30 abril 2006

kings of convenience @ aula magna



(sim, o público está mesmo no palco)

29 abril 2006

auto-destrutivo

o guia lonely planet recomenda para hoje

kings of convenience @ aula magna
magik markers @ zdb
mondo bizarre dj team @ left
festa encerramento indie lisboa @ convento das mónicas (à graça)
wonderful electric @ incógnito

28 abril 2006

inominável

mais um blog bastante interessante a juntar à lista, personalizado e diversificado, ainda que a música esteja sempre no epicentro. vale a pena perder algum tempo no inominável

god save don mcclean

o a new order não foi, não vai, não tem férias.
prometemos.

25 abril 2006

poder do people



boa continuação de revolução para todos, este ano sem os trocadilhos evolução/revolução do ano passado, sem cravo na lapela, mas com a passagem de tinta azul na história lá para os lados da madeira.
a américa não faria melhor.

23 abril 2006

apologies to queen mary, wolf parade



é com muito respeito e com surpresa que nos fazemos render à pop indiependente dos canadianos wolf parade. apologies to queen mary é a primeira pedra que todas as bandas desejam atirar contra todos os que passam na rua e se deparam com música que, parece, sem exagero, caída do céu.
muito mais dramáticos e calmos que os clap your hands say yeah e dez vezes menos arty que os franz ferdinand, os wolf parade piscam os olhos a david bowie, à conjuntura canadiana que tão bons frutos tem colhido - arcade fire, broken social scene - enfim, aos últimos trinta anos da história do rock, para uma mistura que vem trazer alguma sensibilidade estética a um caminho que, como veremos quando aqui falar dos art brut, se estava a tornar cada vez mais cru.
caídos do céu os wolf parade vieram mostrar que há sentido para esta conversa toda. existe, algures no quebec, um quarteto que consegue arrumar um álbum rock com tendência pop, que algures em 1982 estaria a tocar lado a lado com a estreia dos pixies, sem que daí viesse confusão alguma para ouvidos mais desatentos.
a cadência quase triunfal de um som que não perde o seu carácter intimista, combinando lado a lado as cavalgadas triunfais de qualquer banda com the no início, os teclados saídos directamente de uma banda sonora dos anos 70 e uma voz que os radiohead não se importariam de utilizar nas investidas idm meets rock a que se propõem, são os maiores trunfos daquela que promete ser uma das referências futuras do novo rock. (só precisam de sobreviver às tentações).
apologies to queen mary é, de facto, um grande álbum.

8.3/10

22 abril 2006

modern sound sessions



desde que me tornei frequentador das sessões da zdb as coisas nunca mais foram as mesmas. já aqui falei sobre aquele espaço e sobre o que significa no panorama underground de lisboa.
as coisas nunca mais foram as mesmas porque os meus ouvidos já sofreram danos significativos. só isso explica que eu continue a voltar de cada vez que é anunciado um daqueles concertos destinados a satisfazer a avidez dos mesmos de sempre. mas acho que continuo a voltar porque, apesar do barulho, os meus ouvidos indicam.me que há ali qualquer coisa. há ali um caminho que o rock está a seguir e que a zdb está, consciente ou inconscientemente, a ajudar a promover.
as modern sound sessions regressaram ontem ao aquário do bairro alto com panda bear a abrir para os black dice. sobre o primeiro, cara metade dos estimulantes animal collective, há muito a dizer.
o tipo mostrou.nos um indie rock experimental bastante agradável, onde a electrónica se mistura com o espírito independente da quebra das regras do rock. não vão direitos à audição à espera de palminhas ou de ritmos encaixados em quatro minutos. o panda bear está um pouco à margem disso e a caixa de ritmos e colagens de que se serve durante meia hora apresenta.nos uma visão nada linear da composição ou da harmonia. no entanto, e apesar da estranheza daquilo que nos pode ser familiar, as coisas funcionam.
já em relação aos black dice pouco tenho a dizer. foi a segunda vez que os ouvi fazer sons ao vivo, e, tal como no sudoeste 2005, aquilo está muito para além da minha percepção. existe ali qualquer coisa que mistura rock com eletrónica e com noise japonês feito por tipos com barba de lenhador americano, mas está fora do meu gosto.
ainda não é para mim.

leituras de fim de semana (professor freitas)

bang bang rock n' roll, art brut
apologies to queen mary, wolf parade
i trust my guitar etc, magik markers
a panegyric to the things i do not understand, magik markers
government comissions, mogwai

21 abril 2006

small talking

aceitam.se sugestões para aumentar a lista de leituras recomendadas. os blogs do meu dia a dia estão cada vez a tornar.se mais repetitivos ou mais desactualizados.
entretanto,

porque é que estão a perder tempo na internet, com um sol destes lá fora?

