24 abril 2008

retrovisor

este fim de semana prolongado o a new order regressa a 1993, ano em que os afgan whigs lançaram o fenomenal gentlemen. e porque é que gentlemen é um disco tão fenomenal? porque tem provavelmente a melhor música dos anos 90: my curse. não acreditam? procurem no youtube uma versão ao vivo em reading com marcy mays aos comandos do microfone, ela que emprestou a voz à banda de greg dulli para registar a canção rock mais que perfeita.

paths of victory

o senhor da galpenergia que coordena o marketing da marca está de parabéns pela capacidade que teve em arriscar num comercial que é tudo menos corriqueiro, como é apanágio de cada vez que se aproxima uma competição de futebol (vejam o figo a vender cerveja sem álcool...). e o senhor que produziu o vídeo de apoio à selecção nacional também, não só porque usou o simão, mas porque a publicidade está realmente motivadora. um tipo até se sente com vontade de apoiar a equipa depois de ser retratado como o combustível - físico e anímico - que vai levar o autocarro da selecção até à suíça. mas mais parabéns vão mesmo para o senhor que escolheu a paths of victory do bob dylan como banda sonora. melhor era muito difícil.

22 abril 2008

nick cave & the bad seeds, coliseu de lisboa

foi um reencontro bastante feliz com nick cave.
não sou propriamente um especialista na carreira ao vivo dos the bad seeds, mas o concerto a que assisti há uns anos no ccb, em nome próprio da figura principal, foi um espanto. e este, num registo bastante diferente, não lhe ficou muito atrás. uma grande entrega, muitas surpresas no alinhamento e músicas prolongadas para além do óbvio. fica na memória a encenação commedia dell'arte de nick cave, quer se queira quer não a figura maior daquele supergrupo. o melhor momento da noite, na minha singela opinião foi ouvir stagger lee de cara lavada e tão bem encenada.

mas vamos agora a um ponto importante.
há muitos anos que leio o disco digital, e devo dizer que as críticas aos concertos são realmente confrangedoras. em especial esta sobre o concerto de ontem. para além das alarvidades do costume que ocupam grande parte da crítica e que nada têem a ver com música, o escriba faz questão de mandar 3 grandes calinadas. o joão gonçalves diz, por exemplo, isto: "Aliás, Cave foi o primeiro a reconhecer que nem tudo estava a correr bem chegando a apelidar a prestação como um fucking disaster...".

[isto é uma interpretação sui generis das palavras do homem, uma vez que ele se referia a uma música específica, neste caso get ready for love, na qual os músicos não acertaram uma]

a seguir continua, com esta tirada brilhante: "E mais à frente com mais uma falso arranque da banda ainda atirou aos companheiros um 'you fucking idiots'...".

[ora o que eu vi foi nick cave chamar idiotas às pessoas do público que não acertavam com o tempo certo para repetir a linha que o cantor tinha pedido - um simples oh mamma]

culmina esta grande crítica com: "...'Albert Goes West' que Cave estava na dúvida se teria sido escrita por Bobby Gillespie dos Primal Scream, ou Jarvis Cocker...".

[que eu saiba a albert goes west foi escrita por nick cave e warren ellis e o que o tipo disse foi que a música tinha sido escrita 'para' e não 'por']

por favor senhores jornalistas informem.se antes de escrever estas coisas.
é que assim até eu faço crónicas de concertos...

21 abril 2008

20 abril 2008

a bombar este fim de semana cá no feudo

retribution gospel choir [2008] - produzido por mark kozelek dos red house painters e sun kil moon, as músicas dos low ganham uma nova roupagem pelas mãos de dois dos seus principais protagonistas - o vocalista alan sparhawk e o baixista matt livingston. em retribution gospel choir os low transformam.se por obra e graça numa banda rock e esquecem a toada minimalista dos seus long plays.

hlllyh, the mae-shi [2008] - noise-rock feito por rapazes que em teenagers devem ter andado a ouvir coisas bem difíceis de aceitar. mais audíveis que os deerhoof mas igualmente mais papistas que os liars ou que os les savy fav, ao quarto álbum os the mae-shi aventuram.se num rock menos glamoroso, mas mais espalhafatoso.

here comes the indian, animal collective [2003] - na antevisão do concerto do próximo mês de maio, os animal collective já giram em força no media player deste escriba. obra inicial da carreira dos rapazes, here comes the indian mete o 'e' em experimental. é um álbum explosivo, ácido e louco, completamente louco. os black dice são uns meninos.

