07 junho 2008

tropics

enquanto esperava impacientemente pelo número 1 do top mais, um hábito adquirido pelos almoços tardios de sábado, a isabel figueiras estreou um videoclip do usher que já me tinha fartado de ver na mtv e que deve estar quase quase a rebentar no goto do país. e enquanto o rapaz abanava os peitos (e não eram só os dele...) regressei ao euro-dance dos anos 80 que o festival da eurovisão não deixa morrer, e à discoteca tropics em lloret de mar, onde, todos os anos, os miúdos "finalistas" se embebedam para festejar o fim da melhor vida do mundo - a de estudante claro. de facto não existem muitas diferenças entre aquela música e o tecno-xunga que faz a imagem da costa espanhola.
e é por isso que ninguém - onde me incluo orgulhosamente - consegue mudar de canal.

zeitgeist

songs in A & E, spiritualized [2008] - melhor sugestão de sempre do joão

nouns, no age [2008] - este está em todo o lado

for emma, forever ago, bon iver [2008] - melhor sugestão de sempre do plano alternativo

05 junho 2008

lisboa a arder




é já na segunda feira que os liars descem à cave do santiago alquimista.
prevê.se o caos.






03 junho 2008

ÚLTIMA HORA REPEAT

e barrou-as com manteiga becel

02 junho 2008

ÚLTIMA HORA

cristiano ronaldo comeu duas torradas ao lanche.

31 maio 2008

já não há paciência para

as birras da amy winehouse

a energia da ivete sangalo

o cristiano ronaldo

29 maio 2008

animal collective, lux

entre o tédio e a genialidade os animal collective viraram do avesso o rés do chão da discoteca lisboeta.
esperava.se muito do trio de baltimore. os dois últimos avanços em álbum (feels e strawberry jam), já algo distantes das primeiras investidas de puro experimentalismo, confirmaram.lhes o estatuto de banda da linha da frente do rock indie. e se em álbum as coisas são quase perfeitas - como a super bock - no formato ao vivo é um mundo ilimitado de opções.
ontem à noite os animal collective recusaram.se a debitar as músicas tal qual as conceberam e optaram por atribuir.lhes novas roupagens. o resultado foi, tal como a banda, bipolar. entre alguns largos minutos verdadeiramente aborrecidos - o início, então, foi escandaloso - o saldo final regista algumas das melhores abordagens rock já conseguidas ao vivo, pelo menos das muitas a que já assisti. a versão encadeada de peacebone e fireworks, o registo de comfy in nautica de panda bear, o primeiro final com a nova brother sport ou a grande catarse com grass, do anterior feels, foram momentos altos de uma prestação que, se tivesse seguido o patamar de exigência com que nos brindaram em grande parte do alinhamento, poderia ter sido a hora e meia mais avassaladora dos últimos anos na capital.
sendo assim, ficaram.se pelo quase.
o que não desmorece em nada a minha ideia de que os animal collective são, no sentido bíblico, os profetas dos tempos modernos.

24 maio 2008

kizomba do brasil

já não andava de metro há quase um ano.
a última vez que o tinha utilizado foi no dia de santo antónio, quando lisboa não tem espaço para mais carros e os dependentes motorizados como eu são forçados a quebrar as rotinas. na segunda paragem da primeira viagem, para mal dos meus pecados, tomo consciência de que o que já tinha lido num blog sobre a nova moda que está a assolar a capital, é realmente verdade. hoje em dia há gente que entra nos transportes públicos, liga o telemóvel a debitar mp3's manhosos no som máximo e só dá descanso aos ouvidos da malta na estação de saída.
neste caso, e como se não fosse nada com ele, o tipo entra no metro, mete uma kizomba, leva o telemóvel ao bolso e só em entrecampos é que o deixei de ouvir. ao princípio ainda pensei que era o rádio do metro, mas acabei por tomar consciência do que é que se estava a passar quando o som diminuía à medida que o homem se afastava.
a manhã de trabalho termina e a viagem de regresso reserva.me o quê? mais uma kizomba, desta vez até aos anjos, altura em que outro tipo resolveu sair do metro.
quando o telemóvel começou a guinchar levei a mão ao meu. a ideia era fazer concorrência mas acabei por perceber que só tinha o mp3 dos mgmt que serve de toque e uma música do patrick wolf que serve de despertador. para evitar levar uma carga de porrada de um ressabiado qualquer, acabei por desistir da ideia.
mas daqui a um ano, quando voltar a utilizar o metro, e se esta moda ainda não tiver acabado, terei preparado um mp3 da cavalgada das valquírias para, numa assombrosa touche surrealista, deixar toda a gente da carruagem de boca aberta com a potência sonora do meu sony ericsson, e o disco da kizomba do brasil a piar fininho.

18 maio 2008

report:semana académica de lisboa

generalizou.se a ideia de que as semanas académicas são feitas à base de sagres ou superbock, conforme o patrocínio for maior ou menor. e, de facto, o que tenho tido oportunidade de ver nos últimos anos (e não só em lisboa diga.se) é que as celebrações das semanas académicas são bem regadas, invariavelmente, com muito alcool e muita música.
e pergunto...aparte os lamentáveis problemas a longo prazo que daí possam resultar para o fígado dos estudantes, qual é o problema? há tempo para tudo e quem lá põe os pés, sabe ao que vai.
isto tudo para dizer que se forem à SAL à procura de ouvir música, esqueçam. o ambiente vai distrair.vos e vai direccionar.vos para outras batalhas.
o último dia das festividades de 2008 no parque tejo acabou, como não poderia deixar de ser, em clima de festa e de comunhão entre público e as bandas presentes. do que pude ver - e do que posso destacar - os buraka som sistema continuam a ser um must da juventude lisboeta. há muito que deixaram o discurso cauteloso que mantiveram no início de carreira, e são, hoje, uma banda das massas. e não o entendam num sentido depreciativo. os buraka meteram a malta de telheiras e de campolide a dançar como se toda a vida tivessem vivido na damaia e fossem do club kuduro desde pequeninos. e isso, mais do que uma moda, é um sinal do melting pot cultural que é lisboa. continuo a não me sentir minimamente tentado a ouvi.los enquanto trabalho, mas reconheço hoje que a dimensão da banda é sobretudo a de ser o espelho de uma cidade que não é branca nem preta, é tudo isso há muitos séculos e vai continuar a seguir essa escolha.
de resto, e para abreviar porque há gente que vai escrever sobre a SAL muito melhor do que eu o posso fazer, destacar o ambiente saudável, a boa organização - melhor até que a do SBSR se querem que vos diga - e o fortalecimento da minha ideia de que uma semana académica merece um espaço bem melhor do que aquele. vejam o caso de coimbra ou do porto e pensem: se levaram aquela malta toda a loures (com as dificuldades de transporte inerentes) quantas pessoas não metiam na cidade universitária, na alameda, ou mesmo em algés? com o cartaz em causa - sem dúvida do agrado de muitos estudantes - a SAL teria outro impacto e outra exposição.
fica a sugestão.

n.b. - um agradecimento à lift, na pessoa do filipe marques, pelo "convite" e pelas informações, e por terem percebido antes de muitas outras empresas da área das comunicações que a blogoesfera é um mercado em crescimento. e que a divulgação de eventos, hoje em dia, se pode fazer não apenas através dos meios de comunicação tidos como normais, mas também por intermédio de quem, com as inerências resultantes dos escassos meios disponíveis, acaba por ganhar uma franja consistente de público.

15 maio 2008

take your time

estamos em modo off até isto acalmar um pouco.

12 maio 2008

SAL

a não perder até sábado a semana académica de lisboa, com performances várias e outros acontecimentos de destaque. ponto alto, obviamente, na última noite, com a presença dos kalashnikov. mas vejam o site que está muito bem concebido.

the national, aula magna

até ao momento em que o vocalista dos the national resolveu saltar para a plateia tenho a dizer.vos que o concerto estava a ser bastante morno.
é claro que as canções são óptimas, disso não há dúvidas. os the national são músicos fantásticos e muito empenhados. simplesmente acho que o concerto estava a ser quebrado com as interrupções entre as músicas. acho que os rapazes deviam fazer como os interpol e tocar o que tinham a tocar tudo de seguida sem conversas nem perdas de tempo. o que é facto é que a partir daquele momento tive que me levantar porque já não conseguia ver nada e o concerto ganhou realmente outra dinâmica. logo a seguir chegou o momento de antologia, com a interpretação perfeita de fake empire, a faixa que abre boxer.
de resto, não tenho muito mais para vos contar, a não ser que quando aquilo acabou saí da aula magna a pensar sinceramente que tinha estado ou numa performance das adufeiras de monsanto ou numa convenção de power dance. a primeira imagem surgiu.me com as palminhas do público, irritantes e desconexas. os portugueses não são, regra geral, muito dotados musicalmente, o que faz com que cada ritmo marcado pela bateria dê para bater palmas. o que geralmente acontece é que se trocam todos e alguém da banda tem de os ajudar a encontrar o ritmo certo. já o vi repetidas vezes.
a segunda imagem surgiu.me quando vi um casal na fila da frente aos saltinhos e a dançar como se estivessem no ginásio, naquelas máquinas de step. não percebi aquela excitação toda mas sempre é mais divertido do que aqueles que se agarram aos cabelos como se estivessem em grande sofrimento com as músicas mais introspectivas das bandas. aqueles dois fizeram.me lembrar o célebre caso das dançarinas num dos concertos dos sigur rós a que assisti, que, do alto das laterais, simulavam um bailado no mínimo esotérico.
estórias aparte, os the national são fantásticos. o concerto foi de facto muito bom, quase exclusivamente centrado no último long play - boxer - mas com algumas recordações do passado muito bem escolhidas e com algumas derivações instrumentais que oscilaram entre o muito bom - o final - e o dispensável.
duas notas finais: uma para a pose do berninger, que não percebi se estava bêbedo ou se é mesmo assim esquisito (e acreditem que já vi muitos vocalistas esquisitos e ainda mais bêbedos), e outra para as palavras que a banda destinou ao maior génio português das últimas décadas, ao dedicarem a actuação ao maestro rui costa.

