cheguei ontem à conclusão que o fight club foi escrito unicamente a pensar na crise financeira de 2008. e não há modo de contornar que o colapso - físico neste caso - das instituições de cartões de crédito que se vê no final é, de forma romanceada, o que nos está para acontecer.
é por isso que não me custa nada imaginar o obama na vez do tyler, a estender a mão ao john mccain na pele da marla, com a música dos pixies a fazer de fundo às torres em chamas, enquanto lhe sussurra: you've met me in a very strange time of my life...
29 outubro 2008
o plano paulson
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joséreisnunes
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tag obama
24 outubro 2008
a dieta sá pinto
os dois melhores blogs sobre bola da actualidade são também os que têem o nome mais genial: obrigado sá pinto - de e para benfiquistas - e a dieta rochemback - de e para todos os tiffosi em geral.
aproveito também eu para agradecer ao sá pinto em nome do a new order.
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joséreisnunes
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tag blogs
no age @ zdb
foi telegráfica a primeira passagem dos norte americanos no age pela capital. 50 minutos bastaram para devastar as filas da frente do aquário da zdb e provocar alguns espasmos nas filas de trás, as dos bem comportados, como eu. a prestação do power duo de LA não deve ter andado muito longe, em termos de fúria controlada, da passagem do furacão gustav por nova orleães, há coisa de um mês. não havendo mais para mostrar, os no age percorreram todas as faixas que compõem o recente nouns, apresentaram uma ou duas músicas novas e uma versão dos misfits quase a terminar exibição suada q.b.
o final foi rock, apoteótico portanto.
e fica no goto de toda a gente que por lá passou uma certeza: não há banda no mundo que, neste momento, encarne melhor o espírito underground.
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joséreisnunes
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tag concertos
21 outubro 2008
long time ahead of us
you & me, the walkmen [2008] - um dos discos mais outonais de 2008 - e sem dúvida um dos melhores do ano - chega.nos pelas mãos dos the walkmen. é a pop mais do que adulta do quinteto de ny a marcar decisivamente este fim de época. personalizada e suficientemente inspirada para proporcionar duas mãos cheias de canções de bom recorte, a música dos the walkmen mostra.se, ao quinto álbum, mais visceral do que nunca. you&me vai ser capaz de arrebatar qualquer admirador da velha escola velvet underground. o single, então, é um mimo.
dear science, tv on the radio [2008] - terceiro álbum dos tv on the radio, terceira lição sobre arte de vanguarda. o futuro está ali e continuará a sorrir enquanto os tv on the radio mantiverem a salutar capacidade imaginativa que os tem caracterizado no sentido ascendente que tem sido a carreira que desenvolveram. um disco diferente, mais pujante e mais matemático, talvez menos iluminado que os antecessores, mas a deixar água na boca para um próximo capítulo.
the hawk is howling, mogwai [2008] - é o regresso aos épicos por parte dos mogwai. depois da leitura estruturada do post rock apresentada no álbum antecessor, os escoceses regressam aos carroséis emotivos que os celebrizaram nos primeiros avanços, para assinar um dos ovnis do ano. the hawk is howling é música que podia dar um filme, e compreende.se o saudosismo young team que atravessa este conjunto. no entanto continuo a gostar dos mogwai que exploram a introdução da voz em faixas de 4 minutos. e em the hawk is howling essa faceta eclipsou.se. é pena.
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15 outubro 2008
adelia, i want to love
através dos olhos de vincent moon já tínhamos tido a oportunidade de perceber o processo que levou à concepção do último álbum dos the national. agora chega.nos às mãos um filme sobre os mogwai. ou melhor, um filme onde a estória de uma avó italiana de 89 anos se cruza com o rock dos mogwai. sem imediatismos nem redundâncias, vincent moon assina mais um belíssimo momento de 2008.
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tag cinema
14 outubro 2008
epifania em formato single
se as missas do padre barreiros tivessem um coro gospel, provavelmente hoje não era ateu.
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tag voz do povo
09 outubro 2008
buenos matrimonios ahí fuera
alegranza, el guincho [2008] - se a pop fosse sempre feita pelo el guincho, alegranza não servia rigorosamente para nada. e para quem diz que el guincho 'é' o panda bear - não me lembro se não terei também caído nesse engodo um dia - alegranza também não serve para nada. no entanto, e para os interessados mais incautos, o disco de estreia de el guincho é o eldorado de 2008. saído um pouco do nada - à semelhança dos álbuns do rapaz dos animal collective - e sem que ninguém estivesse à espera, aí está a principal razão pela qual eu nunca direi que de espanha não vem bom vento ou que os tokio hotel são a melhor banda de sempre. el guincho é um dos mais revigorantes autores da indústria nos dias de hoje e a prova está espelhada no exercício de corte e costura que é alegranza. é um long play que transpira esclarecimento por todos os poros e que, apesar das limitações de ter sido feito em casa em poucos dias, é digno, no mínimo, de fazer todos os casamentos e baptizados ibéricos até 2010.
está mais do que claro que este ano podem continuar a lançar os álbuns que quiserem. podem vir os franz ferdinand, os radiohead e o morrissey.
depois de ouvir alegranza, o a new order fechou para férias.
mas isto comigo já sabem que para a semana, provavelmente, há mais não é?
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joséreisnunes
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08 outubro 2008
hetero avaliação
autista, azevedo silva [2008] - em 2006 o luís azevedo silva contactou.me para escrever umas linhas sobre clarabóia, a demo que tinha acabado de lançar. desde então, não sei se por ter sido demasiado cáustico com o que era apenas uma primeira impressão, deixou de me procurar. em 2007 lançou tartaruga, o primeiro long play, e já este ano, em maio, aventurou.se com autista.
o luís, que eu neste momento considero o bon iver português - a frase é minha e não pressupõe que se copiem um ao outro, mas sim que ambos imprimem uma carga dramática brutal à música que produzem - é o tipo de músico que não precisa de se expôr para fazer música. os álbuns podem ser descarregados gratuitamente, as notícias são escassas, os concertos ocorrem em salas pequenas e se não fossem os blogs eu jamais teria continuado a acompanhar a sua carreira. no entanto, e apesar da contrariedade que possa resultar da falta de feedback massificado - não o conhecendo transparece.me no entanto uma grande e salutar indiferença em relação a isso - a música do luís é de uma honestidade inatacável. perguntam.se, provavelmente com desdém, o que é música honesta. sinceramente não vos consigo explicar. mas consigo.vos dizer que o ambiente que paira em autista é intemporal, e isto ainda a propósito do post anterior, não há tempo que consiga apagar a necessidade de se fazerem álbuns destes. o luís azevedo silva, apesar de ter uma voz educada e extremamente agradável, bem como um bom gosto acima da média nacional, não vai conseguir mudar o mundo com este novo álbum. ele deve.o saber melhor do que ninguém, e talvez por isso não faça de autista um cavalo de batalha demasiado orgulhoso. mas é da entrega de um músico que me conquistou com uma cover de uma música de daniel johnston que se consegue extrair o cimento de um álbum que está ao nível da boa lo-fi que se faz lá fora.
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joséreisnunes
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tag álbuns
material inútil
há uma razão forte para os the strokes terem tido o sucesso que tiveram no ano em que o tiveram. e há uma razão para que, do outro lado do mundo, os the libertines tivessem tido o mesmo efeito, praticamente ao mesmo tempo. há também uma razão para que, no ano passado, os vampire weekend tivessem alcançado a exposição mediática que alcançaram. e há tantos e tantos outros casos antes deles, sempre com razões fortes: a qualidade no tempo e no espaço.
isto tudo acerca de uma recente onda de excitação, da qual me abstenho desde já em partilhar, levantada em torno do álbum de estreia d'os pontos negros. apesar de nutrir uma simpatia pela banda - como aliás por todos os músicos descomprometidos como eles - e de achar que sim senhora, estão ali umas belas canções para cantarolar com uma produção interessante - apesar dos tiques desnecessários do vocalista, que com a experiência acabará por perder - ouvir o álbum d'os pontos negros nesta altura é um pouco como ouvir o novo álbum dos oasis, dig out your soul, que soa exactamente a como soava um álbum dos oasis em 1994.
para me fazer entender: num caso, como no outro, não é a qualidade da banda que está aqui em causa. adoro os oasis, dig out your soul é o melhor álbum de rock n' roll do ano, os pontos negros são bons rapazes e o conto de fadas de sintra a lisboa é a melhor música portuguesa de 2008.
é uma questão de pertinência temporal das músicas que ouvimos.
nesse aspecto acho que ambos são tiros ao lado.
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03 outubro 2008
as chanatas do jacinto
porque é que eu hei.de escrever sobre a minha religião, se o jacinto lucas pires o faz tão bem no jornal de notícias, e, desde há bem pouco tempo, online, no chanatas?
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joséreisnunes
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6:24 da tarde
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tag blogs
chama imensa
toda a gente parece ter alguma coisa a dizer sobre sarah palin.
por isso também quero dar um contributo.
mesmo que seja difícil perceber porque raio é que em portugal há interesse por umas eleições em que não temos nada a decidir, a verdade é que é condição nacional meter o bedelho e assumir estas questões como se fossem as nossas. depois da decisão de mccain de convidar a governadora, a imprensa tentou, em vão, transformar a candidata republicana num assunto. cá em marrocos abraçou.se a audácia, e, na blogoesfera, sucederam.se as reacções, sobretudo de uma conhecida ala conservadora que tem dado cartas na definição dos grandes temas de discussão online dos últimos anos.
findou.se a chama, fez.se o debate - muito simpático por sinal - e no que é que isto deu?
em rigorosamente nada.
porque a verdade é que o provincianismo da senhora diluiu o efeito potencial do design dos óculos, que nem são assim tão giros.
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tag obama
29 setembro 2008
já começa a ser insustentável
estar tanto tempo em casa.
é que a probabilidade de ouvir a voz irritante da brandi carlile é cada vez maior.
