ouve.se por esta altura, com crescente preocupação, evidentemente, o descalabro da imagem imaculada e progressista que a frança cultivou durante tanto tempo. a questão das manifestações estudantis, que resulta da tentativa de aplicação de leis do trabalho ultra liberais, tem tido a consequência de mostrar ao mundo a força do estado vergar.se perante os arruaceiros extremistas.
se, durante a recente crise dos motins suburbanos o estado francês respondeu com veemência e de forma afirmativa, ainda que sem a capacidade de prontamente resolver a situação, só nos pode preocupar agora que não exista a fortificação da autoridade legítima do país sobre os que não o respeitam.
não quero com isto dizer que a estratégia política é a correcta - porque não é - ou rejeitar o direito à indignação. mas uma coisa é ser contra alguma coisa por convicção. outra é aquilo que a televisão mostra. quero com isto dizer que a frança não vai conseguir, desta forma, evitar uma escalada de violência exponencial.
quando os grupos de delinquentes marcam o passo dos confrontos, alguma coisa está mal. e quando um país, para além de ter esquecido há muito o slogan da revolução que impõs à europa, ouve o seu povo falar de uma lei da rua que prevalece sobre a lei do estado, pior.
17 março 2006
a lei da selva
por
joséreisnunes
à(s)
9:27 p.m.
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