as birras da amy winehouse
a energia da ivete sangalo
o cristiano ronaldo
31 maio 2008
já não há paciência para
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joséreisnunes
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6:17 p.m.
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29 maio 2008
animal collective, lux
entre o tédio e a genialidade os animal collective viraram do avesso o rés do chão da discoteca lisboeta.
esperava.se muito do trio de baltimore. os dois últimos avanços em álbum (feels e strawberry jam), já algo distantes das primeiras investidas de puro experimentalismo, confirmaram.lhes o estatuto de banda da linha da frente do rock indie. e se em álbum as coisas são quase perfeitas - como a super bock - no formato ao vivo é um mundo ilimitado de opções.
ontem à noite os animal collective recusaram.se a debitar as músicas tal qual as conceberam e optaram por atribuir.lhes novas roupagens. o resultado foi, tal como a banda, bipolar. entre alguns largos minutos verdadeiramente aborrecidos - o início, então, foi escandaloso - o saldo final regista algumas das melhores abordagens rock já conseguidas ao vivo, pelo menos das muitas a que já assisti. a versão encadeada de peacebone e fireworks, o registo de comfy in nautica de panda bear, o primeiro final com a nova brother sport ou a grande catarse com grass, do anterior feels, foram momentos altos de uma prestação que, se tivesse seguido o patamar de exigência com que nos brindaram em grande parte do alinhamento, poderia ter sido a hora e meia mais avassaladora dos últimos anos na capital.
sendo assim, ficaram.se pelo quase.
o que não desmorece em nada a minha ideia de que os animal collective são, no sentido bíblico, os profetas dos tempos modernos.
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joséreisnunes
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3:49 p.m.
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tag concertos
24 maio 2008
kizomba do brasil
já não andava de metro há quase um ano.
a última vez que o tinha utilizado foi no dia de santo antónio, quando lisboa não tem espaço para mais carros e os dependentes motorizados como eu são forçados a quebrar as rotinas. na segunda paragem da primeira viagem, para mal dos meus pecados, tomo consciência de que o que já tinha lido num blog sobre a nova moda que está a assolar a capital, é realmente verdade. hoje em dia há gente que entra nos transportes públicos, liga o telemóvel a debitar mp3's manhosos no som máximo e só dá descanso aos ouvidos da malta na estação de saída.
neste caso, e como se não fosse nada com ele, o tipo entra no metro, mete uma kizomba, leva o telemóvel ao bolso e só em entrecampos é que o deixei de ouvir. ao princípio ainda pensei que era o rádio do metro, mas acabei por tomar consciência do que é que se estava a passar quando o som diminuía à medida que o homem se afastava.
a manhã de trabalho termina e a viagem de regresso reserva.me o quê? mais uma kizomba, desta vez até aos anjos, altura em que outro tipo resolveu sair do metro.
quando o telemóvel começou a guinchar levei a mão ao meu. a ideia era fazer concorrência mas acabei por perceber que só tinha o mp3 dos mgmt que serve de toque e uma música do patrick wolf que serve de despertador. para evitar levar uma carga de porrada de um ressabiado qualquer, acabei por desistir da ideia.
mas daqui a um ano, quando voltar a utilizar o metro, e se esta moda ainda não tiver acabado, terei preparado um mp3 da cavalgada das valquírias para, numa assombrosa touche surrealista, deixar toda a gente da carruagem de boca aberta com a potência sonora do meu sony ericsson, e o disco da kizomba do brasil a piar fininho.
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joséreisnunes
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3:14 p.m.
