nunca se falou tanto de arquitectura em portugal como por estas alturas.
vão-se ouvindo, aqui e ali, comentários fantásticos, sem qualquer pinta de ironia nas minhas palavras, acreditem. a maior parte das pessoas começa sempre a sua opinião por "eu não percebo muito de arquitectura, mas acho que...". isto, para mim, é um paradoxo desculpável. qualquer pessoa, de todas as que ouvi durante esta reclusão forçada dos últimos dias, em que aproveitei para consumir todas as peças relativas à CdM, se manifestou, de forma sincera, em relação a uma obra de arquitectura. alguns gostam, outros não. alguns falam da envolvência, outros referem o impacto, alguns pensam já no futuro e outros aplaudem entusiasticamente com uma posição própria de quem sabe do que está a falar. mas todos, sem excepção, novos ou velhos, estão a falar e a discutir a arquitectura, porque todos os cidadão, ligados ou não à causa, conseguem exprimir as suas ideias sobre uma realidade que lhes é incontornável.
que bom que seria alargar este debate à premente revisão constitucional exigida pela ordem dos arquitectos, e apoiada por este escriba, com vista à modificação do ocaso 73/73.
antes de acabar, deixem.me só dizer que o rui veloso é, neste momento, um verdadeiro parolo. para além de se auto-conotar com a falange velhos-da-boavista (o restelo é tão longe!), não foi convidado para a inauguração, fez beicinho, e alegou que o lou reed era uma escolha de gosto discutível.
eu, pela minha parte, ri-me.
porque o rui veloso é que fundou os velvet underground, privou com o andy warhol, marcou uma geração e percorreu o mundo com o nome próprio a figurar nos cartazes dos concertos. não foi o lou reed.
15 abril 2005
ainda a casa da música/kill yourself (take 3)
por
joséreisnunes
à(s)
4:01 p.m.
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