a minha referência a kyoto (derivada da banda sonora do filme lost in translation que contém uma música chamada alone in kyoto dos air) deu nisto: um comentário em jeito de convite do utilizador japan shuffle que gentilmente nos faz uma visita guiada ao seu país, em
http://japanshuffle.blogspot.com/
japan shuffle: thanks for your invitation. i'm looking forward to visit your blog. remember to keep stopping in a.new.order.
23 março 2005
alone in kyoto 2
por
joséreisnunes
à(s)
6:12 p.m.
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o big brother

este sistema de meeting people que já referi - o afamado hi5 - tem muito que se lhe diga. a ideia de uma grande rede de amigos e da criação de laços entre os amigos dos amigos é uma ideia que, não sabendo este escriba se é original, tem pelo menos a sua novidade.
é claro que os puristas vão relembrar a história do conceito big brother. vão relembrar o livro do george orwell, vão falar do alheamento provocado pelo efeito big brother televisionado, vão falar no sistema de inteligência norte-americano, quiçá o caso deep throat, e claro, vão conotar esta forma contemporânea de convivência com a robotização do homem.
[espero que não se lembrem de referir a campanha instalada em portugal para fazer do benfica campeão, do porto o grande perdedor e do sporting a vítima...
confesso, no entanto, que ao princípio me estranhou um bocado esta coisa de ter uma foto e os meus interesses na net e de, porventura, ser amigo de centenas de pessoas às quais nunca pus os olhos em cima. no entanto, e em prol dum certo reconhecimento da evolução da espécie, de novas fronteiras e de uma nova ordem, declaro-me completamente a favor da legalização das amizades cibernáuticas. e declaro-me simpatizante do partido hi5, sem que isso signifique uma devoção drástica à causa.
é que tem piada, sabem...
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joséreisnunes
à(s)
3:43 p.m.
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22 março 2005
o neo-liberal
decidi-me pela abertura à sociedade civil do a new order. já é tempo de criar novas fronteiras. por isso internacionalizei a minha imagem, criei uma conta no people-meeter do momento, o hi5, onde declarei abertamente que a minha vida é exposta diariamente neste sítio. como o meu perfil já foi visto por uma pessoa, estou com grande expectativa.
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joséreisnunes
à(s)
10:52 p.m.
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a inveja
"(...) Uma vasta campanha nacional em curso (...) tem como objectivo levar o Benfica ao título, nem que seja por decreto-lei."
Miguel Sousa Tavares, A Bola, 22-03-2005
porque o benfica é que tem a culpa que o fcporto do MST tenha andado a brincar aos hipermercados, vendendo os seus melhores valores e comprando jogadores de inegável falta de qualidade.
porque o benfica é que tem a culpa que o fcporto esteja mal habituado a não perceber que não tem fio, nem nada, de jogo.
porque o benfica é que tem a culpa de os jogadores do fcporto serem os mais indisciplinados da superliga, com a tendência quase esquizofrénica de agredirem sistematicamente os seus adversários (vide mccarthy, seitaridis, fabiano, pedro emanuel, et caetera...).
porque o benfica é que tem a culpa de chegar ao final dos jogos e pontuar.
porque o benfica é que tem a culpa de ser a equipa que mais jogos ganhou este ano.
é por tudo isto que o sistema do dias da cunha se transferiu para o dragão.
claro...
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joséreisnunes
à(s)
3:10 p.m.
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21 março 2005
resposta a um comentário já com alguns dias
smo:
olá mais uma vez!
o último comentário que fez no blog já tinha desaparecido dos posts visíveis, pelo que optei por utilizar um novo post para a minha resposta.
é verdade que eu acho que se exagerou um pouco na qualificação do million dollar baby. gostei muito do filme, adorei a forma como foi tratada a luz, porque sempre me atraíram filmes escuros e enevoados. o filme é extremamente equilibrado, bem realizado e, sobretudo, honesto. mas, na minha opinião, falta-lhe aquilo a que eu chamo de "factor lost in translation", que é aquele último passo que distingue os grandes filmes desta obra-prima (até mais ver, ou até aparecer outro ainda melhor). o filme de que falou - the village - é, sem dúvida alguma, um filme fantástico. e a luz utilizada para a fotografia foi aquilo que, curiosamente, mais me chamou a atenção quando o vi no cinema. já aqui tinha escrito um post há uns tempos, ao fazer um top de filmes de 2004 (já agora aproveito para confidenciar que a mania de fazer tops por tudo e por nada foi obra de um filme com o jonh cusack que eu não me lembro do nome mas que se passa à volta de uma relação e de uma loja de discos. fazer tops sobre qualquer coisa tem muita piada...e podem-se sempre inventar novos posts para introduzir um filme, uma música ou um álbum que se tenha esquecido).