19 abril 2006

arriba avanti

ainda o rescaldo de mr beast para introduzir um tema que começa a ganhar alguma relevância, mas que parece sistematicamente esquecido pela imprensa especializada. fala.se muito, e quase sempre estupidamente, da questão do download de música, do preço dos álbuns e dos impostos. se, à partida, estamos de acordo em relação ao elevado preço cobrado por um long play, bem como quanto à taxa de imposto que lhe é aplicada, em relação ao download de música a minha porca já torce o rabo face às opiniões generalizadas.
de facto creio que há mais de 2 anos que não faço o download de um álbum, embora tenha várias cópias que me são oferecidas de álbuns roubados da internet. mas a questão central é que eu considero um álbum como um investimento sério e valorizador de uma colecção. a minha, por sinal, está já bastante recheada, e muito o deve ao investimento em originais.
com a mudança do mercado dos discos, surgiu, no entretanto, a necessidade das bandas apostarem cada vez mais na excelência do layout, bem como em conteúdos extra, muitas vezes sob a forma de dvd's. parece.me ser o caminho lógico que poderá, de alguma forma, rebater o avanço imperial do consumo ilegal de música.
e esta volta toda para dar o exemplo do novo álbum dos mogwai, que, para além de um dvd bónus, divulga sob a forma de design do disco o trabalho de uma excelente artista, que em nada fica atrás de jay ryan, artista responsável pelo melhor layout de um álbum de 2005.

18 abril 2006

ringleader of the tormentors, morrissey



é com dor aguda no peito que dou a triste notícia de que este não é o melhor morrissey. o morrissey que nos habituámos a conhecer não deixaria um álbum ir.se abaixo depois de um tríptico fulgurante como dear god please help me - you have killed me - the youngest was the most loved (cujo coro infantil tem o dom da intemporalidade, o melhor do mundo são mesmo as crianças). nem tão pouco se apresentaria com um punhado de banalidades já repetidas até à exaustão misturadas com peças de excepcional requinte, em tudo relacionadas com a recente descoberta da itália, o que, pura e simplesmente, nos provoca dó.
depois de you are the quarry, o regresso saudado do ex-the smiths, esperava.se muito mais. esperava.se pelo menos que morrissey esperasse uns anos. é que ringleader of the tormentors deu um passo maior do que o que devia ter dado em tão pouco tempo. e o resultado é, no mínimo, esquizofrénico, porque se de um lado estão das melhores músicas que morrissey já compõs - life is a pigsty, to me you are a work of art -, do outro estão algumas cuja falta de sabor nada tem a ver com quem as assina.
o inexplicável mundo da sensibilidade para a criação, face maior de um possivelmente apelidado de génio, sai bastante danificado depois deste deslize.
e como a realidade é incontornável (e continuar a dizer mal deste tipo dar.me.ia certamente uma eternidade pouco descansada), termino não sem que antes volte a desejar o fim da obiquidade de quem é justamente considerado um dos pais da pop.
vou fechar os olhos a este álbum.
sei que o melhor ainda está para vir.


6.8/10

mr. beast, mogwai



donos de um currículo invejável na área da exploração sonora e até do desenvolvimento de uma nova ordem para o rock deste milénio (facto que nunca me cansarei de repetir, por mais ameaças que me sejam dirigidas), o trabalho dos escoceses mogwai sofre de uma necessidade intrínseca de auto renovação a cada novo álbum, situação que me provoca suores nocturnos nos espaços que antecedem qualquer novo lançamento.
é que seguir pelo caminho do pós-rock ou de um space rock instrumentalizado é dos maiores riscos a que uma banda se pode propôr. a partir daí não há mesmo volta a dar, e só sobrevivem aqueles cuja entidade estética é suficientemente forte para significar alguma coisa. e se, nesse campo, muito já foi feito por bandas como os gy!be ou os gang gang dance, não esquecendo a magnífica contribuição que tem sido a música dos texanos explosions in the sky, é aos mogwai que cabe a fatia que mais me agrada desta história toda.
de facto, escrevo estas linhas à medida que oiço pela primeira vez mr. beast, uma vez que estes são acordes mutáveis, tal como os frames que fazem o cinema, e com o qual me parece haver uma relação evidente. a música dos mogwai, quer em álbum quer ao vivo, cria momentos quase cinematográficos, com toda a alma e paixão que os melhores filmes e os melhores actores conseguem dar.
não nos é difícil ouvir mr. beast e criar mentalmente enredos e estórias paralelas que se entrecruzam em cada mudança de faixa. a música destes gaijos é feita de claustrofobia e de aparente calma, de explosões e de repetições exaustivas. a música é, em cada long play dos mogwai o pretexto estudado para a criação. pura e dura.
mr. beast é um álbum que respira momentos e tanto nos descarrega o melhor dos my bloody valentine ou dos sonic youth como nos inunda da essência epidérmica que está na origem de bandas pop escocesas como os reindeer section ou os arab strap.
mr. beast é, neste momento, o melhor álbum de mogwai desde a descarga visceral que significou young team. e não trazendo um mundo novo para o seio dos próprios mogwai (reconheceríamos o que fazem hoje em qualquer rádio do mundo), não deixa de haver um leve indicío de reinvenção. leve é certo, mas o suficiente para acreditarmos que a mutabilidade de todo este discurso será, sempre, circunstancial.
nas mãos dos mogwai as coisas parecem sempre bem feitas.