é claro que os the national não falaram do rui costa, mas eu tinha de arranjar maneira de introduzir o tema.

08 maio 2008

jerónimo

estava a ouvir o líder do pc a discursar no parlamento e de repente percebi: o apocalipse está a chegar.

07 maio 2008

breves

the evangelist, robert forster [2008] - doze anos depois de warm nights, e com a extinção dos the go-betweens devido à morte de grant mclennan , robert forster dá um novo impulso à sua carreira a solo com este the evangelist. considerado como a catarse dos the go-betweens, ou até como o derradeiro álbum da banda sem a banda, the evangelist é um dos discos mais sólidos de 2008. dentro do género, é do melhor que se tem feito.

anywhere i lay my head, scarlett johansson [2008] - não quero dizer que este álbum é inenarrável. a musa de que se trata não o merece. mas ao falarmos de um álbum praticamente constituído por versões do melhor intérprete norte-americano depois de dylan, anywhere i lay my head não poderia não ser inconsequente. meus amigos, esqueçam! não há hipóteses... tom waits não pode ser revisto. fica, no entanto, a promessa de uma voz de actriz que não assusta (esta é para a juliette lewis...).

sunday at devil dirt, isobel campbell and mark lanegan [2008] - se seguir a linha de the ballad of broken seas deve ser óptimo. simplesmente ainda não tive oportunidade de o ouvir. mas promete...

santo é o senhor

santogold, o projecto que junta santi white e john hill na intenção de mestiçar o rock - com maior contenção do que faz, por exemplo, M.I.A. - tem vindo a gerar grande entusiasmo junto dos media.
tido por muitos como a grande revelação de 2008 - o que em si nem é nada de surpreendente dada a amplitude estética do projecto, muito semelhante a outras apostas de anos anteriores - foi obviamente a curiosidade que me levou a ouvir o álbum de estreia, e não tanto o interesse por esta franja da produção rock.
e, na minha humilde opinião, estamos perante mais um caso de sobrevalorização extremamente comum na cultura mediática actual. santogold não é um álbum mau. é simplesmente um álbum razoável (mais estimulante em momentos instantâneos do que consistente a longo prazo) que não justifica um tão grande hype. de qualquer maneira tenho ideia de que o fenómeno só tem tendência para aumentar: santogold é claramente um disco de verão, solto e descomprometido em muitas alturas, que bebe dos stiffed a influência necessária para agradar a muitas camadas. no entanto, tal como com as modas de anos anteriores, ainda não é desta que se está a fazer um álbum para a eternidade...
lamento desapontar.vos.

05 maio 2008

novas da semana

sunday at devil dirt, isobel campbell & mark lanegan [2008]
anywhere i lay my head, scarlett johanson [2008]
the evangelist, robert forster [2008]

01 maio 2008

há mais vida para além do lóbi


the hungry saw, tindersticks [2008]

24 abril 2008

retrovisor

este fim de semana prolongado o a new order regressa a 1993, ano em que os afgan whigs lançaram o fenomenal gentlemen. e porque é que gentlemen é um disco tão fenomenal? porque tem provavelmente a melhor música dos anos 90: my curse. não acreditam? procurem no youtube uma versão ao vivo em reading com marcy mays aos comandos do microfone, ela que emprestou a voz à banda de greg dulli para registar a canção rock mais que perfeita.

paths of victory

o senhor da galpenergia que coordena o marketing da marca está de parabéns pela capacidade que teve em arriscar num comercial que é tudo menos corriqueiro, como é apanágio de cada vez que se aproxima uma competição de futebol (vejam o figo a vender cerveja sem álcool...). e o senhor que produziu o vídeo de apoio à selecção nacional também, não só porque usou o simão, mas porque a publicidade está realmente motivadora. um tipo até se sente com vontade de apoiar a equipa depois de ser retratado como o combustível - físico e anímico - que vai levar o autocarro da selecção até à suíça. mas mais parabéns vão mesmo para o senhor que escolheu a paths of victory do bob dylan como banda sonora. melhor era muito difícil.

22 abril 2008

nick cave & the bad seeds, coliseu de lisboa

foi um reencontro bastante feliz com nick cave.
não sou propriamente um especialista na carreira ao vivo dos the bad seeds, mas o concerto a que assisti há uns anos no ccb, em nome próprio da figura principal, foi um espanto. e este, num registo bastante diferente, não lhe ficou muito atrás. uma grande entrega, muitas surpresas no alinhamento e músicas prolongadas para além do óbvio. fica na memória a encenação commedia dell'arte de nick cave, quer se queira quer não a figura maior daquele supergrupo. o melhor momento da noite, na minha singela opinião foi ouvir stagger lee de cara lavada e tão bem encenada.

mas vamos agora a um ponto importante.
há muitos anos que leio o disco digital, e devo dizer que as críticas aos concertos são realmente confrangedoras. em especial esta sobre o concerto de ontem. para além das alarvidades do costume que ocupam grande parte da crítica e que nada têem a ver com música, o escriba faz questão de mandar 3 grandes calinadas. o joão gonçalves diz, por exemplo, isto: "Aliás, Cave foi o primeiro a reconhecer que nem tudo estava a correr bem chegando a apelidar a prestação como um fucking disaster...".

[isto é uma interpretação sui generis das palavras do homem, uma vez que ele se referia a uma música específica, neste caso get ready for love, na qual os músicos não acertaram uma]

a seguir continua, com esta tirada brilhante: "E mais à frente com mais uma falso arranque da banda ainda atirou aos companheiros um 'you fucking idiots'...".

[ora o que eu vi foi nick cave chamar idiotas às pessoas do público que não acertavam com o tempo certo para repetir a linha que o cantor tinha pedido - um simples oh mamma]

culmina esta grande crítica com: "...'Albert Goes West' que Cave estava na dúvida se teria sido escrita por Bobby Gillespie dos Primal Scream, ou Jarvis Cocker...".

[que eu saiba a albert goes west foi escrita por nick cave e warren ellis e o que o tipo disse foi que a música tinha sido escrita 'para' e não 'por']

por favor senhores jornalistas informem.se antes de escrever estas coisas.
é que assim até eu faço crónicas de concertos...

21 abril 2008

20 abril 2008

a bombar este fim de semana cá no feudo

retribution gospel choir [2008] - produzido por mark kozelek dos red house painters e sun kil moon, as músicas dos low ganham uma nova roupagem pelas mãos de dois dos seus principais protagonistas - o vocalista alan sparhawk e o baixista matt livingston. em retribution gospel choir os low transformam.se por obra e graça numa banda rock e esquecem a toada minimalista dos seus long plays.

hlllyh, the mae-shi [2008] - noise-rock feito por rapazes que em teenagers devem ter andado a ouvir coisas bem difíceis de aceitar. mais audíveis que os deerhoof mas igualmente mais papistas que os liars ou que os les savy fav, ao quarto álbum os the mae-shi aventuram.se num rock menos glamoroso, mas mais espalhafatoso.

here comes the indian, animal collective [2003] - na antevisão do concerto do próximo mês de maio, os animal collective já giram em força no media player deste escriba. obra inicial da carreira dos rapazes, here comes the indian mete o 'e' em experimental. é um álbum explosivo, ácido e louco, completamente louco. os black dice são uns meninos.

17 abril 2008

serviço público 3

o "estorilgate"

depois de mais uma ardilosa performance do senhor jorge sousa da associação de futebol do futebol clube do porto...perdão...da cidade do porto, no jogo de ontem, o a new order encerra hoje o seu programa de serviço público com todas as explicações sobre o famigerado estorilgate, que, na época de 2004-2005 fez correr muita tinta, sobretudo entre os adeptos não-benfiquistas.
vivia.se o auge da temporada desportiva, com o benfica a liderar a prova particamente desde o seu início, quando as manchetes desportivas anunciaram a possibilidade de falência técnica do estoril-praia. o clube, recém promovido ao escalão maior do futebol português, deu um salto maior que a própria perna nas contratações e nas despesas, o que originou uma situação débil nas contas, fruto também da saída de josé veiga, à altura administrador de futebol do benfica, da SAD do clube do qual era um dos principais accionistas. há quem diga que josé veiga mantinha as duas funções em simultâneo. no entanto nunca nenhum tribunal o condenou por isso, e não foram raros os casos em que o homem se teve de justificar perante um juíz. é preciso não esquecer o caso joão vieira pinto, do qual foi ilibado recentemente, depois de quase ter sido condenado no terreiro do paço.
face a esta situação de crise económica, e fruto das relações de amizade entre josé veiga e a direcção do estoril, arranjou.se um pretexto para fazer o jogo no estádio do algarve. ninguém nega que isso beneficiou o benfica, que assim teve muitos adeptos a apoiá.lo. no entanto, se o jogo tivesse ocorrido no estoril, e à semelhança do que aconteceu no bessa na última jornada do campeonato, tudo leva a crer que o presidente luís filipe vieira chegasse a acordo para adquirir a quase totalidade dos bilhetes. desse por onde desse, o benfica jogaria sempre em casa. a única diferença é que aquele jogo evitou a falência do estoril praia, que hoje luta novamente por um lugar na liga principal. em relação à estorieta do rui duarte, que fez um penalty porque, supostamente, teria um acordo firmado com o benfica para a sua transferência, a montanha pariu um rato. o tipo nunca vestiu a camisola encarnada.
de referir apenas que os maiores contestatários da alteração do jogo para um estádio que desde o euro-2004 não recebia um encontro de futebol digno desse nome, são os mesmos que viram o seu clube disputar, nas décadas de 80 e 90, dezenas de jogos fora de casa, na cidade da maia, sob o pretexto das condições necessárias para as transmissões televisivas (a cargo da olivedesportos de joaquim e antónio oliveira, antigo jogador do fcp e presidente do penafiel...). de relembrar que a maia é um pouco mais perto do porto do que o algarve é da segunda circular. e nunca niguém se queixou disso.
concluímos desta forma a estória do estorilgate.
não há dúvidas de que a mudança de estádio foi engendrada porque havia um bom relacionamento entre os 2 clubes. mas que isso significou a sobrevivência de um histórico, também ninguém pode contrariar. teria sido melhor que o estoril seguisse o caminho do salgueiros?
é de facto uma pobre desculpa resumir um campeonato a este jogo.


ps: muitos dos dados que apresentei nos últimos três dias decorrem de investigações já feitas e publicadas na internet por curiosos, alavancadas recentemente pelo excelente post "vinte anos de mentira de A a Z" do vedeta da bola. encontrarão semelhanças entre o que eu escrevo e o que lá se poderá ler. mas isso em nada me preocupa porque lê.lo e divulgá.lo é um exercício fundamental para compreender de que forma a corja destruiu o futebol português.