17 abril 2008

serviço público 3

o "estorilgate"

depois de mais uma ardilosa performance do senhor jorge sousa da associação de futebol do futebol clube do porto...perdão...da cidade do porto, no jogo de ontem, o a new order encerra hoje o seu programa de serviço público com todas as explicações sobre o famigerado estorilgate, que, na época de 2004-2005 fez correr muita tinta, sobretudo entre os adeptos não-benfiquistas.
vivia.se o auge da temporada desportiva, com o benfica a liderar a prova particamente desde o seu início, quando as manchetes desportivas anunciaram a possibilidade de falência técnica do estoril-praia. o clube, recém promovido ao escalão maior do futebol português, deu um salto maior que a própria perna nas contratações e nas despesas, o que originou uma situação débil nas contas, fruto também da saída de josé veiga, à altura administrador de futebol do benfica, da SAD do clube do qual era um dos principais accionistas. há quem diga que josé veiga mantinha as duas funções em simultâneo. no entanto nunca nenhum tribunal o condenou por isso, e não foram raros os casos em que o homem se teve de justificar perante um juíz. é preciso não esquecer o caso joão vieira pinto, do qual foi ilibado recentemente, depois de quase ter sido condenado no terreiro do paço.
face a esta situação de crise económica, e fruto das relações de amizade entre josé veiga e a direcção do estoril, arranjou.se um pretexto para fazer o jogo no estádio do algarve. ninguém nega que isso beneficiou o benfica, que assim teve muitos adeptos a apoiá.lo. no entanto, se o jogo tivesse ocorrido no estoril, e à semelhança do que aconteceu no bessa na última jornada do campeonato, tudo leva a crer que o presidente luís filipe vieira chegasse a acordo para adquirir a quase totalidade dos bilhetes. desse por onde desse, o benfica jogaria sempre em casa. a única diferença é que aquele jogo evitou a falência do estoril praia, que hoje luta novamente por um lugar na liga principal. em relação à estorieta do rui duarte, que fez um penalty porque, supostamente, teria um acordo firmado com o benfica para a sua transferência, a montanha pariu um rato. o tipo nunca vestiu a camisola encarnada.
de referir apenas que os maiores contestatários da alteração do jogo para um estádio que desde o euro-2004 não recebia um encontro de futebol digno desse nome, são os mesmos que viram o seu clube disputar, nas décadas de 80 e 90, dezenas de jogos fora de casa, na cidade da maia, sob o pretexto das condições necessárias para as transmissões televisivas (a cargo da olivedesportos de joaquim e antónio oliveira, antigo jogador do fcp e presidente do penafiel...). de relembrar que a maia é um pouco mais perto do porto do que o algarve é da segunda circular. e nunca niguém se queixou disso.
concluímos desta forma a estória do estorilgate.
não há dúvidas de que a mudança de estádio foi engendrada porque havia um bom relacionamento entre os 2 clubes. mas que isso significou a sobrevivência de um histórico, também ninguém pode contrariar. teria sido melhor que o estoril seguisse o caminho do salgueiros?
é de facto uma pobre desculpa resumir um campeonato a este jogo.


ps: muitos dos dados que apresentei nos últimos três dias decorrem de investigações já feitas e publicadas na internet por curiosos, alavancadas recentemente pelo excelente post "vinte anos de mentira de A a Z" do vedeta da bola. encontrarão semelhanças entre o que eu escrevo e o que lá se poderá ler. mas isso em nada me preocupa porque lê.lo e divulgá.lo é um exercício fundamental para compreender de que forma a corja destruiu o futebol português.

