19 julho 2007

período estival

o a new order entra hoje de férias.
até setembro.

18 julho 2007

é a última vez nesta semana que falo dos wolfmother

lembram.se daquela música épica dos black sabbath chamada changes?
já ouviram a mind's eye dos wolfmother?
têem tudo a ver.

17 julho 2007

wolfmother

não, não e não.
os wolfmother não são uma banda metal.
por mais que o mediaplayer ou o allmusic o digam, os wolfmother estão muito longe daquela corja de cabeludos a masturbarem.se com os agudos de uma guitarra. só porque têem uma capa metal não quer dizer que o façam.
vocês já ou ouviram? já viram as pessoas que vão aos concertos deles? repararam que têem uma música - a última - que parece saída de um álbum eléctrico do dylan e outra que parece parte de um álbum do otis redding? já repararam que eles até parecem os white stripes, de vez em quando, e os mars volta muitas vezes?
não, não e não.
os wolfmother não são uma banda metal.

conselho matrimonial para esta semana

deixe tudo para trás.
esqueça a praia, o cão, a namorada a correr ao lado dele.
esqueça que os led zeppelin alguma vez existiram. admita que o frank zappa era um menino de coro e os yes eram demasiado bem arranjadinhos para rockar.
acredite que o hard rock nunca saiu de moda.
enfie.se em casa a ouvir wolfmother.

06 julho 2007

o toy gosta dos interpol

tv on the radio - concerto muito esforçado, com energia equivalente. quando a música é excelente é difícil fazer.se um mau concerto, ainda que o som que saía da p.a. estivesse uma bela porcaria. para ver noutro local que não ali.

scissor sisters - o catering que a super bock disponibilizou para os convidados era muito bom. as miúdas do bar eram excelentes e a menina do café era simpática.

interpol - ao contrário do que se possa pensar eu acho que os interpol estão talhados para os grandes concertos de festival. não só porque falam pouco e fazem muito, mas porque são a grande banda rock da actualidade. e tocam as músicas tal qual as compuseram, o que me satisfaz porque não vou aos concertos para ver as bandas ensaiarem. um concerto muito bom.

underworld - as meninas do bar continuavam simpáticas. e das sobremesas nem se fala. e sim, é verdade, o toy, esse vulto da música ligeira portuguesa, gosta mesmo dos interpol.

05 julho 2007

grazie caro

entre o momento em que o fabrizio chegou a lisboa, anafado e baixinho, e o momento em que se despediu em cuecas dos adeptos eufóricos que se apaixonaram de cada vez que o astro batia com a mão no símbolo da águia, passaram 2 anos. ao início, o povo, descrente em 1.68m de futebol recebeu.o com a dúvida que sempre assolou os predestinados.
no entanto, os primeiros 45 minutos em campo, contra o lille, mereceram.lhe uma salva de palmas em pé. a partir daí a relação com o povo vermelho consumou.se até à dádiva do estatuto de rei.
foi merecidamente que o adoptámos.
aborreci.me seriamente de cada vez que se lesionou e festejei todos os golos que fez como gostava de ter festejado aquele em 91 contra o milan, que nunca aconteceu.
o fabrizio parece que vai assinar com o palermo.
e não existe ninguém, desde que o rui costa saiu para itália, que mereça um agradecimento como ele o leva hoje.

03 julho 2007

recordar é viver


abbey road, the beatles (1969)





hoje, como ontem, e provavelmente como nos próximos anos, enquanto o sol não desaparecer, as bandas continuar.se.ão a copiar até ao tutano. é claro que umas sabem copiar e outras, de facto, nem para isso servem.
[mas essas também nem sequer vale a pena estar para aqui a falar: o trolaró trata disso]
abbey road é, porventura, o álbum do top dos copianços. e não falo apenas da capa imortalizada em mais de uma centena de alusões mais ou menos descaradas.
abbey road é, provavelmente, o melhor disco de sempre da história do rock. não é o meu preferido, mas é impossível não dizer que you never give me your money não é a música melhor conseguida desde que o mundo é mundo.
não há, de facto, grande coisa a dizer sobre este long play.
se recordar é viver, como a coluna quer fazer crer, rever abbey road é continuar a viver na ilusão de que o rock ainda existe. sem lamechices do tipo ai que bom que eram estes tempos, abbey road é, ainda, um manual para qualquer melómano. a trilogia because - you never give me your money - sun king devia ser alvo de uma tese de doutoramento. eu, pela parte que me toca, se algum dia me propuser a fazê.lo, será sobre estas 3 músicas que incidirei o meu estudo. ou sobre como um álbum tem (quase) tudo o que precisamos de ouvir enquanto formos vivos.