16 abril 2008

serviço público 2

toda a verdade sobre a "equipa do regime"

este é, porventura, o maior processo de mitificação criado em torno do benfica. muito mais do que a estorieta do calabote - que apenas uma percentagem dos adeptos de futebol conhece - é normal ouvir.se dizer que o benfica foi a equipa do salazar ou a equipa do regime fascista. façamos, novamente, um exercício de comparação.
comecemos pelo história do estádio, que, na minha óptica, diz muito sobre o tipo de clube. o estádio da luz foi inaugurado a 5 de outubro de 1954, dia da implantação da república. dois anos antes o estádio das antas foi inaugurado no dia 28 de maio, dia da comemoração da instauração da ditadura militar vigente em portugal. de referir que por esta altura, salazar, que percebia tanto de futebol como eu de crochet, estava há 26 anos a exercer cargos públicos, e a ditadura do estado novo conhecia o seu momento de maior sedimentação. entre os anos de 1934, quando começou o campeonato de futebol, e 1968, quando o homem abandonou o poder (ou seja, em 34 anos), o benfica ganhou 16 títulos nacionais. os restantes 18 foram distribuídos pelos outros 4 vencedores, a saber: 1 para o belenenses, 12 para o sporting e 5 para o porto. neste mesmo período o benfica venceu 2 taças dos campeões europeus e perdeu outras 3 finais, numa altura em que esta taça não se jogava contra o mónaco ou contra o panathinaikos, mas sim contra o real madrid, o barcelona ou o milan. curiosamente em 1968 a france football agraciou o benfica com o título de melhor equipa europeia, distinguindo jogadores que em 1966 formavam a quase totalidade da melhor selecção nacional de sempre. dizer, a partir destes dados, que o benfica era a equipa do regime é esquecer 5 factos fundamentais:

1. o benfica era a única equipa que, durante o estado novo, realizava assembleias gerais de sócios
2. o benfica, ao contrário dos outros grandes, elegia directamente através dos sócios o seu presidente
3. o benfica teve na presidência, durante este período, vários homens pró-regime, é certo, mas teve também vários opositores a salazar e ao estado novo (manuel da conceição afonso, félix bermudes, capitão júlio ribeiro da costa...).
4. o benfica, no seu apogeu nos anos 50 e 60 tinha na equipa jogadores como eusébio, coluna, costa pereira, germano, josé augusto, cavém, jaime graça, antónio simões, josé águas ou torres.
5. no período de 20 anos imediatamente a seguir ao 25 de abril o benfica conquistou 10 títulos e disputou mais 2 finais da taça dos campeões europeus. nada mal para uma equipa que era levada ao colo pelo regime...

serve.nos então a tese que o benfica era a equipa do regime. por lá jogavam os melhores jogadores de sempre da história do futebol português, mas era o regime. era dos poucos exemplos democráticos do país, mas era do regime. afirmou.se como um dos históricos da europa, mas era o regime. as bandeiras do benfica saíram às ruas depois do 25 de abril porque tinham a cor das do partido comunista, mas era o clube do regime... sim, de facto esta estorieta tem muito por onde pegar...
depois do calabote, esta é mais uma fábula que se deve desmistificar de uma vez por todas. será legítimo dizer que o benfica se serviu mesmo do regime?
bem pelo contrário.
foi o estado novo que, de facto, se serviu do benfica.

amanhã falaremos do estorilgate.

serviço público

o caso calabote contado às crianças

é do domínio público que nos últimos tempos se tem falado demasiado sobre corrupção desportiva em portugal. porque isto afecta profundamente a vida diária deste vosso escriba, o a new order acha.se no dever de prestar um serviço ao país, explicando de forma clara e sem rodeios os 3 maiores embustes criados à volta do benfica que diz respeito ao futebol jogado antes do 25 de abril, constantemente relembrados para escamotear uma verdade que começa a vir ao de cima, e que mais não são do que toneladas de areia atiradas aos olhos de quem se deixa levar por estórias engendradas.

a história começa, obviamente, com o caso calabote. isto porque o calabotegate é tema recorrente nas altercações entre adeptos do clube que está a ser investigado no âmbito do processo apito dourado e adeptos do meu clube. ora o caso calabote mais não é que um embuste. inocêncio calabote, árbitro de futebol no activo entre 1950 e 1959 foi irradiado do futebol porque, supostamente, foi corrompido pelo benfica num célebre encontro ante a CUF no ano de 1959. vamos por partes.
em 9 anos o calabote apitou 15 jogos do slb. desses 15 o benfica ganhou 8, empatou 3 e perdeu 4 (2 com o sporting, 1 com o porto e 1 com o belenenses). nesses 9 anos o benfica foi campeão 2 vezes, o porto outras 2 e o sporting 5. de realçar que num dos anos em que o benfica foi campeão o senhor calabote apitou nada mais nada menos do que 0 partidas do benfica. nada mau para quem é acusado de ter beneficiado o clube durante anos a fio.
centremo.nos agora no benfica-CUF de 1959. o benfica ganhou esse jogo por 7-1, com 3 grandes penalidades assinaladas. 2 delas não sofreram contestação, sendo que uma causou grande polémica. o benfica precisava, no entanto, de fazer 8 golos para ser campeão, já que se encontrava em igualdade pontual com o fcp. o jogo acabou 10 minutos depois dos outros, o que originou a famosa estorieta dos descontos de 10 minutos. façamos a desconstrução desta trapalhada... o jogo acabou 10 minutos depois dos outros porque começou com 6 minutos de atraso, uma vez que os jogadores do benfica - que foram multados por esse facto - queriam pôr a pressão do lado dos rivais. isto dá uma compensação de 4 minutos, num jogo relatado como tendo tido um tempo de útil diminuto, em virtude do anti-jogo praticado pelos jogadores da CUF - alegadamente assediados pelo porto para o fazerem - e que, à altura, não poderiam ser punidos com cartões (que não existiam...). o benfica foi beneficiado com um penalty. mas nos últimos instantes há uma penalidade que fica por assinalar (ver as palavras do técnico da CUF no fim do encontro) que poderia ter dado o oitavo golo. a verificar.se o benfica ultrapassaria o porto e seria campeão.
porque, e isto são factos, inocêncio calabote foi irradiado da arbitragem por ter alegadamente beneficiado o benfica num ano em que o clube não ganhou o campeonato. e é esta a grande arma de arremesso dos adeptos do clube da cidade do porto: dez minutos de desconto (que não o foram) num jogo que não deu mais ao benfica do que uma enorme dor de cabeça...

amanhã, no serviço público, o mito do regime.

14 abril 2008

semana animal collective no a new order



here comes the indian [2003]
sung tongs [2004]
feels [2005]
hollinndagain [2006]
strawberry jam [2007]

11 abril 2008

recuperações

heartattack and vine, tom waits [1980] - um clássico da cultura waitsiana. alguns furos abaixo dos primeiros avanços - closing time ou small change por exemplo - hearttack and vine faz parte do conjunto de álbuns que definiu a fase mais pura da carreira do maior compositor norte-americano desde dylan.

bone machine, tom waits [1992] - bone machine é um dos capítulo mais ricos na vida de tom waits. um dos seus melhores álbuns até à data, só comparado a raindogs e swordfishtrombones. o passado que waits desenho entre closing time de 1973 e one from the heart de 1982 começa a ganhar um novo contorno estético a partir de 1983 com swordfishtrombones mas é neste álbum que atinge uma sofisticação que prenuncia a proficuidade do que serão as década de 90 e 00 - mule variations, alice, bloodmoney, real gone...

hollindagain, animal collective [2006] - sem comentários. para já.

08 abril 2008

a rebentar esta semana cá no burgo

good bad not evil, black lips [2007] - os black lips são os clinic a fazer carreira em austin, texas, quando se fartarem das experimentações rock e assumirem que o óbvio na música indie é, muitas vezes, o caminho mais correcto. este álbum de 2007, ainda que vagamente desiquilibrado no seu todo, tem das canções pop mais espantosas e imprevisíveis dos últimos tempos. a rever em o katrina!, how do you tell a children that someone has died, cold hands e no fenomenal bad kids, onde os stooges ganham um vocalista que sabe cantar.

do it!, clinic [2008] - os clinic, para quem não conhece, são os black lips a armarem.se em visionários do rock independente. e se em internal wrangler a fórmula era interessantíssima, ao quinto álbum parece que as coisas não andam a correr muito bem ali em liverpool. mas vale a pena perder uns tempos com este do it!

you may already be dreaming, neva dinova [2008] - projecto interessantíssimo do movimento slow core (revisão prática da matéria nos bright eyes ou nos iron+wine por exemplo), podia escrever uma série de linhas sobre este álbum. isto se já o tivesse ouvido. o que não quer dizer nada porque dos neva dinova tenho sempre boa impressão. a confirmar brevemente.

april, sun kil moon [2008] - o melhor álbum dos sun kil moon até à data. o que equivale a dizer que é, provavelmente, o melhor álbum de mark kozelek até hoje. ou então não porque os red house painters sabiam muito e ocean beach é um disco daqueles assim enormes. o mais recente projecto do homem atinge o auge da maturidade e a folk nunca casou tão bem com o rock. pois...afinal é mesmo o melhor kozelek de sempre...

attack and release, the black keys [2008] - ao quinto álbum, o blues de garagem dos the black keys sofre novo desenvolvimento. o que não é necessariamente positivo. de qualquer maneira attack and release é um álbum acima dos serviços mínimos. para ter em conta em 2008. sem compromissos.