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tag voz do povo
28 setembro 2008
juro
que a águia da capa do novo álbum dos mogwai não é a vitória, a águia do benfica. nem sequer deve ser uma águia. acho que é um falcão.
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tag benfica
26 setembro 2008
o fim de semana do professor freitas
dear science, tv on the radio [2008]
high places, high places [2008]
the hawk is howling, mogwai [2008]
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17 setembro 2008
calling and not calling my ex
the stand ins, okkervil river [2008] - não sei se com esta avalanche recente de álbuns a sair, reedições a serem cuspidas para as prateleiras e concertos fenomenais a serem anunciados (vejam a programação da zdb para outubro e novembro) já pararam um bocadinho para ouvir o novo álbum dos okkervil river. são apenas 8 faixas e 3 interlúdios.
não custa nada.
é que the stand ins, a par com o álbum de estreia dos fleet foxes, tem a melhor pop de 2008. os okkervil river já tinham surpreendido o meio no ano passado com the stage names, um dos melhores de 2007. e se bem que a história da banda de austin remonte ao longínquo ano de 2000, a verdade é que só com o último long play os rapazes atingiram a excelência. the stand ins vem apenas confirmar o que venho dizendo desde black sheep boy: a chamada lo-fi que conor oberst ajudou a celebrizar num passado recente tem muito mais piada nas mãos dos okkervil river.
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13 setembro 2008
colheita do weekend
at mount zoomer, wolf parade [2008] - chega.me finalmente às mãos o muito aguardado sucessor de apologies to queen mary, álbum de estreia dos wolf parade. dizem os entendidos que o segundo long play da banda é o melhor até à data. eu, sinceramente, não concordo. at mount zoomer é um álbum muito bom, claramente identificável com o estilo wolf parade, mas não serve para fazer derrocar o seu antecessor do pódio em que continuará a figurar. mas já ninguém duvida que os wolf parade são um caso sério de música entusiasmante. e ninguém no seu perfeito juízo vai ignorar que at mount zoomer está, do ponto de vista da curiosidade que desperta e da forma particular como se desenvolve, a anos luz de bandas rock que apostam em estruturas clássicas sobejamente conhecidas. a música dos wolf parade não é assim. nem a voz que dá corpo às 9 faixas de at mount zoomer.
os wolf parade são um ovni neste cenário chato de 2008. mas at mount zoomer ainda precisa de rodar mais uns dias.
é uma questão de dúvida razoável.
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joséreisnunes
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12 setembro 2008
apARTES
o antónio pinto decidiu fechar as portas do apARTES ao fim de quatro anos de emissão. foram muitas as bandas que me deu a conhecer, através dos escritos sempre eloquentes que publicava diariamente. confesso que cheguei a comprar pelo menos um álbum com base apenas no que ele tinha escrito.
e não me desiludi.
em suma, é mais um dos melhores blogs nacionais a despedir.se do meio. e é com um agradecimento sincero que lhe desejo a melhor sorte.
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joséreisnunes
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mr. november
todas as pessoas que gostam muito de música pensam que a banda x escreveu a música y a pensar neles.
é legítimo.
eu sempre tive a ideia de que a theory of the crows dos the national era, de facto, a teoria sobre a minha vida.
hoje descobri que não é assim.
afinal a música que eles escreveram sobre mim é a mr. november.
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joséreisnunes
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09 setembro 2008
a vida para além do lóbi
carried to dust, calexico [2008] - o início de victor jara's hands, a primeira faixa do recente carried to dust transporta.nos imediatamente para um imaginário próximo de um álbum de kizomba. só com a entrada da voz meio josh rouse-meio tom barman do vocalista do conjunto de tucson é que percebemos que não comprámos o álbum errado. carried to dust mostra.nos uns calexico espaçadamente interessantes, um pouco menos comprometidos com a sonoridade que lhes deu fama, se bem que de vez em quando ainda saiam uns minutinhos mais experimentais, sobretudo os que percorrem essa língua estranha que é o espanhol, e o calipso fica muito mais perto de lisboa - neste caso de telheiras, o bairro onde existem garagens em que o joão lisboa diz que se ouve música alternativa da mesma forma que nos sótãos de reykjavik, isto acerca de uma crítica ao álbum dos sigur rós, onde também fala, por exemplo dos my bloodless valentine (sic), sejam lá esses quem forem.
em suma, carried to dust não aleija ninguém. mas também não é um álbum que me faça levantar mais cedo da caminha.
e eu com essas coisas sou mais do tipo marco fortes.
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joséreisnunes
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04 setembro 2008
mais blogs
chamada de atenção para a voz do deserto do tiago guillul, blog com mais de cinco (!) anos de existência e que só agora - por culpa da "mediatização" que o músico tem vivido no último ano - começa a chegar aos ouvidos de tantos. eu incluído.
destaque também para o shadow play e o dejá vus nostálgicos, bem mais recentes mas com enorme vontade de mostrar serviço.
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joséreisnunes
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review da semana
intimacy, bloc party [2008] - fraquinho o regresso dos bloc party aos álbuns. depois de dois avanços bastante bem conseguidos, a viragem dos britânicos para os horizontes, digamos, de uns tv on the radio, não foi bem sucedida. vê.se que ali já há muito pouco para explorar e que a banda procura novo caminho. mas intimacy, para mal dos pecados de um grupo que já meteu muita gente a ouvir boa música - apesar disso ter sucedido única e exclusivamente à conta de um anúncio para vender telemóveis - não é um bom resultado final. apesar de dois ou três bons momentos - halo será a melhor música do long play - o álbum parece morrer mesmo antes de ter realmente começado.
ficamos à espera de uma nova resposta.
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joséreisnunes
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22 agosto 2008
review para o fim de semana (e vemo.nos em setembro)
heretic pride, the mountain goats [2008] - foi tarde e a más horas que o novo avanço dos the mountain goats me chegou às mãos. mas bendita a hora em que começou a rodar na aparelhagem cá de casa. há por aí pouca gente que escreva letras tão sarcásticas e bem intencionadas como john darnielle. se juntarmos a este diz-que-é-uma-espécie-de-daniel-johnston uma trupe extraordinária como aquela constituída pelos músicos que o rodeiam, temos em heretic pride uma bomba relógio do melhor lo-fi da actualidade. os the mountain goats já existem há mais de uma década mas, para além de uma consistência qualitativa pouco habitual, conseguem sempre arranjar espaço para surpreender quem os ouve, ano após ano.
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joséreisnunes
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20 agosto 2008
outro review
rook, shearwater [2008] - entre as elegias pop dos okkervil river e o fantasma omnipresente de will oldham, os shearwater assinam um dos álbuns do ano. não estranha por isso a ninguém quem em rook se oiçam por vezes os metais dos calexico ou as cordas dos arcade fire misturados com a pop personalizada que poderia ter resultado de uma one night stand de owen pallett e antony (um cenário que não é de todo impossível...).
e perguntam.se vocês: porquê tantos nomes?
e responde a casa: porque o mais recente long play dos shearwater é um catálogo extremamente sofisticado de música indie, longe dos complexados cânones que em agosto ganham peso nos festivais de verão.
não me foi nada fácil encontrar e comprar rook. mas valeu a espera.
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joséreisnunes
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tag álbuns
19 agosto 2008
review
conor oberst [2008] - tendo perdido algum fulgor com a marca bright eyes - o mais recente cassadaga é um pobre exemplo para quem prometeu tanto, p.e., nos antecessores fevers and mirrors ou lifted or the story is in the soil, keep your ear to the ground - conor oberst lança o primeiro álbum "a solo". o que equivale a dizer que bright eyes lançam mais um álbum porque conor oberst=bright eyes. e conor oberst poderá muito bem ser o renascimento de quem já foi um rei midas da música alternativa de autor. inteligente e declaradamente dramático, conor parece hoje um stephen malkmus desembarcado numa ilha deserta, com tempo suficiente para se sentar com a guitarra nas mãos e com a calma urgente de dizer qualquer coisa a quem o queira ouvir. e se enquanto bright eyes era demasiado dylan sobre os seus ombros, a nova denominação permitiu ao rapaz criar uma saída interessante e, sobretudo, entusiasmante.
um bom álbum para marcar 2008.
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joséreisnunes
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tag álbuns
16 agosto 2008
parte 2
mais uma semana de férias que lá vai, e o regresso para mais uma temporada. digo.vos que em áfrica nem vampire weekend nem nada que se pareça. só kizomba e kuduro.
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joséreisnunes
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tag férias
02 agosto 2008
flor caveira
muita atenção para a divulgação que o caríssimo almirante faz, através do amor fúria, do trabalho desenvolvido pela flor caveira - e que começa, aos poucos, a ter os seus lucros à medida que a carreira dos seus artistas ganha reconhecimento.
a par com o filho único, ainda que com objectivos diferentes, representam o melhor que se tem feito no país ao nível da promoção de artistas e espetáculos do círculo externo ao mainstream. e se o filho único tem apostado sobretudo em artistas estrangeiros - e que grandes concertos já proporcionaram em pouco tempo de vida - a flor caveira dedica.se à colheita made in portugal.
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joséreisnunes
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tag imprensa
30 julho 2008
rook
o novo álbum dos shearwater, que já foram, em tempos, um projecto paralelo de will sheff dos okkervil river (curiosamente ambos editaram, até ao momento, 5 long-play's...), parece que promete.
chama.se rook e já está disponível nos escaparates.
desenvolvimentos em breve.
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joséreisnunes
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tag álbuns
29 julho 2008
boicotem.nos
vai ser mais um ano sem festivais de verão.
depois da viagem a paredes para ver o morrissey em 2006, jurei para nunca mais. e a promessa mantém.se.
é que, sinceramente, já não há estofo sequer para estar 2 dias em trânsito, a dormir e comer mal, para ver um concerto, quando lisboa acabará por receber o mesmo concerto, uma vez que, como diz o ny times, somos a capital cultural da europa.
