12 dezembro 2004

o que é mais surpreendente

nas pequenas crónicas do lobo antunes, e isto confesso que é um privilégio que tenho e a que poucos se dão ao direito, é a capacidade de me pôr a imaginar os lugares de que falam. o facto de saber que vivi perto de muitos destes lugares (na verdadeira acepção arquitectónica da palavra, com tudo o que isso envolve) a que ele se refere, faz com que constantemente consiga imaginar as situações a acontecerem num contexto quase objectivo.
esse, e só esse porque tudo o resto é demasiado intransponível para o homem comum, é a minha cumplicidade com as crónicas de quinta feira da visão, que religiosamente continuo a consumir.

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