segundo um artigo de opinião da edição de hoje do público, a direita política portuguesa continua, infantilmente, a demonstrar a sua aversão ao 25 de abril, na forma como omite da lapela a presença do cravo vermelho. para os homens e as mulheres de esquerda (aqueles que são acusados de reinvidicar para si os direitos da revolução, ao mesmo tempo que a dita cuja é rejeitada pelos próprios acusadores), é triste. mas não acho que seja grave.
grave é metade dos deputados do psd e dois terços dos deputados do cds faltarem à sessão da AR evocativa do aniversário do 25 de abril. grave é a sala da AR estar despida de deputados, em virtude da falta de comparência dos deputados da ala centro-direita. grave é o senhor presidente da república discursar para a esquerda, quando a direita tinha o dever de o ouvir.
eu tenho amigos que votam à direita que abominam a data. tenho amigos que não se interessam. e também tenho amigos desse espectro político que se sentem orgulhosos no 25 de abril. e que sentem, tal como eu, a importância que o dia tem.
portugal é um país plural. e eu prezo essa pluralidade.
mas por favor, não tenham a pretensão de querer apagar a história. qualquer que ela seja. doa ela a quem doer.
28 abril 2005
ecos de abril
por
joséreisnunes
à(s)
3:32 p.m.
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