30 junho 2007

houvesse mais zés

ao escrever neste meu espaço que o zé faz falta, nunca imaginei que o resultado pudesse ser o aumento do número de visitantes. de facto, através do statcounter, verifiquei que a procura directa no google do tema encaminhava para o a new order, pelo que o número de visitantes tem vindo a aumentar. é claro que depois ficam aqui 5 segundos a procurar o cartaz e não o encontram, mas, pelo menos, contam para a estatística.
e eu adoro estatísticas.
é por isso que lanço o tema para mais uma escalada de visitantes.

7 maravilhas da blogosfera

planeta pop
ladies love cool r
apARTES
juramento sem bandeira
o blog do jacaré
sound+vision
o meu querido ipod nano

ps: a votação diz respeito à que está a ser levada a cabo pelo blog o sentido das coisas, e serviu de pretexto para uma limpeza da secção amigos, conhecidos e nem por isso
ps1: todos os links para os blogs referidos estão aí ao lado
ps2: ainda não vi nenhum voto no a new order. mau sinal.

28 junho 2007

sugestões antecipadas de fim de semana

art brut, it's a bit complicated (2007)
ryan adams, easy tiger (2007)
shout out louds, our ill wills (2007)

26 junho 2007

da finlandia (3)


kiasma, helsinki (steven holl)

da finlandia (2)



sanatório de paimio (alvar aalto)



da finlandia (1)


finlandia hall, helsinki (alvar aalto)

19 junho 2007

colossos

à espera dos novos álbuns de ryan adams e dos interpol, que prometem aquecer a silly season, deitei.me aos colossos que recentemente avançaram com novos álbuns. de sound of silver, dos lcd soundsystem (sim, só agora é que o ouvi) pouco mais se aproveita do que 3 excelentes faixas: someone great, all my friends e new york i love you but you're bringing me down (de longe a melhor coisinha deste álbum). o resto é perfeitamente banal.
icky thump, dos white stripes, tem um bom feeling. falta.me ainda o tempo para opinar melhor. mas a coisa promete.

carta aberta ao comendador berardo

caro comendador berardo, amigo joe

não tenho qualquer complexo com as opas. para mim, que não invisto na bolsa, tanto se me dá como se me deu. também não me chateia que o caríssimo tenha tanto dinheiro. hei.de lá chegar, apesar de não compreender como é que uma pessoa com o seu carisma discursivo faz tanto papel. e gosto sempre de o ouvir falar de benfiquismo. é bonito que os sócios e simpatizantes do glorioso se mobilizem, mesmo que no fundo do túnel a luz seja a dos euros.
o senhor comendador (andei à procura no dicionário desta palavra mas não a consegui descortinar) falou inclusive em investir 50 milhões de euros na equipa, que a direcção só tinha de falar consigo. era de homem, sim senhora!
agora, senhor comendador, benfiquista joe, não se mete com o rui costa. há coisas que são intocáveis. como deus para os crentes e o pinto da costa para os morcões. o rui costa jogará no benfica enquanto quiser. e as suas palavras foram um passo em falso.
se quer cair nas boas graças dos adeptos tem de dizer exactamente o contrário daquilo que pensa. não deverá ser assim tão difícil. basta prometer que o rui será tratado como o rei que é, e os adeptos entregam.lhe os votos de que precisa de mão beijada. tem de compreender, já que afirmou que de bola não percebe nada, que o rui costa é aquilo que em futebol se chama um símbolo. gostava que o alberto joão conduzisse a sua madeira de forma democrática? não lhe cabe na cabeça pois não? seria o fim de um símbolo.
por isso, amigo joe, gaste dinheiro no benfica. invista, como disse, de forma voluntariosa. faça os adeptos vibrarem com contratações milionárias. mas deixe o lugar do rui em paz. é que muito dificilmente veremos os miúdos a jogar pelas ruas com berardo nas costas berrantes. mas com o número 10, esse, nem daqui a 20 anos as arrumam na gaveta.
saudações benfiquistas.

09 junho 2007

marasmo

isto serve só para aumentar o número de posts. e para aumentar o número de visitantes.
é que não se tem passado mesmo nada.

05 junho 2007

recordar é viver




os new order têm mais colectâneas do que álbuns propriamente ditos. não é de estranhar se pensarmos que praticamente todas as músicas que já fizeram até hoje são os singles que os outros sonharam fazer. não é de estranhar se pensarmos que as músicas dos new order são das mais sampladas e remixadas. e que blue monday é o single mais vendido de sempre da história da música. aliás se tivermos em conta que no período de 81 a 86 os new order lançaram os álbuns movement, power corruption & lies, low-life e brotherhood, substance é a pausa mais do que perfeita e necessária para arrumar cinco anos da maior inspiração pop do condado dos anos 80.
substance, em 1987, foi mais importante que a quase totalidade dos álbuns que saíram no decorrer desse ano. apesar de colectânea, é a melhor introdução para quem nunca ouviu sequer dez segundos dos new order. é claro que depois de mais de duas horas de história o ouvido, mais do que cansado, pede outra dose. e para isso existem gravações intemporais sob formato de álbum a explorar e memorizar.
para já substance serve para toda a obra.