(e este ano, diga.se, não há ninguém que me faça sair de casa)
o cartaz de paredes tem 3 nomes interessantes -dEUS, the mars volta e sex pistols - mas nenhuma truta, como em anos anteriores. o sudoeste, esse, outros 3 - björk, franz ferdinand e tindersticks.
e como com metade destas bandas já seria um repeat, este ano, mais uma vez, opto pelo sofá.
divirtam.se
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joséreisnunes
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tag concertos
25 julho 2008
jovens promessas
mais 2 nomes adicionados à lista de recomendáveis. os novos pornógrafos e a ana fazem parte, desde hoje, da conceituada lista cá do burgo. amor com amor se paga não é?
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joséreisnunes
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tag blogs
23 julho 2008
primeira impressão
partie traumatic, black kids [2008] - é daqueles discos alegres e descomprometidos, que agradam a gregos e troianos, ainda que não sejam todos os que reconhecerão no trabalho dos black kids a colagem a modelos que vêem desde os velhinhos smiths, com ponto de paragem na carreira dos the cure ou com expressão contemporânea nos arcade fire. o single explosivo - i'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you - é o momento pop de 2008. mas os melhores títulos de canções dos últimos tempos não servem, no entanto, para disfarçar alguma inconsequência deste partie traumatic: a voz do rapaz é demasiado parecida com a do brett anderson (e os anos 90 morreram há muito), o toque china girl de algumas músicas não se compara à versão bowie/iggy, e inovação não é uma palavra que seja muito conhecida destes jovens. partie traumatic é um long play desenvolto e os black kids são um hype interessante. mas ainda têem muita sopinha para comer.
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tag álbuns
desculpem não ter dito nada mas entretanto meteram.se as férias
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tag férias
12 julho 2008
bonnie 'prince' billy, zdb
a haver um título secundário deste post só poderia ser bigger than life. os leitores do a new order - são poucos mas existem - sabem que nem sou muito dado à glorificação barata. mas ontem, na zdb, cumpriu.se parte da história que vai ser contada de pais para filhos.
longe da poeira que o bob dylan teimava em fazer acalmar, bonnie e a banda que o acompanhou dispensaram mais de duas horas para a malta aprender alguma coisa sobre música. normalmente, quando um concerto não passa da cepa torta, há tendência para falar da competência dos intervenientes como justificação da inabilidade de fazer música com significado. imaginem o que é conjugar uma competência inatingível por todas essas bandazecas que enchem o coliseu à custa de um ou dois álbuns que ninguém vai recordar daqui a 50 anos, com uma postura humildemente cooperante com o público e a genialidade destinada a muito poucos transposta para mais de 30 temas. adicionem.lhe a capacidade de improviso e as falhas naturais de músicos bastante jovens que apenas nos ajudam a regressar à terra quando já os imaginávamos com uma áurea supranatural.
pensem naqueles concertos em que tudo corre, simplesmente, bem. em que as músicas não são o acompanhamento de uma conversa qualquer e onde a simbiose entre os músicos é muito mais do que latente.
foi assim que, ontem, se ganhou o oeste.
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joséreisnunes
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tag concertos
07 julho 2008
just rocky
consegui finalmente ver o último filme do rocky. mais velho mas igualmente estúpido, o italian stalian continua cheio de energia nos punhos e de boas lições para os mais novos. e depois de ver a forma como o homem, sendo derrotado aos pontos, consegue ter um pavilhão inteiro a gritar o seu nome, arrisco.me a dizer que para muitos miúdos da minha idade que nunca tiveram muita paciência para livros, o stallone enquanto balboa foi e continuará a ser o maior filósofo e a grande referência moral para a vida.
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joséreisnunes
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06 julho 2008
a sentença do professor marcelo
vantage point, dEUS [2008] - longe vão os tempos dos dEUS de in a bar, under the sea ou de the ideal crash. e longe vão também os tempos em que os dEUS, com uma formação mais ambiciosa (e tecnicamente melhor), marcaram ritmo na música independente europeia. e quando digo europeia excluo, obviamente, todas as bandas inglesas. vantage point, longe do brilho dos dEUS pré-1999, é um avanço consistente e esteticamente bem definido. a hibridez própria do conjunto belga é hoje uma mera miragem. perdem em surpresa e brilhantismo, mas conseguiram alcançar o que parece ser o padrão actual do conjunto: fazer um bom disco de rock. ponto alto na dupla tirada the vanishing of maria schneider/popular culture, essas sim, duas músicas à dEUS.
to survive, joan as police woman [2008] - dona de uma voz espantosa, melhor do que a de 2 amy winehouse, joan wasser regressa em 2008 com o seu terceiro long play enquanto joan as police woman. to survive desilude em relação ao anterior avanço - real life - mas não deixa de ser uma bela aposta para as noites de trabalho mais prolongadas. a colaboração de rufus wainwright no tema que encerra um álbum bastante personalizado - daqueles que realmente se pode chamar de autor - é um dos melhores momentos discográficos de 2008.
modern guilt, beck [2008] - mais um disco completamente inconsequente de beck. aliás, aquele que é um dos artistas mais sobrevalorizados da música norte-americana, não acerta uma desde sea change. e já lá vão 6 anos e 3 álbuns. diga.se desde já que metade dos long play que editou não servem, absolutamente, para nada. quando beck toma um rumo estético bem definido faz álbuns arrebatadores (ver mellow gold, odelay ou one foot in the grave, p.e.). quando insiste em tentar descobrir a pólvora, como é o caso do mais recente modern guilt, a coisa soa tão falsa quanto inoportuna.
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joséreisnunes
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03 julho 2008
sugestões para o fim de semana do professor marcelo
vantage point, dEUS [2008]
modern guilt, beck [2008]
to survive, joan as police woman [2008]
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joséreisnunes
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aposto que foi um português
roubaram a lápide de ian curtis.
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tag joy division
triunfo da experiência
med sud i eyrum vid spilum endalust, sigur rós [2008] - são uns sigur rós bem diferentes, estes os de 2008. conforme começaram a fazer notar ao quarto álbum - takk - deixaram para trás o tipo de som que os caracterizou em 3 long plays de excelente recorte, e abraçam definitivamente a pop esteticamente menos elaborada e arrebatadora mas igualmente rica em conteúdo e dramatismo.
uma bela surpresa.
lie down in the light, bonnie 'prince' billy [2008] - não é o will oldham maior que o mundo de i see a darkness. nem tão pouco a voz que se impunha sobre a guitarra de matt sweeney em superwolf. é um oldham mais maduro, cheio de vontade de mostrar que aprendeu a limpar a voz. e se é verdade que não faz álbuns maus, o príncipe não atinge, em lie down in the light, a genialidade que já lhe conhecemos. mas de qualquer forma álbuns imortais só se faz um na vida. e ele já fez 3.
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joséreisnunes
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02 julho 2008
últimas impressões
fleet foxes [2008] - o álbum que se arrisca a ser a grande surpresa deste ano revela.nos a folk independente destes rapazes de seattle. para perceberem do que se fala, os fleet foxes são os iron and wine com um devendra banhart a cantar bem e em inglês correcto. caso para dizer que do nada se fez a revelação.
lookout mountain, lookout sea, silver jews [2008] - é dos meus preferidos para este ano. são os silver jews menos irónicos mas igualmente assertivos. numa pop mais escorreita e cheia de referências paradigmáticas do que foram os últimos 20 anos de produção indie - descaradamente roubadas, diga.se de passagem - os silver jews tomam a dianteira desta frente de batalha.
no age, nouns [2008] - por quanto mais não fosse, os quase 2 minutos da última música deste long play dos nouns justificam um ano de conversa. brain burner é a única música punk escrita desde que os ramones se extinguiram. e no age é o melhor álbum rock de 2008.
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joséreisnunes
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25 junho 2008
actualizações
lookout mountain, lookout sea fantástico: os silver jews melhores que em tanglewood numbers. arriscam.se a ganhar um prémio este ano.
wolf parade ainda não disponíveis para comentário.
os sigur rós de regresso aos álbuns, para conferir brevemente.
fleet foxes, em álbum homónimo, a rebentar aí não tarda nada, segundo o meu brotha.
[agora até na arrecadação tenho internet. estou sempre online]
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joséreisnunes
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18 junho 2008
regresso de jedi
bonnie 'prince' billy na zdb a 11 de julho. melhor notícia do ano.
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joséreisnunes
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17 junho 2008
a montanha por quem a vê
lookout mountain, lookout sea, silver jews [2008]
at mount zoomer, wolf parade [2008]
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joséreisnunes
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10 junho 2008
liars, santiago alquimista
pouco público para ver o regresso dos liars à cidade mais bonita da europa, como o vocalista fez questão de dizer para aí umas trinta vezes. de facto, se eu fosse americano e me pusessem a tocar por 2 vezes junto ao rio e à terceira me surpreendessem com a vista sobre alfama do santiago alquimista, também ficaria maravilhado.
para sintetizar foi uma prestação suada dos liars, centrada quase exclusivamente no alinhamento de drum's not dead e liars. desapontante, no entanto, as quebras de ritmo - sobretudo nos primeiros temas - que serviram para alguns bocejos e para perder muitas vezes o fio à meada de uma prestação que no geral foi bastante convincente.
os rapazes fartaram.se de bater nas tarolas onde descarregaram, com toda a certeza, o que acumularam na viagem para a europa.
em suma concerto de rock sem pedir licença, dos melhores que lisboa já viu este ano - ainda que me pareça que em álbum as coisas funcionam bem melhor.
nota pré-final para a audiência da linha da frente: pelas vestes e pela idade dos indivíduos parecia um concerto dos linkin park, o que é de estranhar, uma vez que tinha ideia de que o rock dos liars era um bocado mais maduro.
se calhar ando enganado.
