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21 agosto 2009

serve the servants

a partir de hoje regressamos aos verdadeiros clássicos de verão. aos álbuns seminais e às melhores músicas de sempre.

[gostava de ter tocado guitarra nos nirvana, mas nunca calhou]
é que setembro ainda tarda e não podemos ficar quietos.



19 janeiro 2009

os 5 reis

ou como 5 bandas marcaram decisivamente 5 décadas

01. os the beatles nos anos 60 a começarem tudo
02. os velvet underground nos anos 60 com clara repercussão directa na década de 70
03. os joy division no final da década de 70 a escrever parte do que seriam os anos 80
04. os the smiths nos anos 80 a abrirem a porta à britpop que percorreu os anos 90
05. os animal collective em todos os anos 00

03 setembro 2007

recordar é viver




passaram.se já 15 anos desde que pj harvey se lançou na ribalta do rock alternativo. em vésperas de lançamento de mais um long play na riquíssima carreira da artista, o a new order recorda aquele que é um dos álbuns seminais dos anos 90. dry, datado de 1992 não é apenas um testemunho de rock cru. é uma das consequências mais fortes de uma escola do pós-punk que nunca assumiu nos states a dinâmica da sua congénere anglo-saxónica, mas que potenciou o nascimento de descendentes directos onde se incluem nomes como os nirvana ou os pixies. neste âmbito também o debute de pj harvey, um álbum quase primitivo na forma como se assume, sem quaisquer receios, perante um mercado que era, à altura, um verdadeiro monstro para as edições independentes, teve uma relevância fundamental.

dry é um long play a cento e muitos à hora, com o músculo suficiente para jamais fazer esquecer o nervo das composições. dry são os nineties, no seu esplendor.

03 julho 2007

recordar é viver


abbey road, the beatles (1969)





hoje, como ontem, e provavelmente como nos próximos anos, enquanto o sol não desaparecer, as bandas continuar.se.ão a copiar até ao tutano. é claro que umas sabem copiar e outras, de facto, nem para isso servem.
[mas essas também nem sequer vale a pena estar para aqui a falar: o trolaró trata disso]
abbey road é, porventura, o álbum do top dos copianços. e não falo apenas da capa imortalizada em mais de uma centena de alusões mais ou menos descaradas.
abbey road é, provavelmente, o melhor disco de sempre da história do rock. não é o meu preferido, mas é impossível não dizer que you never give me your money não é a música melhor conseguida desde que o mundo é mundo.
não há, de facto, grande coisa a dizer sobre este long play.
se recordar é viver, como a coluna quer fazer crer, rever abbey road é continuar a viver na ilusão de que o rock ainda existe. sem lamechices do tipo ai que bom que eram estes tempos, abbey road é, ainda, um manual para qualquer melómano. a trilogia because - you never give me your money - sun king devia ser alvo de uma tese de doutoramento. eu, pela parte que me toca, se algum dia me propuser a fazê.lo, será sobre estas 3 músicas que incidirei o meu estudo. ou sobre como um álbum tem (quase) tudo o que precisamos de ouvir enquanto formos vivos.

05 junho 2007

recordar é viver




os new order têm mais colectâneas do que álbuns propriamente ditos. não é de estranhar se pensarmos que praticamente todas as músicas que já fizeram até hoje são os singles que os outros sonharam fazer. não é de estranhar se pensarmos que as músicas dos new order são das mais sampladas e remixadas. e que blue monday é o single mais vendido de sempre da história da música. aliás se tivermos em conta que no período de 81 a 86 os new order lançaram os álbuns movement, power corruption & lies, low-life e brotherhood, substance é a pausa mais do que perfeita e necessária para arrumar cinco anos da maior inspiração pop do condado dos anos 80.
substance, em 1987, foi mais importante que a quase totalidade dos álbuns que saíram no decorrer desse ano. apesar de colectânea, é a melhor introdução para quem nunca ouviu sequer dez segundos dos new order. é claro que depois de mais de duas horas de história o ouvido, mais do que cansado, pede outra dose. e para isso existem gravações intemporais sob formato de álbum a explorar e memorizar.
para já substance serve para toda a obra.