05 abril 2008

fait divers capítulo 1

a vida duríssima de um estudante em vias de o deixar de ser faz com que o a new order tenha sido regido em modo automático nos últimos meses. é claro que entretanto meteu.se o meu aniversário e as respectivas festividades associadas - que duraram praticamente uma semana -, o concerto dos portishead - acho que o third vai ser a bomba sonora de 2008 (eu sei que já o ouviram, mas eu nestas coisas gosto de esperar), e a exaustão que tem sido ouvir midnight boom dos the kills.
(é o disco do ano, só por acaso)
para a semana não percam, possivelmente, uma crítica e mais uma série de sugestões.
até lá comam bem, tenham cuidado com as noitadas e não dêem ouvidos ao presidente daquele clube que está sob a alçada da justiça.

02 abril 2008

esta semana no seu blog de eleição

retribution gospel choir [2008]
attack and release, the black keys [2008]
april, sun kill moon [2008]

28 março 2008

a não perder

hoje há chillout session na faculdade de arquitectura (ajuda). o cartaz conta com os jazzanova, heartbreakerz, pink boy, alex gopher, j magik e riot feat. lil' john, entre outros, no que promete ser o lugar mais concorrido da noite lisboeta desta sexta feira. mais info aqui

23 março 2008

o enigma segundo os animal collective

tenho procurado com alguma insistência comprar um bilhete para o concerto dos animal collective no lux desde que vi anunciada tal efméride.
na fnac não existem (o que não é de estranhar, uma vez que o site dos concertos da optimus só refere a data do concerto no porto). de resto, a flur, que costuma vender para o lux e que me deve 16€ do concerto cancelado dos liars, também não sabe de nada. ticketline idem aspas.
de facto, a ideia de um concerto no lux é transmitida apenas no myspace da banda e pelos blogs nacionais. começa a tornar.se um verdadeiro enigma este concerto.

urgente mas não muito

preciso de um bilhete para o concerto dos the national na aula magna. a base de oferta é o preço do bilhete. a negociação pode ser feita com mais dinheiro ou com bilhetes para a central do próximo jogo do benfica. contactos via blog ou por mail.

20 março 2008

subscrevo

theory of the crows, dos the national, é a melhor música pop escrita neste milénio.
são 4:36 de uma perfeição inalcançável para a maioria das bandas que conhecemos. esta música deveria figurar em todos os manuais escolares, em formato mp3 claro. até certo ponto pode ser desarmante ouvir matt berninger cantar traded my day light/for a career como se não houvesse amanhã, mas chegar ao fim destes 4:36 é perceber que a música pop dos anos 00 nunca foi tão brilhante como aqui.

18 março 2008

semana the national no a new order

the national [2001]
sad songs for dirty lovers [2003]
alligator [2005]
boxer [2007]

15 março 2008

incontinência

saem diariamente anúncios na imprensa acerca de novos concertos para este ano. o cartaz está a começar a ficar saturado e já se sobrepõe o lou reed com o leonard cohen. parece que, neste momento, artista que o é verdadeiramente tem de passar por lisboa. hoje foi anunciado novo espectáculo dos liars, lá para maio. juntam.se às grandes promessas que são os concertos dos the national, animal collective ou portishead.
sem correr o risco de exagerar, para o ano resultar em pleno só falta mesmo o tom waits.

12 março 2008

o último herói australiano

entre os birthday party, os boys next door, os bad seeds e os grinderman, nick cave já foi a face de 24 álbuns, descontando best of's e outras merdas ao vivo. destes 24 conheço de cor e salteado cerca de metade - e sinto que ainda pouco sei sobre o homem.
acho que nick cave pertence a uma galeria de artistas vivos que se tornaram maiores do que a própria vida, onde podemos meter nomes como tom waits, springsteen, neil young, bob dylan, leonard cohen ou robert wyatt.
de qualquer maneira, o novo avanço de nick cave - dig, lazarus, dig!!! - mostra.o em grande forma. discordo totalmente de todas as indicações em contrário.
que nem não são assim tão poucas.

10 março 2008

outras da semana para além do lóbi

dig, lazarus, dig! nick cave & the bad seeds [2008]
go away white, bauhaus [2008]
midnight boom, the kills [2008]

05 março 2008

super blog awards

inscrevi o a new order na categoria de música dos próximos super bock super blog awards. a partir de 30 de junho podem começar a votar. para já tenho de gramar com esse super logo aí ao lado.

01 março 2008

à experiência

a ribeira das naus surgiu há poucos dias na blogoesphera. para já está à experiência na lista cá da casa, mas o início promete. desenvolvimentos para seguir atentamente.
não perder a entrevista de nick cave ao expresso e a nostalgia dos at the drive-in que estou a reviver este fim de semana.

29 fevereiro 2008

bloco de notas

dois apontamentos muito rápidos antes de entrar em modo fim de semana. o pé coxinho é o blog do teclista do trio electro-pop million dollar lips. dêem uma olhadela para se inteirarem do panorama da produção nacional. a agenda electrónica do joão m. gonçalves dos waste disposal machine foi substituída pelo música:digital. penso que pertence ao próprio, uma vez que ele está envolvido numa série de projectos e a partir deste blog podem chegar aos outros. se houver alguma incorrecção avisem.

26 fevereiro 2008

michael gira


fui ao concerto do michael gira no nimas ontem à noite. aviso desde já que entrei na sala sem qualquer referência. não conhecia uma única música nem um único álbum do senhor. a única vez que o tinha ouvido cantar foi há uma semana no álbum dos xiu xiu, a fazer vez de david bowie em under pressure.
o tipo ajeita.se bem com a guitarra, tem um vozeirão de todo o tamanho e parece um mórmon nas vestes e no trato. a solo as coisas funcionam.lhe bem. segundo sei interpretou uma série de canções que têem uma roupagem em álbum completamente diferente (na qual se incluem músicas dos swans). mas já não as consigo imaginar de outra forma que não aquela que ouvi no concerto. nada mais a apontar.
mas o que eu gostava mesmo era de me centrar na primeira parte do concerto. apareceu.me ali um tipo italiano que parecia saído de um barco viking, com a guitarra em altos berros a fazer distorções e a vibrar por todos os lados, a cantar num inglês incompreensível. teve momentos, quando estava calado e não entrava pelo lado da explosão sonora, em que a actuação foi muito conseguida. de resto, a única particularidade foi a de conseguir fazer com que 75% da sala fechasse os ouvidos, já que o som - horrivelmente misturado - fazia impressão. porque uma coisa é tocar como os mogwai. a outra é fazer aquilo. como tive oportunidade de dizer ao miguel, espero que o tipo não tenha de sobreviver da música.
é que se não for esse o caso vai passar muita fominha na vida.

25 fevereiro 2008

e agora algo completamente diferente

foi uma falha indesculpável da minha parte ainda não ter feito esta referência.
com um âmbito completamente diferente do de outros espaços que me habituei a divulgar, aqui podem explorar o maravilhoso mundo do desenho. para além do design e navegabilidade serem excelentes - muito melhores que qualquer modelo pré estabelecido do blogger com que temos de gramar - têm a oportunidade de ver posts que extravasam completamente o propósito académico nuclear deste site, e, quem sabe, aprender alguma coisa.
eu, pelo menos, já aprendi muito.

24 fevereiro 2008

oração dominical

o ladies love cool r ganhou a última sondagem, aquela que foi até hoje a mais concorrida. embora tenha votado no gorilla vs. bear, o ladies é bem capaz de ser o melhor de portugal. merecido o voto dos leitores, portanto.
acabei agora mesmo de adicionar mais umas ligações de gente dos blogs que ajuda a passar a mensagem do a new order. claro que aquilo que têm para dizer é mais importante do que terem um link cá para a casa, mas o que disse não deixa de ser relevante. de resto acabei também por perceber que o a new order tem uma série de leitores no norte, o que é excelente.
e é tudo por hoje.

22 fevereiro 2008

so far so...er...good?

confesso que é um post um bocado vítima da incontinência verbal que me tem dado cabo do dia. quando não me deixam falar fico o resto do dia com necessidade de dar opiniões sobre tudo. por isso hoje quem sofre é o ano. até agora 2008 tem sido um ano acima do banal. embora tenha apanhado um barrete do tamanho do mundo com um filme que fui ver outro dia, que tem música do eddie vedder, que começa com into e acaba em wild e no meio tem um the, o wes anderson acabou mais uma vez por me salvar fevereiro com o seu mais recente the darjeeling limited. nos álbuns tenho grandes esperanças neste novo dos the mae-shi. promete. de resto, vampire weekend e xiu xiu estão à cabeça destes dois primeiros meses. concertos é que isto não vai parar. já tenho ali uns cinco bilhetes preparados, e ainda só tenho programa até maio. de resto o benfica vai ganhando uns jogos, o país continua parado, e a europa aqui tão perto. a gasolina continua cara, as sondagens estão a melhorar e já só faltam umas 12 horas para ir comprar o expresso.
tudo em ordem, portanto.

conselhos de fim de semana

let's stay friends, les savy fav [2007]
the golden age, american music club [2008]
hlllyh, the mae-shi [2008]

17 fevereiro 2008

não tenham medo de arriscar

a última sondagem está a correr bem. por isso, e porque já verifiquei que existe pelo menos uma resposta alternativa às minhas sugestões, peço.vos que proponham aí outros blogs, nacionais ou estrangeiros, onde costumem ler a melhor música. é de borla e eu agradeço.