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tag voz do povo
18 maio 2008
report:semana académica de lisboa
generalizou.se a ideia de que as semanas académicas são feitas à base de sagres ou superbock, conforme o patrocínio for maior ou menor. e, de facto, o que tenho tido oportunidade de ver nos últimos anos (e não só em lisboa diga.se) é que as celebrações das semanas académicas são bem regadas, invariavelmente, com muito alcool e muita música.
e pergunto...aparte os lamentáveis problemas a longo prazo que daí possam resultar para o fígado dos estudantes, qual é o problema? há tempo para tudo e quem lá põe os pés, sabe ao que vai.
isto tudo para dizer que se forem à SAL à procura de ouvir música, esqueçam. o ambiente vai distrair.vos e vai direccionar.vos para outras batalhas.
o último dia das festividades de 2008 no parque tejo acabou, como não poderia deixar de ser, em clima de festa e de comunhão entre público e as bandas presentes. do que pude ver - e do que posso destacar - os buraka som sistema continuam a ser um must da juventude lisboeta. há muito que deixaram o discurso cauteloso que mantiveram no início de carreira, e são, hoje, uma banda das massas. e não o entendam num sentido depreciativo. os buraka meteram a malta de telheiras e de campolide a dançar como se toda a vida tivessem vivido na damaia e fossem do club kuduro desde pequeninos. e isso, mais do que uma moda, é um sinal do melting pot cultural que é lisboa. continuo a não me sentir minimamente tentado a ouvi.los enquanto trabalho, mas reconheço hoje que a dimensão da banda é sobretudo a de ser o espelho de uma cidade que não é branca nem preta, é tudo isso há muitos séculos e vai continuar a seguir essa escolha.
de resto, e para abreviar porque há gente que vai escrever sobre a SAL muito melhor do que eu o posso fazer, destacar o ambiente saudável, a boa organização - melhor até que a do SBSR se querem que vos diga - e o fortalecimento da minha ideia de que uma semana académica merece um espaço bem melhor do que aquele. vejam o caso de coimbra ou do porto e pensem: se levaram aquela malta toda a loures (com as dificuldades de transporte inerentes) quantas pessoas não metiam na cidade universitária, na alameda, ou mesmo em algés? com o cartaz em causa - sem dúvida do agrado de muitos estudantes - a SAL teria outro impacto e outra exposição.
fica a sugestão.
n.b. - um agradecimento à lift, na pessoa do filipe marques, pelo "convite" e pelas informações, e por terem percebido antes de muitas outras empresas da área das comunicações que a blogoesfera é um mercado em crescimento. e que a divulgação de eventos, hoje em dia, se pode fazer não apenas através dos meios de comunicação tidos como normais, mas também por intermédio de quem, com as inerências resultantes dos escassos meios disponíveis, acaba por ganhar uma franja consistente de público.
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joséreisnunes
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4:56 p.m.
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tag concertos
15 maio 2008
take your time
estamos em modo off até isto acalmar um pouco.
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joséreisnunes
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10:01 p.m.
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tag actualidade
12 maio 2008
SAL
a não perder até sábado a semana académica de lisboa, com performances várias e outros acontecimentos de destaque. ponto alto, obviamente, na última noite, com a presença dos kalashnikov. mas vejam o site que está muito bem concebido.
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joséreisnunes
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6:20 p.m.
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tag concertos
the national, aula magna
até ao momento em que o vocalista dos the national resolveu saltar para a plateia tenho a dizer.vos que o concerto estava a ser bastante morno.
é claro que as canções são óptimas, disso não há dúvidas. os the national são músicos fantásticos e muito empenhados. simplesmente acho que o concerto estava a ser quebrado com as interrupções entre as músicas. acho que os rapazes deviam fazer como os interpol e tocar o que tinham a tocar tudo de seguida sem conversas nem perdas de tempo. o que é facto é que a partir daquele momento tive que me levantar porque já não conseguia ver nada e o concerto ganhou realmente outra dinâmica. logo a seguir chegou o momento de antologia, com a interpretação perfeita de fake empire, a faixa que abre boxer.
de resto, não tenho muito mais para vos contar, a não ser que quando aquilo acabou saí da aula magna a pensar sinceramente que tinha estado ou numa performance das adufeiras de monsanto ou numa convenção de power dance. a primeira imagem surgiu.me com as palminhas do público, irritantes e desconexas. os portugueses não são, regra geral, muito dotados musicalmente, o que faz com que cada ritmo marcado pela bateria dê para bater palmas. o que geralmente acontece é que se trocam todos e alguém da banda tem de os ajudar a encontrar o ritmo certo. já o vi repetidas vezes.