16 abril 2008

serviço público 2

toda a verdade sobre a "equipa do regime"

este é, porventura, o maior processo de mitificação criado em torno do benfica. muito mais do que a estorieta do calabote - que apenas uma percentagem dos adeptos de futebol conhece - é normal ouvir.se dizer que o benfica foi a equipa do salazar ou a equipa do regime fascista. façamos, novamente, um exercício de comparação.
comecemos pelo história do estádio, que, na minha óptica, diz muito sobre o tipo de clube. o estádio da luz foi inaugurado a 5 de outubro de 1954, dia da implantação da república. dois anos antes o estádio das antas foi inaugurado no dia 28 de maio, dia da comemoração da instauração da ditadura militar vigente em portugal. de referir que por esta altura, salazar, que percebia tanto de futebol como eu de crochet, estava há 26 anos a exercer cargos públicos, e a ditadura do estado novo conhecia o seu momento de maior sedimentação. entre os anos de 1934, quando começou o campeonato de futebol, e 1968, quando o homem abandonou o poder (ou seja, em 34 anos), o benfica ganhou 16 títulos nacionais. os restantes 18 foram distribuídos pelos outros 4 vencedores, a saber: 1 para o belenenses, 12 para o sporting e 5 para o porto. neste mesmo período o benfica venceu 2 taças dos campeões europeus e perdeu outras 3 finais, numa altura em que esta taça não se jogava contra o mónaco ou contra o panathinaikos, mas sim contra o real madrid, o barcelona ou o milan. curiosamente em 1968 a france football agraciou o benfica com o título de melhor equipa europeia, distinguindo jogadores que em 1966 formavam a quase totalidade da melhor selecção nacional de sempre. dizer, a partir destes dados, que o benfica era a equipa do regime é esquecer 5 factos fundamentais:

1. o benfica era a única equipa que, durante o estado novo, realizava assembleias gerais de sócios
2. o benfica, ao contrário dos outros grandes, elegia directamente através dos sócios o seu presidente
3. o benfica teve na presidência, durante este período, vários homens pró-regime, é certo, mas teve também vários opositores a salazar e ao estado novo (manuel da conceição afonso, félix bermudes, capitão júlio ribeiro da costa...).
4. o benfica, no seu apogeu nos anos 50 e 60 tinha na equipa jogadores como eusébio, coluna, costa pereira, germano, josé augusto, cavém, jaime graça, antónio simões, josé águas ou torres.
5. no período de 20 anos imediatamente a seguir ao 25 de abril o benfica conquistou 10 títulos e disputou mais 2 finais da taça dos campeões europeus. nada mal para uma equipa que era levada ao colo pelo regime...

serve.nos então a tese que o benfica era a equipa do regime. por lá jogavam os melhores jogadores de sempre da história do futebol português, mas era o regime. era dos poucos exemplos democráticos do país, mas era do regime. afirmou.se como um dos históricos da europa, mas era o regime. as bandeiras do benfica saíram às ruas depois do 25 de abril porque tinham a cor das do partido comunista, mas era o clube do regime... sim, de facto esta estorieta tem muito por onde pegar...
depois do calabote, esta é mais uma fábula que se deve desmistificar de uma vez por todas. será legítimo dizer que o benfica se serviu mesmo do regime?
bem pelo contrário.
foi o estado novo que, de facto, se serviu do benfica.

amanhã falaremos do estorilgate.

serviço público

o caso calabote contado às crianças

é do domínio público que nos últimos tempos se tem falado demasiado sobre corrupção desportiva em portugal. porque isto afecta profundamente a vida diária deste vosso escriba, o a new order acha.se no dever de prestar um serviço ao país, explicando de forma clara e sem rodeios os 3 maiores embustes criados à volta do benfica que diz respeito ao futebol jogado antes do 25 de abril, constantemente relembrados para escamotear uma verdade que começa a vir ao de cima, e que mais não são do que toneladas de areia atiradas aos olhos de quem se deixa levar por estórias engendradas.

