15 setembro 2005

i see a darkness

quero desde já inaugurar um novo provérbio que figure de ora em diante na lábia do mais comum e insuspeito cidadão português. corporativismos leva.os o vento.

um professor deu.se ao trabalho de colocar um anúncio num jornaleco qualquer a comunicar que se arrependeu de ter votado no zé sócrates. como outros tantos professores que passaram a ter dois meses e meio de férias em vez de três e que, coitadinhos, gastam o papel e a tinta da impressora para uma ficha de apoio em cada semana, e que, coitadinhos, vêm o seu ambiente familiar perturbado porque têm de corrigir testes em casa, como outros tantos professores, dizia eu, sentiu.se e à sua classe por conveniência lesado. e quis dizê.lo a toda a gente.

para aparecer na têvê, na rádio e na k7 pirata como o serafim saudade, digo eu na melhor das minhas intenções.

como qualquer português vulgar, o homem tem todo o direito a errar e a assumir o erro. mas estas limpezas de consciência fazem.se em sede própria e não nos telejornais e o rodrigo guedes de carvalho devia recusar.se a fazer disto uma estória. bastava dizer: não leio. mas não. continuamos a dar voz aos oprimidos do sistema, os professores, aos corporativistas selvagens e demais sindicalistas que só olham para o umbigo e não têm qualquer ideia de sacrifício em nome de um bem comum. 'são sempre os mesmos, o zé povinho é que paga'. pois. mas foi o zé povinho que se habituou a viver de expedientes e de subsídios da cee. agora acabou.
vai trabalhar.
malandro.

Sem comentários: