cassadaga, bright eyes [2007]
the gulag orkestar, beirut [2006]
sun awakens, six organs of admittance [2006]
ships, danielson [2006]
loose fur, loose fur [2003]
everything is good here/please come home, angels of light [2003]
rec extern, radian [2002]
dark noontide, six organs of admittance [2002]
sometimes good weather follows bad people, califone [2002]
11 abril 2007
trabalho de casa
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joséreisnunes
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7:34 da tarde
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tag álbuns
05 abril 2007
dia b, imperdível
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joséreisnunes
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3:09 da tarde
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tag concertos
04 abril 2007
prato do dia (é hoje como poderia ter sido em 1976)
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joséreisnunes
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tag álbuns
the magic position, patrick wolf
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joséreisnunes
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4:16 da tarde
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5 pontos para compreender um clássico
1. não há mal nenhum em receber os adeptos do porto com garrafais insultos. isso sempre fez, e muito bem, parte da história. benfiquista que vá ao dragão não é recebido com flores, de certeza.
2. problema problema é a claque doravante designada sd partir cadeiras e arremessar petardos aos benfiquistas. não se compreende, uma vez que estão a inverter a lógica de jogar fora de portas. se alguém pode partir cadeiras na luz são os benfiquistas. se alguém pode mandar uns petardos na luz são os no name boys.
3. a subcomissária da psp mente com todos os dentes. até pode estar a dizer a verdade mas a lei do benfica é a lei indiscutível. não vejam, não falem, não oiçam.
4. concordo absolutamente com o ex-treinador do benfica. o golo do benfica é irregular. o lucho está, claramente, em fora de jogo.
5. concordo igualmente com a tese do mesmo ex-treinador do benfica de que o porto foi uma equipa fortíssima na luz. viu.se bem pela forma como comemoraram fortemente o empate no final do jogo. o porto é sem dúvida a equipa com a mais forte possibilidade de ter sido alvo de um milagre na luz. e é a mais forte candidata ao título de equipa mais defensiva a jogar no mesmo estádio. foram, sem dúvida, os que fizeram a festa mais forte. fortíssimos portanto.
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joséreisnunes
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3:07 da tarde
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tag benfica
01 abril 2007
a weekend in the city, bloc party
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joséreisnunes
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12:20 da manhã
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31 março 2007
jarvis, jarvis cocker
a cara metade que ele sempre parece ter procurado, ou que sempre parece nunca ter querido encontrar, ainda hoje estamos para perceber. a cara de jarvis cocker sempre foi a de um aparat chic ou shock, conforme os casos e o lado para onde acordava.
apesar de ser detestável a forma como se exibia, há duas coisas pelas quais nunca mais será esquecido: a primeira por ter invadido o palco em plenos britt awards quando o michael jackson estava a cantar, e a segunda por ter feito, juntamente com os outros pulp, um dos discos mais brilhantes dos anos 90, aliás, um dos melhores discos para dançar desde que surgiram os new order.
e afinal girava sempre tudo em torno da pop.
é bom ver os pulp regressar. desculpem, jarvis cocker regressar. estes são os pulp mais pop de sempre. ou melhor, o jarvis cocker menos cocky de sempre. jarvis é o alter ego de jarvis cocker, ou seja, este disco é a face mais escondida do cantor, e, por sinal, a melhor. se bem que a postura perdida dos idos anos 90 nos tenha deixado com água na boca (ouvir disco2000 é uma experiência que definitivamente não cansa), a pop há muito tempo que não tinha uma arrumação tão limpinha e uma cor tão branquinha (quase de certeza culpa do sol londrino).
isto tudo para dizer que jarvis foi um dos melhores álbuns de 2006. foi também um dos menos badalados, o que não faz justiça à sua surpreendente capacidade de estimular o ouvinte mais saudosista por um sempre bom punhado de verdadeiras canções.
e como o povo é sereno, às vezes não apetece martelar os ouvidos com a estranheza que nos é tantas vezes familiar.
mas não, não é só fumaça. os pulp estão aí para durar.
desculpem, o jarvis está aí para durar.
7.9/10
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joséreisnunes
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7:36 da tarde
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27 março 2007
é uma questão da autocracia a que nos sujeitamos
ontem cumpriu.se o feriado nacional do a new order.
a emissão está de regresso.
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joséreisnunes
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7:12 da tarde
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tag blogs
25 março 2007
banda sonora para um domingo cheio de nuvens
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joséreisnunes
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12:41 da tarde
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tag álbuns
24 março 2007
imprescindível, aliás, irrepetível
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joséreisnunes
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6:40 da tarde
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tag álbuns
prozac
o blog do dia, que descobri recentemente através da sempre aconselhável lista de sítios dedicados à causa que o planeta pop disponibiliza, vem sob a forma de medicamento aplicável com ordem irregular. uma boa aposta, já com quase dois anos de experiência.
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joséreisnunes
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3:25 da tarde
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tag blogs
23 março 2007
22 março 2007
ainda a propósito da recuperação do tempo
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joséreisnunes
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9:39 da tarde
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tag álbuns
a sample of things
foi mais uma vez actualizada a lista de amigos, conhecidos e nem por isso. destaque para o desaparecimento de alguns nem por isso, que simplesmente deixarem de postar, e para o novo blog de raquel pinheiro, a sample of things, ainda em fase de iniciação mas já com alguns bons textos, como seria de esperar de uma "escritora, editora, poeta e tradutora" (traduzido livremente do inglês pelo a new order).
por
joséreisnunes
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4:04 da tarde
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tag blogs
este fim de semana vou andar com isto nos ouvidos

our endless numbered days, iron + wine [2004]
tanglewood numbers, silver jews [2005]
orphans, tom waits [2006]
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joséreisnunes
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3:58 da tarde
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tag álbuns
e o rapaz que até parecia ter bom gosto
há uma excelente entrevista a panda bear no site da mondo bizarre, conduzida pelo autor do big black boat, que deve absolutamente ser lida. ali percebemos que o rapaz, que mora no bairro alto e que é, basicamente, metade criativa dos animal collective, tem uma concepção um bocado estranha do que é fazer boa música.
defende o músico que os 4taste, aqueles dos morangos do açúcar, são uma boa banda.
e depois dá uma explicação que pode convencer muito boa gente que procura nestas ideias apologistas de um kitsch mesmo kitsch uma possibilidade de destacar alguma superioridade intelectual e algum bom gosto moralmente consolidado, mas que a mim só me dá para rir. sinceramente, preferia nunca ter lido esta entrevista.
assim como preferia nunca ter visto metade das referências que o tipo faz em person pitch (com as doce incluídas).
é que person pitch é, de facto, um dos melhores álbuns já produzidos este ano.