a segunda imagem surgiu.me quando vi um casal na fila da frente aos saltinhos e a dançar como se estivessem no ginásio, naquelas máquinas de step. não percebi aquela excitação toda mas sempre é mais divertido do que aqueles que se agarram aos cabelos como se estivessem em grande sofrimento com as músicas mais introspectivas das bandas. aqueles dois fizeram.me lembrar o célebre caso das dançarinas num dos concertos dos sigur rós a que assisti, que, do alto das laterais, simulavam um bailado no mínimo esotérico.
estórias aparte, os the national são fantásticos. o concerto foi de facto muito bom, quase exclusivamente centrado no último long play - boxer - mas com algumas recordações do passado muito bem escolhidas e com algumas derivações instrumentais que oscilaram entre o muito bom - o final - e o dispensável.
duas notas finais: uma para a pose do berninger, que não percebi se estava bêbedo ou se é mesmo assim esquisito (e acreditem que já vi muitos vocalistas esquisitos e ainda mais bêbedos), e outra para as palavras que a banda destinou ao maior génio português das últimas décadas, ao dedicarem a actuação ao maestro rui costa.
é claro que os the national não falaram do rui costa, mas eu tinha de arranjar maneira de introduzir o tema.
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joséreisnunes
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6:02 p.m.
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08 maio 2008
jerónimo
estava a ouvir o líder do pc a discursar no parlamento e de repente percebi: o apocalipse está a chegar.
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joséreisnunes
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4:09 p.m.
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07 maio 2008
breves
the evangelist, robert forster [2008] - doze anos depois de warm nights, e com a extinção dos the go-betweens devido à morte de grant mclennan , robert forster dá um novo impulso à sua carreira a solo com este the evangelist. considerado como a catarse dos the go-betweens, ou até como o derradeiro álbum da banda sem a banda, the evangelist é um dos discos mais sólidos de 2008. dentro do género, é do melhor que se tem feito.
anywhere i lay my head, scarlett johansson [2008] - não quero dizer que este álbum é inenarrável. a musa de que se trata não o merece. mas ao falarmos de um álbum praticamente constituído por versões do melhor intérprete norte-americano depois de dylan, anywhere i lay my head não poderia não ser inconsequente. meus amigos, esqueçam! não há hipóteses... tom waits não pode ser revisto. fica, no entanto, a promessa de uma voz de actriz que não assusta (esta é para a juliette lewis...).
sunday at devil dirt, isobel campbell and mark lanegan [2008] - se seguir a linha de the ballad of broken seas deve ser óptimo. simplesmente ainda não tive oportunidade de o ouvir. mas promete...
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joséreisnunes
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3:35 p.m.
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tag álbuns
santo é o senhor
santogold, o projecto que junta santi white e john hill na intenção de mestiçar o rock - com maior contenção do que faz, por exemplo, M.I.A. - tem vindo a gerar grande entusiasmo junto dos media.
tido por muitos como a grande revelação de 2008 - o que em si nem é nada de surpreendente dada a amplitude estética do projecto, muito semelhante a outras apostas de anos anteriores - foi obviamente a curiosidade que me levou a ouvir o álbum de estreia, e não tanto o interesse por esta franja da produção rock.
e, na minha humilde opinião, estamos perante mais um caso de sobrevalorização extremamente comum na cultura mediática actual. santogold não é um álbum mau. é simplesmente um álbum razoável (mais estimulante em momentos instantâneos do que consistente a longo prazo) que não justifica um tão grande hype. de qualquer maneira tenho ideia de que o fenómeno só tem tendência para aumentar: santogold é claramente um disco de verão, solto e descomprometido em muitas alturas, que bebe dos stiffed a influência necessária para agradar a muitas camadas. no entanto, tal como com as modas de anos anteriores, ainda não é desta que se está a fazer um álbum para a eternidade...
lamento desapontar.vos.
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joséreisnunes
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3:20 p.m.
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05 maio 2008
novas da semana
sunday at devil dirt, isobel campbell & mark lanegan [2008]
anywhere i lay my head, scarlett johanson [2008]
the evangelist, robert forster [2008]
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joséreisnunes
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6:06 p.m.
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