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joséreisnunes
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07 junho 2008
tropics
enquanto esperava impacientemente pelo número 1 do top mais, um hábito adquirido pelos almoços tardios de sábado, a isabel figueiras estreou um videoclip do usher que já me tinha fartado de ver na mtv e que deve estar quase quase a rebentar no goto do país. e enquanto o rapaz abanava os peitos (e não eram só os dele...) regressei ao euro-dance dos anos 80 que o festival da eurovisão não deixa morrer, e à discoteca tropics em lloret de mar, onde, todos os anos, os miúdos "finalistas" se embebedam para festejar o fim da melhor vida do mundo - a de estudante claro. de facto não existem muitas diferenças entre aquela música e o tecno-xunga que faz a imagem da costa espanhola.
e é por isso que ninguém - onde me incluo orgulhosamente - consegue mudar de canal.
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joséreisnunes
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zeitgeist
songs in A & E, spiritualized [2008] - melhor sugestão de sempre do joão
nouns, no age [2008] - este está em todo o lado
for emma, forever ago, bon iver [2008] - melhor sugestão de sempre do plano alternativo
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joséreisnunes
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05 junho 2008
03 junho 2008
ÚLTIMA HORA REPEAT
e barrou-as com manteiga becel
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joséreisnunes
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02 junho 2008
ÚLTIMA HORA
cristiano ronaldo comeu duas torradas ao lanche.
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joséreisnunes
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31 maio 2008
já não há paciência para
as birras da amy winehouse
a energia da ivete sangalo
o cristiano ronaldo
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joséreisnunes
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29 maio 2008
animal collective, lux
entre o tédio e a genialidade os animal collective viraram do avesso o rés do chão da discoteca lisboeta.
esperava.se muito do trio de baltimore. os dois últimos avanços em álbum (feels e strawberry jam), já algo distantes das primeiras investidas de puro experimentalismo, confirmaram.lhes o estatuto de banda da linha da frente do rock indie. e se em álbum as coisas são quase perfeitas - como a super bock - no formato ao vivo é um mundo ilimitado de opções.
ontem à noite os animal collective recusaram.se a debitar as músicas tal qual as conceberam e optaram por atribuir.lhes novas roupagens. o resultado foi, tal como a banda, bipolar. entre alguns largos minutos verdadeiramente aborrecidos - o início, então, foi escandaloso - o saldo final regista algumas das melhores abordagens rock já conseguidas ao vivo, pelo menos das muitas a que já assisti. a versão encadeada de peacebone e fireworks, o registo de comfy in nautica de panda bear, o primeiro final com a nova brother sport ou a grande catarse com grass, do anterior feels, foram momentos altos de uma prestação que, se tivesse seguido o patamar de exigência com que nos brindaram em grande parte do alinhamento, poderia ter sido a hora e meia mais avassaladora dos últimos anos na capital.
sendo assim, ficaram.se pelo quase.
o que não desmorece em nada a minha ideia de que os animal collective são, no sentido bíblico, os profetas dos tempos modernos.
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joséreisnunes
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24 maio 2008
kizomba do brasil
já não andava de metro há quase um ano.
a última vez que o tinha utilizado foi no dia de santo antónio, quando lisboa não tem espaço para mais carros e os dependentes motorizados como eu são forçados a quebrar as rotinas. na segunda paragem da primeira viagem, para mal dos meus pecados, tomo consciência de que o que já tinha lido num blog sobre a nova moda que está a assolar a capital, é realmente verdade. hoje em dia há gente que entra nos transportes públicos, liga o telemóvel a debitar mp3's manhosos no som máximo e só dá descanso aos ouvidos da malta na estação de saída.
neste caso, e como se não fosse nada com ele, o tipo entra no metro, mete uma kizomba, leva o telemóvel ao bolso e só em entrecampos é que o deixei de ouvir. ao princípio ainda pensei que era o rádio do metro, mas acabei por tomar consciência do que é que se estava a passar quando o som diminuía à medida que o homem se afastava.
a manhã de trabalho termina e a viagem de regresso reserva.me o quê? mais uma kizomba, desta vez até aos anjos, altura em que outro tipo resolveu sair do metro.
quando o telemóvel começou a guinchar levei a mão ao meu. a ideia era fazer concorrência mas acabei por perceber que só tinha o mp3 dos mgmt que serve de toque e uma música do patrick wolf que serve de despertador. para evitar levar uma carga de porrada de um ressabiado qualquer, acabei por desistir da ideia.
mas daqui a um ano, quando voltar a utilizar o metro, e se esta moda ainda não tiver acabado, terei preparado um mp3 da cavalgada das valquírias para, numa assombrosa touche surrealista, deixar toda a gente da carruagem de boca aberta com a potência sonora do meu sony ericsson, e o disco da kizomba do brasil a piar fininho.
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joséreisnunes
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18 maio 2008
report:semana académica de lisboa
generalizou.se a ideia de que as semanas académicas são feitas à base de sagres ou superbock, conforme o patrocínio for maior ou menor. e, de facto, o que tenho tido oportunidade de ver nos últimos anos (e não só em lisboa diga.se) é que as celebrações das semanas académicas são bem regadas, invariavelmente, com muito alcool e muita música.
e pergunto...aparte os lamentáveis problemas a longo prazo que daí possam resultar para o fígado dos estudantes, qual é o problema? há tempo para tudo e quem lá põe os pés, sabe ao que vai.
isto tudo para dizer que se forem à SAL à procura de ouvir música, esqueçam. o ambiente vai distrair.vos e vai direccionar.vos para outras batalhas.
o último dia das festividades de 2008 no parque tejo acabou, como não poderia deixar de ser, em clima de festa e de comunhão entre público e as bandas presentes. do que pude ver - e do que posso destacar - os buraka som sistema continuam a ser um must da juventude lisboeta. há muito que deixaram o discurso cauteloso que mantiveram no início de carreira, e são, hoje, uma banda das massas. e não o entendam num sentido depreciativo. os buraka meteram a malta de telheiras e de campolide a dançar como se toda a vida tivessem vivido na damaia e fossem do club kuduro desde pequeninos. e isso, mais do que uma moda, é um sinal do melting pot cultural que é lisboa. continuo a não me sentir minimamente tentado a ouvi.los enquanto trabalho, mas reconheço hoje que a dimensão da banda é sobretudo a de ser o espelho de uma cidade que não é branca nem preta, é tudo isso há muitos séculos e vai continuar a seguir essa escolha.
de resto, e para abreviar porque há gente que vai escrever sobre a SAL muito melhor do que eu o posso fazer, destacar o ambiente saudável, a boa organização - melhor até que a do SBSR se querem que vos diga - e o fortalecimento da minha ideia de que uma semana académica merece um espaço bem melhor do que aquele. vejam o caso de coimbra ou do porto e pensem: se levaram aquela malta toda a loures (com as dificuldades de transporte inerentes) quantas pessoas não metiam na cidade universitária, na alameda, ou mesmo em algés? com o cartaz em causa - sem dúvida do agrado de muitos estudantes - a SAL teria outro impacto e outra exposição.
fica a sugestão.
n.b. - um agradecimento à lift, na pessoa do filipe marques, pelo "convite" e pelas informações, e por terem percebido antes de muitas outras empresas da área das comunicações que a blogoesfera é um mercado em crescimento. e que a divulgação de eventos, hoje em dia, se pode fazer não apenas através dos meios de comunicação tidos como normais, mas também por intermédio de quem, com as inerências resultantes dos escassos meios disponíveis, acaba por ganhar uma franja consistente de público.
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joséreisnunes
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15 maio 2008
take your time
estamos em modo off até isto acalmar um pouco.
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joséreisnunes
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12 maio 2008
SAL
a não perder até sábado a semana académica de lisboa, com performances várias e outros acontecimentos de destaque. ponto alto, obviamente, na última noite, com a presença dos kalashnikov. mas vejam o site que está muito bem concebido.
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joséreisnunes
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the national, aula magna
até ao momento em que o vocalista dos the national resolveu saltar para a plateia tenho a dizer.vos que o concerto estava a ser bastante morno.
é claro que as canções são óptimas, disso não há dúvidas. os the national são músicos fantásticos e muito empenhados. simplesmente acho que o concerto estava a ser quebrado com as interrupções entre as músicas. acho que os rapazes deviam fazer como os interpol e tocar o que tinham a tocar tudo de seguida sem conversas nem perdas de tempo. o que é facto é que a partir daquele momento tive que me levantar porque já não conseguia ver nada e o concerto ganhou realmente outra dinâmica. logo a seguir chegou o momento de antologia, com a interpretação perfeita de fake empire, a faixa que abre boxer.
de resto, não tenho muito mais para vos contar, a não ser que quando aquilo acabou saí da aula magna a pensar sinceramente que tinha estado ou numa performance das adufeiras de monsanto ou numa convenção de power dance. a primeira imagem surgiu.me com as palminhas do público, irritantes e desconexas. os portugueses não são, regra geral, muito dotados musicalmente, o que faz com que cada ritmo marcado pela bateria dê para bater palmas. o que geralmente acontece é que se trocam todos e alguém da banda tem de os ajudar a encontrar o ritmo certo. já o vi repetidas vezes.
a segunda imagem surgiu.me quando vi um casal na fila da frente aos saltinhos e a dançar como se estivessem no ginásio, naquelas máquinas de step. não percebi aquela excitação toda mas sempre é mais divertido do que aqueles que se agarram aos cabelos como se estivessem em grande sofrimento com as músicas mais introspectivas das bandas. aqueles dois fizeram.me lembrar o célebre caso das dançarinas num dos concertos dos sigur rós a que assisti, que, do alto das laterais, simulavam um bailado no mínimo esotérico.
estórias aparte, os the national são fantásticos. o concerto foi de facto muito bom, quase exclusivamente centrado no último long play - boxer - mas com algumas recordações do passado muito bem escolhidas e com algumas derivações instrumentais que oscilaram entre o muito bom - o final - e o dispensável.
duas notas finais: uma para a pose do berninger, que não percebi se estava bêbedo ou se é mesmo assim esquisito (e acreditem que já vi muitos vocalistas esquisitos e ainda mais bêbedos), e outra para as palavras que a banda destinou ao maior génio português das últimas décadas, ao dedicarem a actuação ao maestro rui costa.
