
de vez em quando, para quebrar a rotina da pseudo crítica de álbuns, que, apesar de apreciada por duas ou três pessoas (na qual não me incluo), não deixa de ser um exercício de pura especulação, tenho esta necessidade de me aventurar pela pseudo crítica de cinema.
eu confesso, e faço.o já depois de ter escrito uns quantos posts sobre filmes, que não percebo nada de cinema.
sinceramente, hitchock, o ian curtis dos movies, não me aquece nem arrefece. e confesso que não consegui ver mais de 10 minutos de citizen kane do orson welles, o bob dylan da sétima arte, nem mais de 30 segundos de nightmare before christmas do tim burton, o billy corgan lá do estúdio. para mim, os filmes de david lynch, o mike patton da imagem, são uma parvoíce. e não compreendo o fascínio que existe por metade dos filmes do stanley kubrick, o tom waits das fitas.
dito isto, acho que the royal tenenbaums, do wes anderson, é um filme fantástico, na medida em que convoca todo um imaginário pop e kitsch com o qual eu sonho que todos os filmes um dia vão ter. um drama em jeito de comédia, que exponencia tudo o que de pior existe no ser humano. uma estória cheia de trejeitos intencionais e de referências à cultura pop e à american way of life. não sendo propriamente um poço de introspecção ou da filosofia e psicologia baratas a que muitas das películas de hoje em dia se dedicam, acaba por ter um toque escondido de reflexão e outro explícito de gosto (a cena em que richie tenta o suícidio ao som de needle in the hay de elliott smith devia ser ensinada a todos os alunos de cinema).
sempre sem demagogias nem paternalismos mensageiros.
continuo a dizer que não percebo nada de cinema. não sei distinguir um super8 duma 35mm. nem sequer sei o que isso é.
mas se isto não é bom cinema, andamos desacertados com a nossa coerência.
12 outubro 2005
The Royal Tenenbaums
por
joséreisnunes
à(s)
5:58 p.m.
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1 comentário:
Este filme é brilhante!
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