16 fevereiro 2008

estudo de mercado

os leitores do a new order escolheram os animal collective como a banda que irá dar o melhor concerto de 2008. perseguidos pelos portishead, a maior surpresa foi, no entanto, tony carreira, que encetou uma luta titânica até ao final da votação com nick cave (aposta pessoal) pelo terceiro lugar. os the cure desiludiram, com apenas um voto.

1º - animal collective (33%)
2º - portishead (25%)
3º - nick cave (16%)
- tony carreira (16%)
5º - the cure (8%)

13 fevereiro 2008

memory lane

o joão, que ultimamente tem atormentado os meus posts, contribuíndo para uma animação jamais vista no a new order (a não ser aquando do célebre caso she wants revenge) tem um blog novo. depois do big black boat, chegou a vez do memory lane. está visto que raramente concordamos em alguma coisa, o que não impede que, tal como com o seu espaço antecessor, este não continue a ser poiso diário.

12 fevereiro 2008

'spétacular

tenho uma série de amigos que gostam de dizer as palavras sem o 'e' antes do 's'. provavelmente isto deriva do facto de sermos beirões. ou então é pura e simplesmente uma idiotice que os gato fedorento podiam muito bem fazer (aviso desde já que não sou grande fan dos tipos mas que o sketch do primo zé carlos é o melhor momento da televisão portuguesa desde que as doce foram à eurovisão).
isto tudo porque esta semana, para além do lóbi, ando a girar o álbum de estreia dos MGMT, auto.proclamado oracular spetacular. editado em outubro de 2007 (e não em março de 2008 como refere o blog mais popular que aí anda sobre estes assuntos), o long play destes nova iorquinos é qualquer coisa resultante do cruzamento dos flaming lips com a voz dos scissor sisters.
confusos? então percam uns tempinhos com este álbum. não é espectacular, como prenunciam os próprios, mas é uma pequena pérola pop. assim com poucos quilates.

10 fevereiro 2008

pensamento do dia

"...eu estava preparado para deixar o sporting e reorganizar a minha vida, rapidamente, desde que me pagassem o que era devido. estávamos no outono de 1993 e tornava-se-me particularmente doloroso abrir as portas da varanda do meu apartamento, olhar o estádio da luz e pensar: eis o clube onde devia estar, o glorioso benfica, aquele que sempre admirei..."

sir bobby robson, ex-treinador do sporting e do porto

09 fevereiro 2008

sistemas tácticos

os leitores do a new order não devem gostar muito de bola. ou então não são benfiquistas. só 3 pessoas votaram na última sondagem e não conseguimos chegar a um consenso. mais uma dor de cabeça para camacho resolver.

top tino

o amigo tinaka, imperador do rogel e do território além-mar que um dia há.de voltar a ser nosso, lançou.me o desafio de lhe aconselhar 5 músicas. basicamente eu acho que ele quer impressionar umas miúdas com esta conversa. e eu, como bom samaritano, faço.lhe a vontade. o a new order lança.se hoje no top tino, o top das músicas indie mais sexy de sempre, ou, pelo menos, do dia de hoje.

5. glory box dos portishead. ninguém é alguém no mundo indie se não tiver ouvido os portishead numa determinada fase. e no longínquo ano de 1994 esta foi a música que mais os consagrou. em ano de lançamento do novo álbum, mais de dez anos depois da última aventura da dupla de bristol, os portishead serão certamente um bom tema de conversa com uma miúda.

4. gigantic dos pixies. falar de bandas antigas é como mostrar a uma miúda que somos experts na matéria. e os pixies são tema recorrente em qualquer festa, bar ou discoteca indie. qualquer dj que se preze utiliza.os e gigantic é a canção mais mainstream que o indie já produziu. depois de here comes your man, claro. em ambos os casos, reconhecer os pixies é meio caminho andado para o sucesso.

3. all my friends dos lcd soundsystem. quem quer pertencer a esta troupe tem de perceber que as miúdas adoram os lcd soundsystem. não os conhecer é como não saber quem é o freddy adu quando se entra no estádio da luz. esta música vai tocar em qualquer discoteca trendy e cantar o refrão vai dar cartas com as senhoras. de certeza.

2. blue monday dos new order. incontornável. estás com uma miúda do indie, começa a tocar esta música e tu dizes.lhe: sabias que esta foi a canção que os new order escreveram imediatamente a seguir à morte do ian curtis? depois disto, fazes parte do meio, com direito a ires a casa dela ver o 24 hour party people e tudo. claro que primeiro tens de saber quem era o ian curtis.

1. wake up dos arcade fire. a melhor banda que este século já viu nascer. a melhor música que este século já ouviu. estar no tal bar bera, como tu dizes, sem saber quem são os arcade fire é suicídio. e, quando ao volante do teu volkswagen do tempo das invasões napoleónicas, meteres a k7 com esta música a tocar, vais estar no cimo do monte indie.

06 fevereiro 2008

uma questão de nervos

todos os dias leio as novidades da pitchforkmedia. é o melhor site sobre música e consegue apresentar na hora uma série de notícias e de críticas a álbuns. no entanto, o recente fascínio que bandazecas sexy e artistas de pseudo hip hop têem despertado no mundo da música já lá chegou, o que faz com que metade dos álbuns revistos anualmente não tenham interesse nenhum. esta estratégia só se percebe pela necessidade de aumentar o tamanho do público, já que todos sabemos que a competição se alastrou na internet e os sites se vêem cada vez mais com dificuldade de sobrevivência.
para além desta rendição, a pitchfork tem um ódio de morte aos the mars volta. é uma coisa que não se consegue explicar, mas disco após disco os rapazes de austin levam com notas miseráveis nos álbuns. frances, the mute, um dos melhores dos últimos 8 anos, por exemplo, levou com 2.0/10. hoje saiu a crítica a the bedlam in goliath, e, mais uma vez, não surpreendeu: 4.3/10. as críticas a estes álbuns vêem sempre envoltas em questões conceptuais muito profundas, com discursos muitas vezes incompreensíveis e referências estéticas que não são colocadas a quase ninguém.
o que eu quero com isto dizer é que a pitchfork está a dar notas elevadíssimas a gangsters que aparecem na (m)tv rodeados de lamborghinis a falar do que fizeram na festa do dia anterior, e depois, quando se trata dos mars volta, falam de incoerências de discurso e de como não se percebe a realização de um álbum em torno de um conceito mais ou menos claro de um ouija board israelita.
eu não sou advogado dos the mars volta. mas que eles sabem mais do que os tipos das capas ensebadas em maquilhagem para fazer ver o trabalho de uma vida passada no ginásio, disso não tenho muitas dúvidas.
no entanto, continuem a classificá.los abaixo de cão.
é um hábito que não devem perder.

04 fevereiro 2008

agenda electrónica

é um dos blogs melhor desenhados do panorama nacional (imagem simples e tremendamente eficaz) e é também um dos que melhor informa acerca de lançamentos e eventos na área da música dita electrónica. não sendo propriamente a minha área de interesse, há que destacar o papel da agenda electrónica na blogosphera portuguesa.

03 fevereiro 2008

the bedlam in goliath, the mars volta

the bedlam in goliath é um álbum de rock a 200km/h. não poderia ser de outra forma.
as personagens principais da banda texana andam há muitos anos a fazer música que de conformada tem muito pouco. podem dizer que os the mars volta já vão em quatro álbuns de repetição de uma mesma fórmula. não é mentira nenhuma. mas as nuances que, disco após disco, os têem feito aperfeiçoar uma espécie de linguagem própria tem muito de positivo. em primeiro lugar porque a música dos the mars volta parece de outra galáxia. em segundo lugar porque não há outros a fazer disto. e em último lugar porque aquilo, depois de muitas horas de audição é certo, soa muito bem.
the bedlam in goliath não é um álbum tão bom como os dois primeiros da banda - de-loused in the comatorium e frances, the mute. em parte porque o factor estranheza face ao desconhecido se perdeu um bocado e em parte porque o factor fundamental da música dos the mars volta - a surpresa de encontrar em cada música uma forma de contornar o que seria óbvio fazer - tornou.se, ao fim de quatro álbuns, a regra. e para uma banda que se diferenciava das demais através do caos instalado em cada música, começar a ser reconhecida por regras é exactamente a antítese dos seus propósitos. de facto os the mars volta podem continuar a fazer álbuns assim que eu não lhes vou levar a mal. mas se tomarem uma direcção completamente diferente - só eles saberão qual e muito poucos senão eles estão, neste momento, em condições de o fazer - conseguirão novamente ganhar o rótulo que já os at the drive-in tinham alcançado.
para já the bedlam in goliath é um dos álbuns mais progressivos dos últimos anos.
o que não deixa de ser pouco para quem sabe tanto.

8.0/10

02 fevereiro 2008

conselho de fim de semana

women as lovers, o novo avanço dos californianos xiu xiu, é um álbum que vai provavelmente passar ao lado de uma grande carreira mediática. é um long play complicado de ouvir, bem ao estilo experimental da banda. é porventura um dos melhores registos deste quarteto, a rever sobretudo em in lust you can hear the axe fall, puff and bunny ou na versão estrondosa de under pressure com a participação de michael gira.

01 fevereiro 2008

os do costume

a primeira grande sondagem do a new order resultou na vitória do esperado 3º long play dos portishead, a ser editado em março. em segundo lugar ficou o novo de nick cave (e minha aposta pessoal diga.se) - dig, lazarus dig! - e o dos franz ferdinand. em quarto lugar os bauhaus. os clinic e os the mars volta não tiveram qualquer voto.