01 junho 2007

andrew bird @ são jorge

o rapaz é capaz de estar a cantar e tocar violino ao mesmo tempo que manipula os pedais todos da guitarra, com ela às costas, mete uns assobios pelo meio e com a mão que fica livre (talvez um dia com a boca) toca ferrinhos.
andrew bird é, de facto, um músico completo. o concerto de ontem à noite foi bastante revigorante: o trio de músicos reinventou q.b. praticamente todas as músicas seleccionadas, e, surpresa, aquilo ao vivo funcionou mesmo bem. o facto de não me terem sujeitado a estar de pé foi também fantástico. mais para mais quando o lugar era bastante bom. é assim que eu gosto que as coisas funcionem.
um muito bom concerto, algo inesperado pelo aparato tecnológico mas bastante bem conseguido. e enquanto bird se socorria do que ia gravando como fundo para um excelente solo bluesy de violino, sozinho num palco imenso, só me lembrava: rihana, faz lá isto.

31 maio 2007

an end has a start, editors


vou pôr os pontos nos i's desde o início: smokers outside the hospital doors, a faixa de abertura de an end has a start, é o melhor single deste ano. pelo menos até vermos outro melhor.
e começar um álbum com uma música assim fortíssima devia ser regra generalizada a todas as bandas que se tentam lançar neste mundo.
eu tenho uma simpatia especial pelos editors. não só porque a minha banda preferida da actualidade são os interpol, e os editors são parecidos, mas também porque me parece que estes tipos fazem canções bem desenhadas e com alguma capacidade de empolgar o ouvinte. no entanto o primeiro álbum não era nada de especial. era, no máximo, giro.
an end has a start é outra conversa. os editors parecem ter ganho uma personalidade mais pessoal e parecem ter construído uma linguagem mais deles. a verificar, sobretudo, em the weight of the world e spiders.
é claro que haverá sempre colagens. é inevitável. as influências são claras e acho que eles também não estão muito interessados em disfarçá.las. não esqueçamos que isto da conversa é muito bonito, mas no final do mês há muito álcool e prostitutas para pagar. mas, apesar de perceber perfeitamente que an end has a start é um álbum que, no extremo da imaginação, já foi escrito pelos eccho & the bunymen ou pelos joy division, sinto que há ali qualquer coisa.
mais uma vez os editors levam o meu benefício da dúvida. se fosse pelo nome que ostentam sentir.me.ia culpado.
é que é de facto muito mau.
mas, de qualquer maneira, an end has a start tem uma grande mais valia: todas as músicas têem o potencial de serem singles da radar.
pena que os she wants revenge tenham aparecido antes...


7.7/10

30 maio 2007

o zé faz falta

hoje, ao mesmo tempo em que o tello fugia para a turquia, vi finalmente o cartaz que se diz já ser o melhor da década.
o zé faz falta, dizem eles.
eu, como espécimen exemplificativo dos zés de portugal, orgulho.me de ser convocado desta maneira.
zés de todo o mundo, uni.vos. precisam de nós.

29 maio 2007

new moon, elliott smith




qualquer pessoa que tende a escrever sobre música com o mínimo de capacidade de abstracção e que não se deixa enveredar pela glorificação massiva dirá que já não se fazem génios. se lerem o contrário desconfiem. porque a verdade é que já está tudo mais ou menos feito, pelo menos até ver. de qualquer maneira há uns que são mais génios do que os outros.
não, o kanye west não é um génio. e não, o justin timberlake também não é um génio. o timbaland também não, não insistam.
elliott smith morreu novo, ainda não se sabe muito bem como. fez uma série de álbuns de estrondosa qualidade. não teve pontos baixos na carreira, se não considerarmos o consumo de drogas e de álcool (o que até ajuda à manutenção de um estatuto de superstar). de facto either/or é um dos melhores álbuns de autor de sempre. leram bem. de sempre. se quiserem, e podem dizer que fui eu que o disse, metam.no no mesmo escaparate de nebraska, de closing time, de highway 61.
não tenham medo. as coisas são o que são e elliott smith é o melhor songwriter da sua época. recuperando o tema de ontem, elliott smith tinha alma. e isso faz toda a diferença no mundo da música.
new moon é o álbum póstumo que recupera uma série músicas não editadas e de versões alternativas a outras que fizeram sucesso nos seis álbuns do músico. a fórmula é muito própria e com este álbum duplo percebemos o potencial sobre o qual estivemos perante. não há ali a procura infrutífera de fórmulas milagrosas nem caprichos estéticos. não há cedências: elliott smith era assim, queria tocar daquela maneira e não se preocupava muito com o resto. como é óbvio não o conheci, mas gosto de acreditar que a música que deixou é o espelho do homem que foi.
e como tal, irrepetível.
new moon não é um álbum pensado num dado momento com a visão de determinado zeitgeist. é um conjunto de canções isoladas. mas quem conhece a fundo a obra de elliott percebe que é hoje como poderia ter sido quando ainda era vivo.
new moon, não sendo transcendente, é exemplar daquilo que é o maior legado da música norte americana entre 94 e 21 de outubro de 03.
aquele fatídico 21 de outubro de 03.