é claro que os the national não falaram do rui costa, mas eu tinha de arranjar maneira de introduzir o tema.
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joséreisnunes
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08 maio 2008
jerónimo
estava a ouvir o líder do pc a discursar no parlamento e de repente percebi: o apocalipse está a chegar.
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joséreisnunes
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07 maio 2008
breves
the evangelist, robert forster [2008] - doze anos depois de warm nights, e com a extinção dos the go-betweens devido à morte de grant mclennan , robert forster dá um novo impulso à sua carreira a solo com este the evangelist. considerado como a catarse dos the go-betweens, ou até como o derradeiro álbum da banda sem a banda, the evangelist é um dos discos mais sólidos de 2008. dentro do género, é do melhor que se tem feito.
anywhere i lay my head, scarlett johansson [2008] - não quero dizer que este álbum é inenarrável. a musa de que se trata não o merece. mas ao falarmos de um álbum praticamente constituído por versões do melhor intérprete norte-americano depois de dylan, anywhere i lay my head não poderia não ser inconsequente. meus amigos, esqueçam! não há hipóteses... tom waits não pode ser revisto. fica, no entanto, a promessa de uma voz de actriz que não assusta (esta é para a juliette lewis...).
sunday at devil dirt, isobel campbell and mark lanegan [2008] - se seguir a linha de the ballad of broken seas deve ser óptimo. simplesmente ainda não tive oportunidade de o ouvir. mas promete...
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joséreisnunes
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santo é o senhor
santogold, o projecto que junta santi white e john hill na intenção de mestiçar o rock - com maior contenção do que faz, por exemplo, M.I.A. - tem vindo a gerar grande entusiasmo junto dos media.
tido por muitos como a grande revelação de 2008 - o que em si nem é nada de surpreendente dada a amplitude estética do projecto, muito semelhante a outras apostas de anos anteriores - foi obviamente a curiosidade que me levou a ouvir o álbum de estreia, e não tanto o interesse por esta franja da produção rock.
e, na minha humilde opinião, estamos perante mais um caso de sobrevalorização extremamente comum na cultura mediática actual. santogold não é um álbum mau. é simplesmente um álbum razoável (mais estimulante em momentos instantâneos do que consistente a longo prazo) que não justifica um tão grande hype. de qualquer maneira tenho ideia de que o fenómeno só tem tendência para aumentar: santogold é claramente um disco de verão, solto e descomprometido em muitas alturas, que bebe dos stiffed a influência necessária para agradar a muitas camadas. no entanto, tal como com as modas de anos anteriores, ainda não é desta que se está a fazer um álbum para a eternidade...
lamento desapontar.vos.
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joséreisnunes
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05 maio 2008
novas da semana
sunday at devil dirt, isobel campbell & mark lanegan [2008]
anywhere i lay my head, scarlett johanson [2008]
the evangelist, robert forster [2008]
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joséreisnunes
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01 maio 2008
24 abril 2008
retrovisor
este fim de semana prolongado o a new order regressa a 1993, ano em que os afgan whigs lançaram o fenomenal gentlemen. e porque é que gentlemen é um disco tão fenomenal? porque tem provavelmente a melhor música dos anos 90: my curse. não acreditam? procurem no youtube uma versão ao vivo em reading com marcy mays aos comandos do microfone, ela que emprestou a voz à banda de greg dulli para registar a canção rock mais que perfeita.
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joséreisnunes
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paths of victory
o senhor da galpenergia que coordena o marketing da marca está de parabéns pela capacidade que teve em arriscar num comercial que é tudo menos corriqueiro, como é apanágio de cada vez que se aproxima uma competição de futebol (vejam o figo a vender cerveja sem álcool...). e o senhor que produziu o vídeo de apoio à selecção nacional também, não só porque usou o simão, mas porque a publicidade está realmente motivadora. um tipo até se sente com vontade de apoiar a equipa depois de ser retratado como o combustível - físico e anímico - que vai levar o autocarro da selecção até à suíça. mas mais parabéns vão mesmo para o senhor que escolheu a paths of victory do bob dylan como banda sonora. melhor era muito difícil.
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joséreisnunes
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22 abril 2008
nick cave & the bad seeds, coliseu de lisboa
foi um reencontro bastante feliz com nick cave.
não sou propriamente um especialista na carreira ao vivo dos the bad seeds, mas o concerto a que assisti há uns anos no ccb, em nome próprio da figura principal, foi um espanto. e este, num registo bastante diferente, não lhe ficou muito atrás. uma grande entrega, muitas surpresas no alinhamento e músicas prolongadas para além do óbvio. fica na memória a encenação commedia dell'arte de nick cave, quer se queira quer não a figura maior daquele supergrupo. o melhor momento da noite, na minha singela opinião foi ouvir stagger lee de cara lavada e tão bem encenada.
mas vamos agora a um ponto importante.
há muitos anos que leio o disco digital, e devo dizer que as críticas aos concertos são realmente confrangedoras. em especial esta sobre o concerto de ontem. para além das alarvidades do costume que ocupam grande parte da crítica e que nada têem a ver com música, o escriba faz questão de mandar 3 grandes calinadas. o joão gonçalves diz, por exemplo, isto: "Aliás, Cave foi o primeiro a reconhecer que nem tudo estava a correr bem chegando a apelidar a prestação como um fucking disaster...".
[isto é uma interpretação sui generis das palavras do homem, uma vez que ele se referia a uma música específica, neste caso get ready for love, na qual os músicos não acertaram uma]
a seguir continua, com esta tirada brilhante: "E mais à frente com mais uma falso arranque da banda ainda atirou aos companheiros um 'you fucking idiots'...".
[ora o que eu vi foi nick cave chamar idiotas às pessoas do público que não acertavam com o tempo certo para repetir a linha que o cantor tinha pedido - um simples oh mamma]
culmina esta grande crítica com: "...'Albert Goes West' que Cave estava na dúvida se teria sido escrita por Bobby Gillespie dos Primal Scream, ou Jarvis Cocker...".
[que eu saiba a albert goes west foi escrita por nick cave e warren ellis e o que o tipo disse foi que a música tinha sido escrita 'para' e não 'por']
por favor senhores jornalistas informem.se antes de escrever estas coisas.
é que assim até eu faço crónicas de concertos...
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joséreisnunes
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21 abril 2008
20 abril 2008
a bombar este fim de semana cá no feudo
retribution gospel choir [2008] - produzido por mark kozelek dos red house painters e sun kil moon, as músicas dos low ganham uma nova roupagem pelas mãos de dois dos seus principais protagonistas - o vocalista alan sparhawk e o baixista matt livingston. em retribution gospel choir os low transformam.se por obra e graça numa banda rock e esquecem a toada minimalista dos seus long plays.
hlllyh, the mae-shi [2008] - noise-rock feito por rapazes que em teenagers devem ter andado a ouvir coisas bem difíceis de aceitar. mais audíveis que os deerhoof mas igualmente mais papistas que os liars ou que os les savy fav, ao quarto álbum os the mae-shi aventuram.se num rock menos glamoroso, mas mais espalhafatoso.
here comes the indian, animal collective [2003] - na antevisão do concerto do próximo mês de maio, os animal collective já giram em força no media player deste escriba. obra inicial da carreira dos rapazes, here comes the indian mete o 'e' em experimental. é um álbum explosivo, ácido e louco, completamente louco. os black dice são uns meninos.
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joséreisnunes
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17 abril 2008
serviço público 3
o "estorilgate"
depois de mais uma ardilosa performance do senhor jorge sousa da associação de futebol do futebol clube do porto...perdão...da cidade do porto, no jogo de ontem, o a new order encerra hoje o seu programa de serviço público com todas as explicações sobre o famigerado estorilgate, que, na época de 2004-2005 fez correr muita tinta, sobretudo entre os adeptos não-benfiquistas.
vivia.se o auge da temporada desportiva, com o benfica a liderar a prova particamente desde o seu início, quando as manchetes desportivas anunciaram a possibilidade de falência técnica do estoril-praia. o clube, recém promovido ao escalão maior do futebol português, deu um salto maior que a própria perna nas contratações e nas despesas, o que originou uma situação débil nas contas, fruto também da saída de josé veiga, à altura administrador de futebol do benfica, da SAD do clube do qual era um dos principais accionistas. há quem diga que josé veiga mantinha as duas funções em simultâneo. no entanto nunca nenhum tribunal o condenou por isso, e não foram raros os casos em que o homem se teve de justificar perante um juíz. é preciso não esquecer o caso joão vieira pinto, do qual foi ilibado recentemente, depois de quase ter sido condenado no terreiro do paço.
face a esta situação de crise económica, e fruto das relações de amizade entre josé veiga e a direcção do estoril, arranjou.se um pretexto para fazer o jogo no estádio do algarve. ninguém nega que isso beneficiou o benfica, que assim teve muitos adeptos a apoiá.lo. no entanto, se o jogo tivesse ocorrido no estoril, e à semelhança do que aconteceu no bessa na última jornada do campeonato, tudo leva a crer que o presidente luís filipe vieira chegasse a acordo para adquirir a quase totalidade dos bilhetes. desse por onde desse, o benfica jogaria sempre em casa. a única diferença é que aquele jogo evitou a falência do estoril praia, que hoje luta novamente por um lugar na liga principal. em relação à estorieta do rui duarte, que fez um penalty porque, supostamente, teria um acordo firmado com o benfica para a sua transferência, a montanha pariu um rato. o tipo nunca vestiu a camisola encarnada.
de referir apenas que os maiores contestatários da alteração do jogo para um estádio que desde o euro-2004 não recebia um encontro de futebol digno desse nome, são os mesmos que viram o seu clube disputar, nas décadas de 80 e 90, dezenas de jogos fora de casa, na cidade da maia, sob o pretexto das condições necessárias para as transmissões televisivas (a cargo da olivedesportos de joaquim e antónio oliveira, antigo jogador do fcp e presidente do penafiel...). de relembrar que a maia é um pouco mais perto do porto do que o algarve é da segunda circular. e nunca niguém se queixou disso.
concluímos desta forma a estória do estorilgate.
não há dúvidas de que a mudança de estádio foi engendrada porque havia um bom relacionamento entre os 2 clubes. mas que isso significou a sobrevivência de um histórico, também ninguém pode contrariar. teria sido melhor que o estoril seguisse o caminho do salgueiros?