30 janeiro 2008

cassetes won't listen

o gorilla versus bear (link aí ao lado) é a bíblia dos blogs de música indie. no entanto raramente sigo os conselhos deles porque dá muito trabalho andar a ouvir tudo o que eles sugerem. mas hoje segui para o myspace dos cassete won't listen, e aquilo tem muita piada. é uma banda assim tipo postal service meets wolf parade. o novo EP, small-time machine, sai já em março. e promete uma série de boas canções.

vampire weekend

foi grande o alarido que rodeou a saída do álbum homónimo dos vampire weekend. e até certo ponto podemos dizer que a montanha não pariu um rato.
a primeira vez que ouvi este álbum pensei que o ano passado os the good, the bad and the queen já tinham feito isto e com muito mais pinta. não desisto dessa ideia, mas o aumento do número de audições ajuda a descobrir que vampire weekend é um álbum bastante original. quando falo da banda de damon albarn refiro.me à mistura dos sons africanos com indie rock. o álbum dos vampire weekend tenta misturar estes dois conceitos para daí retirar o âmago de um long play que agrade à mesma gente que ouve os talking heads ou as bandas in do momento.
pronto e de resto não há muito mais para dizer. vampire weekend é uma boa estreia. cheira a animal collective misturado com fela kuti, tem momentos em que os clash saem do caixão para misturar uma skazada com uns riffs de guitarra. há momentos em que o panda bear parece que tá a mexer nas máquinas dele. e tem dias em que aquilo soa mesmo mesmo bem. depois há uns minutos (poucos) que não dão para aquecer, mas para já estão perdoados porque são jovens e parecem ter um caminho divertido para percorrer.
estranho mas divertido.
recomenda.se.

8.0/10

outras da semana para além do lóbi

women as lovers/xiu xiu [2008]
down in new orleans/blind boys of alabama [2008]
lady's bridge/richard hawley [2007]

29 janeiro 2008

obrigado

está quase encontrado o vencedor da sondagem. nem o rui oliveira e costa teria métodos tão persuasivos. resultado final daqui a 2 dias.

28 janeiro 2008

é uma ordem

por favor desempatem.me a sondagem aí do lado...é uma vergonha o galopim ter quase 500 votos por sondagem e eu nem sequer conseguir encontrar um vencedor.

27 janeiro 2008

ilike

o ilike é um desses serviços de borla da internet que andam para aí a nascer que nem cogumelos e que serve, basicamente, para ter uma lista partilhada de música de que se gosta. um tipo inscreve.se e dão.lhe uma barra lateral para ter no mediaplayer ou no itunes, que, através da lista de música, encontra sugestões, outros tipos com gostos idênticos e notícias sobre o artista.
tem a sua graça.

25 janeiro 2008

sinceramente nem sei o que hei.de pensar sobre isto

a scarlett johanson vai lançar um álbum com 10 versões do tom waits e um original. se já sinto algum medo pelas canções do tom, então pelo original nem vos digo o que me passa pela cabeça. mas pode ser que me engane.

p.s. o king faz hoje 66 anos. não...não é o cinema...é mesmo o rei eusébio. os mais sinceros parabéns. pode ser que amanhã ainda dê uma perninha em guimarães.

p.s.2. passaram 4 anos desde a morte do miki féher. não esquecer.

24 janeiro 2008

in the future, black mountain

in the future é um álbum do camandro.
o problema é que isto é só a espaços. e é pena que daqui se pudessem perfeitamente fazer 2 álbuns diferentes: um directamente saído de uma aula com o guitarrista dos led zepellin e outro sucedâneo de um ensaio dos arcade fire na tal igreja onde gravaram neon bible.
o primeiro, com stormy high e tyrants à cabeça, poderia também ter sido feito pelos wolfmother. é que in the future tem umas cançõezitas de 8 e mais minutos de rock que muito pouco têem a ver com aquilo que esperaríamos de uma banda da mesma fornada dos broken social scene. e se isso às vezes é estimulante - a já referida tyrants é a melhor música que os black sabbath jamais editariam - a repetição da fórmula acaba por ser desgastante - verificar bright lights.
mas o que eu gosto mesmo nos black mountain é quando o vocalista se cala e deixa a miúda falar. a voz dela parece directamente saída de um álbum dos afgan whigs (não sei se existe alguma relação) e é verdadeiramente cativadora. de resto, as músicas em que amber webber ganha protagonismo são, de facto, as melhor conseguidas, e aquelas que contribuem para a ideia generalizada que o canadá se assume, neste momento e por causa dos miúdos de funeral, como o espaço do hype indie do momento.
a conferir em queens will play, wild wind (com o vocalista a fazer o papel da miúda) e night walks.
no final do dia, um álbum desiquilibrado, mas q.b. para sair daqui com

7.3/10

mais uns quantos

o festival para gente sentada, a decorrer em santa maria da feira a 22 e 23 de fevereiro, traz a portugal nina nastasia e richard hawley, entre outros 4 nomes para encher chouriços. por isso, e pelos comments recentes, richard hawley vai finalmente ter o seu espaço no a new order na próxima semana, não desesperem.
pena é que isto não seja feito cá na capital.

os animal collective vão regressar aos palcos nacionais em maio, no lux. nunca percebi porque é que um concerto deles é assim tão raro, uma vez que o panda bear mora ali no bairro alto.

finalmente, obrigado ao tinaka, que, lá onde o império acaba, vai fazendo publicidade ao a new order, e, com isso, espalhando a palavra. qualquer dia temos uma super-empresa de deli a fazer publicidade aqui no cantinho.

22 janeiro 2008

novidades

a rubrica caixa de pandora vai ser substituída pelo lóbi da semana. a voz do povo e o recordar é viver vão continuar a aparecer ocasionalmente. quando se justificar o a new order apresenta vai dar a conhecer artistas desconhecidos do grande público. e vão aparecer aí umas sondagens para a malta participar. para já é sobre o álbum que maior expectativa está a criar para 2008.

21 janeiro 2008

cara lavada

o a new order vai apresentar.se em 2008, e até mais ver, com este novo look. avisa.se também que já é possível introduzir comentários. serão, obviamente, alvo do lápis azul, para que não surjam para aí outra vez peixeiradas como aquela sobre os tipos que imitavam os interpol e que eu me recusei a ver tocar num festival antes dos strokes. juro que já nem me lembro do nome deles...

o a new order apresenta

vinicio capossela
com uma carreira de quase 20 anos, vinicio capossela é uma espécie de tom waits italiano nascido em hannover.
artista com uma faceta teatral muito marcada, a sua obra reparte.se por 6 álbuns de originais, marcados por uma presença muito forte da música tradicional italiana misturada ora com a pop mais canonizada ora com o rock mais experimental. Capossela não deixa porém de se assumir de forma original no panorama kitsch que é a música italiana actual. torpelias sofisticadas para rever sobretudo em all'una e trintacinque circa (1990), ill ballo di san vito (1996), canzoni a manovella (2000) ou no mais recente ovunque proteggi (2006).
não é o original, mas para imitação do tom waits não está nada mal.

hoje algo completamente diferente

em vez de andar a prever as edições que tardam em chegar deixo duas sugestões já disponíveis. a primeira pelas mãos dos yeasayer. o álbum de estreia, entitulado all hour cymbals, saiu no final de 2007 e já não entrou nas contas do ano. é pena porque é, de facto, um álbum muito interessante, bem ao estilo gang gan dance meets mercury rev meets animal collective.
a segunda é in the future, dos black mountain.
depois do álbum homónimo datado de 2005, os canadianos regressam para mais uma investida indie. a não perder, portanto.

20 janeiro 2008

oração dominical


depois de comprarem ou roubarem the bedlam in goliath comprem ou roubem o álbum de estreia dos nova-iorquinos vampire weekend.

sai no mesmo dia e tudo.

19 janeiro 2008

a resposta à retrospectiva

falei aqui sobre concertos e no dia a seguir as empresas de promoção de eventos respondem com o regresso dos portishead a portugal. passaram 10 anos desde o único concerto da banda por cá e passaram para aí uns 7 anos desde que ouvi pela última vez um dos seus dois álbuns do início ao fim.
apesar de tudo vou comprar um bilhete para o coliseu.

14 janeiro 2008

retrospectiva

ontem à noite, enquanto esperava pelo sono, pus.me a ver um bocado de um concerto que os arcade fire deram na tournée de neon bible. instantaneamente lembrei.me daquele fim de tarde memorável em paredes de coura, na estreia dos canadianos em portugal, e dei por mim a pensar que já lá vão alguns meses sem ver um grande concerto. dei por mim também a pensar aquilo que muita gente tem perdido nos últimos anos, e onde eu tive o prazer de estar presente

os smashing pumpkins ao vivo no coliseu do porto em 2000 (o último concerto da banda antes da dissolução temporária, o tal em que o homem desatou a chorar...)

a pj harvey e os flaming lips no festival do sudoeste de 2001 (energias e sinergias contagiantes)

os radiohead no coliseu de lisboa em 2002 (parecia irrealizável à partida)

os belle and sebastian no sudoeste de 2002 (passaram despercebidos, e ainda bem)

os sigur rós no coliseu de lisboa em 2003 (segunda passagem pelo país, antes da histeria que rodeou a banda durante algum tempo, concerto estrondoso em que a bateria ficou feita em cacos no final do último encore)

beth gibbons no sudoeste de 2003 (o mesmo onde beck se juntou a badly drawn boy para tocar uma musicazita)

mogwai no garage em 2004 (um dos 3 melhores concertos da minha vida.saí da sala literalmente surdo)

nick cave no ccb em 2004 (provavelmente o melhor de sempre. um ano fantástico para ver concertos)

the libertines no garage em 2004 (antes da dissolução da banda, 3 dos 4 libertines vieram a lisboa e deram um concerto onde não se percebeu uma palavra do que cantaram. completamente drogados, claro)

os the kills no sudoeste 2005 - sangue, súor e muita lágrima

os arcade fire e o regresso dos pixies no coura 2005

antony and the johnsons no coliseu em 2005 (arrebatador)

os kings of convenience na aula magna em 2006, com toda a gente em cima do palco a dançar

morrissey no coura 2006 (chuva incessante no anfiteatro ao ar livre, o maior astro da música pop inglesa ainda em actividade, concerto interrompido a meio da música de encerramento)

bonnie prince billy no maxime em 2007 (o último grande concerto a que assisti)

12 janeiro 2008

preparem.se

the bedlam in goliath, o novo álbum dos mars volta, sai já no próximo dia 29.

