08 dezembro 2004

chovem sapos



depois de 2horas e meia absolutamente fantásticas, capazes de criar verdadeiras personagens com uma vida própria, não fosse apenas um filme, de entrecruzar caminhos, de explorar os antípodas das reacções humanas, de desconstruir alguns mitos das relações interpessoais, de falar sobre a realidade e sobre estranhas coincidências.
e esta chuva de sapos, momento de surrealidade com fundo de verdade, fortíssimo enquanto fase de viragem da estória, acaba também por marcar um momento de catarse possível do filme, da mesma forma que quando as personagens cantam o 'wise up' da aimee mann se percebe que atingiram o limiar da depressão.
porque magnólia é um filme para fazer chorar as pedras da calçada e deprimir qualquer homem, mesmo que os homens não chorem,
torna-se uma película apaixonante.

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