a crítica de música em portugal é, como todos sabemos, fraca. para o confirmar não são precisos mais do que cinco minutos: três para ler a crónica de nuno galopim na edição de hoje do dn:música, em que o autor compara os interpol com os the killers e os the faint (duas bandas de um hype sem substância que nada tem a ver com o fantástico mundo interpol) no mesmo texto em que mete os joy division ao lado dos duran duran (sacrilégio).
os outros cinco minutos são para ler a crónica à nova colectânea singles dos new order do disco digital, em que o seu autor afirma peremptoriamente que a carreira dos new order não significou uma viragem em relação aos joy division. ou o tipo nunca ouviu os joy division ou então tem de me esclarecer em que mundo é que vive.
neste não pode ser de certeza, porque joy division sem ian curtis não é igual a new order.
o fim dos joy division e o nascimento dos new order marcou uma mudança estética, de comportamento, de direcção nas influências e na linguagem, de vivência e interpretação do mundo e da vida brutal. o autor devia ouvir a ceremony para compreender que ali é encerrado um capítulo.
mudam as personagens e muda o caminho.
ouvir a disorder (primeira música do primeiro álbum de joy division) é um mundo. ouvir a blue monday (primeiro single consagrado de new order) é outro mundo.
completamente diferente.
18 novembro 2005
contra informação
por
joséreisnunes
à(s)
7:10 p.m.
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