falou também na música que anda a perder e que eu me farto de publicitar. ao contrário do que os comentaristas fazem crer, faz-se muito boa música actualmente. é verdade que não é fácil ser editado um novo 'the queen is dead', ou um 'surfer rosa' ou um 'closer'. mas há bandas relativamente novinhas a produzir momentos dignos de registo, quer ao nível do songwriting cru e duro, quer ao nível da composição mais exuberante. o nebraska do springsteen tem sido muito bem revisitado ultimamente. e as bandas de post-rock caem quase sempre bem.
obrigado pelos comentários, e até à próxima.
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joséreisnunes
à(s)
7:53 p.m.
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sometimes
Close my eyes
Feel me now
I don't know how you could not love me now
You will know, with her feet down to the ground
Over there, and I want true love to grow
You can't hide, oh no, from the way I feel
Close my eyes
Feel me now
I don't know, maybe you could not hurt me now
Here alone, when I feel down too
Over there, when I await true love for you
You can hide, oh now, the way I do
You can see, oh now, oh the way I do
(my bloody valentine, to v.)
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joséreisnunes
à(s)
6:55 p.m.
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20 março 2005
o regresso
(BRT).jpg)
do fim de semana em casa trouxe-me, para além de dinheiro, do capuchinho vermelho da paula rego e de filmes sem história, o london calling dos the clash, o funeral dos arcade fire, a banda sonora do lost in translation, dois álbuns do bonnie 'prince' billy (master and everyone e i see a darkness) e o i could live in hope dos low.
para breve, os comentários.
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joséreisnunes
à(s)
10:32 p.m.
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17 março 2005
conduzir um carro em lisboa
é um pouco como conduzir uma mota de água em alto mar.
a quantidade de buracos, tampas de esgoto salientes e condutores perigosos é tal, que torna-se muito difícil não fazer do volante um leme.
de um lado, para o outro.
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joséreisnunes
à(s)
6:43 p.m.
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16 março 2005
if i'm so evil why are you satisfied?

os the kills, em no wow, escreveram, finalmente, a canção do ano.
rodeo town.
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joséreisnunes
à(s)
7:32 p.m.
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frances, the mute

dos texanos The Mars Volta é um manifesto cada vez mais raro no mundo da música. longe de ser um álbum conceptual no tema, acaba por o ser na forma. para além dessa unidade, explora como poucos a fusão da força do rock com a liberdade musical. criando novas fronteiras, tem tudo para se tornar um álbum imortal, de culto, claro.
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joséreisnunes
à(s)
6:29 p.m.
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15 março 2005
13 março 2005
Children don't grow up, our bodies get bigger and our minds get torn up
por
joséreisnunes
à(s)
3:34 p.m.
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campo baeza

sempre gostei de pátios interiores bem desenhados e bem delineados, onde o branco predomina e onde uma árvore ou a água contida em paredes ganha lugar de destaque. sempre apreciei a tipologia do pátio enquanto elo de ligação entre interior e exterior. se for associado a uma habitação, melhor. perco.me sempre nos pátios modernistas de arquitectos ditos minimalistas.
campo baeza, autor do pertinente livro "a ideia construída", assume-se como um essencialista, ao invés de minimalista.
justifica-se.
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joséreisnunes
à(s)
3:18 p.m.
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12 março 2005
method acting
There is no beginning to the story. A bookshelf sinks into the sand and a language learned and forgot, in turn, is studied once again. It's a shocking bit of footage viewed from a shitty TV screen. You can squint through snowy static to make out the meaning. Just keep on stretching the antennae, hoping that it will come clear. We need some reception, a higher message, just tell us what to fear. Because I don't know what tomorrow brings. It is alive with such possibilities. All I know is I feel better when I sing. Burdens are lifted from me, that is my voice rising! So Michael, please keep the tape rolling. Boys keep strumming those guitars. We need a record of our failures. We must document out love. I have sat too long in my silence. I have grown too old in my pain. To shed this skin, be born again, it starts with an ending. So thank you friends for the time we shared. My love stays with you like sunlight and air. Oh how I truly wish I could keep hanging around here but my joy is covering me. Soon, I will disappear. It's not a movie, no private screening. This method acting, well, I call that living. It's like a fountain, a door has been opened. We have a problem with no solution but to love and to be loved. So, I've made peace with the falling leaves. I see their same fate in my own body. But I won't be afraid when I am awoken from this dream and returned to that which gave birth to me. And the story goes on and on and on and on...