a manobra de heinrich

cresce a expectativa em relação ao concerto dos interpol da próxima quinta feira. o single de apresentação do novo álbum - o melhor do ano de certeza - traz.nos um vídeo que só confirma o que eu ando a dizer desde turn on the bright lights: os interpol estão a anos luz de toda a concorrência.

30 junho 2007

houvesse mais zés

ao escrever neste meu espaço que o zé faz falta, nunca imaginei que o resultado pudesse ser o aumento do número de visitantes. de facto, através do statcounter, verifiquei que a procura directa no google do tema encaminhava para o a new order, pelo que o número de visitantes tem vindo a aumentar. é claro que depois ficam aqui 5 segundos a procurar o cartaz e não o encontram, mas, pelo menos, contam para a estatística.
e eu adoro estatísticas.
é por isso que lanço o tema para mais uma escalada de visitantes.

7 maravilhas da blogosfera

planeta pop
ladies love cool r
apARTES
juramento sem bandeira
o blog do jacaré
sound+vision
o meu querido ipod nano

ps: a votação diz respeito à que está a ser levada a cabo pelo blog o sentido das coisas, e serviu de pretexto para uma limpeza da secção amigos, conhecidos e nem por isso
ps1: todos os links para os blogs referidos estão aí ao lado
ps2: ainda não vi nenhum voto no a new order. mau sinal.

28 junho 2007

sugestões antecipadas de fim de semana

art brut, it's a bit complicated (2007)
ryan adams, easy tiger (2007)
shout out louds, our ill wills (2007)

26 junho 2007

da finlandia (3)


kiasma, helsinki (steven holl)

da finlandia (2)



sanatório de paimio (alvar aalto)



da finlandia (1)


finlandia hall, helsinki (alvar aalto)

19 junho 2007

colossos

à espera dos novos álbuns de ryan adams e dos interpol, que prometem aquecer a silly season, deitei.me aos colossos que recentemente avançaram com novos álbuns. de sound of silver, dos lcd soundsystem (sim, só agora é que o ouvi) pouco mais se aproveita do que 3 excelentes faixas: someone great, all my friends e new york i love you but you're bringing me down (de longe a melhor coisinha deste álbum). o resto é perfeitamente banal.
icky thump, dos white stripes, tem um bom feeling. falta.me ainda o tempo para opinar melhor. mas a coisa promete.

carta aberta ao comendador berardo

caro comendador berardo, amigo joe

não tenho qualquer complexo com as opas. para mim, que não invisto na bolsa, tanto se me dá como se me deu. também não me chateia que o caríssimo tenha tanto dinheiro. hei.de lá chegar, apesar de não compreender como é que uma pessoa com o seu carisma discursivo faz tanto papel. e gosto sempre de o ouvir falar de benfiquismo. é bonito que os sócios e simpatizantes do glorioso se mobilizem, mesmo que no fundo do túnel a luz seja a dos euros.
o senhor comendador (andei à procura no dicionário desta palavra mas não a consegui descortinar) falou inclusive em investir 50 milhões de euros na equipa, que a direcção só tinha de falar consigo. era de homem, sim senhora!
agora, senhor comendador, benfiquista joe, não se mete com o rui costa. há coisas que são intocáveis. como deus para os crentes e o pinto da costa para os morcões. o rui costa jogará no benfica enquanto quiser. e as suas palavras foram um passo em falso.
se quer cair nas boas graças dos adeptos tem de dizer exactamente o contrário daquilo que pensa. não deverá ser assim tão difícil. basta prometer que o rui será tratado como o rei que é, e os adeptos entregam.lhe os votos de que precisa de mão beijada. tem de compreender, já que afirmou que de bola não percebe nada, que o rui costa é aquilo que em futebol se chama um símbolo. gostava que o alberto joão conduzisse a sua madeira de forma democrática? não lhe cabe na cabeça pois não? seria o fim de um símbolo.
por isso, amigo joe, gaste dinheiro no benfica. invista, como disse, de forma voluntariosa. faça os adeptos vibrarem com contratações milionárias. mas deixe o lugar do rui em paz. é que muito dificilmente veremos os miúdos a jogar pelas ruas com berardo nas costas berrantes. mas com o número 10, esse, nem daqui a 20 anos as arrumam na gaveta.
saudações benfiquistas.