a história começa, obviamente, com o caso calabote. isto porque o calabotegate é tema recorrente nas altercações entre adeptos do clube que está a ser investigado no âmbito do processo apito dourado e adeptos do meu clube. ora o caso calabote mais não é que um embuste. inocêncio calabote, árbitro de futebol no activo entre 1950 e 1959 foi irradiado do futebol porque, supostamente, foi corrompido pelo benfica num célebre encontro ante a CUF no ano de 1959. vamos por partes.
em 9 anos o calabote apitou 15 jogos do slb. desses 15 o benfica ganhou 8, empatou 3 e perdeu 4 (2 com o sporting, 1 com o porto e 1 com o belenenses). nesses 9 anos o benfica foi campeão 2 vezes, o porto outras 2 e o sporting 5. de realçar que num dos anos em que o benfica foi campeão o senhor calabote apitou nada mais nada menos do que 0 partidas do benfica. nada mau para quem é acusado de ter beneficiado o clube durante anos a fio.
centremo.nos agora no benfica-CUF de 1959. o benfica ganhou esse jogo por 7-1, com 3 grandes penalidades assinaladas. 2 delas não sofreram contestação, sendo que uma causou grande polémica. o benfica precisava, no entanto, de fazer 8 golos para ser campeão, já que se encontrava em igualdade pontual com o fcp. o jogo acabou 10 minutos depois dos outros, o que originou a famosa estorieta dos descontos de 10 minutos. façamos a desconstrução desta trapalhada... o jogo acabou 10 minutos depois dos outros porque começou com 6 minutos de atraso, uma vez que os jogadores do benfica - que foram multados por esse facto - queriam pôr a pressão do lado dos rivais. isto dá uma compensação de 4 minutos, num jogo relatado como tendo tido um tempo de útil diminuto, em virtude do anti-jogo praticado pelos jogadores da CUF - alegadamente assediados pelo porto para o fazerem - e que, à altura, não poderiam ser punidos com cartões (que não existiam...). o benfica foi beneficiado com um penalty. mas nos últimos instantes há uma penalidade que fica por assinalar (ver as palavras do técnico da CUF no fim do encontro) que poderia ter dado o oitavo golo. a verificar.se o benfica ultrapassaria o porto e seria campeão.
porque, e isto são factos, inocêncio calabote foi irradiado da arbitragem por ter alegadamente beneficiado o benfica num ano em que o clube não ganhou o campeonato. e é esta a grande arma de arremesso dos adeptos do clube da cidade do porto: dez minutos de desconto (que não o foram) num jogo que não deu mais ao benfica do que uma enorme dor de cabeça...

amanhã, no serviço público, o mito do regime.

14 abril 2008

semana animal collective no a new order



here comes the indian [2003]
sung tongs [2004]
feels [2005]
hollinndagain [2006]
strawberry jam [2007]

11 abril 2008

recuperações

heartattack and vine, tom waits [1980] - um clássico da cultura waitsiana. alguns furos abaixo dos primeiros avanços - closing time ou small change por exemplo - hearttack and vine faz parte do conjunto de álbuns que definiu a fase mais pura da carreira do maior compositor norte-americano desde dylan.

bone machine, tom waits [1992] - bone machine é um dos capítulo mais ricos na vida de tom waits. um dos seus melhores álbuns até à data, só comparado a raindogs e swordfishtrombones. o passado que waits desenho entre closing time de 1973 e one from the heart de 1982 começa a ganhar um novo contorno estético a partir de 1983 com swordfishtrombones mas é neste álbum que atinge uma sofisticação que prenuncia a proficuidade do que serão as década de 90 e 00 - mule variations, alice, bloodmoney, real gone...

hollindagain, animal collective [2006] - sem comentários. para já.

08 abril 2008

a rebentar esta semana cá no burgo

good bad not evil, black lips [2007] - os black lips são os clinic a fazer carreira em austin, texas, quando se fartarem das experimentações rock e assumirem que o óbvio na música indie é, muitas vezes, o caminho mais correcto. este álbum de 2007, ainda que vagamente desiquilibrado no seu todo, tem das canções pop mais espantosas e imprevisíveis dos últimos tempos. a rever em o katrina!, how do you tell a children that someone has died, cold hands e no fenomenal bad kids, onde os stooges ganham um vocalista que sabe cantar.

do it!, clinic [2008] - os clinic, para quem não conhece, são os black lips a armarem.se em visionários do rock independente. e se em internal wrangler a fórmula era interessantíssima, ao quinto álbum parece que as coisas não andam a correr muito bem ali em liverpool. mas vale a pena perder uns tempos com este do it!

you may already be dreaming, neva dinova [2008] - projecto interessantíssimo do movimento slow core (revisão prática da matéria nos bright eyes ou nos iron+wine por exemplo), podia escrever uma série de linhas sobre este álbum. isto se já o tivesse ouvido. o que não quer dizer nada porque dos neva dinova tenho sempre boa impressão. a confirmar brevemente.

april, sun kil moon [2008] - o melhor álbum dos sun kil moon até à data. o que equivale a dizer que é, provavelmente, o melhor álbum de mark kozelek até hoje. ou então não porque os red house painters sabiam muito e ocean beach é um disco daqueles assim enormes. o mais recente projecto do homem atinge o auge da maturidade e a folk nunca casou tão bem com o rock. pois...afinal é mesmo o melhor kozelek de sempre...

attack and release, the black keys [2008] - ao quinto álbum, o blues de garagem dos the black keys sofre novo desenvolvimento. o que não é necessariamente positivo. de qualquer maneira attack and release é um álbum acima dos serviços mínimos. para ter em conta em 2008. sem compromissos.