(Conor Oberst)
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joséreisnunes
à(s)
10:45 p.m.
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11 março 2005
11-M

a minha homenagem, irremediavelmente parca em palavras, vem sob a forma de banda sonora.
this gentle heart's like shot birds fallen
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joséreisnunes
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9:44 p.m.
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09 março 2005
nos momentos
de tédio e de desconfiança a todas as alternativas para ocupar o tempo, sejam elas de trabalho ou de lazer,
e pese embora a nossa vida parecer cada vez mais condicionada pelo factor tempo-disponível,
sabemos que nesses momentos podemos sempre contar com as músicas do tom waits.
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joséreisnunes
à(s)
10:59 p.m.
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08 março 2005
liga dos últimos
seremos sempre os últimos, orgulhosamente, enquanto não aprendermos a subir na vida à custa dos outros.
seremos sempre os últimos enquanto não aprendermos as regras do pretensiosismo e a matreirice de jogar sempre, na hora certa, do lado do poder.
continuaremos a ser os últimos enquanto não conseguirmos ter o descaramento necessário para copiar os outros, para dizer barbaridades que soam a mel a quem as ouve e a confundir escolhas com adjectivos supérfluos.
continuaremos, dizia, a ser orgulhosamente, os últimos.
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joséreisnunes
à(s)
8:20 p.m.
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rever a história
o paulo portas nunca devia ter mandado pôr a fotografia do freitas no caldas.
porque devia ter previsto que um dia se ia arrepender.
o paulo portas nunca devia ter mandado tirar a fotografia do freitas do caldas.
porque devia ter aprendido em criança a não fazer beiçinho.
o paulo portas nunca devia ter mandado o fantoche n.2 justificar.se por ele.
porque não há justificação nenhuma para tamanha falta de maturidade democrática.
o paulo portas nunca devia ter fundado o independente.
e nunca devia ter sido o maior camaleão político, vulgo comadre, da história recente de portugal.
porque foi ele, e não o freitas, que o fez para subir na vida.
o freitas fez as alianças que fez por convicção política, sem nunca jogar dos dois lados da barricada.
queira-se, ou não, goste-se, ou não, o freitas é um homem íntegro.
o paulo portas nunca devia ter sido filho do nuno portas. mas talvez mereça ser filho da helena sacadura cabral.
e a ponte 25 de abril nunca deveria ter sido chamada de ponte oliveira salazar.
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joséreisnunes
à(s)
8:13 p.m.
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07 março 2005
gigantic
é apenas um filme sobre a história de uma pugilista que sobe a pulso na vida. à custa da perseverança, do esforço e da obstinação. sobre a história de um treinador de pugilistas, com o ar desanimado de a quem todos devem, que descobre o caminho para a re-humanização. sobre a história de um ex-pugilista, que re-descobre a crença no jogo.
sobre a história de como tudo pode mudar de um momento para o outro, por fraquezas ou por desatenções. sobre como existe uma saída lógica.
é apenas um filme sobre, enfim, a vida.
o que não é nada pouco.
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joséreisnunes
à(s)
6:28 p.m.
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05 março 2005
hoje comprei
este álbum, verdadeira pérola underground da folk alternativa 
e este filme
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joséreisnunes
à(s)
10:20 p.m.