é de facto uma pobre desculpa resumir um campeonato a este jogo.
ps: muitos dos dados que apresentei nos últimos três dias decorrem de investigações já feitas e publicadas na internet por curiosos, alavancadas recentemente pelo excelente post "vinte anos de mentira de A a Z" do vedeta da bola. encontrarão semelhanças entre o que eu escrevo e o que lá se poderá ler. mas isso em nada me preocupa porque lê.lo e divulgá.lo é um exercício fundamental para compreender de que forma a corja destruiu o futebol português.
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joséreisnunes
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tag serviço público
16 abril 2008
serviço público 2
toda a verdade sobre a "equipa do regime"
este é, porventura, o maior processo de mitificação criado em torno do benfica. muito mais do que a estorieta do calabote - que apenas uma percentagem dos adeptos de futebol conhece - é normal ouvir.se dizer que o benfica foi a equipa do salazar ou a equipa do regime fascista. façamos, novamente, um exercício de comparação.
comecemos pelo história do estádio, que, na minha óptica, diz muito sobre o tipo de clube. o estádio da luz foi inaugurado a 5 de outubro de 1954, dia da implantação da república. dois anos antes o estádio das antas foi inaugurado no dia 28 de maio, dia da comemoração da instauração da ditadura militar vigente em portugal. de referir que por esta altura, salazar, que percebia tanto de futebol como eu de crochet, estava há 26 anos a exercer cargos públicos, e a ditadura do estado novo conhecia o seu momento de maior sedimentação. entre os anos de 1934, quando começou o campeonato de futebol, e 1968, quando o homem abandonou o poder (ou seja, em 34 anos), o benfica ganhou 16 títulos nacionais. os restantes 18 foram distribuídos pelos outros 4 vencedores, a saber: 1 para o belenenses, 12 para o sporting e 5 para o porto. neste mesmo período o benfica venceu 2 taças dos campeões europeus e perdeu outras 3 finais, numa altura em que esta taça não se jogava contra o mónaco ou contra o panathinaikos, mas sim contra o real madrid, o barcelona ou o milan. curiosamente em 1968 a france football agraciou o benfica com o título de melhor equipa europeia, distinguindo jogadores que em 1966 formavam a quase totalidade da melhor selecção nacional de sempre. dizer, a partir destes dados, que o benfica era a equipa do regime é esquecer 5 factos fundamentais:
1. o benfica era a única equipa que, durante o estado novo, realizava assembleias gerais de sócios
2. o benfica, ao contrário dos outros grandes, elegia directamente através dos sócios o seu presidente
3. o benfica teve na presidência, durante este período, vários homens pró-regime, é certo, mas teve também vários opositores a salazar e ao estado novo (manuel da conceição afonso, félix bermudes, capitão júlio ribeiro da costa...).
4. o benfica, no seu apogeu nos anos 50 e 60 tinha na equipa jogadores como eusébio, coluna, costa pereira, germano, josé augusto, cavém, jaime graça, antónio simões, josé águas ou torres.
5. no período de 20 anos imediatamente a seguir ao 25 de abril o benfica conquistou 10 títulos e disputou mais 2 finais da taça dos campeões europeus. nada mal para uma equipa que era levada ao colo pelo regime...
serve.nos então a tese que o benfica era a equipa do regime. por lá jogavam os melhores jogadores de sempre da história do futebol português, mas era o regime. era dos poucos exemplos democráticos do país, mas era do regime. afirmou.se como um dos históricos da europa, mas era o regime. as bandeiras do benfica saíram às ruas depois do 25 de abril porque tinham a cor das do partido comunista, mas era o clube do regime... sim, de facto esta estorieta tem muito por onde pegar...
depois do calabote, esta é mais uma fábula que se deve desmistificar de uma vez por todas. será legítimo dizer que o benfica se serviu mesmo do regime?
bem pelo contrário.
foi o estado novo que, de facto, se serviu do benfica.
amanhã falaremos do estorilgate.
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joséreisnunes
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tag serviço público
serviço público
o caso calabote contado às crianças
é do domínio público que nos últimos tempos se tem falado demasiado sobre corrupção desportiva em portugal. porque isto afecta profundamente a vida diária deste vosso escriba, o a new order acha.se no dever de prestar um serviço ao país, explicando de forma clara e sem rodeios os 3 maiores embustes criados à volta do benfica que diz respeito ao futebol jogado antes do 25 de abril, constantemente relembrados para escamotear uma verdade que começa a vir ao de cima, e que mais não são do que toneladas de areia atiradas aos olhos de quem se deixa levar por estórias engendradas.
a história começa, obviamente, com o caso calabote. isto porque o calabotegate é tema recorrente nas altercações entre adeptos do clube que está a ser investigado no âmbito do processo apito dourado e adeptos do meu clube. ora o caso calabote mais não é que um embuste. inocêncio calabote, árbitro de futebol no activo entre 1950 e 1959 foi irradiado do futebol porque, supostamente, foi corrompido pelo benfica num célebre encontro ante a CUF no ano de 1959. vamos por partes.
em 9 anos o calabote apitou 15 jogos do slb. desses 15 o benfica ganhou 8, empatou 3 e perdeu 4 (2 com o sporting, 1 com o porto e 1 com o belenenses). nesses 9 anos o benfica foi campeão 2 vezes, o porto outras 2 e o sporting 5. de realçar que num dos anos em que o benfica foi campeão o senhor calabote apitou nada mais nada menos do que 0 partidas do benfica. nada mau para quem é acusado de ter beneficiado o clube durante anos a fio.
centremo.nos agora no benfica-CUF de 1959. o benfica ganhou esse jogo por 7-1, com 3 grandes penalidades assinaladas. 2 delas não sofreram contestação, sendo que uma causou grande polémica. o benfica precisava, no entanto, de fazer 8 golos para ser campeão, já que se encontrava em igualdade pontual com o fcp. o jogo acabou 10 minutos depois dos outros, o que originou a famosa estorieta dos descontos de 10 minutos. façamos a desconstrução desta trapalhada... o jogo acabou 10 minutos depois dos outros porque começou com 6 minutos de atraso, uma vez que os jogadores do benfica - que foram multados por esse facto - queriam pôr a pressão do lado dos rivais. isto dá uma compensação de 4 minutos, num jogo relatado como tendo tido um tempo de útil diminuto, em virtude do anti-jogo praticado pelos jogadores da CUF - alegadamente assediados pelo porto para o fazerem - e que, à altura, não poderiam ser punidos com cartões (que não existiam...). o benfica foi beneficiado com um penalty. mas nos últimos instantes há uma penalidade que fica por assinalar (ver as palavras do técnico da CUF no fim do encontro) que poderia ter dado o oitavo golo. a verificar.se o benfica ultrapassaria o porto e seria campeão.
porque, e isto são factos, inocêncio calabote foi irradiado da arbitragem por ter alegadamente beneficiado o benfica num ano em que o clube não ganhou o campeonato. e é esta a grande arma de arremesso dos adeptos do clube da cidade do porto: dez minutos de desconto (que não o foram) num jogo que não deu mais ao benfica do que uma enorme dor de cabeça...
amanhã, no serviço público, o mito do regime.
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joséreisnunes
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tag serviço público
14 abril 2008
semana animal collective no a new order

here comes the indian [2003]
sung tongs [2004]
feels [2005]
hollinndagain [2006]
strawberry jam [2007]
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joséreisnunes
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tag a semana do lóbi
11 abril 2008
recuperações
heartattack and vine, tom waits [1980] - um clássico da cultura waitsiana. alguns furos abaixo dos primeiros avanços - closing time ou small change por exemplo - hearttack and vine faz parte do conjunto de álbuns que definiu a fase mais pura da carreira do maior compositor norte-americano desde dylan.
bone machine, tom waits [1992] - bone machine é um dos capítulo mais ricos na vida de tom waits. um dos seus melhores álbuns até à data, só comparado a raindogs e swordfishtrombones. o passado que waits desenho entre closing time de 1973 e one from the heart de 1982 começa a ganhar um novo contorno estético a partir de 1983 com swordfishtrombones mas é neste álbum que atinge uma sofisticação que prenuncia a proficuidade do que serão as década de 90 e 00 - mule variations, alice, bloodmoney, real gone...
hollindagain, animal collective [2006] - sem comentários. para já.
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joséreisnunes
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tag álbuns
08 abril 2008
a rebentar esta semana cá no burgo
good bad not evil, black lips [2007] - os black lips são os clinic a fazer carreira em austin, texas, quando se fartarem das experimentações rock e assumirem que o óbvio na música indie é, muitas vezes, o caminho mais correcto. este álbum de 2007, ainda que vagamente desiquilibrado no seu todo, tem das canções pop mais espantosas e imprevisíveis dos últimos tempos. a rever em o katrina!, how do you tell a children that someone has died, cold hands e no fenomenal bad kids, onde os stooges ganham um vocalista que sabe cantar.
do it!, clinic [2008] - os clinic, para quem não conhece, são os black lips a armarem.se em visionários do rock independente. e se em internal wrangler a fórmula era interessantíssima, ao quinto álbum parece que as coisas não andam a correr muito bem ali em liverpool. mas vale a pena perder uns tempos com este do it!
you may already be dreaming, neva dinova [2008] - projecto interessantíssimo do movimento slow core (revisão prática da matéria nos bright eyes ou nos iron+wine por exemplo), podia escrever uma série de linhas sobre este álbum. isto se já o tivesse ouvido. o que não quer dizer nada porque dos neva dinova tenho sempre boa impressão. a confirmar brevemente.
april, sun kil moon [2008] - o melhor álbum dos sun kil moon até à data. o que equivale a dizer que é, provavelmente, o melhor álbum de mark kozelek até hoje. ou então não porque os red house painters sabiam muito e ocean beach é um disco daqueles assim enormes. o mais recente projecto do homem atinge o auge da maturidade e a folk nunca casou tão bem com o rock. pois...afinal é mesmo o melhor kozelek de sempre...
attack and release, the black keys [2008] - ao quinto álbum, o blues de garagem dos the black keys sofre novo desenvolvimento. o que não é necessariamente positivo. de qualquer maneira attack and release é um álbum acima dos serviços mínimos. para ter em conta em 2008. sem compromissos.