05 abril 2008

fait divers capítulo 1

a vida duríssima de um estudante em vias de o deixar de ser faz com que o a new order tenha sido regido em modo automático nos últimos meses. é claro que entretanto meteu.se o meu aniversário e as respectivas festividades associadas - que duraram praticamente uma semana -, o concerto dos portishead - acho que o third vai ser a bomba sonora de 2008 (eu sei que já o ouviram, mas eu nestas coisas gosto de esperar), e a exaustão que tem sido ouvir midnight boom dos the kills.
(é o disco do ano, só por acaso)
para a semana não percam, possivelmente, uma crítica e mais uma série de sugestões.
até lá comam bem, tenham cuidado com as noitadas e não dêem ouvidos ao presidente daquele clube que está sob a alçada da justiça.

02 abril 2008

esta semana no seu blog de eleição

retribution gospel choir [2008]
attack and release, the black keys [2008]
april, sun kill moon [2008]

28 março 2008

a não perder

hoje há chillout session na faculdade de arquitectura (ajuda). o cartaz conta com os jazzanova, heartbreakerz, pink boy, alex gopher, j magik e riot feat. lil' john, entre outros, no que promete ser o lugar mais concorrido da noite lisboeta desta sexta feira. mais info aqui

23 março 2008

o enigma segundo os animal collective

tenho procurado com alguma insistência comprar um bilhete para o concerto dos animal collective no lux desde que vi anunciada tal efméride.
na fnac não existem (o que não é de estranhar, uma vez que o site dos concertos da optimus só refere a data do concerto no porto). de resto, a flur, que costuma vender para o lux e que me deve 16€ do concerto cancelado dos liars, também não sabe de nada. ticketline idem aspas.
de facto, a ideia de um concerto no lux é transmitida apenas no myspace da banda e pelos blogs nacionais. começa a tornar.se um verdadeiro enigma este concerto.

urgente mas não muito

preciso de um bilhete para o concerto dos the national na aula magna. a base de oferta é o preço do bilhete. a negociação pode ser feita com mais dinheiro ou com bilhetes para a central do próximo jogo do benfica. contactos via blog ou por mail.

20 março 2008

subscrevo

theory of the crows, dos the national, é a melhor música pop escrita neste milénio.
são 4:36 de uma perfeição inalcançável para a maioria das bandas que conhecemos. esta música deveria figurar em todos os manuais escolares, em formato mp3 claro. até certo ponto pode ser desarmante ouvir matt berninger cantar traded my day light/for a career como se não houvesse amanhã, mas chegar ao fim destes 4:36 é perceber que a música pop dos anos 00 nunca foi tão brilhante como aqui.

18 março 2008

semana the national no a new order

the national [2001]
sad songs for dirty lovers [2003]
alligator [2005]
boxer [2007]

15 março 2008

incontinência

saem diariamente anúncios na imprensa acerca de novos concertos para este ano. o cartaz está a começar a ficar saturado e já se sobrepõe o lou reed com o leonard cohen. parece que, neste momento, artista que o é verdadeiramente tem de passar por lisboa. hoje foi anunciado novo espectáculo dos liars, lá para maio. juntam.se às grandes promessas que são os concertos dos the national, animal collective ou portishead.
sem correr o risco de exagerar, para o ano resultar em pleno só falta mesmo o tom waits.

12 março 2008

o último herói australiano

entre os birthday party, os boys next door, os bad seeds e os grinderman, nick cave já foi a face de 24 álbuns, descontando best of's e outras merdas ao vivo. destes 24 conheço de cor e salteado cerca de metade - e sinto que ainda pouco sei sobre o homem.
acho que nick cave pertence a uma galeria de artistas vivos que se tornaram maiores do que a própria vida, onde podemos meter nomes como tom waits, springsteen, neil young, bob dylan, leonard cohen ou robert wyatt.
de qualquer maneira, o novo avanço de nick cave - dig, lazarus, dig!!! - mostra.o em grande forma. discordo totalmente de todas as indicações em contrário.
que nem não são assim tão poucas.