caso vai passar muita fominha na vida.

24 janeiro 2008

mais uns quantos

o festival para gente sentada, a decorrer em santa maria da feira a 22 e 23 de fevereiro, traz a portugal nina nastasia e richard hawley, entre outros 4 nomes para encher chouriços. por isso, e pelos comments recentes, richard hawley vai finalmente ter o seu espaço no a new order na próxima semana, não desesperem.
pena é que isto não seja feito cá na capital.

os animal collective vão regressar aos palcos nacionais em maio, no lux. nunca percebi porque é que um concerto deles é assim tão raro, uma vez que o panda bear mora ali no bairro alto.

finalmente, obrigado ao tinaka, que, lá onde o império acaba, vai fazendo publicidade ao a new order, e, com isso, espalhando a palavra. qualquer dia temos uma super-empresa de deli a fazer publicidade aqui no cantinho.

19 janeiro 2008

a resposta à retrospectiva

falei aqui sobre concertos e no dia a seguir as empresas de promoção de eventos respondem com o regresso dos portishead a portugal. passaram 10 anos desde o único concerto da banda por cá e passaram para aí uns 7 anos desde que ouvi pela última vez um dos seus dois álbuns do início ao fim.
apesar de tudo vou comprar um bilhete para o coliseu.

14 janeiro 2008

retrospectiva

ontem à noite, enquanto esperava pelo sono, pus.me a ver um bocado de um concerto que os arcade fire deram na tournée de neon bible. instantaneamente lembrei.me daquele fim de tarde memorável em paredes de coura, na estreia dos canadianos em portugal, e dei por mim a pensar que já lá vão alguns meses sem ver um grande concerto. dei por mim também a pensar aquilo que muita gente tem perdido nos últimos anos, e onde eu tive o prazer de estar presente

os smashing pumpkins ao vivo no coliseu do porto em 2000 (o último concerto da banda antes da dissolução temporária, o tal em que o homem desatou a chorar...)

a pj harvey e os flaming lips no festival do sudoeste de 2001 (energias e sinergias contagiantes)

os radiohead no coliseu de lisboa em 2002 (parecia irrealizável à partida)

os belle and sebastian no sudoeste de 2002 (passaram despercebidos, e ainda bem)

os sigur rós no coliseu de lisboa em 2003 (segunda passagem pelo país, antes da histeria que rodeou a banda durante algum tempo, concerto estrondoso em que a bateria ficou feita em cacos no final do último encore)

beth gibbons no sudoeste de 2003 (o mesmo onde beck se juntou a badly drawn boy para tocar uma musicazita)

mogwai no garage em 2004 (um dos 3 melhores concertos da minha vida.saí da sala literalmente surdo)

nick cave no ccb em 2004 (provavelmente o melhor de sempre. um ano fantástico para ver concertos)

the libertines no garage em 2004 (antes da dissolução da banda, 3 dos 4 libertines vieram a lisboa e deram um concerto onde não se percebeu uma palavra do que cantaram. completamente drogados, claro)

os the kills no sudoeste 2005 - sangue, súor e muita lágrima

os arcade fire e o regresso dos pixies no coura 2005

antony and the johnsons no coliseu em 2005 (arrebatador)

os kings of convenience na aula magna em 2006, com toda a gente em cima do palco a dançar

morrissey no coura 2006 (chuva incessante no anfiteatro ao ar livre, o maior astro da música pop inglesa ainda em actividade, concerto interrompido a meio da música de encerramento)

bonnie prince billy no maxime em 2007 (o último grande concerto a que assisti)

08 novembro 2007

interpol @ coliseu lx


os interpol são a minha banda em actividade preferida.
ouvi.os pela primeira vez em 2003, depois de ter saído o turn on the bright lights. escrevi pela primeira vez sobre eles em janeiro de 2004, no meu primeiro blog (no more loud music). o antics satisfez.me mais do que quase todos os álbuns que já ouvi na vida e foi com espanto que vi o our love to admire ganhar uma dimensão mediática que me chateia profundamente.
a minha visão purista da coisa faz com que preferisse ter visto ontem o coliseu meio vazio a ter de levar com a cara de espanto de muitos quando os interpol atacavam de forma brilhante os temas mais antigos.
é que isto em portugal é sempre assim:

a) a música no coração decide promover uma banda qualquer e uma certa faixa da população atira.se sem pensar ao que lhe propõem e passa a gostar deles. passado uns meses já nem se lembram do que viram.

e depois isto resulta em situações como as que vi ontem:

i) gente a abandonar a fila da frente a meio do concerto (eu estava no fundo do coliseu)
ii) gente que não sabia muito bem quem é que estava a tocar a obstacle 1 ou a PDA
iii) gente a delirar com músicas banais do último álbum e a ignorar completamente a beleza das composições mais bem conseguidas

b) os portugueses gostam de palminhas a fazer o ritmo e de obrigados mal enjorgados. se houver uma bandeira de portugal pelo meio a banda é a melhor que já actuou em portugal. aliás leiam a crítica musical que se faz em portugal e verifiquem se não aparece todos os meses um novo melhor concerto de sempre da história.


parece.vos pretensioso? sim, eu sei. mas as coisas são mesmo assim. não advogo o direito de ser o único a gostar dos interpol, mas que já os conheço há uns anos (mais do que muitos dos que ali estavam) isso ninguém pode duvidar. e se o próximo álbum for um regresso a tempos mais obscuros, o que significará necessariamente uma quebra do ritmo de pessoas fascinadas pelo mundo dos interpol, eu serei uma pessoa mais feliz.
e em relação ao concerto? os interpol tocam a música que fazem.
what you ear is what you get.

06 julho 2007

o toy gosta dos interpol

tv on the radio - concerto muito esforçado, com energia equivalente. quando a música é excelente é difícil fazer.se um mau concerto, ainda que o som que saía da p.a. estivesse uma bela porcaria. para ver noutro local que não ali.

scissor sisters - o catering que a super bock disponibilizou para os convidados era muito bom. as miúdas do bar eram excelentes e a menina do café era simpática.

interpol - ao contrário do que se possa pensar eu acho que os interpol estão talhados para os grandes concertos de festival. não só porque falam pouco e fazem muito, mas porque são a grande banda rock da actualidade. e tocam as músicas tal qual as compuseram, o que me satisfaz porque não vou aos concertos para ver as bandas ensaiarem. um concerto muito bom.

underworld - as meninas do bar continuavam simpáticas. e das sobremesas nem se fala. e sim, é verdade, o toy, esse vulto da música ligeira portuguesa, gosta mesmo dos interpol.