8/10

17 abril 2006

we are a little too free

o a new order regressa revigorado para mais um contínuo de assumida bajulação aos álbuns que fazem a nossa vida um pouco mais do que um passeio. ainda não sucumbimos à tentação dos she wants revenge ou dos white rose movement e não, não vamos ver os arctic monkeys ao garage.
sabemos, sim, que vêm aí os black dice, a banda que o m. me vai obrigar a ouvir (passe a contradição da utilização deste termo) já na próxima sexta feira, na zdb e os kings of convenience no final do mês. ao mesmo tempo que nos inundamos em bilhetes para bons concertos está aí o tão esperado espaço indiemusic do festival de cinema indielisboa2006, com uma série de excelentes documentários sobre morrissey, leonard cohen, neil young e a música rock islandesa - screaming masterpiece.
esperamos que a fnac já se tenha decidido a encomendar o mr. beast dos mogwai. a crítica a ringleader of the tormentors, novo avanço de morrissey, está quase, quase aí a rebentar.
abraço forte para os companheiros que neste fim de semana perderam a dignidade algures numa pista de dança de uma discoteca beirã. podiam ter feito parte de uma música dos pulp, não fosse todos os letreiros estarem escritos em português, não haver guinness e nenhum dos bartenders se chamar john

11 abril 2006

estamos oficialmente de greve

o a new order vai arejar a cabeça.
prometemos ser breves. uma semana basta.

10 abril 2006

black sheep boy, okkervil river



começa a ser difícil arranjar adjectivos para qualificar estes álbuns todos de que vou falando. começa também a parecer difícil fazer termos de comparação porque, e isto não tem nada a ver com simplismo, as bandas de hoje acabam por parecer a qualquer coisa que já ouvimos (com honrosas excepções, como é óbvio).
é por isso que a escolha do dia se revela um antipirético para a minha cada vez maior falta de originalidade. isto porque me parece estarmos perante um álbum que só mesmo ouvindo se percebe que a simplicidade é um trunfo que só está ao alcance dos melhores.
mas primeiro que tudo esqueçam a capa de black sheep boy. apaguem.na da memória. só depois passem para o disco.
os okkervil river são uma banda texana que editaram em 2005 aquele que é um dos long play do ano transacto que melhor enche as minhas medidas. não me vou alongar em comparações porque, de facto, black sheep boy soa a muita coisa, sem que no entanto tenha um nome na ponta da língua para dizer 'sim, foi ali que foram buscar...'.
os okkervil river são responsáveis por uma visão muito particular da folk norte americana, do pop, do rock alternativo, no que muito sabiamente foi apelidado de lo fi.
black sheep boy é um álbum calmíssimo, próprio para um fim de tarde que se quer relaxante sem cair na onda orelhuda de pop de esquina. há qualquer coisa na música destes tipos que cheira a saudade. há uma série de boas canções, com enigmatismo e melancolia à flor da pele. há também rasgos pop que aparecem um pouco como quem não quer a coisa. e há sobretudo uma daquelas vozes estimulantes.
mais do que aconselhado: imprescindível.

7.9/10

09 abril 2006

recordar é viver



muito se tem dito e escrito sobre os sex pistols nestes quase trinta anos que sucederam ao lançamento de never mind the bollocks...here's the sex pistols.
o movimento punk britânico, com todas as virtudes e defeitos que lhe possam ser apontados revê.se inteiramente naquele que é o único long play da banda londrina. pergunto.me apenas se todos os que deles falam realmente conhecem este álbum. na verdade, de um ponto de vista meramente técnico, é recorrente dizer que os tipos só sabiam dois ou três acordes. fala.se muito da relação conturbada entre johnny rotten e sid vicious, entre outras trivialidades.
mas este é um post que se quer diferente.
e diferença é a palavra chave dos sex pistols. never mind the bollocks...here's the sex pistols é inconformismo e atitude. o espírito punk não é cristas na cabeça e cãezinhos com pulgas, como aqueles dois que me estão sempre a pedir dinheiro no chiado querem fazer crer.
o espírito punk, e ninguém dá lições desse tipo aos sex pistols, é dizer as coisas certas nos momentos errados, nem que seja apelidar de regime fascista uma monarquia com séculos de enraízamento na sociedade. a bem da verdade ouvir hoje os sex pistols pode não fazer muito sentido de um ponto de vista meramente social. os punks de hoje são os que deitam fogo aos mcdonald's porque é porreiro ser contra o imperialismo americano. mas em 1977, quando os sex pistols abanaram as estruturas até um ponto de quase rotura, aquela provocação muitas vezes agressiva fazia todo o sentido.
never mind the bollocks...here's the sex pistols é, porventura, o álbum mais importante da história do reino unido pelo facto de se ter transformado no verdadeiro recomeço para uma identidade musical demasiadamente apegada aos cânones que os beatles instituíram. não fossem os sex pistols e do outro lado do mundo teriam agarrado a oportunidade de se destacarem na batalha da primeira linha do rock.
sex pistols foi - e continua a ser - niilismo puro. é catarse colectiva.
as coisas nunca mais foram as mesmas.

