
os libertines tinham tudo para ser os sex pistols dos anos 00 se se interessassem minimamente por política e se a relação de ódio entre as duas mentes criativas - doherty e barat - a droga e kate moss não tivessem estragado tudo.
tinham o feeling, a chama, a aura, chamem.lhe o que quiserem, não me interessa.
só me interessa pensar que existiu durante dois ou três anos um hype saído de uma sala de ensaios muito parecido àquele que johnny rotten e sid vicious transformaram na maior revolução sem armas da história do reino unido.
tempos depois do fim pete doherty volta à carga com os babyshambles. o mote é dado pela segunda música: fuck forever.
o álbum, como a música, é um postal ilustrado para um estilo de vida. a música, como a vida do seu principal compositor, é fluida, honesta consigo própria, desinteressada, descomprometida com regras e com pretensões. down in albion é, muito provavelmente, o marco da inversão da carreira de doherty. descomplexado e liberto de intrigas - até mais ver - o músico atira.nos com um sólido início para uma banda que muito nos promete.
não são fantásticos, mas são reais. não há cá maquilhagens nem corzinhas nas bochechas.
é rock à the clash (mick jones assegura a produção), é espírito punk, rebeldia e james dean numa harley. são os specials de vez em quando a regressarem à jamaica. é a inglaterra a ganhar a final do euro2008, o george best a voltar à terra, o príncipe carlos exilado em frança. é o labour sem poder nenhum.
é aquele espírito da velha albion que julgávamos perdido.
7.5/10
25 novembro 2005
down in albion, babyshambles
por
joséreisnunes
à(s)
9:15 p.m.
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