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joséreisnunes
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3:51 da tarde
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tag imprensa
20 março 2007
derivado da situação
ainda abismado com a facilidade de descarregar música da internet que esta coisa dos torrents me trouxe, esta semana vão girar com insistência, à espera da melhor crítica:
the good, the bad & the queen, the good, the bad & the queen
a weekend in the city, bloc party
let's get out of this country, camera obscura
some loud thunder, clap your hands say yeah
all of a sudden i miss everyone, explosions in the sky
jarvis, jarvis cocker
drums and guns, low
the magic position, patrick wolf
modern times, bob dylan
grinderman, grinderman
person pitch, panda bear
nighthawks at the dinner, tom waits
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joséreisnunes
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12:43 da manhã
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tag álbuns
18 março 2007
a lei do viciado é a lei mais forte de todas
este fim de semana, como de costume, fui até à fnac abastecer.me de música. ao fim de meia hora de pesquisa acabei por comprar os novos álbuns de grinderman e de panda bear, bem como um velhinho de tom waits. ao todo gastei cerca de quarenta e cinco euros com a brincadeira. cheguei a casa e resolvi seguir o conselho que um amigo me fez quando regressávamos da luz na passada quinta feira. fiz o download de um servidor de torrents, segundo ele, uma cena que está aí a bombar. entretanto, e com meia dúzia de clicks já descarreguei seis álbuns, com uma qualidade muito boa de som. há cerca de três anos que não fazia um download.
por isso, e tendo em conta que não posso, de maneira alguma, comprar tudo o que quero, aumentei a minha colecção com álbuns de camera obscura, bob dylan, bloc party, clap your hands say yeah, low e explosions in the sky.
se quiserem, venham.me prender.
tive uma recaída e estou, de novo, viciado.
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joséreisnunes
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11:07 da tarde
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tag mp3
16 março 2007
os grandes portugueses e as 7 maravilhas
o programa já causou grande celeuma.
confesso que não acompanhei a fundo nem a votação nem a escolha nem as ridículas apresentações que se basearam sempre em binómios restrospectivos de duvidosa seriedade intelectual. e então quando soube que o botas era um dos finalistas racionalizei, em nome da minha saúde, que aquilo não me interessava para nada.
porque de facto, por mais propostas que me apresentem, não há lugar para uma discussão destas. o vencedor, na minha óptica, é mais do que óbvio.
ele transportou durante anos as aspirações dos portugueses. carregou às costas as agruras de muitos. disfarçou crises, escondeu fragilidades. fez sonhar os portugueses. combateu, lutou pela nação sempre com distinção.
e esta nação não se esquece dele.
o maior português de sempre é o eusébio.
e a escolha das sete maravilhas de portugal é também muito fácil.
numa carreira com mais de mil golos marcados não deve ser difícil encontrar sete obras primas.
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joséreisnunes
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10:18 da tarde
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tag benfica
14 março 2007
o imperialismo modernista e o laxismo pós-moderno
eu gosto de intrigas. daquelas à antiga, em que as comadres se zangam todas e a conversa acaba, invariavelmente, na ofensa directa e injustificada. é essa que dá sal às conversas.
é claro que não gosto de fazer parte delas. mas gosto de acompanhar uma boa intriga externa.
a blogosfera nacional, reflexo puro da nossa cultural apetência para a intriga, já nos proporcionou alguns bons exemplos. o abrupto tem estado quase sempre no centro, mas desta vez a coisa envolve, dizem, modernistas e modernistas superados.
é uma questão, portanto, de arquitectura.
acho.
o que se passa é que andou uma grande tourada entre o autor do a barriga de um arquitecto e a autora do vazio de gente (que no seu estilo sempre exasperante e aparentemente emocionalmente sofrido de referências eruditas já conseguiu mandar um belo tiro ao lado a propósito de um título de um livro, o que deve ter enchido a barriga do arquitecto). o vazio de gente é aliás um blog muito interessante. a sua autora não se cansa de demonstrar que lê e que vê filmes. e que teve boas notas na faculdade de arquitectura mas que odeia os professores. gostei sobretudo da parte em que chama prima donna a gonçalo byrne e como em cinco minutos de escrita conseguiu destruir le corbusier.
para juntar à festa o autor do hardblog também mandou umas bocas, que, sem sequer me referir ao conteúdo, foram formalmente muito estimulantes para a conversa. e depois juntou.se ainda o autor d'odespropósito (acho que nunca conheci um blog com uma prosa tão confusa), mas a coisa com ele não pegou.
entretanto acabaram as hostilidades.
e logo agora que os meus dias tinham outra cor.
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joséreisnunes
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3:26 da tarde
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tag blogs
eu juro que nunca pensei que pudesse chegar o dia desta notícia
neon bible entrou directamente para o segundo lugar do top de vendas nacional, destronando nesse posto a vida que eu escolhi, de tony carreira, que desceu para terceiro.
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joséreisnunes
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3:14 da tarde
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tag imprensa
13 março 2007
façam lá uma retrospectiva
de cada vez que me vêm com a conversa dos lcd soundsystem eu pergunto.me: que música é que eles já fizeram que os new order não tenham gravado?
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joséreisnunes
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12 março 2007
iwo jima
há um momento em intervention, dos arcade fire, em que o refrão ganha o corpo de um coro que avisa: you've been working for the church while your family dies.
há um sentimento que atravessa todo o novo filme de clint eastwood, que ganha o corpo de um coro inaudível, que explica como, em ambas as partes que disputam um território ou uma causa, seja lá o que for, existe sempre a dúvida em cada soldado. cada soldado sabe, melhor ou pior, que a guerra o matará. e o soldado, japonês ou americano, foi para lá empurrado.
existe em cartas de iwo jima uma ideia que atravessa todo o filme: os japoneses também tinham a sua guerra. e tinham a sua memória para preservar. tinham, acima de tudo, braços que se destacavam dos corpos com as bombas e veias que soltavam sangue quando eram atingidos pelas balas.
existe, em clint eastwood, a necessidade de ser honesto.
porque o soldado sabe, quase sempre, que a nação justifica uma guerra.
só não queria era ter de morrer por ela.
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joséreisnunes
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11 março 2007
neon bible, arcade fire
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joséreisnunes
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10 março 2007
é apenas uma questão de ver bem as datas
em 1977 os warsaw gravam um pequeno lp com cinco faixas. nesse mesmo ano mudam de nome para joy division, aludindo à brigada de prostitutas assim denominada que acompanhava os exércitos nazis. na altura, no meio londrino em que se movimentavam, a questão causou alguma celeuma e a banda foi chamada de neo-fascista. os percurssores daquilo a que hoje chamamos orgulhosamente de pós-punk (que podia muito bem ser toda a música feita depois da morte dos sex pistols) morreu em 1980, com ian curtis. nesse mesmo ano os três restantes elementos formaram os new order e revolucionaram a música dançável. o resto conhecemos e identificamos.
em 1981, os heróis do mar surgem em portugal com música que parece decalcada do primeiro álbum dos new order. são apelidados de neo-fascistas porque recuperaram o primeiro verso do hino nacional e porque falavam de orgulho nacional.
'brava dança' é o documentário que em 2007 reconta a estória dos heróis do mar.
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joséreisnunes
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09 março 2007
os melhores hits de verão
é verdade que os shout out louds não são grande espingarda. melhor dizendo, não são realmente uma banda daquelas que um tipo ouve e até fica pasmado. e também é verdade que vêem da suécia, o que não se adequa imediatamente à imagem de banda produtora de hits de verão.
de qualquer maneira os shout out louds são divertidos, e hoje o sol regressou a lisboa.
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joséreisnunes
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marcamo.los, ai sim que os marcamos...
descobri hoje que a editora criada por mark kozelek para editar os avanços em nome individual, bem como os dos sun kill moon, se chama caldo verde.
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joséreisnunes
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1:56 da manhã
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05 março 2007
from buraka to the world
o mais engraçado acerca dos buraka som sistema não é o hype que anda à volta.
nem é a originalidade de algumas das músicas.
também não é a força aparente que imprimem nos concertos e a diversão que proporcionam a quase todos os que os ouvem.
o mais engraçado acerca dos buraka som sistema é ver os loirinhos de risco ao lado a abrir a janela do a3 nos semáforos da 24 de julho depois de uma noitada na kapital, e a despir a miúda do carro ao lado com os olhos ao som do kuduro progressivo de yah.
é verdadeiramente surreal. viva a globalização.
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joséreisnunes
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9:25 da tarde
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lista de compras mais ou menos urgente
bob dylan, the modern times (álbum do ano de 2006 para muitos)
jarvis cocker, jarvis (cunts are still running the world diz tudo)
tom waits, orphans (o caixote do lixo mais precioso de 2006)
william elliott whitmore, song of the blackbird (o fim da trilogia)
bloc party, a weekend in the city (vamos lá ver o que sai daqui 1)
clap your hands say yeah, some loud thunder (vamos lá ver o que sai daqui 2)
arcade fire, the neon bible (...)
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joséreisnunes
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04 março 2007
de vez em quando temos que chamar as coisas pelos nomes, custe lá o que custar
para encerrar definitivamente o capítulo da morte do manuel bento tenho que contar esta estória. porque quanto mais pessoas se aperceberem dela, mais pessoas ficarão a saber porque é que há clubes, e depois há o benfica.
no minuto de silêncio que se tentou respeitar esta jornada em todos os campos de futebol de portugal, houve um que sobressaiu aos olhos de todos os que acompanham o campeonato. no estádio do dragão a claque do porto utilizou o minuto de silêncio para fazer ouvir assobios e insultos contra o benfica. é claro que o resto do estádio não pactuou, mas isto não deixa de mostrar a matéria de que é feita aquela gente dos superdragões.
e infelizmente, não é caso único. o ano passado repetiram a gracinha no estádio da luz. e a direcção, bem como o treinador, mostraram.se sempre coniventes.
recentemente em itália, aquando da morte do inspector filippo raciti em confrontos com os adeptos do catania, sucedeu uma situação idêntica no estádio olímpico de roma. os culpados foram identificados através das câmaras do estádio e foram devidamente punidos. direcções dos clubes e até o presidente da câmara de roma manifestaram.se publicamente contra este tipo de imbecilidades. em directo, em horário nobre da raiuno, foram chamados de anormais.
nós temos um futebol e uma cultura associada muito mais tranquila que a italiana. temos melhores estádios e melhores adeptos.
porque raio é que não temos comentadores e políticos capazes de chamar os nomes que estes imbecis merecem ouvir?
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joséreisnunes
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03 março 2007
caminhando por veneza
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agenda
lisboa recebe bonnie 'prince' billy em abril, no cabaret maxime. poucos dias depois a aula magna vê chegar o novo álbum das cocorosie. em maio o coliseu abraça os bloc party e o são jorge andrew bird. junho é o mês dos smashing pumpkins, dos pearl jam e dos beastie boys. em julho os arcade fire regressam ao nosso país.
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joséreisnunes
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4:10 da tarde
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encarnado e branco
descobri, finalmente, o blog que me faltava. aquele que me informa de tudo o que se passa no universo http://encarnado-e-branco.blogspot.com. cheguei lá através de um texto fabuloso que o seu autor escreveu a propósito da morte do bento.
a homenagem catártica tem o mesmo peso de redenção que leonard cohen imprimiu ao 9-11 com on that day.
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joséreisnunes
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3:54 da tarde
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01 março 2007
campeão
o manuel bento foi o melhor guarda redes de sempre da história do futebol português.
conquistou oito títulos de campeão nacional sempre pelo benfica.
morreu hoje aos 58 anos de idade.
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joséreisnunes
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8:28 da tarde
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25 fevereiro 2007
café roubado
o repto vem lançado por miguel cardoso, do café roubado (link disponível aqui ao lado), que está bastante empenhado na criação de uma netlabel que ajude os músicos portugueses. para já procura colaboradores (a todos os níveis).
dêem um saltinho ao blog e vejam o que é que podem fazer.
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joséreisnunes
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y's, joanna newson
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joséreisnunes
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24 fevereiro 2007
the letting go, bonnie 'prince' billy
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joséreisnunes
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22 fevereiro 2007
na minha outra vida ouvia blues
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joséreisnunes
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mortes não anunciadas
nestes últimos dias tenho tentado recuperar um pouco do que perdi nos cinco meses em que não acompanhei os desenvolvimentos da blogosfera. foi dessa forma que me apercebi da evidência a que estamos sujeitos: os projectos deste tipo, por melhores que sejam, acabam por não sobreviver a alguma indiferença provocada por uma cada vez maior proliferação de propostas. ou então não é nada disto e os projectos morrem porque os seus autores se fartam. eu próprio já matei dois blogs porque não diziam nada de jeito.
no entanto este post serve sobretudo para anunciar a morte da drogheriadimusica e do jornal UM, bem como o desaparecimento, não sei se temporário, do the tracker.
se, no caso dos dois blogs citados, fica a ideia de que os seus autores continuarão por este meio (é um vício quase tão forte como o benfica), em relação ao UM a minha dúvida é muito mais aguda. o UM era um jornal de distribuição gratuita que contava com uma equipa de colaboradores muito interessante (jorge manuel lopes, eduardo sardinha, rita carvalho, álvaro costa, rodrigo nogueira...) que pecou, na minha opinião, exactamente por querer ser de distribuição gratuita. louvável, é certo, mas está mais do que provado que em portugal a viabilidade económica de um jornal deste tipo necessita de um barão por detrás. gostaria de ser mais optimista, mas parece.me que o UM, enquanto filosofia jornalística, está condenado a não sobreviver. e se mudar os moldes, muito provavelmente, deixará de ser o UM. porque entrará no círculo das publicações dependentes de condicionantes determinadas por quem as subsidia.
no entanto, desejo boa sorte para os intervenientes.
bem precisamos.
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joséreisnunes
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4:14 da tarde
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21 fevereiro 2007
recomeçar versículo 2
está já a funcionar o novo counter. desta é que é a sério.
a média costumava ser de dez visitas por dia.
contribuam.
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joséreisnunes
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20 fevereiro 2007
a pedreira
só agora conheci este novo projecto de gonçalo palma, http://apedreira.blog.com. se bem que ainda pouco rodado - começou há bem pouco tempo - o início parece.me bastante interessante. a opção constante pela memória de estórias de um dos famosos da nossa praça musical é uma alternativa bem engraçada para quem se interessa por estas coisas.
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joséreisnunes
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10:34 da tarde
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recordar é viver

há dias assim.
há dias em que um estúdio acorda para receber um pedaço da estória do rock moderno. há dias em que tudo parece correr bem, e não, nem tudo é sempre resultado de muito trabalho e de anos de preparação.