28 dezembro 2007

antes que isto acabe

quero só aproveitar para desejar que 2008 traga um grande concerto dos animal collective para aí na aula magna, que a rainha de inglaterra me nomeie finalmente sir e que o benfica ganhe o campeonato.
não me parece que seja pedir muito.

17 dezembro 2007

até para o ano


despeço.me de 2007 com strawberry jam, dos animal collective, o grande vencedor dos prémios a new order deste ano. houve algumas alterações de última hora no top ten, o que é perfeitamente normal quando se descobrem discos diariamente. desta lista de 50 ficaram excluídos cerca de 10 álbuns que não atingiram os mínimos olímpicos. continuo ansioso para saber a decisão da pitchforkmedia. sound of silver tem dominado as escolhas, mas, sinceramente, não acredito muito que os tipos o escolham.
até para o ano.

a new order 2007

50. our ill wills, shout out louds
49. friend opportunity, deerhoof
48. yes u, devastations
47. in our nature, josé gonzáles
46. mirrored, battles
45. it's a bit complicated, art brut
44. woke on a whaleheart, bill callahan
43. if the ocean gets rough, willy mason
42. two of diamonds, mick harvey
41. an end has a start, editors
40. shotter's nation, babyshambles
39. adventures of ghosthorse and stillborn, cocorosie
38. untrue, burial
37. cassadaga, bright eyes
36. big city, zita swoon
35. icky thump, the white stripes
34. sound of silver, lcd soundsystem
33. hissing fauna, are you the destroyer?, of montreal
32. armchair apochrypha, andrew bird
31. all of a sudden i miss everyone, explosions in the sky
30. a weekend in the city, bloc party
29. fantastic playroom, new young pony club
28. think before you speak, good shoes
27. the sheperd's dog, iron and wine
26. sky blue sky, wilco
25. alles wieder offen, einsturzende neubauten
24. smokey rolls down thunder canyon, devendra banhart
23. chrome dreams II, neil young
22. drums and guns, low
21. magic, bruce springsteen
20. our love to admire, interpol
19. easy tiger, ryan adams
18. ash wednesday, elvis perkins
17. the magic position, patrick wolf
16. the good, the bad and the queen
15. release the stars, rufus wainwright
14. new moon, elliott smith
13. trees outside the academy, thurston moore
12. grinderman, grinderman
11. the flying club cup, beirut
10. night falls over kortedala, jens lekman
09. you follow me, nina nastasia and jim white
08. the stage names, okkervil river
07. liars
06. neon bible, arcade fire
05. boxer, the national
04. in rainbows, radiohead
03. white chalk, p.j. harvey
02. person pitch, panda bear
01. strawberry jam, animal collective

15 dezembro 2007

night falls over kortedala




a sugestão para o fim de semana cai.nos do céu pelas mãos de jens lekman, mas poderia muito bem ter chegado no famigerado barco do amor. sim aquele mesmo da série. é que as músicas de night falls over kortedala poderiam muito bem integrar o genérico do programa que animava as minhas tardes há 10 anos atrás, quando a decidiram repôr, se não me engano, no canal 2 da rtp.
um final de ano imprevisível, no limbo entre o kitsch e a inatingibilidade.
night falls over kortedala é quase genial.

10 dezembro 2007

caixa de pandora




chrome dreams II, neil young [2007]
nb. até ao lavar dos cestos é vindima. o ano, afinal, ainda não acabou. chrome dreams II é um álbum muito interessante, porventura um grande final para 2007.

08 dezembro 2007

os melhores momentos de 2007, ecos lá de fora, ou então um título que serve apenas para ter mais visitantes

à medida que vão saindo as listas de 2007 percebemos imediatamente que as grandes publicações já não arriscam nada.
a stylus, antes do seu encerramento, deixou uma lista em que figurava como primeira opção o álbum dos lcd soundsystem, sound of silver. uma aposta claramente de rebanho. sound of silver é um álbum interessante mas nada mais do que isso. tem meia dúzia de boas músicas e muitos longos minutos de completa asbtracção, em que os sons não têem muito de sinceros.
o mesmo sucedeu com a uncut, que volta a desiludir com a mesma opinião.
a Q escolheu o álbum dos arcade fire - neon bible - como o mais representativo do ano que agora acaba. é uma boa escolha mas peca por ser algo óbvio no contexto da cena independente. é um bom álbum mas não é, de facto, o melhor.
a mojo, por exemplo, elegeu in rainbows, o mais recente dos radiohead. outro dos melhores do ano, mas mais uma escolha algo conservadora.
é que não choca ninguém escolher os radiohead ou os arcade fire. esse processo - a identificação de um novo grande valor da música rock com a consequente exposição mediática associada - já foi feito para estas 2 bandas.
resta por isso saber qual a escolha da pitchfork.
costuma ser sempre a mais afirmativa, e desde que não incida sobre strawberry jam, poderão marcar o início de 2008 com uma grande surpresa para muitos melómanos. a aposta da pitchfork poderá ser, como manda a tradição, uma salutar percepção do caminho que andamos a seguir. mesmo que o álbum não seja o melhor, a pitchfork costuma arriscar.
mas isto é apenas uma especulação minha.

05 dezembro 2007

blogoesphera

nasceu com o melhor nome jamais dado a um blog (a quantidade de trocadilhos numa só palavra é fantástica) o novo espaço da revista esphera.
e o que é a esphera?
a esphera é a revista editada pela associação de estudantes da faculdade de arquitectura, com a qual eu tenho o prazer de colaborar na coordenação desde há umas semanas. ainda não meti as mãos em nenhum número já editado mas o próximo capítulo, programada para março, está a ganhar forma e promete esclarecer muitos tabus da sociedade.
o link, como sempre, aí ao lado.

porca miséria

outro dia fui ver o novo filme de gus van sant. chama.se paranoid park e conta uma estória que nem sequer é para aqui chamada. tenho alguma estima pelo trabalho do realizador e acho que o filme é muito razoável. mas aquilo que me perturba é o facto de antes de paranoid park ser exibida uma coisa inenarrável chamada porca miséria. é uma curta metragem de animação, parece que portuguesa, com os tiques todos do chamado cinema feito por parvos. porque, de facto, aquilo deve ter sido feito por um parvo. é que não tem a mínima qualidade. é uma coisa absolutamente pseudo, chata em todos os segundos dos longos quatro minutos, e com uma visão tão moralista das coisas que nem sequer nos dá a mínima hipótese de não nos enjoarmos.
e o pior disto tudo, para além de sermos obrigados a gramar com ela, é que esta coisa abjecta tem o apoio do icam.

04 dezembro 2007

não oh não

o a new order não se deixa comer pelo burial nem pelos battles, pelos lcd soundsystem ou pelos map of africa. também não somos enganados pelos buraka, pelo amon tobin ou por outros devaneios parecidos publicados em blogs e revistas da especialidade.
aqui não andamos à procura de diversão pura formato pseudo-post-new-age.
queremos é lágrimas e suor a escorrer pelas cordas da guitarra.

03 dezembro 2007

caixa de pandora

esta semana não há caixa de pandora porque não há álbuns interessantes a serem editados.
uma vergonha.

30 novembro 2007

2007

começam.se a perfilar os candidatos a álbum do ano. na mesma altura em que o kaká e o ronaldo discutem a bola de ouro, o a new order apresenta os dez finalistas a receberem um prémio ainda melhor: o meu reconhecimento eterno.
assim, e ainda sem qualquer ordem de preferência, os escolhidos

_you follow me/nina nastasia & jim white
_the stage names/okkervil river
_boxer/the national
_person pitch/panda bear
_neon bible/arcade fire
_liars/liars
_in rainbows/radiohead
_strawberry jam/animal collective
_white chalk/pj harvey
_grinderman/grinderman

april skies/plano alternativo

as duas mais recentes apostas da casa já se encontram aí ao lado na lista de amigos, conhecidos e nem por isso. é uma questão de passarem por lá e verem as montras.

29 novembro 2007

1980


corria o ano de 1980 quando os young marble giants lançaram o seu único álbum. em 1981 a banda galesa separou.se.
a sua estória é contada em colossal youth.

26 novembro 2007

caixa de pandora




untrue, burial [2007]


n.b. a sugestão desta semana, não sendo exemplar, é o melhor que se pode arranjar em tempo de vacas muito magras. o ano de 2007 fechou com in rainbows e agora é uma questão de contar os dias até ao novo ano. untrue é um álbum que, apesar de despertar algum (pouco) interesse não sai da cepa torta. mais um daqueles que estão a ser levados ao colo pela crítica sem se saber muito bem porquê (recordar lcd soundsystem, recordar the streets, recordar outkast, recordar tanta coisa). já lhe vi serem atribuídas notas de 9.5/10. meus senhores se isto é um 9.5 o que são os clássicos?

