
longe vão os tempos em que os liars se deram a conhecer ao mundo com um álbum de dança para punks que hoje temos a certeza ser uma das mais estimulantes estreias dentro de um capítulo de similares, a par dos de tipos como os yeah yeah yeahs ou os clinic.
de facto, o álbum de estreia dos liars lançou.os, ainda que pelos motivos errados, para uma classe de bandas que tentam recriar o rock. no entanto, os liars sempre foram diferentes dos demais, talvez por causa da crueza e o espírito anárquico que imprimiram ás composições.
se assumirmos a faceta do hype que nos acompanha há alguns anos como pós-rock, diríamos que drum's not dead é uma das mais bem conseguidas experimentações de um caminho que promete vir a ser turtuoso. é claro que muitas das bandas que surgiram com esse fenómeno são, tão só, recriações mais ou menos originais de fórmulas já conseguidas. é por isso que os arcade fire, os gy!be, os interpol ou os sigur rós se assumem como os primeiros da linha de batalha: porque estão a desbravar caminho rumo ao rock do século 21.
nessa linha de pensamento, o novo álbum dos liars afasta.se definitivamente da linha imediata de they threw us all in a trench and stuck a monument on top. este é, sem sombra de dúvidas, um álbum que hoje só podemos apelidar de experimental, na medida em que está bastante ao lado de cânones e convenções que se começaram a estabelecer a partir da mediatização de bandas como os the killers ou mesmo os fraquinhos kaiser chiefs e kasabian.
sintetizando, e porque não me parece crível estabelecer um discurso elaborado sobre este primeiro grande tiro de 2006 (a não ser que o final do disco é, simplesmente, assombroso, diria apenas que existem esses, os que vão levar à morte o movimento revivalista que tanto interesse me despertou, e depois existem os outros, os liars, por exemplo, que estão a recriar o rock, sem regras nem intuitos comerciais.
o espírito punk é este. a música, essa, não tem rótulo.
ainda nos escapa.
8/10
26 fevereiro 2006
drum's not dead, liars
por
joséreisnunes
à(s)
4:44 p.m.
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1 comentário:
clap clap.
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