09 junho 2007

marasmo

isto serve só para aumentar o número de posts. e para aumentar o número de visitantes.
é que não se tem passado mesmo nada.

05 junho 2007

recordar é viver




os new order têm mais colectâneas do que álbuns propriamente ditos. não é de estranhar se pensarmos que praticamente todas as músicas que já fizeram até hoje são os singles que os outros sonharam fazer. não é de estranhar se pensarmos que as músicas dos new order são das mais sampladas e remixadas. e que blue monday é o single mais vendido de sempre da história da música. aliás se tivermos em conta que no período de 81 a 86 os new order lançaram os álbuns movement, power corruption & lies, low-life e brotherhood, substance é a pausa mais do que perfeita e necessária para arrumar cinco anos da maior inspiração pop do condado dos anos 80.
substance, em 1987, foi mais importante que a quase totalidade dos álbuns que saíram no decorrer desse ano. apesar de colectânea, é a melhor introdução para quem nunca ouviu sequer dez segundos dos new order. é claro que depois de mais de duas horas de história o ouvido, mais do que cansado, pede outra dose. e para isso existem gravações intemporais sob formato de álbum a explorar e memorizar.
para já substance serve para toda a obra.

01 junho 2007

andrew bird @ são jorge

o rapaz é capaz de estar a cantar e tocar violino ao mesmo tempo que manipula os pedais todos da guitarra, com ela às costas, mete uns assobios pelo meio e com a mão que fica livre (talvez um dia com a boca) toca ferrinhos.
andrew bird é, de facto, um músico completo. o concerto de ontem à noite foi bastante revigorante: o trio de músicos reinventou q.b. praticamente todas as músicas seleccionadas, e, surpresa, aquilo ao vivo funcionou mesmo bem. o facto de não me terem sujeitado a estar de pé foi também fantástico. mais para mais quando o lugar era bastante bom. é assim que eu gosto que as coisas funcionem.
um muito bom concerto, algo inesperado pelo aparato tecnológico mas bastante bem conseguido. e enquanto bird se socorria do que ia gravando como fundo para um excelente solo bluesy de violino, sozinho num palco imenso, só me lembrava: rihana, faz lá isto.

31 maio 2007

an end has a start, editors


vou pôr os pontos nos i's desde o início: smokers outside the hospital doors, a faixa de abertura de an end has a start, é o melhor single deste ano. pelo menos até vermos outro melhor.
e começar um álbum com uma música assim fortíssima devia ser regra generalizada a todas as bandas que se tentam lançar neste mundo.
eu tenho uma simpatia especial pelos editors. não só porque a minha banda preferida da actualidade são os interpol, e os editors são parecidos, mas também porque me parece que estes tipos fazem canções bem desenhadas e com alguma capacidade de empolgar o ouvinte. no entanto o primeiro álbum não era nada de especial. era, no máximo, giro.
an end has a start é outra conversa. os editors parecem ter ganho uma personalidade mais pessoal e parecem ter construído uma linguagem mais deles. a verificar, sobretudo, em the weight of the world e spiders.
é claro que haverá sempre colagens. é inevitável. as influências são claras e acho que eles também não estão muito interessados em disfarçá.las. não esqueçamos que isto da conversa é muito bonito, mas no final do mês há muito álcool e prostitutas para pagar. mas, apesar de perceber perfeitamente que an end has a start é um álbum que, no extremo da imaginação, já foi escrito pelos eccho & the bunymen ou pelos joy division, sinto que há ali qualquer coisa.
mais uma vez os editors levam o meu benefício da dúvida. se fosse pelo nome que ostentam sentir.me.ia culpado.
é que é de facto muito mau.
mas, de qualquer maneira, an end has a start tem uma grande mais valia: todas as músicas têem o potencial de serem singles da radar.
pena que os she wants revenge tenham aparecido antes...


7.7/10