29 outubro 2007

caixa de pandora


real life, joan as police woman [2006]

guilty pleasure #3

bend and break, keane

28 outubro 2007

crónica do fim de semana que parece já acabou

depois de uma prolongada ausência provocada por um irritante vírus, que espero definitivamente morto, deixo.vos a sugestão atrasada para o fim de semana. amanhã, se tudo correr bem, regressam os guilty pleasures.

devastations/yes,u [2007]
josé gonzáles/in our nature [2007]

20 outubro 2007

não brinquem comigo...não é nada de especial


mirrored, battles (2007)

18 outubro 2007

o justin, o dos nerd e o que vai todas

o bar da minha faculdade agora tem 2 plasmas que estão sempre ligados na vh1. hoje à tarde, logo a seguir ao boss ter aparecido em grande estilo de manga cava num estádio sobrelotado, apareceu o justin timberlake.
o tipo veste.se bem para o videoclips. parece que agora está na moda fazer os videoclips de fato e gravata. até o 50 cent já se produz todo, esquecendo de vez a roupa da g unit que vende aos putos dos subúrbios.
eu nem desgosto do justin. fiz o download do último álbum e as primeiras 6 músicas são muito boas, em especial uma que se chama my love. mas também aquela da scarlett johanson. só não sei se gosto da música porque ela aparece no videoclip ou porque aquilo tem mesmo piada. de qualquer maneira têem um bom feeling.
o resto do álbum é uma bela porcaria mas também não se lhe pode pedir muito... o tipo saiu de uma boys band.

15 outubro 2007

guilty pleasures #2

how to save a life, the fray

13 outubro 2007

leituras de fim de semana

two of diamonds, mick harvey (2007)

magic, bruce springsteen (2007)

smokey rolls down thunder canyon, devendra banhart (2007)

08 outubro 2007

guilty pleasure #1

i don't like mondays, the boomtown rats

07 outubro 2007

white chalk, pj harvey




o ano não podia terminar sem um álbum assim.
depois dos the national nos terem relembrado o prazer das canções pop de toada melancólica, de panda bear ter dado mais um novo sentido à música rock e dos animal collective nos terem oferecido um dos mais espantosos ensaios para uma nova linhagem da música contemporânea, depois de tudo isto, só faltava mesmo um álbum negro como white chalk.
o novo avanço de pj harvey, que segue uma linha de construção semelhante à que originou muitas das belíssimas canções do seu antecessor é, de facto, um álbum estarrecedor. sem grandes surpresas a não ser as linhas mais densas com que se cose, white chalk não deverá agradar a muito boa gente.
primeiro porque não tem singles fortes. ou melhor, dada a conjuntura não tem sequer aquilo que se possa dizer, a bem da verdade, uma música talhada para o éter ou para os videoclips da mtv. white chalk é composto de momentos que parecem localizadas num limbo que só a própria poderá esclarecer.
existe um fio ao longo do álbum que já o sentimos anteriormente em música de gente como elliott smith, beth gibbons ou scott walker. é um fio que não esclarece acerca da sanidade emocional de quem o traça, mas que, em termos de resultados palpáveis revela a melhor música jamais feita. o que é que eu estou a tentar dizer? quer white chalk parece o álbum de alguém que, se não está empenhado em morrer brevemente, parece.
white chalk é um álbum feito de uma tensão muito pouco saudável. é um álbum sem luz ao fundo do túnel, feito de canções de curta duração extraordinariamente introspectivas a fazer revelar uma pj harvey como jamais a havíamos conhecido. longe vão os tempos da exploração indiscriminada das guitarras de dry ou rid of me ou até do pesar circunstancial de to bring you my love ou is this desire?
a trilogia que agora completa um novo ciclo (stories from the city, stories from the sea e uh huh her incluídos) revela.nos uma polly jean cada vez mais crua e cada vez menos agarradas a chavões de imagem ou limites para a árdua tarefa de fazer rock.
um álbum fantástico.

8.7/10

28 setembro 2007

vernissage

dei de caras com este blog (carreguem na lista aí ao lado), muito bem estruturado e cheio de cor, com um cardápio muito interessante de escolhas e sugestões.
a ter em conta nas leituras diárias.

no eggs, no omolettes

zach condon está no epicentro da música folk dos anos 00.
mas o que é que faz do líder dos beirut o special one desta corrente?
são dois os factores: uma voz inatingível e uma originalidade extremamente recompensadora. the flying club cup, o novo avanço dos beirut que chega às lojas em outubro é um álbum fantástico de folk que podia muito bem ser world se os comentaristas da praxe quisessem. é o álbum que faz regressar o poder da voz na música pop ao estatuto de principal factor de decisão. longe vão os tempos em que o esforço recompensava se a voz não tivesse sido abençoada.
apesar de algumas torpelias que têem sido escritas sobretudo pela internet, o trabalho da banda cimenta.se como uma das maiores promessas de 2007.
the flying club cup é um álbum imperdível.

27 setembro 2007

viva las vegas

the flying club cup/beirut
the shepherd's dog/iron+wine
white chalk/pj harvey

22 setembro 2007

álbum do fim de semana (ou os sonic youth em versão light)


trees outside the academy/thurston moore

21 setembro 2007

os pés quadrados

não resisto a deixar o link para uma peça incrivelmente bem escrita pelo jornalista fernando alves na edição de hoje do dn, em que gattuso e dostoievsky coabitam debaixo do mesmo tecto.

para ver em http://dn.sapo.pt/2007/09/21/dnsport/os_quadrados.html

15 setembro 2007

deixem de continuar à procura

o novo álbum dos animal collective, strawberry jam, é no mínimo asfixiante.
fireworks é, para aí, a melhor coisa feita no rock desde china girl (exagero consciente).
até me custa corroborar a opinião generalizada, mas parece que, no meio, é já um consenso: álbum do ano.