às vezes acontece.
os neutral milk hotel esperaram nove anos para gravar in the aeroplane over the sea. esperaram nove anos para lançar a sua masterpiece.
foi um parto difícil este de 1998, custoso, quase que no extremo do desespero de quem passou tanto tempo a explorar um caminho. mas quando nos aproximamos hoje deste álbum e o ouvimos pela primeira vez percebemos que os neutral milk hotel são um caso encerrado. por mim podiam muito bem já ter cessado as suas funções, se é que ainda não o fizeram.
in the aeroplane over the sea é uma das imagens mais construtivas e de maior requinte de um rock em formato lo-fi, onde a imagética big band que lhe está associada nos faz pensar que estamos perante uma obra com dezenas de anos. de facto, é muito raro encontrar um trabalho com esta qualidade e com esta capacidade de se imortalizar depois de 1980. no entanto os neutral milk hotel são uma escola de rock, a fazer recordar a estética pavement ou sebadoh e a dizer.nos claramente o que são os camera obscura, os clap your hands say yeah e os famosos broken social scene.
in the aeroplane over the sea combina magistralmente a vontade íntima de jeff mangum em querer ser o melhor songwriter do século 20, com a irreverência dos músicos com que se rodeou.
este é, provavelmente e até ver, o derradeiro grande álbum do rock alternativo.
9.5/10
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joséreisnunes
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recomeçar
enquanto as coisas acontecem todas ao mesmo tempo - afinal foram cinco meses fora deste mundo - o a new order prepara.se para regressar de cara lavada para uma nova vida, com algumas propostas na calha.
para já o tema é dado pelos explosions in the sky, regressados aos álbuns: all of a sudden i miss everyone.
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joséreisnunes
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17 fevereiro 2007
está quase
regresso aos posts dentro em breve.
a itália é já parte do passado.
até já.
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joséreisnunes
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30 dezembro 2006
bye bye porkpie
um ciao a 2007.
um ciao diferente a itália.
vemo.nos em breve.
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joséreisnunes
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21 dezembro 2006
we shall overcome, bruce springsteen

nada aparece por acaso.
bruce springsteen, para além de ter feito um dos álbuns chave da música tradicional norte americana, desde sempre se destacou como assumido patriota e como politicamente bastante interventivo. as seeger sessions que agora edita poderiam ter.se chamado apenas seeger sessions.
mas não. nada aparece por acaso.
e é por isso, e porque springsteen sabe que os eua têem que superar a crise de uma administração que cada vez mais está a condenar metade do mundo a sofrer consequências das quais não tem responsabilidade nenhuma, que as seeger sessions, que recuperam de forma magistral o reportório folk que escreveu a estória dos states que grande parte desconhece, pegaram num dos temas mais absorventes da americana para nomear um álbum que tem tanto dos outros como de springsteen.
este é, decisivamente, o boss que eu gosto.
faz.me confusão aquele de born in the usa, de bandeira às costas. mas atrai.me o de nebraska, o de devils and dust, aquele que consegue conjugar soberbamente os sons, as letras, tudo o que vem de trás com tarimba folk, com os sopros do jazz, os coros gospel e as mini-orquestras que fariam o gosto de tantos.
esta é a américa. a américa não é o reflexo dos bimbos de t.shirts sem alças a pavonear.se por veneza com total desrespeito por toda uma cultura europeia com séculos de evolução. a américa é muito mais. é um país com uma estória musical riquíssima e com uma série de cidades onde se escreveram as páginas mais importantes das rupturas e onde, neste momento, se prepara o rock do futuro.
e é por isto, por causa desta cultura que continua a construir as páginas dos estados unidos que os americanos devem ter a coragem de ultrapassar.
bom natal a todos.
8/10
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joséreisnunes
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ecos cá de dentro
continuo bastante interessado em ver as listas de fim de ano que nos proporcionam diversos sites. a do disco digital considerou modern times, de bob dylan, álbum que eu ainda não ouvi, como o melhor de 2006. parece.me uma boa escolha. o resto da lista é um pouco obtuso.
a radar, por seu lado, não surpreendeu: the strokes em primeiro, she wants revenge em segundo, arctic monkeys em terceiro, por aí em diante. é claro que é uma lista feita pelos ouvintes, mas que, estranhamente, reflecte tudo aquilo em que a própria rádio se empenhou ao longo do ano. curiosa, porém, a introdução no top 10 de um álbum de 2005.
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joséreisnunes
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20 dezembro 2006
hoje não há título
quando acordei no avião hoje de manhã sobrevoávamos monsanto. é preciso uma grande sorte. mas mesmo assim regressar a lisboa foi bom. seguem.se dez dias para meter a conversa em dia.
ah, e a pitchfork deu o prémio aos the knife. a montanha pariu um rato.
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joséreisnunes
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18 dezembro 2006
primeiro ensaio
foi divulgada hoje a lista das 100 melhores músicas do ano da pitchforkmedia, como que a prever a que, já amanhã, definirá o top álbuns do ano que quase se encerra. o primeiro lugar, oferecido a justin timberlake, não augura nada de bom.
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joséreisnunes
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12 dezembro 2006
the 25 most crushworthy bands of 2006
excelente a reportagem de fim de ano do allmusic sobre as 25 bandas mais in, mais hype, mais tudo-o-que-lhes-quiserem-chamar do momento. à distância de um clique, a possibilidade de um namoro.
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joséreisnunes
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4:23 da tarde
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às vezes lado b
alternativa credível e interessante à caixa de pandora, o lado b oferece uma selecção online de pedro esteves. não é a aleatoriedade seleccionada do serviço mais badalado do momento, mas não é por isso que deixa de ser uma, quase sempre, boa banda sonora.
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joséreisnunes
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1:41 da tarde
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11 dezembro 2006
a minha esperança é a pitchfork
mojo, nme, q e rough trade...até agora nenhum dos tubarões reconheceu a importância do álbum dos liars.
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joséreisnunes
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1:52 da tarde
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06 dezembro 2006
a new order 2006, 15 albuns

1. drum's not dead, liars
2. return to cookie mountain, tv on the radio
3. playing the angel, depeche mode
4. he poos clouds, final fantasy
5. the eraser, thom yorke
6. ringleader of the tormentors, morrissey
7. the drift, scott walker
8. mr. beast, mogwai
9. ballad of the broken seas, isobel campbell and mark lanegan
10. leaving songs, stuart a. staples
11. show your bones, yeah yeah yeahs
12. 'sno angel like you, howe gelb
13. first impressions on earth, the strokes
14. subtitulo, josh rouse
15. the greatest, cat power
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joséreisnunes
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a new order 2006, 5 concertos

1. morrissey, festival paredes de coura
2. kings of convenience, aula magna
3. the strokes, lisboa soundz
4. pixies, pavilhao atlantico
5. broken social scene, festival paredes de coura
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joséreisnunes
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1:09 da tarde
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a new order 2006, 5 adendas a 2005

1. apologies to queen mary,wolf parade
2. clap your hands say yeah, clap your hands say yeah
3. veneer, josé gonzalez
4. black sheep boy, okkervil river
5. black mountain, black mountain
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joséreisnunes
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a new order 2006, acto 1
os premios a new order deste ano reflectem um desconhecimento profundo daquilo que se fez no mundo depois de setembro. por esse facto a lista dos melhores foi elaborada sem ouvir muitos potenciais bons albuns de 2006. isto significa que nao vale a pena perguntarem pelo album a ou pelo grupo b.
se e bom e se nao esta aqui, esqueçam. nao cheguei a ouvir.