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04 março 2005
um comentário sério
depois da divulgação do governo de josé sócrates, a chusma do ppd, que agora anda em fanicos e onde ninguém quer o lugar que detém - santana não quer ser deputado, guilherme silva não quer ser líder parlamentar, manuela ferreira leite não quer ser candidata, carmona rodrigues não quer pôr-se a mexer da câmara - chegou-se à frente para dizer que a montanha pariu um rato e que a tralha tinha voltado.
de outro lado, os comunistas repetiram: 'neo-liberalismo!neo-liberalismo', como se nunca os tivéssemos ouvido dizê-lo antes.
da esquerda em bloco, um 'er...não parece bem...', na suprema arrogância de quem tem mais votos dos que aqueles que merece, nunca dispostos a dar o benefício da dúvida.
da extrema direita encapuzada, nem sinal. terão definhado?
os comentadores ressalvaram em boa hora a ausência de vitorino e a estranheza de freitas do amaral (com a acusação imberbe do tacho pelo voto).
depois da vergonha que foi a reacção à hecatombe eleitoral, em que todas as desculpas serviram para justificar o desastre das políticas de direita, apraz-me agora fazer um comentário sério a estas declarações verdadeiramente assombrosas. não fosse este um comentário sério, e chamar-lhes-ia de merdosas.
há que ter alguma seriedade.
mas vamos por partes.
a tralha. mariano gago é tralha? antónio costa - vice-presidente do parlamento europeu - é tralha? augusto santos silva?.
a ruptura. jorge coelho, seguro, ferro rodrigues, carrilho, jaime gama e vitorino, ficam no banco. para outros cargos? possivelmente. falta um presidente para a AR, um presidente para o grupo parlamentar, um presidente para a CML e um presidente para o país. se guterres não se chegar à frente, temos neste quinteto (jorge coelho não conta), cinco homens para quatro cargos. homens fortes no governo e no partido. adivinhem o resto.
a esquerda. jorge lacão (acérrimo de manuel alegre - que eu não me importava de ver na tribuna vip de são bento).
a garantia de trabalho e de competência: economia e finanças.
o descompromisso com o seguidismo político. confirmar com o espiríto das Novas Fronteiras e com a quantidade de ministros que não pertencem ao aparelho partidário.
a tecnocracia em mistura com a política.
freitas. um percurso político notável, um cargo de prestígio na ONU, uma mudança da mentalidade política, qualidades inegáveis para o cargo que vai ocupar. estranha-se mas entranha-se. fica apenas um senão: os valores da esquerda são diferentes dos da direita. e os valores não se mudam. ressalva o toque de exotismo político no elenco governativo de centro-esquerda.
portanto, dizia eu em tom sério, que o ppd não pode continuar a ter a postura política que teima em reafirmar. reformem-se internamente primeiro e esperem pelas reformas prometidas. depois, e entretanto, claro, se for o caso, critiquem.
mas até lá, por favor, façam o favor de ser felizes, calando-se.
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joséreisnunes
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11:26 p.m.
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as sextas feiras
passaram a ser não o sinónimo de algum relaxamento pré-fim-de-semana que esperava, mas sim o agoiro de dias negros.
porque chegar à sexta feira e gramar com oito horas de aulas intercaladas com uma horita para almoço, sair de monsanto para gramar com mais três quartos de hora no trânsito, porque toda a gente decidiu sair às seis da tarde de casa para a segunda circular, é um péssimo começo do final da semana.
e dessa forma, todas as sextas feiras servirão para corroborar a minha má disposição constante ao longo de uma parte dos dias.
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joséreisnunes
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9:20 p.m.
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03 março 2005
os novos álbuns do dia

1 - the mars volta/frances the mute
2 - pixies/surfer rosa
3 - wilco/a ghost is born
4 - the faint/danse macabre
5 - the afgan whigs/gentlemen
6 - bright eyes/lifted or the story is is the soil, keep your ear to the ground
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joséreisnunes
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7:56 p.m.
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how does it feel to be on your own, with no direction home, like a complete unknown?
todos os dias acordo mal disposto.
e em mais de metade deles continuo mal disposto durante o resto do dia.
e em grande parte deles chateia-me a quase totalidade das coisas que ouço dizer durante o dia.
admito que sim.
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joséreisnunes
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5:59 p.m.
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02 março 2005
o a new order
anda bastante preguiçoso.
é verdade que ainda não arrancou a sério depois da interrupção entre semestres, mas tenho ideia que já é altura de se re-inventar, sob o risco de uma morte prematura.
entretanto, este vosso fiel escriba ganhou alento ao saber que existe a possibilidade de se deslocar a amsterdão daqui a 3 semanas e 1/2.
a confirmar em breve.
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joséreisnunes
à(s)
10:13 p.m.
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01 março 2005
se calhar hoje
ainda vou ver o "melhor filme estrangeiro do ano"
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joséreisnunes
à(s)
4:50 p.m.
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