14 setembro 2007

stumm 287

os otários do disco digital acabaram de descobrir que o último álbum dos liars - auto-intitulado de liars - se chama stumm 287.
tudo porque um dos códigos do álbum (provavelmente o da distribuidora nacional ou europeia ou o raio que o parta) é esse.
meus amigos o álbum chama.se liars. e se não acreditam consultem a pitchfork, o allmusic, a stylus ou qualquer blog.
ele há coisas...

08 setembro 2007

liars, liars


os liars são aquela banda que começou por fazer um álbum onde, para além de um single fortíssimo e de duas ou três canções orelhudas pouco mais havia a registar. deduzia.se, em they threw us all in a trench and stuck a monument on top, que, para além de uma invulgar capacidade de dar nomes às coisas, os liars nunca iriam ser mais do que uma banda agarrada a um movimento de circunstância, um pouco mais garage que os restantes, mas com as mesmas bases de construção. o segundo álbum - they were wrong, so we drowned - o primeiro com uma sustentação conceptual definida, é uma grande seca, há que dizê.lo. a partir daí clarifiquei que os liars eram pouco mais do que uma banda desinteressante que se levava demasiado a sério sem ter o conhecimento para isso.
no entanto em 2006 fui atraído pela capa de drum's not dead, o terceiro long play da banda. comprei.o.

e foi, sem dúvida, a melhor aposta do ano que passou. com drum's not dead os liars escreveram uma página importante na definição de uma nova ordem do rock, sobretudo do norte-americano.

liars, o novo álbum, está uns pequenos furos abaixo do seu antecessor. hoje em dia os liars não são tão surpreendentes como o eram há um ano atrás, apesar de se terem aventurado por um caminho que, de alguma forma, regressa às origens que fizeram de ny a capital do rock. não é de estranhar que ao ouvirmos os liars em 2007 nos lembremos de como deveriam ser as ruas de manhattan ao som dos velvet underground.

existe, em liars, uma capacidade quase única de manifestar uma posição vanguardista no rock actual. os liars trilharam um caminho que encontra agora novos desenvolvimentos. é ainda cedo para dizer o que quer que seja em relação às consequências, uma vez que, na minha opinião, este é apenas o segundo capítulo de uma estória que promete muito. a experimentalidade de liars não pode ser discutida sem a percepção de que os rapazes gostam de boa música e que não a esquecem nas linhas do novo álbum.

liars constrói.se de momento em momento, de quebras inesperadas e de inversões de sentido difíceis de aceitar a uma primeira audição. e faz.se também de músicas desenhadas a régua e esquadro, que intercalam os momentos mais agudos de uma composição que só perde por alguma incapacidade de explosão em momentos-chave.

apesar de tudo, um dos melhores até agora.


8.5/10

álbum do weekend

ash wednesday, elvis perkins [2007]

05 setembro 2007

the stage names, okkervil river




os okkervil river são um fenómeno muito interessante.
dentro daquelas bandas de fazer cortar os pulsos, são os que conseguem imprimir uma toada mais positivista à música que fazem. dotados de um vocalista fantástico (que está a fazer folk-rock como poderia estar a cantar numa discoteca em ibiza), os okkervil river são qualquer coisa entre o extremismo folk dos bright eyes e o indie fortíssimo dos neutral milk hotel.
imaginem os wolf parade sem guitarras eléctricas. ou os hudson wayne bem dispostos.
são, mais ou menos, os okkervil river.
depois de black sheep boy, datado de 2005, the stage names é a rentrée perfeita. longe de alguns clichés que foram assumidos por bandas semelhantes, os okkervil river estão muito mais perto dos belle and sebastian do que dos american music club, como seria de prever pelo percurso que têem seguido, desde stars too small to use.
não esperem grandes veleidades, nem tão pouco uma amostra do que gente mais informada como os liars ou panda bear já fizeram este ano. são canções, belíssimas canções, muito bem arranjadinhas e dentro de um formato que, assumo, me agrada. desde que os radiohead gravaram ok computer que não resisto a um xilofone misturado com guitarras, e os okkervil river sabem fazê.lo com muita graça.
uma boa aposta.

8.2/10

sete

o amigo jacaré lançou o desafio. não sei se o objectivo dele é o de ficar a conhecer melhor as pessoas, ou simplesmente fazer passar o tempo. de qualquer maneira a corrente deve fazer com que cada um escreva sete coisas sobre si. para satisfazer a curiosidade do caríssimo, deixo, portanto, algumas ideias.

1. cada vez gosto menos de escrever posts. começam.me a faltar as palavras, pelo que prefiro deixar as ideias em aberto.
2. ainda não desisti da ideia de ter um porsche antes dos 30, embora os anos estejam a passar e o dinheiro não entra.
3. odeio quando o jacaré fica à mama nos jogos de futebol. não posso subir para marcar golos.
4. continuo a acreditar que o kurt cobain nunca morreu e está algures no leste europeu.
5. também eu gosto de tirar os rótulos das minis, enrolá.los em bocadinhos e atirá.los às pessoas. se for ao galáctico melhor.
6. prefiro as dançarinas exóticas russas às brasileiras.
7. não curto nada estes desafios.