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joséreisnunes
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1:00 da tarde
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01 dezembro 2006
esta quase quase
mesmo sem acentos, o a new order nao vai falhar.
o juri esta ja em deliberaçao e os premios 2006 serao mesmo atribuidos.
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joséreisnunes
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11:00 da manhã
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09 novembro 2006
can you help me discover more music that i'll like?
a indisponibilidade diária de acesso à internet fazem com que a experiência walking through venice não esteja a assumir a importância que eu gostaria. por isso, e porque o meu irmão me fez descobrir a melhor invenção da internet desde o google, abro as portas de novo para uma sugestão que pode abrir os olhos a muitos amantes da música que ouvimos.
falo de uma verdadeira caixa de pandora
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joséreisnunes
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2:24 da tarde
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12 outubro 2006
clarabóia, azevedo silva
não me foi muito fácil corresponder à solicitação que o luís me fez.
digo desde já que me deu um nó na garganta contrariar a interrupção a que tinha sujeitado o a new order.
mas, cá de longe, fazer esta crítica aproxima.me de portugal. não só porque neste momento estou 'emigrado'mas sobretudo porque falamos de música feita aí.
regra geral eu odeio a música portuguesa. ou melhor, odeio o rock português. porque acho que a língua não é apropriada e porque, geralmente, os intérpretes não são famosos. os que mais me surpreenderam nos últimos anos foram aqueles que adoptaram o inglês. falo dos x-wife, dos wray gunn ou dos parkinsons, para dar alguns exemplos.
clarabóia, o primeiro avanço de azevedo silva cheira a um rock underground sujo e despretensioso que podia ter sido feito num outro sítio que não o nosso. há qualquer coisa da escola pós-rock escocesa em o início. há qualquer coisa dos gy!be na mutação compassada de charlie. mas há tanta coisa da música americana de autor e de escola no excepcional devil's town, que só nos apetece perguntar ao luís de onde é que ele tem andado a beber.
é que há também um pouco de tool. e estão lá as referências mais ou menos explícitas a um pouco da música de influência negra que william elliott whitmore, que nunca me cansarei de citar neste blog, anda a fazer. há até, estranhamente, um pouco do mundo paralelo que os ornatos violeta criaram no nosso rock cansado e fustigado por colheitas péssimas.
isto tudo para dizer que clarabóia é um bom manual.
é claro que há imperfeições. bem como algumas indefinições. diria que falta ao luís dar um pouco mais de equilíbrio a esta demo, se o objectivo for o de criar um álbum.
no fundo, fazer desta série de canções, num formato mais extenso, um elemento mais uno e um pouco menos requebrado em diferentes pedaços sonoros. a ideia serve também no caso de o futuro passar por uma criação completamente diferente, como é óbvio.
mas, faça ele o que fizer, espero que a melancolia a que se entrega com a guitarra, que a aspereza e lucidez com que compõe, e sobretudo a verdade do gosto que é fazer música que transpõe para as canções, nunca se percam.
clarabóia não vai, provavelmente, chegar aos ouvidos de muitas pessoas. é assim o mercado, são assim os gostos,
é assim, enfim, a vida.
mas também não precisa. já marcou o seu lugar.
e é isso o mais importante.
7/10
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joséreisnunes
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11:26 da manhã
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10 setembro 2006
remember remember the 14th september
o a new order muda.se de malas feitas para outras paragens. a partir de quinta feira (ou logo que possível) podemos ser visitados em walking through venice. esperamos ser suficientemente breves.
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joséreisnunes
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7:33 da tarde
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09 agosto 2006
o tenente silva vai bebendo granizados e fotografando, com o telemóvel, as meninas da ribeiralves
o a new order vai parar para reabastecimento de conteúdos.
regressa em setembro, num novo formato.
haverá vida em veneza?
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joséreisnunes
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4:23 da tarde
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08 agosto 2006
é uma américa
existem, essencialmente, duas américas e meia.
da mesma forma que existe o portugal de fantasia e reminiscência salazarista da floribella a medir forças com o portugal cibernáutico do pastorinho da tv cabo e de sócrates [sendo que entre eles existe o portugal sempre destemido do professor marcelo], a américa luta entre a do dr phill e a de michael moore.
na américa de dr phill, assente nos pilares tradicionais da família e da verdade puritana do ser, américa sulista, tudo tem sempre uma solução, desde que devidamente aconselhada pelo próprio. não me admira que o dr phill seja republicano.
na américa de michael moore, pelo outro lado, tudo está sempre à beira do caos e da conspiração, américa urbana do espectáculo e da denúnicia mediática e falsamente puritana. não me admira que o michael moore, bem lá no fundo, seja democrata.
entre eles, claro, a meia américa surreal de george w bush.
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joséreisnunes
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06 agosto 2006
estado da nação
a semana passada ficou marcada pela divulgação da entrevista que luis montez deu a ana sousa dias na 2:. e digo marcada porque aquela entrevista dava uma excelente reportagem sociológica do que tem sido a música em portugal nos últimos 20 anos.
antes de mais digo.vos que admiro a postura empreendedora do empresário. luis montez tem gasto o seu tempo a construir uma espécie de império da música, contando já com três rádios (entre as quais a radar) e a maior promotora de espectáculos do território. e admiro também que este engenheiro de formação consiga manter uma bipolaridade no negócio: ganhar dinheiro com nomes feitos e ajudar à promoção de novos artistas, muitos deles de um espectro musical bastante complexo.
o que me chateia é que luis montez reduza tudo a "eu fiz, eu faço, eu vou fazer". as palavras do empresário, directas e acutilantes, determinam claramente o que se ouve nos nossos palcos. se luis montez quiser encher o pavilhão atlântico com o jack johnson, ele enche.o. se luis montez quiser que a radar diga que os she wants revenge foram a sensação de austin (ao qual luis montez assiste todos os anos), a radar di.lo. chega ao ponto de afirmar que vai encher o atlântico com o josé gonzález (reporto.vos para a minha crítica a veneer, para que atentem no meu presságio).
no fundo a música em portugal é isto. está nas mãos de um homem.
e enquanto esse homem detiver a capacidade quase autocrática de decidir aquilo que vamos ouvir durante a temporada (ao qual não é alheia a credibilidade que conquistou enquanto promotor) há muito boa música que se vai limitar a pequenos palcos ou à ausência total do circuito. tenho esperança que os últimos fracassos (depeche mode, hype@tejo, sigur rós) ajudem a equilibrar um pouco mais a balança. tem de haver lugar para o espirito crítico. e tem de haver lugar sobretudo para uma educação musical menos personalizada do dito povo.
porque isto com luis montez não há lugar para possibilidades ou enganos: ele é que faz.
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joséreisnunes
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4:35 da tarde
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05 agosto 2006
lloyd, i'm ready to be heartbroken
cá pela casa é costume andar sempre atento às edições ditas alternativas ou independentes. o que não invalida que no fundo no fundo tenha uma costela que presta adoração cega ao que hoje temos como kitsch mas que nos anos 80 era pão nosso de cada dia. nem invalida que arregale os olhos quando, nos dias que correm, os artistas piscam os olhos à estética retro kitsch que a mtv ajudou a internacionalizar.
não é por isso de estranhar que os meus heróis secretos sejam os eurythmics, mesmo que nunca tenha ouvido duas músicas seguidas deles, a forever young dos alphaville ou a take on me dos a-ha revisitada em qualquer discoteca sem grande gosto na escolha dos seus alinhamentos.
não me revoltei, dessa forma, quando a mtv me mostrou o mais recente single de nelly furtado - maneater - cujo refrão, num bom estilo soft cell me fez recordar instantaneamente aquilo que a like a prayer da madonna fez nos idos 89.
antes pelo contrário, dei por mim a pensar que maneater é a like a prayer dos anos 00 e que nelly furtado, com tudo o que isso pode trazer de bom e de mau, é a madonna da nossa era.
a rainha da noite.