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joséreisnunes
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11:17 da tarde
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tag álbuns
05 abril 2008
fait divers capítulo 1
a vida duríssima de um estudante em vias de o deixar de ser faz com que o a new order tenha sido regido em modo automático nos últimos meses. é claro que entretanto meteu.se o meu aniversário e as respectivas festividades associadas - que duraram praticamente uma semana -, o concerto dos portishead - acho que o third vai ser a bomba sonora de 2008 (eu sei que já o ouviram, mas eu nestas coisas gosto de esperar), e a exaustão que tem sido ouvir midnight boom dos the kills.
(é o disco do ano, só por acaso)
para a semana não percam, possivelmente, uma crítica e mais uma série de sugestões.
até lá comam bem, tenham cuidado com as noitadas e não dêem ouvidos ao presidente daquele clube que está sob a alçada da justiça.
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joséreisnunes
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6:32 da tarde
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tag fait divers
02 abril 2008
esta semana no seu blog de eleição
retribution gospel choir [2008]
attack and release, the black keys [2008]
april, sun kill moon [2008]
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joséreisnunes
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tag álbuns
28 março 2008
a não perder
hoje há chillout session na faculdade de arquitectura (ajuda). o cartaz conta com os jazzanova, heartbreakerz, pink boy, alex gopher, j magik e riot feat. lil' john, entre outros, no que promete ser o lugar mais concorrido da noite lisboeta desta sexta feira. mais info aqui
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joséreisnunes
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tag concertos
23 março 2008
o enigma segundo os animal collective
tenho procurado com alguma insistência comprar um bilhete para o concerto dos animal collective no lux desde que vi anunciada tal efméride.
na fnac não existem (o que não é de estranhar, uma vez que o site dos concertos da optimus só refere a data do concerto no porto). de resto, a flur, que costuma vender para o lux e que me deve 16€ do concerto cancelado dos liars, também não sabe de nada. ticketline idem aspas.
de facto, a ideia de um concerto no lux é transmitida apenas no myspace da banda e pelos blogs nacionais. começa a tornar.se um verdadeiro enigma este concerto.
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joséreisnunes
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tag concertos
urgente mas não muito
preciso de um bilhete para o concerto dos the national na aula magna. a base de oferta é o preço do bilhete. a negociação pode ser feita com mais dinheiro ou com bilhetes para a central do próximo jogo do benfica. contactos via blog ou por mail.
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joséreisnunes
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8:31 da tarde
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tag concertos
20 março 2008
subscrevo
theory of the crows, dos the national, é a melhor música pop escrita neste milénio.
são 4:36 de uma perfeição inalcançável para a maioria das bandas que conhecemos. esta música deveria figurar em todos os manuais escolares, em formato mp3 claro. até certo ponto pode ser desarmante ouvir matt berninger cantar traded my day light/for a career como se não houvesse amanhã, mas chegar ao fim destes 4:36 é perceber que a música pop dos anos 00 nunca foi tão brilhante como aqui.
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6:43 da tarde
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tag músicas
18 março 2008
semana the national no a new order
the national [2001]
sad songs for dirty lovers [2003]
alligator [2005]
boxer [2007]
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joséreisnunes
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4:30 da tarde
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15 março 2008
incontinência
saem diariamente anúncios na imprensa acerca de novos concertos para este ano. o cartaz está a começar a ficar saturado e já se sobrepõe o lou reed com o leonard cohen. parece que, neste momento, artista que o é verdadeiramente tem de passar por lisboa. hoje foi anunciado novo espectáculo dos liars, lá para maio. juntam.se às grandes promessas que são os concertos dos the national, animal collective ou portishead.
sem correr o risco de exagerar, para o ano resultar em pleno só falta mesmo o tom waits.
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joséreisnunes
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12:43 da manhã
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tag concertos
12 março 2008
o último herói australiano
entre os birthday party, os boys next door, os bad seeds e os grinderman, nick cave já foi a face de 24 álbuns, descontando best of's e outras merdas ao vivo. destes 24 conheço de cor e salteado cerca de metade - e sinto que ainda pouco sei sobre o homem.
acho que nick cave pertence a uma galeria de artistas vivos que se tornaram maiores do que a própria vida, onde podemos meter nomes como tom waits, springsteen, neil young, bob dylan, leonard cohen ou robert wyatt.
de qualquer maneira, o novo avanço de nick cave - dig, lazarus, dig!!! - mostra.o em grande forma. discordo totalmente de todas as indicações em contrário.
que nem não são assim tão poucas.
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joséreisnunes
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11:28 da tarde
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10 março 2008
outras da semana para além do lóbi
dig, lazarus, dig! nick cave & the bad seeds [2008]
go away white, bauhaus [2008]
midnight boom, the kills [2008]
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joséreisnunes
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3:04 da tarde
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tag álbuns
05 março 2008
super blog awards
inscrevi o a new order na categoria de música dos próximos super bock super blog awards. a partir de 30 de junho podem começar a votar. para já tenho de gramar com esse super logo aí ao lado.
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joséreisnunes
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3:03 da tarde
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tag blogs
01 março 2008
à experiência
a ribeira das naus surgiu há poucos dias na blogoesphera. para já está à experiência na lista cá da casa, mas o início promete. desenvolvimentos para seguir atentamente.
não perder a entrevista de nick cave ao expresso e a nostalgia dos at the drive-in que estou a reviver este fim de semana.
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joséreisnunes
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3:43 da tarde
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tag blogs
29 fevereiro 2008
bloco de notas
dois apontamentos muito rápidos antes de entrar em modo fim de semana. o pé coxinho é o blog do teclista do trio electro-pop million dollar lips. dêem uma olhadela para se inteirarem do panorama da produção nacional. a agenda electrónica do joão m. gonçalves dos waste disposal machine foi substituída pelo música:digital. penso que pertence ao próprio, uma vez que ele está envolvido numa série de projectos e a partir deste blog podem chegar aos outros. se houver alguma incorrecção avisem.
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joséreisnunes
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2:39 da tarde
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26 fevereiro 2008
michael gira
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3:59 da tarde
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tag concertos
25 fevereiro 2008
e agora algo completamente diferente
foi uma falha indesculpável da minha parte ainda não ter feito esta referência.
com um âmbito completamente diferente do de outros espaços que me habituei a divulgar, aqui podem explorar o maravilhoso mundo do desenho. para além do design e navegabilidade serem excelentes - muito melhores que qualquer modelo pré estabelecido do blogger com que temos de gramar - têm a oportunidade de ver posts que extravasam completamente o propósito académico nuclear deste site, e, quem sabe, aprender alguma coisa.
eu, pelo menos, já aprendi muito.
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joséreisnunes
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tag blogs
24 fevereiro 2008
oração dominical
o ladies love cool r ganhou a última sondagem, aquela que foi até hoje a mais concorrida. embora tenha votado no gorilla vs. bear, o ladies é bem capaz de ser o melhor de portugal. merecido o voto dos leitores, portanto.
acabei agora mesmo de adicionar mais umas ligações de gente dos blogs que ajuda a passar a mensagem do a new order. claro que aquilo que têm para dizer é mais importante do que terem um link cá para a casa, mas o que disse não deixa de ser relevante. de resto acabei também por perceber que o a new order tem uma série de leitores no norte, o que é excelente.
e é tudo por hoje.
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joséreisnunes
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3:38 da tarde
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tag blogs
22 fevereiro 2008
so far so...er...good?
confesso que é um post um bocado vítima da incontinência verbal que me tem dado cabo do dia. quando não me deixam falar fico o resto do dia com necessidade de dar opiniões sobre tudo. por isso hoje quem sofre é o ano. até agora 2008 tem sido um ano acima do banal. embora tenha apanhado um barrete do tamanho do mundo com um filme que fui ver outro dia, que tem música do eddie vedder, que começa com into e acaba em wild e no meio tem um the, o wes anderson acabou mais uma vez por me salvar fevereiro com o seu mais recente the darjeeling limited. nos álbuns tenho grandes esperanças neste novo dos the mae-shi. promete. de resto, vampire weekend e xiu xiu estão à cabeça destes dois primeiros meses. concertos é que isto não vai parar. já tenho ali uns cinco bilhetes preparados, e ainda só tenho programa até maio. de resto o benfica vai ganhando uns jogos, o país continua parado, e a europa aqui tão perto. a gasolina continua cara, as sondagens estão a melhorar e já só faltam umas 12 horas para ir comprar o expresso.
tudo em ordem, portanto.
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joséreisnunes
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tag actualidade
conselhos de fim de semana
let's stay friends, les savy fav [2007]
the golden age, american music club [2008]
hlllyh, the mae-shi [2008]
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joséreisnunes
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17 fevereiro 2008
não tenham medo de arriscar
a última sondagem está a correr bem. por isso, e porque já verifiquei que existe pelo menos uma resposta alternativa às minhas sugestões, peço.vos que proponham aí outros blogs, nacionais ou estrangeiros, onde costumem ler a melhor música. é de borla e eu agradeço.
