este ano fui pela quarta vez ao festival do sudoeste.
bem diferente de anos anteriores, o sw transformou.se, estupidamente, no algarve dos festivais de música: é ver as meninas da linha a passear os namorados na praia, com o único intuito de adquirir o melhor bronze do grupo de amigas. a música, essa, pouco importa.
o sw massificou.se.
já há carrinhos de choque, farturas, mais de cinquenta mil pessoas na noite de sábado. já temos o sean paul, os korn e a, veja.se, orquestra imperial, seja lá o que isso for. o espírito do sw, neste momento, está em paredes de coura. aquele que era um festival de tendência rock, por onde passaram os flaming lips, os portishead, os placebo, a pj harvey, entre outras superpotências do mundo indie, confina as pérolas ao palco secundário.
passaram por lá este ano os the kills, os the (international) noise conspiracy, o devendra banhartt, o josh rouse e os wray gunn. e passaram muito bem. se fossem sujeitos à fauna no placo principal corriam o risco de ser enxovalhados, porque a malta queria era dançar, bater palminhas e gritar portugal. a malta queria era pensar que são os maiores só porque um vocalista qualquer lhes diz obrigado. a malta queria foder outra vez o concerto dos oasis, porque em portugal tornou.se bem dizer mal dos oasis, mas não conseguiu. porque eles são a maior banda de rock n' roll do mundo, e a única coisa de jeito que passou este ano por aquele palco enorme.
mas a malta só quer é dançar.
16 agosto 2005
pobre povo
por
joséreisnunes
à(s)
3:57 p.m.
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