8.5/10

28 maio 2007

boxer, the national



quando peguei no actual do passado sábado (o primeiro suplemento daquela tonelada de papel que é o expresso que me passa pelas mãos) não consegui conter o riso. havia uma reportagem que se referia ao álbum dos the national como uma das melhores obras pop de sempre da história.
eu, que já me habituei ao exagero normalizado na imprensa portuguesa (recordo mais uma vez o célebre caso franz ferdinand), e olhando para o nome da banda, lembrei.me de outro célebre caso - she wants revenge - para formular o meu juízo de valor. até me podia ter lembrado dos the bravery ou dos klaxons, ou daqueles do i predict a riot, ou até mesmo dos arctic monkeys. e é claro que não tinha sequer ouvido uma linha de baixo de boxer. mas isso não me impediu de pensar que estava perante uma grande banhada.
instigado pela curiosidade arranjei o álbum e deixei.o na lista para ouvir num futuro próximo. assim que acabei o new moon de elliott smith (excelente apontamento por sinal) atirei.me ao avanço destes tipos.
ao fim de duas músicas percebi o mais que óbvio. na música ou se tem alma ou não se tem. até se pode tocar tudo muito bem, ir para os palcos com bandeiras de portugal e ser idolatrado por milhares que esperam anos para ver um tipo tocar uma guitarra durante três horas em modo automático.
mas se não existe veracidade na voz, se não existe alma, esqueçam, não estou para aí virado.
e de facto boxer é um álbum cheio de alma. não tem nada a ver com essas bandazecas que sonham acordadas com os joy division e as decalcam até ao tutano. nem tem nada a ver com outras que incorrem numa popzinha sem sal, com vozes afinadinhas mas que podiam estar a vender seguros automóvel como estão a promover uma linguagem que copiam descaradamente de coisas que os anos 80 já nos souberam mostrar. prefiro mil vezes ouvir o final countdown numa discoteca da margem sul do que levar com álbuns amorfos de duvidosa capacidade de empenhamento.
e esta conversa toda porquê? porque os the national fizeram um álbum muito bom. muito honesto, inteligente, sem recurso banal a clichés da pop. a voz faz saltar tinta das paredes: monótona mas convincente. e os rapazes estavam inspirados.
boxer não é o álbum que o actual apregoava. são canções interligadas por um elo comum de superior qualidade estética, mas não é um álbum de referência para a música pop dos próximos vinte anos. para isso ainda há um longo caminho que têem de percorrer.
de qualquer maneira, façam o favor de o descobrir.

7.9/10
ps. mais uma vez não me foi possível disponibilizar a capa do álbum. fica uma fotografia dos tipos.

25 maio 2007

falava de hëgel e de estética

parece que hoje em dia qualquer pessoa que se preze que queira falar sobre música tem de piscar o olho à pop que, há dois anos atrás, denominaríamos de teen, bem como ao hip hop sem hop. hoje em dia para se falar de música tem de se gostar de beyoncé, de rihana, de ciara, de kanye west e de timbaland. e não se pode gostar de folk, caso contrário não se é hip o suficiente. eu, que não vejo grandes diferenças entre a beyoncé e a britney, a não ser o facto de que a primeira está em melhor forma, sinto.me ultrapassado. o facto de não conseguir papar até ao fim uma música da rihana (aquela lamechice toda nem sequer me dá para a nostalgia, quanto mais para acreditar nela), começo.me a perguntar se foram as prioridades que mudaram ou se, de facto, o rock foi declarado culpado e assassinado.
para mim essa música sexy não diz nada. continuo a preferir as músicas que não colam ao ouvido.
porque depois dos beastie boys não há hip hop. e depois do michael jackson a pop morreu.

conselhos matrimoniais de fim de semana

editors, an end has a start [2007]
bill callahan, woke on a whaleheart [2007]
the national, boxer [2007]

23 maio 2007

sun semper chi




14 maio 2007

rules and regulations

de volta às crónicas, o mês de maio trouxe boas surpresas para o a new order. depois do épico regresso de rufus wainwright, naquele que é, muito provavelmente, o seu melhor apontamento desde o disco de estreia, os wilco também nos bombardearam com o muito interessante sky blue sky.

sky blue sky retoma os wilco das investidas quase folk. e por entre neil diamond e dylan, entregaram.se a um conjunto de canções bem medidas. para continuar a descobrir.

já release the stars é a nova longa-metragem cantada de rufus wainwright. e se os últimos dois álbuns do compositor não saíam da cepa torta, o mais recente long play é, até ver, uma bela e refrescante surpresa. os truques são os do costume mas o jeito de cantorzeco de cabaret meio engalfinhado na ideia de poder fazer pop barroca parece já ter adormecido. de qualquer forma, para encenar a pop existe antony e wainwright, felizmente, percebeu que não cabem dois galos naquele poleiro.

11 maio 2007

the dull flame of desire

elliott smith, new moon [2007]
rufus wainwright, release the stars [2007]
mick harvey, two of diamonds [2007]