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joséreisnunes
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tag blogs
16 fevereiro 2008
estudo de mercado
os leitores do a new order escolheram os animal collective como a banda que irá dar o melhor concerto de 2008. perseguidos pelos portishead, a maior surpresa foi, no entanto, tony carreira, que encetou uma luta titânica até ao final da votação com nick cave (aposta pessoal) pelo terceiro lugar. os the cure desiludiram, com apenas um voto.
1º - animal collective (33%)
2º - portishead (25%)
3º - nick cave (16%)
- tony carreira (16%)
5º - the cure (8%)
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joséreisnunes
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tag sondagem
13 fevereiro 2008
memory lane
o joão, que ultimamente tem atormentado os meus posts, contribuíndo para uma animação jamais vista no a new order (a não ser aquando do célebre caso she wants revenge) tem um blog novo. depois do big black boat, chegou a vez do memory lane. está visto que raramente concordamos em alguma coisa, o que não impede que, tal como com o seu espaço antecessor, este não continue a ser poiso diário.
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joséreisnunes
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tag blogs
12 fevereiro 2008
'spétacular
tenho uma série de amigos que gostam de dizer as palavras sem o 'e' antes do 's'. provavelmente isto deriva do facto de sermos beirões. ou então é pura e simplesmente uma idiotice que os gato fedorento podiam muito bem fazer (aviso desde já que não sou grande fan dos tipos mas que o sketch do primo zé carlos é o melhor momento da televisão portuguesa desde que as doce foram à eurovisão).
isto tudo porque esta semana, para além do lóbi, ando a girar o álbum de estreia dos MGMT, auto.proclamado oracular spetacular. editado em outubro de 2007 (e não em março de 2008 como refere o blog mais popular que aí anda sobre estes assuntos), o long play destes nova iorquinos é qualquer coisa resultante do cruzamento dos flaming lips com a voz dos scissor sisters.
confusos? então percam uns tempinhos com este álbum. não é espectacular, como prenunciam os próprios, mas é uma pequena pérola pop. assim com poucos quilates.
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joséreisnunes
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tag álbuns
10 fevereiro 2008
pensamento do dia
"...eu estava preparado para deixar o sporting e reorganizar a minha vida, rapidamente, desde que me pagassem o que era devido. estávamos no outono de 1993 e tornava-se-me particularmente doloroso abrir as portas da varanda do meu apartamento, olhar o estádio da luz e pensar: eis o clube onde devia estar, o glorioso benfica, aquele que sempre admirei..."
sir bobby robson, ex-treinador do sporting e do porto
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joséreisnunes
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tag benfica
09 fevereiro 2008
sistemas tácticos
os leitores do a new order não devem gostar muito de bola. ou então não são benfiquistas. só 3 pessoas votaram na última sondagem e não conseguimos chegar a um consenso. mais uma dor de cabeça para camacho resolver.
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joséreisnunes
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tag sondagem
top tino
o amigo tinaka, imperador do rogel e do território além-mar que um dia há.de voltar a ser nosso, lançou.me o desafio de lhe aconselhar 5 músicas. basicamente eu acho que ele quer impressionar umas miúdas com esta conversa. e eu, como bom samaritano, faço.lhe a vontade. o a new order lança.se hoje no top tino, o top das músicas indie mais sexy de sempre, ou, pelo menos, do dia de hoje.
5. glory box dos portishead. ninguém é alguém no mundo indie se não tiver ouvido os portishead numa determinada fase. e no longínquo ano de 1994 esta foi a música que mais os consagrou. em ano de lançamento do novo álbum, mais de dez anos depois da última aventura da dupla de bristol, os portishead serão certamente um bom tema de conversa com uma miúda.
4. gigantic dos pixies. falar de bandas antigas é como mostrar a uma miúda que somos experts na matéria. e os pixies são tema recorrente em qualquer festa, bar ou discoteca indie. qualquer dj que se preze utiliza.os e gigantic é a canção mais mainstream que o indie já produziu. depois de here comes your man, claro. em ambos os casos, reconhecer os pixies é meio caminho andado para o sucesso.
3. all my friends dos lcd soundsystem. quem quer pertencer a esta troupe tem de perceber que as miúdas adoram os lcd soundsystem. não os conhecer é como não saber quem é o freddy adu quando se entra no estádio da luz. esta música vai tocar em qualquer discoteca trendy e cantar o refrão vai dar cartas com as senhoras. de certeza.
2. blue monday dos new order. incontornável. estás com uma miúda do indie, começa a tocar esta música e tu dizes.lhe: sabias que esta foi a canção que os new order escreveram imediatamente a seguir à morte do ian curtis? depois disto, fazes parte do meio, com direito a ires a casa dela ver o 24 hour party people e tudo. claro que primeiro tens de saber quem era o ian curtis.
1. wake up dos arcade fire. a melhor banda que este século já viu nascer. a melhor música que este século já ouviu. estar no tal bar bera, como tu dizes, sem saber quem são os arcade fire é suicídio. e, quando ao volante do teu volkswagen do tempo das invasões napoleónicas, meteres a k7 com esta música a tocar, vais estar no cimo do monte indie.
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joséreisnunes
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06 fevereiro 2008
uma questão de nervos
todos os dias leio as novidades da pitchforkmedia. é o melhor site sobre música e consegue apresentar na hora uma série de notícias e de críticas a álbuns. no entanto, o recente fascínio que bandazecas sexy e artistas de pseudo hip hop têem despertado no mundo da música já lá chegou, o que faz com que metade dos álbuns revistos anualmente não tenham interesse nenhum. esta estratégia só se percebe pela necessidade de aumentar o tamanho do público, já que todos sabemos que a competição se alastrou na internet e os sites se vêem cada vez mais com dificuldade de sobrevivência.
para além desta rendição, a pitchfork tem um ódio de morte aos the mars volta. é uma coisa que não se consegue explicar, mas disco após disco os rapazes de austin levam com notas miseráveis nos álbuns. frances, the mute, um dos melhores dos últimos 8 anos, por exemplo, levou com 2.0/10. hoje saiu a crítica a the bedlam in goliath, e, mais uma vez, não surpreendeu: 4.3/10. as críticas a estes álbuns vêem sempre envoltas em questões conceptuais muito profundas, com discursos muitas vezes incompreensíveis e referências estéticas que não são colocadas a quase ninguém.
o que eu quero com isto dizer é que a pitchfork está a dar notas elevadíssimas a gangsters que aparecem na (m)tv rodeados de lamborghinis a falar do que fizeram na festa do dia anterior, e depois, quando se trata dos mars volta, falam de incoerências de discurso e de como não se percebe a realização de um álbum em torno de um conceito mais ou menos claro de um ouija board israelita.
eu não sou advogado dos the mars volta. mas que eles sabem mais do que os tipos das capas ensebadas em maquilhagem para fazer ver o trabalho de uma vida passada no ginásio, disso não tenho muitas dúvidas.
no entanto, continuem a classificá.los abaixo de cão.
é um hábito que não devem perder.
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joséreisnunes
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tag imprensa
04 fevereiro 2008
agenda electrónica
é um dos blogs melhor desenhados do panorama nacional (imagem simples e tremendamente eficaz) e é também um dos que melhor informa acerca de lançamentos e eventos na área da música dita electrónica. não sendo propriamente a minha área de interesse, há que destacar o papel da agenda electrónica na blogosphera portuguesa.
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joséreisnunes
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tag blogs
03 fevereiro 2008
the bedlam in goliath, the mars volta
the bedlam in goliath é um álbum de rock a 200km/h. não poderia ser de outra forma.
as personagens principais da banda texana andam há muitos anos a fazer música que de conformada tem muito pouco. podem dizer que os the mars volta já vão em quatro álbuns de repetição de uma mesma fórmula. não é mentira nenhuma. mas as nuances que, disco após disco, os têem feito aperfeiçoar uma espécie de linguagem própria tem muito de positivo. em primeiro lugar porque a música dos the mars volta parece de outra galáxia. em segundo lugar porque não há outros a fazer disto. e em último lugar porque aquilo, depois de muitas horas de audição é certo, soa muito bem.
the bedlam in goliath não é um álbum tão bom como os dois primeiros da banda - de-loused in the comatorium e frances, the mute. em parte porque o factor estranheza face ao desconhecido se perdeu um bocado e em parte porque o factor fundamental da música dos the mars volta - a surpresa de encontrar em cada música uma forma de contornar o que seria óbvio fazer - tornou.se, ao fim de quatro álbuns, a regra. e para uma banda que se diferenciava das demais através do caos instalado em cada música, começar a ser reconhecida por regras é exactamente a antítese dos seus propósitos. de facto os the mars volta podem continuar a fazer álbuns assim que eu não lhes vou levar a mal. mas se tomarem uma direcção completamente diferente - só eles saberão qual e muito poucos senão eles estão, neste momento, em condições de o fazer - conseguirão novamente ganhar o rótulo que já os at the drive-in tinham alcançado.
para já the bedlam in goliath é um dos álbuns mais progressivos dos últimos anos.
o que não deixa de ser pouco para quem sabe tanto.
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joséreisnunes
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tag o lóbi da semana
02 fevereiro 2008
conselho de fim de semana
women as lovers, o novo avanço dos californianos xiu xiu, é um álbum que vai provavelmente passar ao lado de uma grande carreira mediática. é um long play complicado de ouvir, bem ao estilo experimental da banda. é porventura um dos melhores registos deste quarteto, a rever sobretudo em in lust you can hear the axe fall, puff and bunny ou na versão estrondosa de under pressure com a participação de michael gira.
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joséreisnunes
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tag álbuns
01 fevereiro 2008
os do costume
a primeira grande sondagem do a new order resultou na vitória do esperado 3º long play dos portishead, a ser editado em março. em segundo lugar ficou o novo de nick cave (e minha aposta pessoal diga.se) - dig, lazarus dig! - e o dos franz ferdinand. em quarto lugar os bauhaus. os clinic e os the mars volta não tiveram qualquer voto.
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joséreisnunes
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tag sondagem