19 novembro 2007

control

há certos momentos em control em que, se nos distrairmos, estamos perante ian curtis e os joy division.
o trabalho de aproximação feito por anton corbjin é de facto extraordinário, e até um certo ponto os locais e as pessoas são tal e qual as imaginávamos. é claro que existem coisas execráveis no filme. as interpretações personalizadas da música dos joy division não são grande coisa, algumas personagens são uma caricatura de alguma coisa na forma como se mexem e como falam, e sente.se a falta de profundidade que deve ter estado associada à personagem principal. e depois há sempre a questão de saber até que ponto é que a mitificação que se quer fazer de ian curtis não é um pouco artificial. o homem foi, na minha opinião, o mentor da melhor banda da história, mas isso não faz dele mais do que alguém num determinado momento e com uma determinada aura.
não compliquemos o que é simples.
no entanto, apesar de por vezes control tomar um rumo demasiado lento (afinal os joy division fizeram tudo o que lhe conhecemos em dois ou três anos), o balanço final é extremamente positivo. a imagética e todas as conotações que lhe estão agarradas são muito convincentes. a imagem, como tema explorado incessamente por um fotógrafo que faz um filme, é do melhor que já se viu este ano. as referências implícitas são muito bem misturadas com alguma narrativa mais descritiva e o final do filme, a parte em que ian curtis se suicida, está sinceramente bem feita.
o grande final, ao som de uma das melhores dos joy division - 'don't walk away, in silence...' - tem de facto o efeito oposto ao que prega. quando control acaba é tempo de nos afastarmos do bombardeamento catártico a que fomos sujeitos durante duas horas, mas sem palavras, sem teorias, sem conspirações.
control é um bom filme. mas não é um filme fantástico
fantástico foram os joy division.
fantástico era ian curtis.

caixa de pandora



red carpet massacre, duran duran [2007]

17 novembro 2007

há já muito tempo que nesta latrina o ar se tornou irrespirável

o benfica é, de há muitos anos para cá, a minha religião. entre amigos toda a gente sabe que para mim o benfica nunca perde. o fernando aguiar foi melhor do que o deco alguma vez será. e o pior que me poderia acontecer era ter um filho lagarto.
no entanto, e apesar da minha devoção incondicional, nunca fiz parte de nenhuma claque do benfica. aliás, para além de sócio do glorioso, a única instituição ligada ao futebol que merece o meu apoio são as brigate rossonere do milan. já fui sócio com as quotas em dia e só não continuo a ser porque não há forma de as pagar em portugal.
mas atenção que aquilo é uma claque a sério. dentro do panorama assustador que é o futebol italiano, as brn são um exemplo de dedicação e da correção possível. é claro que dentro do grupo existem muitos membros violentos, alguns deles ligados à extrema direita. mas num sector com 10.000 pessoas é impossível controlar o pessoal todo. no entanto o contacto que tive com as pessoas que estão à frente da organização permite.me dizer que a confusão instalada neste momento no calcio pouco terá a ver directamente com as brn. este comportamento é, aliás, sustentado pela relação directa entre claque e clube - o que limita a conduta violenta e o incitamento à vida ultra por parte dos seus dirigentes - mas também por toda a história que envolve os adeptos do milan. a fossa dei leoni, que cumpre hoje o 2º ano da sua morte, foi o local mais sagrado do adepto de futebol. e as brn herdaram o trono, respeitando.o dentro dos possíveis que uma vida dedicada ao calcio permite.
longe vão os tempos do roubo de faixas entre claques - verdadeiros troféus de guerra - mas a violência parece querer, pontualmente, regressar à vida do futebol italiano.
por cá, a pior fase parece ter já passado. longe vão os tempos em que os superdragões faziam (tudo) o que queriam. hoje em dia já só fazem o que lhes deixam. e longe vão os tempos em que era preciso levar capacete à lixeira para proteger a tola dos betinhos enraivecidos com sucessivas derrotas caseiras contra a equipa que o povo, normalmente, escolhe. no entanto, acontecimentos recentes têm vindo a despertar o sentimento de que o comportamento do adepto português está a regressar ao do tempo das cavernas. para além de um blog que para aí anda que apela, indiscriminadamente, à violência contra a autoridade (já agora o autor devia ir ver um jogo a san siro para perceber a diferença entre rebelião e estupidez), as claques do benfica recusam.se a aceitar as regras que são impostas às claques organizadas, ao nível da sua legalização. com argumentos muitas vezes pouco convincentes, o único caminho a seguir é o da aceitação.
a opção é a da dissolução enquanto claque.
eu, como indefectível apoiante do meu clube, com as quotas pagas e rios de dinheiro gastos em jogos todos os anos, respeito a malta das claques. são eles que nunca desistem e que andam sempre atrás da equipa. embora o apoio que concedem seja muitas vezes fraquinho (coravam de vergonha se vissem uma coreografia de um derby milanês), têem o direito à organização e à manifestação, dentro das regras, do seu amor ao clube. no entanto, têem que se dar ao respeito, controlando os inergúmenos, seguindo a via que melhor lhes convier.
para isto há que aceitar as regras do jogo.
não compliquem.

14 novembro 2007

14 de novembro de 2004

foi o dia em que o a new order começou a sua emissão.
ou seja, este blog faz hoje 3 anos. são já 699 posts em 1086 dias. são centenas de álbuns sugeridos, dezenas de críticas sustentadas em argumentos mais ou menos convincentes (muitas vezes fruto de uma simples tendência para gostar ou odiar) e alguns concertos revistos, entre outros muitos disparates.
em jeito de balanço deixo alguns reparos acerca desta casa, que penso serem úteis para perceber como é que se consegue não deixar cair um site que não gera nada, não produz nada e não influencia nada.

porque é que surge o a new order? porque o no more loud music não convenceu ninguém.
o que é que move o a new order? absolutamente nada.

a que é que aspira o a new order? a ter uma ligação no blog do nuno galopim.

12 novembro 2007

caixa de pandora



alles wieder offen, einstürzende neubauten [2007]

10 novembro 2007

control

estreia sensivelmente daqui a uma semana o biopic sobre a vida de ian curtis. em paralelo os álbuns da banda foram reeditados, os blogs começam a falar dos joy division e a imprensa vai ter tema para escrever durante umas semanas. vão ser feitas homenagens. a viúva já se zangou porque não aparece no filme (ao contrário da namorada). peter hook já disse que pensa nele todos os dias. não esquecer que os new order acabaram há pouco tempo. e já contrariaram o que disseram, ninguém sabe muito bem.
estamos portanto perante o que se avizinha uma algarviada colectiva. pela parte que me toca tenho grande curiosidade em ver o filme. quanto mais não seja para perceber o impacto que um filme sobre uma banda de culto como os joy division pode, quando publicitado, ter na sociedade. a meu ver este impacto será quase nulo e serão muito poucos os interessados em gramar com control.
veremos.

mouco/my mother's sleeping pills

a lista de amigos, conhecido e nem por isso foi actualizada com duas novas referências. no caso do mouco trata.se de um blog já com uns aninhos, sempre actualizado com boas propostas, e não apenas no campo da música. o my mother's sleeping pills tem uma história mais recente e, apesar de alguma desorganização da barra lateral, está constantemente cheio das melhores novidades.

08 novembro 2007

interpol @ coliseu lx


os interpol são a minha banda em actividade preferida.
ouvi.os pela primeira vez em 2003, depois de ter saído o turn on the bright lights. escrevi pela primeira vez sobre eles em janeiro de 2004, no meu primeiro blog (no more loud music). o antics satisfez.me mais do que quase todos os álbuns que já ouvi na vida e foi com espanto que vi o our love to admire ganhar uma dimensão mediática que me chateia profundamente.
a minha visão purista da coisa faz com que preferisse ter visto ontem o coliseu meio vazio a ter de levar com a cara de espanto de muitos quando os interpol atacavam de forma brilhante os temas mais antigos.
é que isto em portugal é sempre assim:

a) a música no coração decide promover uma banda qualquer e uma certa faixa da população atira.se sem pensar ao que lhe propõem e passa a gostar deles. passado uns meses já nem se lembram do que viram.

e depois isto resulta em situações como as que vi ontem:

i) gente a abandonar a fila da frente a meio do concerto (eu estava no fundo do coliseu)
ii) gente que não sabia muito bem quem é que estava a tocar a obstacle 1 ou a PDA
iii) gente a delirar com músicas banais do último álbum e a ignorar completamente a beleza das composições mais bem conseguidas

b) os portugueses gostam de palminhas a fazer o ritmo e de obrigados mal enjorgados. se houver uma bandeira de portugal pelo meio a banda é a melhor que já actuou em portugal. aliás leiam a crítica musical que se faz em portugal e verifiquem se não aparece todos os meses um novo melhor concerto de sempre da história.


parece.vos pretensioso? sim, eu sei. mas as coisas são mesmo assim. não advogo o direito de ser o único a gostar dos interpol, mas que já os conheço há uns anos (mais do que muitos dos que ali estavam) isso ninguém pode duvidar. e se o próximo álbum for um regresso a tempos mais obscuros, o que significará necessariamente uma quebra do ritmo de pessoas fascinadas pelo mundo dos interpol, eu serei uma pessoa mais feliz.
e em relação ao concerto? os interpol tocam a música que fazem.
what you ear is what you get.

07 novembro 2007

in rainbows

ainda não consegui perceber muito bem se o novo álbum dos radiohead está dentro de uma das duas opções

i) o melhor álbum desde ok computer
ii) um álbum mediano para a expectativa criada

ou se é, no mínimo, incatalogável.
isto porque, de facto, há aqui uma série de belíssimas canções mas parece que não me estão a entusiasmar da mesma forma que as incursões mais experimentalistas dos álbuns anteriores. se calhar é porque tenho andado a ouvir in rainbows depois de muitas horas à frente de uma maquete, ou simplesmente porque o benfica tem perdido vários jogos. de qualquer maneira parece.me um daqueles álbuns que daqui a uns tempos vai fazer clique.

05 novembro 2007

caixa de pandora


shotter's nation, babyshambles [2007]

03 novembro 2007

sugestão do fim de semana

este fim de semana não há dinheiro para gastar em álbuns. por isso não há sugestões.
mas se quiserem, façam como o ministro das obras públicas e dêem uma vista de olhos a um novo blog que aí anda: trying my luck. a ligação, como sempre, aí ao lado.


p.s. são quase 4 anos de blogging. e quase 3 de a new order. as referências na blogosfera são já algumas. bom sinal.