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joséreisnunes
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10:53 da tarde
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lost and found, daniel johnston

os meus álbuns preferidos são sempre os que os críticos pior classificam. tenho quase sempre esse problema. da mesma forma que os meus jogadores de futebol preferidos são os que os comentadores dizem que destroem o jogo.
tudo isto a propósito do mais recente álbum de daniel johnston. não é preciso muito tempo de leitura para perceber que o músico passou os últimos 45 anos a lutar com uma doença neurológica. a bipolaridade que o afecta permitiu que à sua volta surgisse um mito de alguma adoração por parte de gente muito recomendada como os sonic youth, kurt cobain ou os butthole surfers.
mas parece que, segundo os críticos, lost and found não é uma pérola. eu acho aquilo tão estranho e tão inesperado que só me posso vergar perante a minha falta de compreensão. e, como tal, prestar.lhe alguma contida vassalagem. porque lost and found é uma viagem pelos últimos anos de grande produção dos estados unidos da américa.
daniel johnston esqueceu a lo-fi dos anos 80 que o celebrizou como músico alternativo e atira.se a todos e mais alguns clichés da música americana. mas no fim recria.os de uma forma que, embora não percebendo muito bem porquê, atrai um ouvinte mais aberto de espírito.
lost and found é um álbum divertido. dizem que a culpa é dos medicamentos que daniel johnston anda a tomar para controlar a fúria e a esquizofrenia.
se é bom para ele, é bom para mim.
7/10
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joséreisnunes
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04 agosto 2006
the eraser, thom yorke

há qualquer coisa de primitivo naquilo que thom yorke anda à procura desde a aventura kid a. conseguimos perceber hoje que os radiohead são desde o fim do ciclo ok computer uma banda feita à semelhança do seu vocalista e do seu guitarrista. à primeira vista, thom yorke encontra na idm de gente como os autechre, four tet, boards of canada ou aphex twin semelhanças que lhe parecem ser pistas para o caminho. não fosse a utilização da voz que todos conhecem, a verdadeira voz do indie de finais de 90, e the eraser poderia muito bem ser um álbum da dita música electrónica.
mas na verdade the eraser é um pouco mais do que uma mera manipulação instrumental de um computador e de meia dúzia de teclados digitais ou analógicos. apesar da base rítmica e electrónica bastante forte, apesar de the eraser ser intelligent dance music, como pomposamente gosto de a apelidar, há nos 40 minutos deste álbum a procura de qualquer coisa de primitivo. qualquer coisa que nos faz comparar a música de thom yorke com aquela que sai das prateleiras de música do mundo. não são os temas nem são a forma. é a pungência do ritmo e a urgência de algumas palavras.
da mesma forma com que ali farka touré se revia nos blues do sul dos estados unidos, the eraser tem qualquer coisa que nunca foi feito na perfeitinha inglaterra mas com o qual pode ser conotado com um pouco de pesquisa e alguma abertura de espírito.
no fundo no fundo the eraser é um bom começo. um começo intrigante, fotocopiado das últimas investidas dos radiohead, mas um bom começo.
este álbum pode muito bem parecer dúbio a quem lhe pegar. é que the eraser nunca poderia ter sido escrito pelo morrissey, isso é verdade.
mas fica bem a thom yorke.
no fundo no fundo é tudo uma questão da perspectiva com que se enfrenta o desafio.
7/10
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joséreisnunes
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29 julho 2006
o ponto da situação
tempos difíceis, sem computador. falta.me o necessário para manter uma certa ordem cá na casa.
deixo duas recomendações e umas quantas promessas.
fiquem com o blog do puto e com um grande barco preto. são novas ideias, descomprometidas e apaixonadas, como todo o 'jornalismo' de blog deve ser.
para a semana críticas aos mais recentes de thom yorke e daniel johnston, bem como a dissecação crua da entrevista de luis montez a ana sousa dias.
imperdível.
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joséreisnunes
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24 julho 2006
sugestão do professor marcelo
uma das razões que me levou a deixar de ler o blitz há um bom par de anos foi o facto de grande parte das pessoas que por lá passarem devotarem em demasia certas bandas que, veja.se hoje, estão esquecidas e ao abandono de meia dúzia de imberbes. os que tiveram o discernimento de procurar estabelecer relações mais cerebrais com os músicos, de forma mais independente, foram escorraçados com cartas e e.mails de fanáticos religiosamente apegados a bandazecas da moda ou a bandas com 35 anos de carreira às voltas num círculo viciado. quantas e quantas vezes me perguntei quem é que perdia tempo e dinheiro a defender com a vida o trabalho dos uhf, dos heroes del silencio, dos taproot ou dos linkin park, só para dar alguns exemplos.
esses críticos mais iluminados (como por exemplo jorge manuel lopes ou pedro gonçalves), foram tantas vezes insultados que me pergunto como conseguiram reagir sempre com a ironia cordial tão certeira que ficou apanágio da escrítica musical portuguesa desse período.
[aliás, se lhes juntarmos os nomes de antónio sérgio, miguel esteves cardoso e nuno calado, temos, concerteza, o grupo de pessoas que mais contribuiu para a causa nos últimos anos]
tudo isto a propósito de um álbum de daniel johnston. tudo isto a propósito da masturbação mental que foi a reacção ao meu último post - façam a vossa própria relação.
aos masturbadores faço.lhes a mesma pergunta que foi feita a johnny cash.
se tivessem a morrer e tivessem tempo para uma última música. uma só.
era uma dos she wants revenge que escolhiam?
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joséreisnunes
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23 julho 2006
lisboa soundz
não tive paciência de enfrentar o calor da tarde para poder ver howe gelb ou isobel campbell. a opção de os meter a tocar antes dos los hermanos e dos she wants revenge foi pura idiotice da organização.
dos she wants revenge, lamento.me de não ter ficado a ver o benfica jogar. tinha sido tempo muito melhor passado. concerto chato, repetição exaustiva de fórmulas e de clichés feitos nos anos 80 com muito mais urgência e muito mais sabedoria. pose falsamente decalcada de milhares de bandas glam, canções sem sumo, sem meio, só princípio e fim. batidas roubadas aos new order para põr o povo a dançar e fazê.lo esquecer a mediocridade da composição. valeu, no fim da noite, a simpatia do defesa central do benfica alcides, engarrafdo na confusão criada pela PSP, a fazer esquecer o erro de escolha.
os dirty pretty things não são os libertines, mas parecem. os libertines foram os strokes do reino unido. concerto competente. gostam de tocar, divertem.se, sobretudo. alguns bons momentos, nomeadamente o recurso à memória dos próprios libertines. alguns maus momentos. no fim é entretenimento que compensa o que os she wants revenge não sabem fazer.
os strokes foram obviamente aclamados como reis do terrapleno. concerto estimulante, com bom alinhamento. tudo bem feitinho, pose descontraída, explosões controladas e interessantes. em palco não falham.
is this it continua a ser o álbum mais importante do novo rock.
