
se josé gonzález mudasse o nome para qualquer coisa que soasse a inglês venderia dez vezes mais discos do que os que vende. é que josé gonzález parece nome de dj house e, parecendo que não, isso é à partida desmotivador.
se mudasse de nome, acredito, não seria recebido com a estranheza com que vai ser ouvido no sudoeste deste ano. mas tenho a certeza que a partir desse dia a turba vai a correr para a fnac comprar veneer.
veneer tem tudo o que nick drake deixou quando morreu. tem tudo o que devendra banhart procura, mas com maior racionalidade e maior sensibilidade. josé gonzález, o sueco com nome de nharro, tem a melhor voz que eu já ouvi este ano. e embora datado do ano que passou, veneer está aí mais do que presente.
se ainda não chega, percebam que veneer se baseia em meia hora de um tipo agarrado à guitarra a recordar o que poderiam ter sido os dias de reclusão em que john faye se encontrou, qual milagre, com o espírito de elliott smith.
e como daí [parece tão fácil] se fez música.
quase brilhante.
8/10
28 junho 2006
veneer, josé gonzález
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joséreisnunes
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6:50 da tarde
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27 junho 2006
he poos clouds, final fantasy

na mesma semana em que desisti de tentar escrever sobre the dirft, a mais recente bomba atómica lançada por scott walker, reporto.me à crítica de um dos mais entusiasmantes compositores rock da actualidade.
é que isto com o rock há duas maneiras de fazer: a maneira empírica e a maneira sofisticada. owen pallett, membro influente dos arcade fire, é daqueles que gosta de caminhos por trilhar.
com essa inquietação, e com a capacidade lírica que lhe conhecíamos há muito da banda canadiana que o lançou na ribalta, os final fantasy, projecto que espero muito paralelo, aventuram-se por um mundo que tem tanto de experimentalismo pop como de integração de um certo classicismo da composição e virtuosismo orquestrado.
no fundo, he poos clouds é uma obra que em certos momentos, se não tivesse voz, poderia ser vendida ao lado de qualquer ópera de pergolesi. no entanto, a ousadia das insinuações e a aventura que é ouvir owen pallett entregar.se aos comandos do órgão de cabaret fazem deste álbum uma das melhores referências, ao momento, do cardápio de 2006.
os final fantasy têm tudo para não ser os arcade fire. se isso, por um lado, é preocupante - dada a falta do passo final para a genialidade -, por outro lado, a consistência em crescendo que prometem é um sinal que nos descansa.
8/10
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joséreisnunes
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6:06 da tarde
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25 junho 2006
#537
se tudo correr bem o a new order regressa já a partir de amanhã no formato saudoso. o tempo disponível poderá vir a alargar.se, a paciência também. muitos e bons álbuns na calha para serem comentados, entre outras considerações bem menos conseguidas.
vamos pensar positivo.
entretanto, chá branco para toda a gente.
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joséreisnunes
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4:52 da tarde
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24 junho 2006
la divina commedia
são quase duas da manhã.
não durmo decentemente há três semanas e quando chega o tempo das recomendadas onze horas seguidas de sono, que me acompanham durante o fim de semana, a minha vizinha tem a televisão aos berros por cima do meu quarto. e no pátio, outra vizinha deixou a roupa estendida e foi passar o fim de semana fora. a corda rebentou e a roupa está desde as 4 da tarde a bater nos canos do escoamento de água.
a vingança será terrível.
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joséreisnunes
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1:48 da manhã
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22 junho 2006
fim de uma trilogia de sucesso. este é do outro mundo.(só vale com música)
Life Is Life Maradona
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joséreisnunes
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3:05 da manhã
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21 junho 2006
20 junho 2006
isto agora com esta coisa dos vídeos é sempre a andar
David Bowie & Arcade Fire - Five years
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joséreisnunes
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8:35 da tarde
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19 junho 2006
é a melhor banda do mundo.pronto.já disse
interpol on jay leno-slow hands
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joséreisnunes
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3:19 da manhã
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14 junho 2006
13 junho 2006
pensamento do dia. brilhante (fim)
a gente não lhe bateu. a gente tava no negócio
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joséreisnunes
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3:03 da tarde
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11 junho 2006
per che la dolce vitta?

a propósito da passagem da banda de um dos actores do sopranos pelo maxime, aqui na capital, bastaram.me dois artigos do público para perceber até que ponto é que a maralha gosta de dar nas vistas. em estreia mundial pelos palcos os dolce vitta acabaram por transformar o maxime numa feira de vaidades. não interessou para o caso se a música é boa ou não. interessa que o nome do actor sobrepõs.se de facto a tudo o resto, e a matilha cinematográfica tratou de se movimentar para a praça da alegria. máquinas de fotografar, holofotes, filas. e muitos anónimos que até gostariam de entrar pela música à porta porque a lei dos convites é como a lei do mais forte: incontornável.
no final parece que os tipos nem são nada de especial. mas parece que quem lá esteve foi fotografado a valer.
no fim do dia, é isso que lhes interessa.
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joséreisnunes
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1:11 da manhã
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10 junho 2006
15:44
o dia do império serve sobretudo para relembrar que estamos há dois meses à espera que a selecção entre em campo, vamos estar um mês a vê.la entrar em campo e vamos estar mais três meses a pensar que se tivéssemos entrado em campo com o outro pé tínhamos ganho a final contra a inglaterra.
não há mal nenhum em estarmos suspensos numa bola de futebol.
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joséreisnunes
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3:47 da tarde
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08 junho 2006
07 junho 2006
limpeza geral
enquanto não me chega às mãos um tempinho para novos álbuns, enquanto o alkatiri não é substituído e enquanto não prendem de vez o tipo das armas ilegais em directo na rtp, deixo duas novas apostas cá da casa, uma noite americana, para todos os que se sentem ignorantes por nunca terem visto 1/10 dos filmes de que lá se fala, e o recente ladies love cool r - estilo inconfundível, a música alternativa nas suas melhores palavras.
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joséreisnunes
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2:54 da tarde
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05 junho 2006
lista de compras. só boa gente.

band of horses, everything all the time
scott walker, the drift
final fantasy, he poos clouds
howe gelb, sno angel like you
stuart staples, leaving songs
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joséreisnunes
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3:05 da tarde
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pensamento do dia. brilhante.
a largura mínima de um corredor é 1.10m. depois pode ter mais ou menos...
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joséreisnunes
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3:00 da tarde
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30 maio 2006
um pouco menos do que letárgico, um pouco menos do que vegetativo
deito.me e o surfer rosa faz o resto
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joséreisnunes
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9:46 da tarde
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27 maio 2006
26 maio 2006
há epitáfios que não chegam a ser tão grandiosos
o rui disse-me para lhe meter um contrato em branco à frente e que depois eu colocava a verba. foi assim que foi feito o contrato do rui costa, que só soube quanto iria auferir depois de o contrato estar assinado, revelando a gratidão que sente por este clube
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joséreisnunes
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12:48 da manhã
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