27 dezembro 2005

para o bem e para o mal

este talvez seja o último post de 2006.
o ano que acaba deixa.nos sobretudo com a exaustiva memória já traçada nos prémios a new order in 2005, às quais faltam sempre, como é evidente, momentos que vamos esquecendo.
já falei do illinois do sufjan stevens mas deveria também ter relembrado o ep dos fiery furnaces ou as lucky dog recordings de stuart staples. poderia também ter falado de todos os outros álbuns que ouvi com edição anterior a 2005. dos the who, velvet underground, tom waits, neil young, iggy pop, bauhaus, nina nastasia, gang gang dance, jackie-o motherfucker, entre tantos outros.
poderia também falar de saraband, o último filme de ingmar bergman, de dezenas de filmes que já nem me recordo, ou das crónicas de bob dylan que estão ali em cima da mesa de cabeceira à espera que as leia. ou da colectânea the blues de martin scorcese que vou começar a ver não tarda nada.
das exposições, concertos, festivais, festas, viagens, jantares entre amigos.
poderia, mas escolho não o fazer, falar dos terramotos, dos furacões, dos políticos e actores mortos, de mudanças políticas, de conquistas pessoais e colectivas mais ou menos relevantes.

reservo.me ao direito de escolher lembrar que o benfica é o campeão nacional.
e escolho lembrar tudo aquilo de que falei no início, as coisas positivas, aquelas que conseguimos, logo ao primeiro instinto, recordar.
no fundo é isso que conta não é?

1 comentário:

Anónimo disse...

black dice.já é tradição...nem sequer junto aos gang gang dance e jackie-o motherfucker na referênciazita que lhes fizeste...és um gajo fdd.

p.s. touché no prémio aos mars volta.
p.s.2 adivinhei o álbum mais sobrevalorizado.