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joséreisnunes
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21 julho 2006
pixies
estou farto de clichés sobre as bandas.
em poucos minutos li 3 críticas ao concerto de ontem dos pixies no pavilhão atlântico: os pixies são os pixies, os pixies já não são o que eram mas são os pixies, os pixies dispensam apresentações, os pixies são os pixies, os pixies disseram que nunca mais tocavam o here come's your man e acabaram o concerto dessa forma mas os pixies são os pixies.
depois disto o que é que eu posso dizer?
que foi a segunda vez que os vi tocar ao vivo.
e que foi bom.
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joséreisnunes
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20 julho 2006
ci vediamo!
o planeta não mudou de órbita, aparentemente.
hoje vou ver os pixies.
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joséreisnunes
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19 julho 2006
when i say jump you say how high
amanhã cumpre.se a derradeira tentativa de alterar a órbita do planeta através de um salto colectivo. será exactamente às 11.39.13 que milhões de pessoas em todo o mundo começarão a saltar durante 2minutos para tentar mandar a bolinha azul para outra galáxia.
eu, por mim, há muito que estou inscrito.
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joséreisnunes
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18 julho 2006
o lobby dos orgulhosamente ricos
eu sei que os strokes são um lobby da mtv.
os strokes nasceram para o mundo porque são ricos e têm connections, vulgo recurso estilizado no território nacional como panaceia universal para a falta de qualidade.
hoje os strokes não se distinguem do que a mesma mtv está a fazer com kanye west. o rapper, cujo sucesso deriva da estação de televisão, não é mais do que um produto de consumo temporário.
a questão anti-pragmática está, no entanto, no facto de ele ter bom gosto e qualidade. mas, como tudo na vida, o que vende é a ideia do orgulhosamente só, do anti-bush-ismo, da pamela anderson a fazer valer todos os seus argumentos no video-clip.
tal como os strokes, o kanye west tem piada. é diferente dos outros rappers, é muito mais profícuo na produção e ouviu muito boa música quando era garoto.
mas tal como os strokes, kanye west é um lobby.
eu não paguei para ver o kanye west. mas desembolsei 30€ para os strokes. e duvido que vá prestar alguma atenção a outra banda que vai desembarcar no lisboa soundz. porque os strokes são ricos, são uma cambada de chulos com cabelo espectacular e com t.shirts d&g. são uns putos mimados. mas trocaram as voltas ao rock do novo milénio.
aleluia.
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joséreisnunes
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o rock dos orgulhosamente ricos
The Strokes - Last Night
já ando a calmantes
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joséreisnunes
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17 julho 2006
e tu, qual é o teu estilo?
conhecem o álbum de estreia dos belle & sebastian, "tigerlilly" [sic]?
aparentemente, o crítico nuno galopim conhece.
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joséreisnunes
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10 julho 2006
eu agora é mais praia
muito se falou durante este campeonato do mundo sobre a saída de cena de zidane. relembro um post de um blog aqui do lado que falava no espectro que é ter crescido a ver jogar o homem. eu confesso que nunca apreciei muito esse tipo, talvez por sempre ter jogado em equipas que nada me dizem [no entanto poderei dizer a todos os meus descendentes que vi jogar pirlo, o homem que joga de pantufas].
porém, a estocada final de zizou foi realmente digna de um grande mestre. aquela cabeçada no matterazzi, acabando de vez um trabalho começado contra a arábia saudita há uns anos, intercalado por uma valente cornada num adversário quando envergava a camisola da juve, foi obra de um verdadeiro ídolo do futebol.
maradona acabou drogado. van basten saiu sem calcanhares. zidane despede.se à cabeçada.
mas não temam. o futebol espectáculo não acaba com zidane.
teremos sempre o beto.
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joséreisnunes
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08 julho 2006
return to cookie mountain, tv on the radio

os tv on the radio são uma banda sexy.
mas sexy a valer. assim ao estilo sexy que antónio pires de lima queria para o cds. creio até que o pires de lima devia ter este mais recente long play dos tv on the radio no seu i.pod. o cds ficava, de certeza absoluta, bem mais sexy.
é que a banda nova iorquina é responsável por uma estética cosmopolita bastante interessante e bem diversa do marasmo em que caiu o indie rock. combinando uma herança soul e funk com os ditames incontornáveis do novo rock, os tv on the radio chegam ao seu segundo álbum com um à vontade que indicia uma sapiência e uma maturidade consideráveis.
de facto, a banda está a trilhar um caminho muito estimulante. se no anterior long play o espanto inicial mascarava algumas falhas criativas e alguns aspectos técnicos menos bem geridos (o caso do acerto de vozes era por vezes bem notado), em return to cookie mountain os tv on the radio souberam acertar tudo o que tinham de melhor com uma maior intelectualização e um muito maior (e diga.se desde já muito bem conseguido) controlo dos tempos de contenção e de explosão.
no fundo, em vez de meterem a carne toda no assador, descobriram como manter o suspense, o que só os torna dez vezes mais enigmáticos, dez vezes mais soul power, dez vezes mais fantásticos.
o que eu acho que os tv on the radio têm de melhor é o facto de estarem orientados para o que aí há.de vir. tal como os liars ou os interpol, é nos subúrbios de NY que se estão a dar cartas. e os ases estão, invariavelmente, a começar a sair das mãos dos produtores.
return to cookie mountain assinala a época festiva com um golaço.
um dos melhores, até agora.
8.5/10
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joséreisnunes
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07 julho 2006
vem devagar, emigrante
o dia dos blogs dedicados à causa ficou marcado pela eleição que a uncut promoveu, relativa aos melhores álbuns de estreia.
evidentemente, ganhou o dos velvet underground. sem surpresa nem grande apelo.
mas a grande revelação sai, mais uma vez, da boca de nuno galopim. no sound+vision o mais promovido crítico da nossa praça espanta.se com o facto de que álbuns como o dos libertines e dos arctic monkeys tenham suplantado os de arcade fire e...pasme-se pela originalidade...franz ferdinand.
que o crítico tem um fetiche pelos escoceses já todos sabíamos.
que os arctic monkeys não são grande espingarda também.
que os arcade fire mereciam muito melhor, idem aspas.
agora perguntar em que lugar do esquecimento estarão os libertines daqui a uns anos, evidenciando de forma natural os 39 anos de velvet underground, ao mesmo tempo que faz a apologia implícita dos franz ferdinand, cujo próximo álbum será, muito provavelmente o último, é de homem.
com muita precipitação. mas é de homem.
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joséreisnunes
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06 julho 2006
ninguém gosta da frança, porra
declaro encerrado o meu apoio ao scolari
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joséreisnunes
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04 julho 2006
nobody has viewed your profile
o futebol está hoje, como há quarenta anos, ao serviço de um regime. em 1966, ao mesmo tempo que lá fora o quadrado mágico que equipava de águia ao peito abria os olhos ao mundo com a cor da selecção nacional, fazendo-se ao regime salazarista, mesmo que o magnífico simões recuse essa ideia, hoje a mesma equipa está ao serviço de outro regime.
ainda não sei bem, neste momento, se fale de futebol ou desta primeira ideia.
porque por um lado apetecia-me relembrar o saudoso jogo suado do eusébio, zé augusto, mário coluna e antónio simões [porque todos sabemos que a selecção equipa de vermelho e não de verde] mas por outro lado não me desagrada a ideia de mandar uma alfinetada na populaça.