10/10

howl, black rebel motorcycle club



eu gostava de já ter arrumado definitivamente as crónicas de 2005. no entanto, e enquanto esperamos por melhores dias no lançamento de novos álbuns (a escassez é evidente), regresso por alguns minutos ao passado para dar conta de que os black rebel motorcycle club, banda responsável por um dos concertos mais chatos que já vi até hoje, deram a volta por cima a uma tendência que prometia ser repetitiva.
o garage rock destes americanos, fortemente enraízado na bela tradição da escola velvet underground, the stooges, t.rex, não foi, propriamente, um tiro no escuro. é certo que conseguiram imprimir algum interesse ao campo que exploraram nos dois primeiros álbuns. foram discos sólidos e crus.
mas tudo o que se repete cansa e perspectivava.se uma jornada já jogada na altura em que se anunciou o lançamento deste terceiro long play.
pasma.se, porém, a volta que a coisa deu. é que os BRMC andaram a explorar e a devorar anos e anos de música norte americana, com especial incidência para o folk, os blues e o gospel. e como resultado temos agora um caldeirão de boa colheita rock com travos vintage nos temas e nas alusões.
os black rebel motorcycle club tiveram a arte de descobrir a pólvora no passado e em quem fez muito decentemente aquilo que sempre procuraram. não arriscaram demasiado, é certo (as referências deste tipo são sempre um bom porto), mas não me parece que sejam predestinados a isso.
foram beber à tradição para elaborar um álbum bastante simpático, para ser breve, que tem a capacidade de surpreender, e de, sobretudo, nos prender.
resultou.

7.5/10

08 abril 2006

linda martini, frida kahlo, o entendimento de cultura, um post sobre lisboa

1. o underground português, que parece, segundo quem sabe, estar a ganhar cor e forma, tem na galeria zdb um dos pólos de atracção. confesso que aquele espaço e a dinâmica que imprime tem semelhanças - emocionais, diria - com os grandes centros europeus de divulgação da música e cultura off the record. a zdb poderia ser um marco do nosso panorama. pois poderia. não fosse a nossa música ser bastante má e muito pouco inovadora. a diferença entre lisboa e ny ou londres é que nas zdb's lá dos sítios se escrevem novas páginas. e aqui não.
tudo isto para chegar aos linda martini, banda nacional que ontem tocaram para uma sala demasiado pequena e nada arejada para tanta gente. surpreendeu.me ver tanta gente a ouvir pós-rock feito em portugal. confesso que me surpreendeu. mas os linda martini são um livro que já li muitas vezes. não discordo de que são músicos interessantes e cuja dinâmica parece ganhar coragem de concerto para concerto. mas já ouvi aquela música nos gy!be e nos mogwai, para dar alguns exemplos.
fazer igual não chega: é preciso fazer melhor.

2. visitei finalmente a exposição retrospectiva da obra da pintora mexicana frida kahlo. não sendo um apreciador inquestionável da linguagem artística acessível ao público (escassa, aliás, para uma exposição de primeira linha do maior equipamento cultural de lisboa), agradou.me imenso ver o ccb cheio de gente de todas as idades, a tirar proveito da obra de regime do nosso presidente. é espantoso como se pinta um povo de inergúmeno, bastando uma tarde de sábado para fazer mea culpa. é que o problema, pelo que me apercebo, não está em quem não manda...

3. ... o problema está exactamente nos que têm as decisões na mão. não se compreende que num centro cultural exista um letreiro a proibir o estudo na área de cafeteria. pode.se ler o jornal, se for o expresso melhor. pode.se ler um livro. mas não se pode ler um caderno de notas. é a definição de centro cultural que temos.

o professor marcelo relembra que este fim de semana

começa o indie lisboa 2006 com uma festa de antecipação na caixa económica operária, hoje, a partir das 22
têm a oportunidade de regressar a howl, dos black rebel motorcycle club
e ao magnífico black sheep boy, dos okkervile river, ambos de 2005
está um sol magnífico, próprio para o dolce fare niente