the bedlam in goliath é um álbum de rock a 200km/h. não poderia ser de outra forma.
as personagens principais da banda texana andam há muitos anos a fazer música que de conformada tem muito pouco. podem dizer que os the mars volta já vão em quatro álbuns de repetição de uma mesma fórmula. não é mentira nenhuma. mas as nuances que, disco após disco, os têem feito aperfeiçoar uma espécie de linguagem própria tem muito de positivo. em primeiro lugar porque a música dos the mars volta parece de outra galáxia. em segundo lugar porque não há outros a fazer disto. e em último lugar porque aquilo, depois de muitas horas de audição é certo, soa muito bem.
the bedlam in goliath não é um álbum tão bom como os dois primeiros da banda - de-loused in the comatorium e frances, the mute. em parte porque o factor estranheza face ao desconhecido se perdeu um bocado e em parte porque o factor fundamental da música dos the mars volta - a surpresa de encontrar em cada música uma forma de contornar o que seria óbvio fazer - tornou.se, ao fim de quatro álbuns, a regra. e para uma banda que se diferenciava das demais através do caos instalado em cada música, começar a ser reconhecida por regras é exactamente a antítese dos seus propósitos. de facto os the mars volta podem continuar a fazer álbuns assim que eu não lhes vou levar a mal. mas se tomarem uma direcção completamente diferente - só eles saberão qual e muito poucos senão eles estão, neste momento, em condições de o fazer - conseguirão novamente ganhar o rótulo que já os at the drive-in tinham alcançado.
para já the bedlam in goliath é um dos álbuns mais progressivos dos últimos anos.
o que não deixa de ser pouco para quem sabe tanto.
8.0/10
03 fevereiro 2008
the bedlam in goliath, the mars volta
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joséreisnunes
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4:33 da tarde
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30 janeiro 2008
vampire weekend
foi grande o alarido que rodeou a saída do álbum homónimo dos vampire weekend. e até certo ponto podemos dizer que a montanha não pariu um rato.
a primeira vez que ouvi este álbum pensei que o ano passado os the good, the bad and the queen já tinham feito isto e com muito mais pinta. não desisto dessa ideia, mas o aumento do número de audições ajuda a descobrir que vampire weekend é um álbum bastante original. quando falo da banda de damon albarn refiro.me à mistura dos sons africanos com indie rock. o álbum dos vampire weekend tenta misturar estes dois conceitos para daí retirar o âmago de um long play que agrade à mesma gente que ouve os talking heads ou as bandas in do momento.
pronto e de resto não há muito mais para dizer. vampire weekend é uma boa estreia. cheira a animal collective misturado com fela kuti, tem momentos em que os clash saem do caixão para misturar uma skazada com uns riffs de guitarra. há momentos em que o panda bear parece que tá a mexer nas máquinas dele. e tem dias em que aquilo soa mesmo mesmo bem. depois há uns minutos (poucos) que não dão para aquecer, mas para já estão perdoados porque são jovens e parecem ter um caminho divertido para percorrer.
estranho mas divertido.
recomenda.se.
8.0/10
por
joséreisnunes
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12:43 da manhã
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24 janeiro 2008
in the future, black mountain
in the future é um álbum do camandro.
o problema é que isto é só a espaços. e é pena que daqui se pudessem perfeitamente fazer 2 álbuns diferentes: um directamente saído de uma aula com o guitarrista dos led zepellin e outro sucedâneo de um ensaio dos arcade fire na tal igreja onde gravaram neon bible.
o primeiro, com stormy high e tyrants à cabeça, poderia também ter sido feito pelos wolfmother. é que in the future tem umas cançõezitas de 8 e mais minutos de rock que muito pouco têem a ver com aquilo que esperaríamos de uma banda da mesma fornada dos broken social scene. e se isso às vezes é estimulante - a já referida tyrants é a melhor música que os black sabbath jamais editariam - a repetição da fórmula acaba por ser desgastante - verificar bright lights.
mas o que eu gosto mesmo nos black mountain é quando o vocalista se cala e deixa a miúda falar. a voz dela parece directamente saída de um álbum dos afgan whigs (não sei se existe alguma relação) e é verdadeiramente cativadora. de resto, as músicas em que amber webber ganha protagonismo são, de facto, as melhor conseguidas, e aquelas que contribuem para a ideia generalizada que o canadá se assume, neste momento e por causa dos miúdos de funeral, como o espaço do hype indie do momento.
a conferir em queens will play, wild wind (com o vocalista a fazer o papel da miúda) e night walks.
no final do dia, um álbum desiquilibrado, mas q.b. para sair daqui com
7.3/10
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joséreisnunes
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2:33 da tarde
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