é que isto hoje toda a gente pede à nossa senhora para a selecção ganhar. e já são tantos pedidos e tantos crentes satisfeitos que começo a suspeitar que a nossa senhora deve estar quase quase a meter férias do scolari.
(que para o bem e para o mal meteu a selecção a jogar à bola)
no fundo este novo regime é a aspiração nacional à justificação pelo oculto. sócrates, hoje, não precisa do futebol como salazar precisou.
tem a internet.
mas a igreja, que deve estar a dar pinotes de satisfação com tamanha euforia devota à senhora precisa.
no fundo, no fundo, a selecção está ao serviço da igreja.
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joséreisnunes
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28 junho 2006
veneer, josé gonzález

se josé gonzález mudasse o nome para qualquer coisa que soasse a inglês venderia dez vezes mais discos do que os que vende. é que josé gonzález parece nome de dj house e, parecendo que não, isso é à partida desmotivador.
se mudasse de nome, acredito, não seria recebido com a estranheza com que vai ser ouvido no sudoeste deste ano. mas tenho a certeza que a partir desse dia a turba vai a correr para a fnac comprar veneer.
veneer tem tudo o que nick drake deixou quando morreu. tem tudo o que devendra banhart procura, mas com maior racionalidade e maior sensibilidade. josé gonzález, o sueco com nome de nharro, tem a melhor voz que eu já ouvi este ano. e embora datado do ano que passou, veneer está aí mais do que presente.
se ainda não chega, percebam que veneer se baseia em meia hora de um tipo agarrado à guitarra a recordar o que poderiam ter sido os dias de reclusão em que john faye se encontrou, qual milagre, com o espírito de elliott smith.
e como daí [parece tão fácil] se fez música.
quase brilhante.
8/10
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joséreisnunes
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27 junho 2006
he poos clouds, final fantasy

na mesma semana em que desisti de tentar escrever sobre the dirft, a mais recente bomba atómica lançada por scott walker, reporto.me à crítica de um dos mais entusiasmantes compositores rock da actualidade.
é que isto com o rock há duas maneiras de fazer: a maneira empírica e a maneira sofisticada. owen pallett, membro influente dos arcade fire, é daqueles que gosta de caminhos por trilhar.
com essa inquietação, e com a capacidade lírica que lhe conhecíamos há muito da banda canadiana que o lançou na ribalta, os final fantasy, projecto que espero muito paralelo, aventuram-se por um mundo que tem tanto de experimentalismo pop como de integração de um certo classicismo da composição e virtuosismo orquestrado.
no fundo, he poos clouds é uma obra que em certos momentos, se não tivesse voz, poderia ser vendida ao lado de qualquer ópera de pergolesi. no entanto, a ousadia das insinuações e a aventura que é ouvir owen pallett entregar.se aos comandos do órgão de cabaret fazem deste álbum uma das melhores referências, ao momento, do cardápio de 2006.
os final fantasy têm tudo para não ser os arcade fire. se isso, por um lado, é preocupante - dada a falta do passo final para a genialidade -, por outro lado, a consistência em crescendo que prometem é um sinal que nos descansa.
8/10
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joséreisnunes
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25 junho 2006
#537
se tudo correr bem o a new order regressa já a partir de amanhã no formato saudoso. o tempo disponível poderá vir a alargar.se, a paciência também. muitos e bons álbuns na calha para serem comentados, entre outras considerações bem menos conseguidas.
vamos pensar positivo.
entretanto, chá branco para toda a gente.
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joséreisnunes
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4:52 da tarde
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24 junho 2006
la divina commedia
são quase duas da manhã.
não durmo decentemente há três semanas e quando chega o tempo das recomendadas onze horas seguidas de sono, que me acompanham durante o fim de semana, a minha vizinha tem a televisão aos berros por cima do meu quarto. e no pátio, outra vizinha deixou a roupa estendida e foi passar o fim de semana fora. a corda rebentou e a roupa está desde as 4 da tarde a bater nos canos do escoamento de água.
a vingança será terrível.
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joséreisnunes
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1:48 da manhã
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22 junho 2006
fim de uma trilogia de sucesso. este é do outro mundo.(só vale com música)
Life Is Life Maradona
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joséreisnunes
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3:05 da manhã
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21 junho 2006
20 junho 2006
isto agora com esta coisa dos vídeos é sempre a andar
David Bowie & Arcade Fire - Five years
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joséreisnunes
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8:35 da tarde
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19 junho 2006
é a melhor banda do mundo.pronto.já disse
interpol on jay leno-slow hands
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joséreisnunes
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3:19 da manhã
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14 junho 2006
13 junho 2006
pensamento do dia. brilhante (fim)
a gente não lhe bateu. a gente tava no negócio
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joséreisnunes
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3:03 da tarde
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11 junho 2006
per che la dolce vitta?

a propósito da passagem da banda de um dos actores do sopranos pelo maxime, aqui na capital, bastaram.me dois artigos do público para perceber até que ponto é que a maralha gosta de dar nas vistas. em estreia mundial pelos palcos os dolce vitta acabaram por transformar o maxime numa feira de vaidades. não interessou para o caso se a música é boa ou não. interessa que o nome do actor sobrepõs.se de facto a tudo o resto, e a matilha cinematográfica tratou de se movimentar para a praça da alegria. máquinas de fotografar, holofotes, filas. e muitos anónimos que até gostariam de entrar pela música à porta porque a lei dos convites é como a lei do mais forte: incontornável.
no final parece que os tipos nem são nada de especial. mas parece que quem lá esteve foi fotografado a valer.
no fim do dia, é isso que lhes interessa.
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joséreisnunes
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1:11 da manhã
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10 junho 2006
15:44
o dia do império serve sobretudo para relembrar que estamos há dois meses à espera que a selecção entre em campo, vamos estar um mês a vê.la entrar em campo e vamos estar mais três meses a pensar que se tivéssemos entrado em campo com o outro pé tínhamos ganho a final contra a inglaterra.
não há mal nenhum em estarmos suspensos numa bola de futebol.
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joséreisnunes
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3:47 da tarde
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08 junho 2006
07 junho 2006
limpeza geral
enquanto não me chega às mãos um tempinho para novos álbuns, enquanto o alkatiri não é substituído e enquanto não prendem de vez o tipo das armas ilegais em directo na rtp, deixo duas novas apostas cá da casa, uma noite americana, para todos os que se sentem ignorantes por nunca terem visto 1/10 dos filmes de que lá se fala, e o recente ladies love cool r - estilo inconfundível, a música alternativa nas suas melhores palavras.
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joséreisnunes
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2:54 da tarde
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05 junho 2006
lista de compras. só boa gente.

band of horses, everything all the time
scott walker, the drift
final fantasy, he poos clouds
howe gelb, sno angel like you
stuart staples, leaving songs
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joséreisnunes
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3:05 da tarde
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pensamento do dia. brilhante.
a largura mínima de um corredor é 1.10m. depois pode ter mais ou menos...
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joséreisnunes
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3:00 da tarde
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